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UNIÃO ZOÓFILA E ANIMAIS NA LITERATURA

Christopher Furlong/ Getty Images

 

 

A União Zoófila foi alvo de um assalto. Deixaram 800 gatos praticamente sem nada. O cofre foi vandalizado e abandonado perto das instalações da união Zoófila. Partiram seringas, garrafas de soro e danificaram equipamento. Que aperto no coração.  O acontecimento foi partilhado na página do Facebook da associação. Onde divulgam mais detalhes e pedem ajuda. A União Zoófila é uma Associação sem Fins Lucrativos. 

 

Situações de maus tratos ou abandono é de uma crueldade que não consigo compreender. Nem dá. Felizmente existem associações com um coração imenso. Por favor, como é que alguém chega ao ponto de entrar em espaço privado para dar cabo de medicamentos para animais? Não consigo compreender. Vou partilhar ao máximo a situação e já contribuí com um donativo.  Ajudem se puderem.

 

*

 

Não só na vida real os animais enriquecem as nossas vidas. Na literatura também. Desde pequeninos que somos confrontados com as históricas de encantar com animais. Desde o mau do lobo,os ingénuos porquinhos ou até mesmo o gato das botas e o seu olhar meigo. Li muitas histórias com animais. Algumas histórias marcaram-me imensamente, como são o caso dos títulos que quero sugerir. 

 

Protagonistas, personagens secundários, amigos, inspiradores. Nestas histórias os animais acrescentam e dão um toque especial. Salvam vidas em alguns casos. Hoje partilho sugestões literárias com animais. São todos recomendados, marcaram e fizeram dos meus dias um bocadinho melhor.

 

A Vida de Pi, Yann Martel

Uma história de sobrevivência com um final inesquecível. É um dos meus livros preferidos com uma adaptação igualmente especial. 

Beatriz e Virgílio, Yann Martel

 

É uma história bonita. Com uma lição de moral que vale a pena conhecer. 

Cão Como Nós , Manuel Alegre

 

Tive cães quando era mais jovem. Desde que saí da casa da minha mãe nunca mais tive um animal (quem sabe no futuro, se os meus filhos pedirem muito!). Este livro li já na minha casa e tocou-me muito. Chorei.

Marley & Eu, John Grogan

 

Esta história é tão bonita, sempre que vejo o filme choro litros e fico cheia de vontade de adoptar um cão. É maravilhosa a ligação entre os animais e os seus donos. 

 

Bob, Um Gato Fora do Normal, JamesBowen

Que livro tão fofo. Uma história inspiradora que provam que os gatos também são muito fieis e têm habilidades que poucos conhecem. 

Moby Dick, Herman Melville

 

Obra prima! Esta baleia é memorável e tem um encanto especial. Recomendo imenso, sem medos. 

 

 

 

 

Já leste algum? Pretendes ler? Conheces mais para além dos sugeridos, conta-me tudo!

UNBOXING | O NOVO DO AFONSO CRUZ E OUTROS

 Este é o vídeo com as primeiras compras feitas na Black Friday. Aproveitei sobretudo os descontos de 20% nas novidades. Só livros fantásticos que pretendo lr já em dezembro. Não deixem de seguir o Instagram para acompanhar as leituras e as novidades (@ClaudiaOSimoes). Há instastories todos os dias até ao Natal. 

 

Livros mencionados

 

"Jalan Jalan", Afonso Cruz

"Novas Cartas Portuguesas", Maria Isabel Barreno; Maria Teresa Horta; Maria Velho da Costa

"Os Passos em Volta", Herberto Hélder

"Os Cem Melhores Poemas Portugueses", vários

 

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"O CROCODILO QUE VOA" | LUIZ PACHECO

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Quero tentar perceber este fascínio que me fez ir até à biblioteca, pedir os escritos de Luiz Pacheco, assistir ao documentário sobre ele e ler dois livros de seguida.

 

Luiz Pacheco criou a Contraponto, uma editora que publicou Herberto Hélder (poeta maior, opinião “Letra Aberta”), Virgílio Ferreira, Manuel de Lima, Cesariny antes de ninguém.. Só publicava o que tinha qualidade, detestava gralhas e tinha uma forma de ver a literatura muito particular. E acho que é exatamente isso que me fascina, a forma como fala na literatura, escritores e poetas. As suas contradições são constantes em várias entrevistas e a má língua também. Não há uma mísera entrevista neste livro onde não agrida verbalmente os que outrora foram seus amigos. Nas suas palavras todos se venderam ao sistema, assinaram contratos para escrever e editar anualmente em troca de dinheiro, ou no caso do Cesariny, dedicaram-se a outros interesses para conhecerem a fama. Acho que único amigo salvo por esta corrente de criticas foi Herberto Hélder, homem com uma postura bastante reservada e dedicada à arte da escrita. Saramago é o cão da Agustina, Virgílio Ferreira só pensa em dinheiro, Antero de Quental é um homossexual disfarçado, Natália Correia uma lésbica devassa. Pacheco choca com as suas opiniões. Presumo que não vá agradar a muita gente. Li-o sem levar muito a sério o que diz. No entanto, consegui ver o seu amor pelos livros, a sua mágoa em relação ao grupo de amigos que se desfez.

 

Pacheco tem uma história de vida absolutamente cativante. Desde o número de mulheres (com 15 anos eram muito velhas), as hilariantes histórias de libertinagem e como acabou os últimos dias da sua vida. São páginas de entrevistas dadas a diversos jornais e revistas, num tom bem-disposto. Ri imenso, desprendi-me de ideias construídas à volta dos escritores mencionados. "Lobo Antunes tem muita inveja do Saramago. Pensava que podia ganhar o Nobel sozinho". Até da Pilar ele falou.

 

Antes das entrevistas li a obra-prima “Comunidade” que me fez admirá-lo como escritor e editor. É sua própria história, num tom melancólico e doce. Liguei a sua arrogância à dureza da vida. Ele era uma espécie de fantoche nas entrevistas. Nota-se em determinados momentos o aproveitamento por parte dos jornalistas. Quando tocam na ferida, repetem, insistem até que exploda com um “puta que os pariu”. Foi um homem com uma vida imensa, com um final medíocre porque quis manter-se à distância do deslumbramento proveniente da fama. 

 

"Crocodilo que Voa" chegou a ser o título de uma revista que o Luiz Pacheco e o poeta António José Forte planeavam fazer, mas que nunca chegou a publicar-se. Esta edição tem entrevistas do Rui Zink, Ricardo Araújo Pereira, Baptista Bastos, Paula Moura Pinheiro, entre outros. "Esse livro é uma merda! Isso é uma aldrabice. É bom para andar por essas pequenas editoras", responde ele ao semanário Sol em 2008 sobre o lançamento deste livro. 

 

Quero ler tudo o que ele escreveu. O próximo será a sua biografia lançada pela Tinta da China, de João Pedro George. 

INSTASTORIES TODOS OS DIAS ATÉ AO NATAL

 

Pronto, adoro o Instagram, consequentemente o Instatories. Talvez seja a minha rede social preferida neste momento (excluindo os blogues). Tenho os meus preferidos e não deixo de ver todos os dias as minhas contas preferidas.

 

Pensei em gravar vídeos até ao dia de Natal, mas sinceramente acho que vou deixar isso para outra altura. VEDA em 2018, talvez. Sugeri fazer a contagem decrescente no Instagram (@ClaudiaOSimoes) pelo Instastories. A ideia não é expor a minha vida durante o dia inteiro, é interagir e dividir algumas coisas. Escolhi algumas particularidades da minha rotina que ao longo do ano despertaram alguma curiosidade. Não vou deixar de fazer vídeos ou escrever nos blogues, mas pretendo diminuir. Quero aproveitar para ler os meus ricos livros, estar com os meus e passear. Para além disso tenho dois trabalhos do curso para entregar.

 

Para os interessados fica lista do que pretendo mostrar por lá.

 

Leituras: leituras em andamento, escolha da próxima leitura, compras, recebidos de parceria, divagações várias.

Lifestyle: bullet jornal, diário de gratidão, organização, poupança, vídeos e posts.

Pormenores: alguns eventos, situações do dia a dia, doces e natal.

 

Comecei hoje, se quiserem seguir é só entrar no meu instagram e espreitar. Dias bons para todos.

NOVIDADE | "1640" | DEANA BARROQUEIRO

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O primeiro romance histórico que li na vida foi desta autora, o maravilhoso "Sebastião e o Vidente" ( teve uma nova edição revista o ano passado).  Muitos anos depois a escritora Deana Barroqueiro regressa com "1640". Foi bom saber que ainda continuar a trabalhar nos seus livros. Aposto que este novo título é um trabalho requintado e primoroso. A escrita dela é maravilhosa, recomendo muito para quem gosta do género. 

 

SINOPSE

 

1640 é um marco fundamental na História de Portugal, o da Restauração da Independência, após 60 anos de domínio espanhol, quando os portugueses se revoltaram e elegeram um rei natural, D. João IV.

O meu novo romance, «1640», retrata a luta de Portugal contra o domínio de Espanha. A acção decorre entre 1617 e 1667, período riquíssimo em factos, dramas e personagens, que lutam pela sua libertação e sobrevivência, face a uma crise social, económica e política, imposta por Filipe IV/Olivares, coadjuvados por Diogo Soares e Miguel de Vasconcelos, um triunvirato que só terá paralelo na Troika de 2011.

Quatro guias singulares conduzem o leitor nesta viagem ao passado, através dos seus dramas pessoais e colectivos: o poeta proscrito Brás Garcia de Mascarenhas, autor da epopeia Viriato Trágico; a professa Violante do Céu, a Décima Musa da poesia barroca, enclausurada no convento; D. Francisco Manuel de Melo, o maior prosador ibérico do Século XVII, prisioneiro na Torre; e o P.António Vieira, o mais brilhante pregador do seu tempo, a contas com a Inquisição.

Actual é também a luta da Catalunha pela independência, que ajudou à nossa.

5 EM 5 + LEITURAS EM ANDAMENTO (39)

Mês especial, cinco leituras para partilhar. Só autores portugueses Dos bons!

 

Livros lidos:

“O Luto de Elias Gros”, João Tordo

“Reaccionário com dois Cês”, Ricardo Araújo Pereira

“A Letra Aberta”, Herberto Helder

"Comuninadade", Luiz Pacheco

“O Rosto de Deus”, Ana Teresa Pereira

 

 

Documentários Helberto Helder: https://www.youtube.com/watch?v=-p0Cn...

Luiz Pacheco:https://www.youtube.com/watch?v=rBoh6...

"O LUTO DO ELIAS GRO" | JOÃO TORDO

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Alguém disse que comprou este livro na Feira do Livro porque a livreira afirmou que tinha sido escrito por um anjo de tão perfeito. Eu ouvi aquilo e fiquei a pensar no meu exemplar em casa a ganhar pó. Mas estava guardado para o momento ideal. Foi agora. O livro estava à minha espera também. Nada me preparou para esta história. 

 

Sabemos à partida que Elias está de luto, mas ainda não fazemos ideia do resto da história. Somos completamente apanhados de surpresa. A história é costurada pelas mãos do escritor com camadas, em pequenos diversos episódios que complementam cada pedaço anterior. De forma corrida, não dá para largar este livro sem respirar fundo. Também o protagonista está atravessar um processo de luto, daí o escape para a ilha totalmente sozinho. Talvez não queira estar sozinho, talvez queira encontrar nos outros quem perdeu.

 

Mais do que uma história sobre a forma como perdemos as pessoas que mais amamos é um livro sobre empatia. Numa ilha as pessoas revelam-se, entregam-se a afectos. Deus parece ser o escape num meio do caminho, a busca por uma fé desajustada. As relações estreitam-se, escapam por entre os dedos, passamos a vida com medo de perder. A nossa tristeza é fruto de quem perdemos ao longo da vida? Numa ilha queremos fugir mas não temos mais do que a natureza, o silêncio e a própria solidão.

 

Nota-se ligeiras influencias de grandes obras e autores. Borges está por todo o lado, a grande baleia Moby Dick também. Reconheço o gosto pessoal do escritor porque já o ouvi falar nestas obras como sendo as suas preferidas. Ao desejar escrever algo diferente, parece-me que desta vez encontrou a sua voz. Não conheço todos os seus livros, mas este supera o que conheci. Há uma evolução imensa na narrativa. Um livro que diz mais quando não diz tudo e nos faz principalmente sentir. Aquele final. Chorei tanto. 

 

Este livro tem camadas de tristeza resolutas em pensamentos melancólicos. Provoca e incomoda. Marca, sobretudo lido no momento certo. Foi o meu caso. Preciso do segundo volume urgentemente. 

"LETRA ABERTA" | HERBERTO HELDER

 

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Nunca tinha sido empurrada com tanta força contra o abismo como fui pelos poemas de Herberto Helder. Uma crescente perturbação ao longo dos poemas que me fizeram querer saber mais sobre ele. Herberto Helder era um poeta genial, morreu em 2015.

 

"Meu deus faz com que eu seja sempre um poeta obscuro"

 

"Letra Aberta" transformou a minha forma de olhar para a poesia. Era disto que eu precisava para acordar. A literatura  nunca mais será igual, nunca mais será uma só linha contínua. Abriram-se muitas janelas para espreitar e procurar a porta. O meu tamanho transformou-se, passei a pequenina curiosa em bicos dos pés. 

 

Quando fechei o livro tinha um peso tão grande dentro de mim que achei possível cair. A garganta estava seca e o sangue fervia. Não queria sair dali. Precisava conhecer mais, desvendar. E reli, reli até dar nós na minha cabeça. Era disto que eu precisava. E fui em busca de mais, encontrei um documentário sobre o poeta, li algumas entrevistas. Um poeta que não suportava o mediatismo. Talvez por isso tenha sida tão demorado o meu encontro com os seus livros. O documentário está disponivel no YouTube. É dedicado ao poeta numa tentativa de conhecer mais do homem, dentro das suas limitações é muito interessante. Assistam se tiverem curiosidade. 

 

Não encontro neste momento palavras suficientes para demonstrar o meu fascínio nem o tamanho do impacto dos seus poemas na minha vida.

 

 

 o documentário

 

(li este livro para o projeto Ler os Nossos)

OS MEUS NÓBEIS PREFERIDOS

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vencedor deste ano (2017)

 

 

Em Outubro foi anunciado o vencedor do Prémio Nobel da Literatura. A Academia Sueca escolhe um escritor todos os anos, sendo este um prémio polémico e pouco coerente em determinadas escolhas.

 

Costumo estar atenta ao nome vencedor e ter grandes surpresas após a leitura das obras dos designados vencedores. Conheci obras e autores fantásticos que talvez tivessem passado despercebidos se não integrassem esta lista. Herman Hesse, Ernest Hemingway, Yasunari Kawabata, Gabriel Garcia Marquez, Albert Camus, Toni Morrison, Alice Munro, entre outros. Hoje quero partilhar os meus nóbeis preferidos, indicando as duas obras preferidas. Escolhi apenas autores que li duas ou mais títulos.

 

Espero que gostem e não deixem de me dizer qual o vosso Nobel preferido e o livro. Mais sugestões são sempre bem vindas. 

 

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John Steinbeck

Nobel em 1962

 

As obras preferidas: "Ratos e Homens" (1937) e "As Vinhas da Ira" (1932)

 

Gosto sobretudo da dureza e realismo que coloca nas suas histórias. São episódios muito tristes e cruéis. Os dois livros tiveram um impacto enorme em mim e nunca os esquecerei. Para mim são duas obras primas da literatura mundial tal a sua complexidade e grandeza. Quero ler mais livros do autor. O título que mais me desperta interesse é "A Leste do Paraíso".

 

 

Samuel Beckett

Nobel em 1969

 

As obras preferidas: "Ah, os Dias Felizes,Não Eu" e "À Espera de Godot"

 

Este autor marcou-me, mexeu na ferida. Foi ao meu lado mais profundo e fez-me pensar. Mudou sem dúvida a minha perspectiva em relação ao tempo, à vida. É fenomenal. Pretendo ler "Watt".

 

 

 

 

José Saramago

Nobel em 1998

 

As obras preferidas: "O Ano da Morte de Ricardo Reis" (1984) e "As Intermitências da Morte" (2005)

 

 Gosto da genialidade e da critica contida nos seus livros. Surpreendo-me sempre que leio um livro de Saramago. Nunca fiquei desiludida com nenhum. O seu estilo é único, uma mistura de ironia sombria e delicadeza. Quero ler todos os seus títulos, o próximo será "O Evangelho Segundo Jesus Cristo".

 

 

 

Orhan Pamuk 

Nobel em 2006

 

As obras preferidas: "O Museu da Inocência" (2008) e "Uma Estranheza em Mim" (2014)

 

Gosto muito da sua sensibilidade. A forma como conta as histórias sobre as pessoas do seu país. É um excelente contador de histórias! Fico completamente ofuscada pela sua voz narrativa. Quero ler "Neve" e o seu livro de não fição "Outras Cores". 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Vargas Llosa

Nobel em 2010

 

As obras preferidas: "Travessuras da Menina Má" (2006) e  "O Herói Discreto" (2013)

 

Uma das minhas personagens femininas preferidas de sempre é a Lily, a menina má. As suas personagens são sempre inesquecíveis. Adoro a forma singela com que conta as historias enquanto revela a realidade e mística das suas raízes. Quero ler a grande obra "Conversas na Catedral".

 

 

 

Svetlana Alexijevich

Nobel em 2015

 

As obras preferidas: "As Vozes de Chernobyl" (1997) e "A Guerra Não tem Rosto de Mulher" (1985)

 

Graças a este prémio tive a possibilidade de ler dois grandes livros de não fição. É um trabalho impecável da autora que considero necessário e urgente.  São relatos duros e intenso. Obras maravilhosas. Quero ler tudo o que ela escreveu.

 

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"REACCIONÁRIO COM DOIS CÊS" | RICARDO ARAÚJO PEREIRA

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Ricardo Araújo Pereira é um humorista português. Mas não é só um humorista, é mais do que isso. É uma personalidade muito estimada e apreciada pelo público. Alguém que respeitamos e admiramos. Paramos para escutar. É o "gato fedorento" que marcou a mudança do humor na televisão. 

 

Saiu mais um livro dele pela Tinta da China. Um livro que reúne várias crónicas sobre temas como Portugal, Redes Sociais, São crónicas publicadas ao longo de cinco anos. Pontos de vista interessantes sobre os assuntos mais chatos. Abre mentes, toca na ferida e ainda levanta questões que passam pela cabeça de alguns, mas muitas vezes ninguém confessa. 

 

Confesso que me diverti muito com este livro. Não concordo com tudo o que ele diz, mas gosto de ver que o humor em Portugal está de boa saúde. O Ricardo Araújo Pereira não perdeu a piada, mas está ligeiramente um Velho do Restelo. Foi engraçado ir até ao passado e recuperar histórias enterradas do meu país.  Senti o coração quentinho várias vezes, coloquei um sorriso no rosto outras tantas.

 

As minhas crónicas preferidas são sobre o facebook e a forma como as pessoas usam as redes sociais. Ri imenso por reconhecer várias peculiaridades minhas e dos que me rodeiam. Para mim, o melhor humorista é aquele que agarra nas coisas mais simples e consegue criar uma empatia entre ele e quem o escuta/lê. Trump, Ricardo Salgado, Vaticano,e-factura,os robôs de cozinha tão escapam ao humorista. E a crónica sobre o feminismo? Brutal, das melhores. Adorava que muita boa gente a lesse. Variedade não falta nesta selecção de crónicas. 

 

A nota introdutória do livro é uma carta a Portugal sobre as três melhores coisas que o país está a perder: comida, clima e língua. Parece completamente fora do contexto e antiga, sendo que este último verão foi o mais quente de sempre. Nesta carta ele reclama de falta de verão e de calor. Das comidas saudáveis e dos ingleses e franceses por todo o lado. Podiam ter escolhido uma introdução mais adequada e atual. 

 

Referências literárias não faltam neste livro, não fosse o Ricardo Araújo Pereira um grande leitor. Temas atuais comentados de forma perspicaz e divertida como seria de esperar.

 

Recomendo. Gostei bastante. 

 

(li este livro para o projeto Ler os Nossos)

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ESTREIA 21 DE JUNHO

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