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A IMPORTÂNCIA DE UM BETA READER NA HORA DE ESCREVER UM LIVRO

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O que é um Beta Reader/ Leitora Beta?

É a primeira pessoa a ter contato com a tua obra/texto. Será a primeira pessoa a criar uma opinião crítica em relação ao teu livro. Pode acontecer durante o processo de escrita ou quando a obra está concluída. Todos podem construir uma opinião crítica em relação ao teu texto, no entanto um Beta Reader tem qualidades indispensáveis para avaliar o teu trabalho. Não sendo um corretor ortográfico é alguém que pode ajudar-te imenso. O foco dele é a opinião literária. Ele avalia o enredo, as personagens, os diálogos, a estrutura do texto, a criatividade, o desenvolvimento e a profundidade. Vai ao detalhe de todo o processo criativo. Fará um apanhado de tudo o que é necessário para melhorar o teu trabalho. Uma Leitora Beta é essencial para atingir a excelência.

 

Nada define a forma como o Beta Reader apresenta os resultados ao escritor. Cada Beta Reader tem a sua forma de trabalhar de acordo com a sua experiência. Necessita de ser acordado entre o leitor beta e o escritor antes de avançarem para a análise do texto, adaptado de acordo com as necessidades do escritor.

 

Um Beta é essencial para o escritor estar preparado para receber críticas sobre o seu texto. Mais tarde ou cedo isso vai acontecer, não é verdade? Se estiveres a escrever um livro e sentires necessidade de encontrar a voz narrativa ou precisares de alguma opinião imparcial procura um Beta Reader.

 

Para o teu trabalho como escritor não ficar comprometido de nenhuma forma o Beta Reader precisa de algumas qualidades indispensáveis. Na hora de escolhereres a primeira pessoa para entregares o texto precisas de ter em conta alguns pontos. Ele vai ajudar a lapidar o texto antes do restante processo para (auto) publicação. Precisas de ter cuidado e ser seletivo na hora de escolher o seu Leitor Beta. É o teu trabalho e dedicação entregue nas mãos de outra pessoa.

 

Quais são as qualidades de um Beta Reader/ Leitora Beta?

 

Confiável

Precisa de ser alguém em quem confies. Saibas à partida que não vai usar o teu texto de forma leviana ou divulgar o teu trabalho sem o teu conhecimento. Precisas de estar descansado para enviar o teu texto e ter uma relação baseada em confiança para trabalharem em conjunto.

 

 

Imparcialidade

Para teres uma opinião sincera precisas de alguém imparcial a ler o teu texto. Precisas que o Beta Reader não tenha receio de transmitir a sua opinião e dizer-te tudo o que pensa sobre o teu trabalho. A imparcialidade é bastante importante no trabalho de um Beta Reader para o resultado final ser o mais satisfatório possível. A imparcialidade constrói uma opinião sincera e atinge melhores resultados.

 

Experiência

Para um Beta Reader adquirir mais experiência necessita de muito contato com textos e processos criativos. Os conhecimentos adquiridos partem de muita leitura e uma visão critica. É alguém que lê bastante, conhece a estrutura de um romance assim como as qualidades de um bom desempenho criativo.

 

Disponibilidade

O processo criativo é alguém que requer tempo e dedicação. Para um resultado melhor o Beta Reader precisa de estar disponível para o escritor sempre que necessário. Tem de ser uma pessoa organizada e preparada para formar uma visão crítica sobre todo o texto. Tem de ter tempo para esmiuçar cada detalhe do texto apresentado.

 

 

 

Sou leitora desde os oito anos, tenho um canal literário dedicado à literatura desde agosto de 2012 e um blog com a mesma temática desde 2013. Sou Beta Reader desde o ano passado como freelancer. Resultante de vários pedidos por parte de aspirantes a escritor senti necessidade de dedicar parte da minha vida a esta tarefa ajudando assim vários criadores.

 

Antes de avançar com a prestação de serviços no âmbito da leitura beta realizava esta tarefa por passatempo há cerca de cinco anos. O ano passado precisei de tomar algumas medidas para conseguir dar resposta a todos os pedidos.

 

Tem sido um trabalho muito gratificante e de muita aprendizagem. Tenho tido contacto com escritores dentro de vários géneros literários com muita qualidade. Fico satisfeita por ver que a escrita em Portugal está bem de saúde e recomenda-se. 

 

Concilio o trabalho como leitora beta com o meu emprego a tempo inteiro, o curso de informática e a minha vida pessoal. Estou a estudar informática para especializar-me e atingir a excelência na criação de conteúdos e desenvolver mais qualidades. Acredito que podemos atingir aos nossos objetivos através de muita dedicação e trabalho.

 

Estou disponível para receber o teu trabalho e tratá-lo com profissionalismo. Para mais informações ou esclarecimentos envia-me um e-mail ou uma mensagem em qualquer uma das minhas redes sociais.

 

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LOUCA | CHLOÉ ESPOSITO

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Alvie é a irmã gémea da famosa e linda Beth. Uma é rica, atriz, com uma família perfeita, vive em Itália com o marido e filho. A outra é a protagonista deste livro, tem um emprego que detesta, não aspira a uma carreira brilhante e está longe de ser uma mulher de sucesso. É aquele género de pessoa que passa a vida a criticar tudo e todos. Usa e abusa do humor negro para as mais diversas situações. É invejosa, preguiçosa e tem uma série de defeitos que vamos conhecendo ao longo da história. Aliás, a sua única qualidade é ter um gosto literário de tirar o chapéu, preparem-se para identificar grandes clássicos.

 

Cada capítulo está relacionado com um pecado capital. São aprofundados um a um, com várias situações vividas pela nossa protagonista. Esta mulher tem tantos defeitos, mas tantos, que acaba por ser engraçada. O que eu ri com este livro, soltava gargalhadas atrás de gargalhadas. E sempre que penso em certas cenas tenho vontade de rir. 

 

O livro “Louca” é vendido como thriller, mas tem apenas 20% de thriller. Demora para começar a ação. São cerca de cem páginas até a Alvie ir para Itália, depois do convite insistente da irmã. Claro que tudo vai encaminhar-se para acontecer o que a autora define. Mas os pensamentos da Alvie são tão engraçados, tão odiosos, tão irritantes que essa parte acaba por ficar em terceiro plano e só queremos saber o que esta mulher é capaz de fazer pelo dinheiro e fama. Nunca vi tantas referências à cultura pop num único livro. Cristiano Ronaldo, Taylor Swift (a artista mais citada neste livro assim como a sua conta de Twitter) e muitos outros.

 

Num tom sarcástico, divertido e sem filtro esta história pode chocar os mais sensíveis. Com uma enorme dose de humor, pensamentos politicamente incorretos, asneiras, cenas de sexo este livro tem de ser lido com a mente bem aberta e descontração total.

 

Passei um fim de semana muito divertido com este livro. Quando não estava a ler estava a pensar nas pausas de leitura para terminar e conhecer o desfecho desta história hilariante. Termina com um final em aberto muito satisfatório, com algumas pontas soltas, para ficarmos à espera do próximo volume. A autora quis colocar tanta coisa que acabou por deixar certos pormenores de fora. Para quem não sabe, este livro é parte de uma trilogia, portanto teremos mais diversão.

 

Como thriller deixa a desejar. O crime que seria o ponto alto da história e o inicio de tudo, acaba por ser uma desilusão, afinal é apenas um acidente. Os momentos de tensão são muito escassos em relação aos momentos de comédia. Existem mortes, cenas de ação, fugas, máfia e contrabando, mas não consigo olhar para este livro como um thriller sufocante. Pelo contrário. Vai depender do que vocês consideram um bom thriller. 

 

Foi uma surpresa total, acredito que será para a maioria. Nota-se que a Chloé Esposito deu asas à imaginação, colocou tudo o que gosta num romance e não teve medo de ser ousada. Está de parabéns por isso! O livro estará disponível dia dois de fevereiro em todas as livrarias. Mas brevemente terei um passatempo nas redes sociais, estejam atentos. Podem ganhar um exemplar deste livro fantástico.

 

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SEIS FILMES NOMEADOS AO OSCAR QUE VAIS ADORAR

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Comecei o ano a ver os filmes nomeados ao Oscar antes de saber quais eram. As criticas apontavam alguns como preferidos e não erraram. São sempre filmes com imensa qualidade e com interpretações fantásticas. Gostei bastante das surpresas em relação aos vencedora dos Golden Globes e dos nomeados ao Oscar. E já tenho os meus preferidos! Já vi quase todos os filmes nomeados na categoria Melhor Filme, falta-me um. No entanto, escolhi seis filmes para iniciar os textos sobre cinema. São opiniões muito gerais, sobre o mais marcante ou menos positivo. Só não fiquei impressionada com um filme, de resto foram excelentes momentos cinéfilos. 

 

Lady Bird

Gostei imenso deste filme. Foi uma paixão crescente, que acabou por tirar-me lágrimas no final. Senti-me envolvida aos poucos, identifiquei-me em determinados momentos e gostei sobretudo das interpretações. A Lady Bird (Saoirse Ronan) quer mais da vida, sonha voar muito alto e não desiste por nada. A história está cheia de camadas, desenvolve-se entre momentos dramáticos e comédia. Acho muito bem desenvolvida a relação entra ela e os pais, assim como a relação dela com a melhor amiga.O primeiro amor, entrada na fase adulta, sonhos, persistência são alguns dos assuntos desenvolvidos neste filme num olhar totalmente feminino. Aquele momento final é maravilhoso. Vou torcer muito que o filme leve um (ou mais) Oscar para casa, mas a concorrência é poderosa. 

 

Call Me By Your Name

Este filme é lindo. Visualmente muito bonito, com uma banda sonora bela e interpretações superlativas. Ainda tentei ler o romance que serviu de adaptação para o filme, mas é muito chato. O filme conquistou-me de imediato e fiquei presa até ao fim. Não creio que o filme vença como melhor filme na gala de 4 de Março, mas adorava que o Elio (Timothée Chalamet) ganhasse. Ele é formidável. Grande papel! O filme aborda um assunto sensível e nunca passa a linha da vulgaridade. Um rapaz apaixona-se por um rapaz mais velho durante o Verão em Itália na década de oitenta. Vejam! 

 

I, Tonya

Este filme conta a história verídica da patinadora americana Tonya Harding na década de 90 que ficou conhecida por estar envolvida na violência contra a sua rival nas Olimpíadas de 94. É absolutamente impressionante o trabalho da atriz Margot Robbie. Eu não conhecia a história, portanto o filme acabou por ser uma total surpresa. Gostei bastante das interpretações de todos os envolvidos. Gostei muito mais do que esperava. Tem momentos desnecessários que não acrescentam nada ao enredo e pode ser um bocadinho repetitivo em determinados momentos. 

 

The Shape of Water

Este filme é visualmente muito bonito e tem um enredo absolutamente criativo. No entanto, não fiquei convencida e ao contrário da maioria não gostei muito. Tem momentos muito marcantes e intensos, com uma mensagem poderosa, mas senti que o filme estava cheia de clichés. Uma história de amor comum, sendo que a grande diferença é que a história acontece entre uma mulher muda e um peixe. As interpretações são de excelência e acredito que a história será do agrado da maioria. Não funcionou comigo.  É um forte candidato na lista dos nomeados ao Oscar deste ano. E acredito que poderá ganhar a categoria de Melhor Director. 

 

Dunkirk

Fiquei muito impressionada com este filme. Sendo um filme de guerra nunca esperei adorar como foi o caso. A fotografia é brutal assim como os efeitos e a carga emocional da banda sonora. Asfixiante e poderoso. Um filme que me intrigou em determinados momentos, mas acabei por sair esclarecida após algumas trocas de galhardetes. O livro deve ser muito bom também. Um filme sobre coragem e sobrevivência. Um dos meus preferidos também na lista dos nomeados. Aliás, só filmes brutais neste lista, não é verdade? Vejam! É muito bom!

 

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Uma mulher como última tentativa de chamar a atenção da policia local expõe três cartazes à beira da estrada relacionados com o crime contra a sua filha. Isso vai mudar a vida de vários populares e gerar a confusão. As consequências de um simples ato contra o sistema tem efeitos dramáticos e absolutamente arrepiantes. A história desenvolve-se através de várias vozes, com excelentes interpretações e nunca cai em lugares comuns. Temas como racismo, preconceito, violência, coragem, determinação e vingança são interligados de tal forma que ninguém sai deste filme indiferente. É brutal. Mistura momentos dramáticos e momentos de humor com uma mestria estrondosa.Tem de ganhar a categoria de Melhor Ator Secundário. Só papelaços. Vai levar muitos prémios para casa. Certezinha.

 

AS PRIMEIRAS LEITURAS DO ANO

 

Neste vídeo conto quais foram as primeiras leituras do ano e o que ando a ler. Muitas novidades boas dentro de vários géneros. Se gostas de vídeos de leituras não te esqueças de subscrever o canal e dar like neste vídeo. Obrigada!

 

Links Mencionados:

Discurso JK Rowling

O Homem do Giz | CJ Tudor

Mil Vezes Adeus | John Green

 

Sugestões 

Ler Poesia | Um livro de poemas na mesa de cabeceira

Ler Ulisses sem Medos

18 Escritoras Portuguesas Contemporâneas

 

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ORGANIZA A TUA VIDA DE UMA VEZ POR TODAS

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A nossa casa tem de ser o melhor lugar do mundo. Melhor do que qualquer café, biblioteca ou casa de férias. Precisa de ser o lugar mais reconfortante de sempre, como um abraço ou um ombro para chorar. Precisa de nos receber depois de um dia exausto com simpatia.

 

Quando fui morar para a minha casa, há cerca de sete anos, senti-me livre para fazer da minha casa tudo o que quisesse. Tinha o espaço necessário e a frase mais repetida da minha mãe quando morava com ela “qualquer dia vais vender para feira” já não ia impedir-me de comprar mais e mais. Olhando para trás, tenho a perfeita noção que exagerava. O guarda roupa empilhado, tralhas em todos os armários da casa, para além de aproveitar os espaços livres debaixo da cama dos meus irmãos. Na hora de fazer a separação para doar tinha extrema dificuldade em desfazer-me de peças que eram importantes para mim. Mal repetia peças, mas continua a comprar. Vocês não imaginam como foi mudar de casa. Pior, eu mudei de casa quatro vezes.

 

Só descobri que não precisava de mais de metade das coisas, vejam bem o exagero, quando fiz 29 anos e engravidei. Comecei a perceber que não tinha espaço para nada. Para além da tralha acumulada, precisei de aprender a organizar e a tornar o ambiente da minha casa mais saudável e acolhedor. Aquela casa precisava de receber um bebé. Não foi tarefa fácil, mas foi transformador.

 

Atualmente, de acordo com as minhas prioridades, uma casa plena é um lugar livre de tralha. Tralha para mim são muitos objetos decorativos, roupa, utensílios vários, roupa várias, sapatos em excesso, etc. Incomoda-me imenso ver cestinhos organizados por tamanhos cheios de berloques ou várias gavetas com roupa empilhadas e separada por cores. Dura assim uma semana na minha casa. Acabei por dar conta ao longo destes meses que não uso nada do que está dentro dos cestinhos, nem volto a olhar para o que guardo nas últimas gavetas da sala ou quarto.

 

Está tudo organizado? Está! Mas e a quantidade de coisas que acumulamos sem darmos conta? E a importância que damos às coisas? E a dificuldade de cortar laços com objetos? A sociedade dá mais importância ao ter, em vez de viver o presente. Preocupa-se com um futuro que não pode controlar e que está em constante mutação. Nós mudamos, não é verdade? As nossas necessidades também. 

 

Este mês li um livro sobre uma técnica de organização. Não é mais um livro sobre o tema, este é diferente. Ofereci a um leitor juntamente com a editora Alma dos Livros um exemplar no Instagram (estejam atentos, conto fazer mais passatempos nos próximos tempos). A técnica japonesa focada neste livro chama-se Dan- Sha-Ri, com o intuito de organizar a nossa vida.

 

Dan-Sha-Ri é um conjunto de expressões com significados muito interessantes, encaminhando assim para a sua filosofia. Ora vejam: “Dan”, rejeitar, a arte de fechar a porta àquilo que não merece entrar na nossa vida; “Sha”, livrar-nos do que já possuímos e não precisamos; “Ri”, desapegar o que faz falta. Identifiquei-me demais! Fiquei muito curiosa em saber mais sobre o Dan- Sha-Ri porque não é um sistema de organização, é uma técnica transformadora, um estilo de vida. Quando permitimos as mudanças, permitimos o conhecimento através do questionamento. Concordam?

 

Algumas das coisas fantásticas que aprendemos com o Dan-Sha-Ri 

- Distinguir o essencial do lixo

- Melhorar a relação com os outros

- Como ter um ambiente mais feliz e saudável em casa

- Aumentar a quantidade e qualidade de tempo

 

Vale a pena ler mais sobre o assunto no livro A Arte de Organizar a Sua Vida, da japonesa Hideko Yamashita. Com uma linguagem clara e acessível este livro é uma leitura leve com dicas preciosas. Colocadas em prática as sugestões da autora, Dan-Sha-Ri melhora a vida de quem tem coragem para encarar de frente as mudanças de hábitos para ter um novo estilo de vida. 

 

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LUGARES EM PORTUGAL PARA DESCOBRIR E USUFRUIR

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Quero partilhar convosco três lugares em Portugal para descobrirem e usufruírem. Temos tanta oferta no nosso país, não é verdade? Todos os espaços mencionados foram visitados este mês. São surpreendentes e muito diferentes entre si. Mas claro, tive o meu preferido, já vão entender qual foi o eleito quando lerem até ao fim. Digam-me se também gostam de descobrir lugares e experimentar pratos novos. Eu adoro. E este ano, o ano de arriscar, já permitiu conhecer pessoas novas, provar novos sabores e visitar uma cidade querida do coração. Ah, para não falar na quantidade de coisas que já aprendi. Quero os meses do meu ano 2018 desta forma. Pode ser? Farei por isso! Depois desta maldita gripe passar. 

 

Queridos leitores, vamos descobrir lugares em Portugal e usufruir do melhor que a vida tem. A vida é uma miscelânea de momentos, com temperos protagonizados por sabores e pessoas. Novo espaço no blog intitulado de Leitores em Viagem (para já exclusivamente em Portugal, quem sabe além fronteiras nos próximos tempos). Eis as três sugestões deste mês. 

 

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A Burgueria Regional foi o primeiro espaço que eu, leitora desta vida, visitou. Situa-se em Torres Vedras, dentro do Centro Comercial Arena. Não fosse o frio e a chuva a experiência teria sido muito melhor. A porta que dá para a esplanada esteve o tempo inteiro a abrir-se, o que dificultou o almoço devido à corrente fria nas costas. Aposto que com bom tempo este espaço é perfeito para um almoço de domingo. O atendimento é razoável, acho que precisavam de mais pessoas a atender. Para recolherem o pedido demoraram cerca de meia hora e o mesmo aconteceu com os cafés e a conta.

 

Quanto à comida, têm várias ofertas (vegan, carne e peixe) e são muito saborosas. Nota-se que os alimentos são frescos, a limonada também era muito boa assim como as sobremesas (sobretudo a baba de camelo), só fiquei um bocado desiludida com as batatas fritas. O espaço é bonito, original, pegaram na tradição portuguesa e transformaram em pequenos pormenores para marcar a diferença. O preço é cerca de 10€ por pessoa. Mais em Zomoto.

 

Acho que durante a semana a visita pode ser mais calma e no verão a esplanada pode ser muito bem aproveitada com uma limonada fresca e um bom livro. 

 

 

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Espaço Eça em Leiria, fica muito perto da antiga casa do escritor homenageado (uma casa praticamente abandonada, com pouco aproveitamento por parte do munícipe) . Leiria é muito especial para mim, passei momentos perfeitos nesta cidade. No entanto não conhecia esta cafetaria mesmo no centro da cidade. O Espaço Eça está totalmente decorado com pormenores relativos à obra do Eça de Queiroz, desde livros, frases, pintura na parede e caricatura. É muito acolhedor e bonito. O serviço também é simpático, com aquecimento e internet disponível. Tive pena porque só provei o croissant e o café. Então não posso falar muito sobre a comida. 

 

Costumam ter alguns eventos dedicados à literatura. Podem acompanhar na página do Facebook. Não servem almoços, só mais à base de sandes e tostas. Vale a pena visitar para um lanche ou um encontro literário. 

 

Lugar ideal para este tempo frio. Para um lanche quente, um clássico da literatura portuguesa e uma boa companhia.

 

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 22 Lounge Bar fica em Lisboa, na zona de Martim Moniz. Apesar de um pouco escondido é fácil lá chegar através de transportes. O espaço apresenta a área dedicada à hotelaria (ONJ São Lázaro) e outra à restauração.

 

Sabem o que mais me fascinou neste protejo? A forma como juntam a sofisticação, requinte e tradição. No brunch que eu provei a maior parte dos produtos foram produzidos pela própria quinta. Certo, o hotel tem uma quinta onde cultivam e criam os próprios vinhos, legumes e frutas. As compotas e o mel eram deliciosos e todos produzidos por eles. Assim como os pães e as panquecas, uma coisa melhor do que a outra. A salada de quinoa estava fantástica, as bebidas muito fresquinhas e saborosas. Foi um verdadeiro Brunch das Rainhas organizado pela Ana Paula, do Eléctrico 28.

 

Quanto à zona hoteleira, os quartos são absolutamente bem equipados (tudo da Smeg, não dá para ficar indiferente!) com alta tecnologia (as luzes podem ser controladas através de um tablet). E a escadaria no centro com acesso aos quartos? Maravilhosa, adoro pormenores clássicos em casas modernas. É um lugar perfeito para turistas, boa comida e um alojamento acima da média no que diz respeito a conforto e requinte.  Ah, tem um cantinho maravilhoso na rua, deve ser perfeito para os dias de calor. Também pode ser reservado para festas, imaginem que querem festejar o vosso aniversário, este lugar é perfeito. Mais no Zomato.

 

É um lugar com vários espaços para qualquer situação ou temperatura. Imagino-me no quarto do Hotel a ler um ebook enquanto faço umas torradas com vista para uma das cidades mais bonitas.

 

Sugestões de Leitura 

Jalan Jalan - Uma Leitura do Mundo, Afonso Cruz

Arquipélago, Joel Neto

O Caminho Imperfeito, José Luís Peixoto

 

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18 ESCRITORAS PORTUGUESAS CONTEMPORÂNEAS

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Quem são as nossas poetisas, cronistas e romancistas? Quem são as portuguesas que precisamos ler? Esta seleção tem o intuito de dar a conhecer algumas escritoras portuguesas.

 

São dezoito portuguesas escolhidos entre vários. Espero que leiam, amem e partilhem mais a literatura portuguesa todos os dias. Alguns nomes figuram a lista das minhas escritoras preferidas. Vamos conhecer?

 

 

Patrícia Portela, vive entre Portugal e Bélgica. Com o romance Banquete foi finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE em 2012. Foi a primeira autora a receber uma bolsa literária em Berlim do Instituto Camões em 2016.  É colaboradora do Jornal de Letras.

 

Raquel Nobre Guerra, nasceu em Lisboa. Licenciada em Filosofia. O seu primeiro livro de poesia foi galardoado com Prémio Primeira Obra do PEN Clube Português em 2012 (Groto sato).

 

Patrícia Reis, jornalista e escritora. Nasceu em Lisboa. Editora da Revista Egoísta, já passou pelo Semanário Independente, pela revista Sábado e fez um estágio na Time, em Nova Iorque.

 

Teolinda Gersão, nasceu em Coimbra. É professora universitária e escritora. Recebeu inúmeros prémio ao longo da sua carreira, com destaque para Prémio PEN Clube Português Novelística em 1982 e 1990. Prémio Fernando Namora em 2015.

 

Teresa Veiga, é o seu pseudónimo. Sabemos pouco sobre ela porque não revela a sua identidade. Nasceu em Lisboa. Recebeu em 2008 pela segunda vez o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.

 

Raquel Ribeiro, nasceu no Porto. É colaboradora regular no jornal Público. Viveu em Cuba e Inglaterra.

 

Hélia Correia, nasceu em Lisboa. Recebeu o Prémio Camões em 2015. Recebeu vários prémios pelas suas obras sendo um dos grandes nomes da literatura portuguesa.

 

Filipa Fonseca Silva, nasceu no Barreiro. Foi a primeira autora portuguesa a atingir o Top 100 da Amazon a nível mundial.

 

Ana Teresa Pereira, nasceu no Funchal. Ganhou o Prémio Caminho Policial em 1989. Já publicou inúmeras obras. Colaborou com os jornais Público e Diário de Notícias (Funchal). Em 2017 ganhou o Prémio Oceanos, sendo a primeira mulher a conquistar o prémio principal.

 

Tatiana Faia, uma jovem poetisa portuguesa. Foi recentemente editada pela Editora Tita da China. Vive em Lisboa.

 

Maria Teresa Horta, escritora, jornalista e poetisa portuguesa. Está ligada a movimentos feministas. É um dos nomes mais importantes da literatura portuguesa.

 

Isabela Figueiredo, nasceu em Maputo. Venceu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Foi jornalista no Diário de Notícias e é professora de Português.

 

Adília Lopes, poetisa, cronista e tradutora portuguesa. A sua obra já fi traduzida em várias línguas.

 

Dulce Maria Cardoso, nasceu em Trás os Montes. Recebeu o Prémio da União Europeia (2009) e o Prémio P.E.N. (2010)

 

Cláudia R. Sampaio, nasceu em Lisboa. É poetisa. Tem colaborado em várias revistas e antologias de poesia.

 

Raquel Gaspar Silva, nasceu em Évora. Publicou o seu primeiro romance em 2017. Licenciada em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

 

Ana Luísa Amaral, nasceu em 1956 em Lisboa. É poetisa, tem um doutoramento sobre a poesia de Emily Dickinson. Organizou o projeto “Cartas Portuguesas – edição comentada”.

 

Inês Pedrosa, nasceu em 1962 em Coimbra. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Foi diretora da Casa Fernando Pessoa entre 2008 e 2014. É autora de vários romances, recebeu inúmeros prémios pela sua obra.

 

 Mais listas | Sugestões de Leitura

 

Os Meus Nóbeis Preferidos

15 Escritores com Blog

15 Escritores que Influeciaram a Minha Vida

 

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MIL VEZES ADEUS | JOHN GREEN

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Os livros para jovens adultos têm uma enorme responsabilidade. Precisam de ser divertidos, envolventes de forma a criar novos leitores. Também precisam de abordar assuntos pertinentes com personagens de empatia fácil. Um adulto não vai sentir o mesmo que um leitor adolescente quando lê um livro do género. Sendo praticamente impossível tento colocar-me numa posição com um olhar adolescente. E olho para o livro como um todo. Mas vamos à pergunta que não quer calar, o último livro do John Green vale a pena?

 

Antes de responder preciso de revelar que já li dois livros do escritor, “A Culpa é das Estrelas” e “Cidades de Papel”. Mais uma vez há uma fuga/viagem nas suas histórias. Alguns escritores sempre a escrever a mesma história, mudam somente as personagens e os problemas psicológicos. Pouco mais. São sempre brancos, dentro dos padrões comuns de beleza. Precisámos de uma menina diferente. Aliás, precisamos de diversidade dentro do género. John Green defende tantas causas e na hora de concretizar fica muito à margem. Sei que ele já abordou com outros assuntos, mas os seus livros são mais do mesmo. Só muda o fator responsável pela criação de empatia com os jovens leitores. 

 

Mais do que uma história sobre transtornos com um romance entre adolescentes temos a dita fuga. Desta vez a fuga é proveniente de uma personagem secundária. Apesar de não ser o assunto central, é essa situação que vai fortalecer os laços entre o casalinho do romance. Aza e o filho do empresário desaparecido. Esta situação achei uma bela sacada por parte do John Green. Apesar dos dois já se conhecerem a situação acaba por ser uma oportunidade para se conhecerem melhor. Toda a gente sabe que os dramas aproximam as pessoas. Às vezes acabamos por confundir os sentimentos no meio de tanta carência. Da minha perspetiva foi isso que aconteceu com a Aza e o seu amigo.

 

Este livro também aborda a questão da amizade. É para mim a melhor parte, quando são ditas as verdades absolutas cara na cara. Tão raro. As pessoas escondem-se das conversas sérias atrás de um telemóvel. Agrada-me que seja diferente, incentivando a conversas sinceras. Também gostei da mensagem envolvida pela amizade delas. Tocou-me sobretudo algumas palavras ditas. O meu olhar adolescente despontou uma pequena lembrança do secundário.

 

A mensagem do livro é bonita. O final é engraçado q.b. Não é de todo uma história marcante. As personagens não são inesquecíveis, pelo contrário. Está cheio de referências literárias para manter algum nível de profundidade, mas é tão forçado que se nota a léguas. John Green não está nos seus melhores momentos a nível criativo, mas pode continuar a tentar.

 

Qual é o teu livro preferido do John Green? Qual foi a melhor parte deste livro? O que menos gostaste?

 

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MINIMALISMO | COMO TUDO COMEÇOU

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Tenho tanto para partilhar convosco. Nestas últimas semanas tenho dedicado a minha atenção ao estudo. Sou uma auto didacta e gosto de aprender. A minha curiosidade pelas mais diversas áreas faz-me estudar. Gosto de alargar os meus horizontes. Seja através de livros, filmes, documentários, internet, viagens. Devido à minha sede pelo conhecimento, rodeio-me sempre (quase sempre, vá) de pessoas com interesses diversos para aprender com elas. Absorvo tudo e escolho o que mais se identifica comigo. Não saio por aí a converter-me a todas as religiões. Sem extremismos, please. 

 

Há ano e pouco descobri o minimalismo. Não tinha um nome. Só percebi mais tarde que a minha atitude de estar sem consumir por um ano era chamado de minimalismo. Comecei a procurar tudo sobre o assunto e senti-me perto de algo com que me identificava. Estar sem consumir mudou a minha vida. Mudou-me como pessoa. Senti necessidade de mudar porque a minha vida ficou diferente com a chegada dos meus filhos. Eu fiquei diferente. Eu comecei a ver o que realmente interessava. O brilho do consumismo não era para mim, eu já não era assim. Já não sou. Eu de facto acho um desperdício de dinheiro comprar roupa sem fim, encher os armários e não usar metade. Não me identifico de todo. Quando sinto que estou errada faço por mudar. De facto, enfrento os meus defeitos e tento.

 

O meu único problema em relação ao consumismo sempre foram os livros, mas também estou a fazer por mudar. Na verdade nunca vi isso como um problema grave porque leio bem mais do que aquilo que compro. Mas é. Outro problema é a necessidade de ter um telemóvel sofisticado, com uma boa câmara.  Sinto que preciso disso para trabalhar nas áreas que mais gosto. Será que preciso?

 

Por saber que era consumista de uma forma desequilibrada ponderei testar-me. Nada melhor para o auto conhecimento. Eu faço isso frequentemente e descubro sempre várias coisas sobre mim. Aliás, eu gosto de sair da zona de conforto para ver mais além. Leio livros fora da minha zona de conforto, vejo filmes que nunca estiveram na minha lista. Juro, não há nada melhor do que enfrentar o desconhecido. Nunca me ouvirão dizer, "não consigo" sem tentar. E rodeada de todos estes factores, pus mãos à obra numa altura mais fácil. Foi durante a gravidez da minha segunda filha que decidi ficar um ano sem comprar roupa, calçado e acessórios. 

 

Mais fácil porque estaria muito tempo em casa a cuidar dela e não precisava de roupa nova para enfrentar encontros sociais ou outro tipo de eventos. Mas enganei-me, não foi a altura mais fácil. Foi o ano mais movimentado de sempre. Fiz inúmeras coisas, saí imenso e conheci muito. Mas continuava a não precisar de roupa. Interessante não é? 

 

Como não fiquei satisfeita, aderi recentemente ao armário cápsula. Já fiz a selecção das peças ( no entanto, preciso de diminuir). Para tornar o compromisso mais sério, resolvi revelar-vos quais foram as peças e fazer um update no final do primeiro mês. O que acham?

 

Estar um ano sem comprar roupas foi o pontapé de partida para a grande mudança. Eu não quero seguir um estilo de vida minimalista porque o minimalismo está (ou não) na moda. Eu quero realmente deixar entrar o minimalismo na minha vida, ainda tenho um grande caminho pela frente. Este blog foi o lugar que arranjei para registar todo o meu processo e dividir com outras pessoas a minha caminhada.

 

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