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COMO POUPEI MAIS DE 2000 MIL EUROS?

 

Antes de avançar, esta é a minha experiência pessoal, de acordo com a minha realidade. O objetivo deste texto é tentar dar algumas dicas de poupança que utilizei ao longo do ano. Nunca será ofender ou vangloriar-me. Até porque “toda a gente” sabe que eu era uma pessoa com muitos problemas financeiros e sempre tive coragem de admitir isso. Note-se, o verbo “ser” está no passado.

 

Tive algum receio em publicar este texto, mas está na altura de fazer os devidos balanços dos objetivos. Acho que está na hora de refletir e perceber como é que eu consegui chegar onde queria.  Para não me esquecer e manter!

 

Consegui mudar num ano. Como? É exatamente isso que pretendo partilhar. Repito, é a minha experiência, obviamente que a realidade das outras famílias é diferente da minha. Também podem ler os textos que escrevi ao longo deste ano para ver algumas situações.

 

Ao contrário dos que possam pensar não precisam de ficar sem vida social para poupar alguns euros. O melhor deste exercício de poupança é ver as mudanças ganharem frutos e ficar com vontade de poupar cada vez mais. Mudamos por dentro. O meu estilo ligado ao minimalismo também está bem implementado na minha mente e não sinto nenhuma espécie de tristeza por não adquirir “coisas”. Pelo contrário.

 

Não tenho um ordenado enorme, somos quatro em casa e tenho as despesas comuns da maioria (casa, carro, água, luz, alimentação, seguro, gasóleo, infantário).

 

Vamos à lista:

 

- Muita força de vontade

Para mudar foi preciso muita força de vontade. Eu queria realmente mudar e transformar as minhas finanças. Sobretudo a minha relação com o dinheiro. E isso é o primeiro passo. Sério. Deixar a típica frase: “não consigo poupar”. Mesmo para os mais céticos, não há volta a dar, a força de vontade é tudo.  Mas não chega, claro.

 

- Organização

Experimentei vários métodos de organização. Comigo só funcionaram os mais simples. Faço o registo diário das despesas no meu Bullet Journal. Consegui ver onde gastava mais dinheiro e comecei a fazer mudanças nos meus gastos. Foi perfeito. Agora é um hábito diário.

 

- Parei de fazer compras

Pois, não há milagres. Uma coisa aqui, uma coisa acolá são sempre euros que saem. A roupa e os acessórios de moda deixaram de fazer parte dos meus gastos. Os livros preencheram uma percentagem mínima dos meus gastos. Antes faziam parte de uma percentagem muito grande. Nada de comprar tecnologia a crédito ou ir a correr investir num novo portátil porque estraguei outro. As compras são feitas só em promoções. E de forma coerente. Também deixei de ir tanto aos centros comerciais ou tirar um dia para fazer compras.

 

- Abri uma conta poupança

Foi um pequeno grande passo para poupar. Comecei a colocar uma pequena parte na conta no inicio de cada mês e o dinheiro que sobrava no final também. A tendência no passado era gastar o dinheiro que tinha sobrado. Um erro. A conta engordou aos poucos desta forma.

 

 

- Férias sem luxos

Este ano optámos por fazer férias mais contidas. Foi uma escolha em família de forma a usufruir de outras coisas como restaurantes e passeios. É possível viver com o mínimo e estar bem. É possível ter as condições básicas, estar feliz com um dia de praia e conhecer lugares bonitos em Portugal. O luxo é uma questão relativa. Para mim estar de férias com a minha família já é um luxo, sobretudo se estivermos com saúde. Não sou exigente. Também fui a Paris e consegui com pouco fazer o que queria. Fiquei na casa de uma tia o que facilitou imenso as despesas, o lugar era muito bonito e a casa dela um pequeno luxo. Viajei muito de comboio e metro no centro de Paris.

 

- Pagar dentro dos prazos

Uma mudança significativamente foi o pagamento das faturas dentro dos prazos. Pagava sempre juros por causa de um dia de diferença. Também pagava imensos juros do cartão de crédito até ao dia em que paguei o cartão de crédito na totalidade e acabei com essa despesa. Acabei com o cartão de crédito dos supermercados também. Falta-me o crédito do carro que pretendo pagar antes do prazo. Veremos como corre o próximo ano.

 

- Vendi

Na verdade, só vendi o meu Kobo, mas de grão a grão… É uma opção para quem quer ver entrar alguns euros e ficar com menos tralha em casa.

 

- Procurar soluções

O caso das finanças que eu contei este ano é um exemplo. Antigamente pagava e não ia atrás de reclamar seja o que for. Mas temos de ir atrás, perguntar, poupar todos os euros possíveis. Ver os juros, colocar todas opções em cima da mesa e escolher a mais conveniente.

 

 

- Marmitas

Gastar o mínimo fora de casa compensa imenso. Desde lanches, cafés, tudo o que der para poupar eu sou fã.  Mesmo na escola evito ao máximo, prefiro comer em casa.

 

-Seguro de saúde

Para despesas de saúde utilizei sempre o seguro de saúde.

 

- Uma só viagem

Imaginem que pegava no carro para ir até Lisboa. Tentava conciliar tudo o que precisava para esse dia de forma a não gastar mais em portagens e gasóleo.

 

-Fiz muitos programas em casa, em família

Jantares com amigos fica mais em conta feitos em casa. Ou lanches. Também não me importo nada de ficar em casa a ler, a fazer desenhos com os miúdos e ir à biblioteca ou ao jardim dos arredores.

 

- Li e pesquisei muito

Verdade, li alguns livros e vários artigos na internet sobre o assunto. Foram fulcrais para as minhas escolhas. Todos os links partilhados no grupo de poupança ajudaram-me muito.

 

Por favor, larguem a ideia que não conseguem poupar e organizem-se. É importante alterar certos hábitos enraizados e mudar a postura. Mesmo que seja pouco, sempre é alguma coisa. Eu era assim, sempre achei impossível construir uma poupança ou sentir esta segurança financeira. No entanto, acho possível melhorar e pretendo poupar mais no próximo ano. Pretendo ser melhor na arte da poupança e tudo farei para continuar a cumprir estes tópicos.

 

 

MEU BULLET JOURNAL 2018 - COMO ORGANIZO O BLOG E CANAL

 

 

Utilizo sempre o Bullet Journal para organizar o meu blog e canal. Neste vídeo mostro como costumo fazer para registar as leituras, filmes, compras e os projectos. Vou trazer todos os meses a actualização e novas ideias para o Bullet Journal. Se quiserem que fale de alguma página em concreto ou projecto digam-me nos comentários.

 

NOTA: O audio teve um problema.Pretendo corrigir no próximo vídeo. 

 

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A VOZ DAS MARIAS E A MULHER NEGRA BRASILEIRA NA LITERATURA

 

 

 

 

 

Por Samantha Monteiro

Degrau de Letras

 

Devido ao seu histórico escravista e patriarcal, o Brasil ainda caminha no combate ao preconceito de cor e de gênero. No cotidiano, em pleno século XXI, é comum ver a luta dos oprimidos para ganhar voz e muitas vezes somos os responsáveis por não querer ouvi-las.

 

Maria Firmina dos Reis foi a primeira romancista brasileira de que se tem notícia, o jornal A Moderação de 1860 anunciava o lançamento de Úrsula, da professora maranhense em questão. O enredo de seu livro traz uma crítica à escravidão vigente na época e é considerado o primeiro livro a tratar das ideias abolicionistas. Maria Firmina inovou ao trazer personificação à figura dos escravos, que até então não eram representados como iguais, dotados de sentimentos e todas as complexidades da vida humana.

 

À frente de seu tempo, a escritora foi a primeira mulher a passar em um concurso público no Maranhão e criou uma escolinha mista para meninos e meninas, que escandalizou a sociedade na época. A educadora negra e registrada por um pai ilegítimo teve dificuldade para ser ouvida, ou por ser mulher ou por ter seus ideais tão diferentes da elite da época, ainda bem que alguns anos depois a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea (1888) abolindo a escravidão (me pergunto se a princesa chegou a ler Úrsula em seu período de desconstrução ideológica) e dando início a um movimento que tem repercussões até hoje.

 

A parte engraçada (ou não) disso tudo é que dessa época os nomes que ainda ressoam nos livros de Literatura estudados nas escolas preservam os nomes masculinos, mas onde fica o pioneirismo na luta de classes da Firmina?

 

Carolina Maria de Jesus publicou os seus diários mostrando as condições da mulher negra moradora da favela e suas dificuldades para sustentar seus filhos trabalhando como catadora de lixo. Num cenário onde haviam poucos alfabetizados, Carolina era vista com maus olhos por seus vizinhos pelo simples fato de ela saber ler e escrever. Ao ser publicada, os editores optaram por preservar seus erros ortográficos e não submeter os manuscritos à revisão, o que gerou grandes questionamentos do tipo: ver na autora uma negra que escreveu publicou um livro e não a figura de mais uma escritora que passa pela revisão como todos os outros.

 

Os sofrimentos do cotidiano de Carolina chocam por não ser o que a sociedade que tem condições de comprar um livro na livraria está acostumada a ver. Uso aqui esses termos pela frase óbvia, “é preciso sair da ilha para ver a ilha”. A autora demostrou com seus diários como é a vida de tantas e tantas mães solteiras da periferia.

 

A condição da mulher negra evoluiu desde Maria Firmina até Carolina Maria, a escrava que sonhava com a sua liberdade e a catadora que sonhava com a vida digna dos filhos não são diferentes, pois esses personagens representam muitas mulheres marginalizadas pela sociedade por ser mulher e por ser negra, como essas duas características tão naturais e tão sem sentido para segregação trazem um peso a mais em suas costas.

 

 

É claro que essas duas mulheres não são as únicas brasileiras a abordarem temas sociais, a exemplo temos Conceição Evaristo, que hoje é doutora em Literatura Comparada e uma das vozes mais influentes na Literatura brasileira contemporânea para falar sobre discriminação de gênero, de raça e de classe, mas teve que conciliar seus estudos ao trabalho de empregada doméstica para se sustentar durante esse período. As vozes estão gritando, basta pararmos para ouvi-las, para lê-las a fim de abrir nossos olhos para as questões humanas que nos rodeiam.

 

 

 

O livro Quarto de Despejo foi traduzido para 13 línguas, sendo referência para os estudos sociais e culturais brasileiros. Nenhum livro foi lançado em Portugal assim como nenhum da escritora Conceição Evaristo. 

 

Obras publicadas de Carolina Maria de Jesus são:

  • Quarto de Despejo (1960)
  • Casa de Alvenaria (1961)
  • Pedaços de Fome (1963)
  • Provérbios (1963)
  • Diário de Bitita (1982)
  • Meu Estranho Diário (1996)
  • Antologia Pessoal (1996)
  • Onde Estaes Felicidade (2014)

 

COLABORAÇÃO

 Samantha | Degrau de Letras

Nasci em 91 e desde sempre moro em uma cidadezinha no interior do nordeste brasileiro. Tento conciliar mil coisas ao mesmo tempo e uma delas é a casadinha leitura e escrita, uma paixão que me levou aos blogs. Atualmente mantenho o Degrau de Letras como um hobby e um veículo para me conectar com outras pessoas que também gostam de livros. Tenho interesse em temas sociais e políticos, sou a favor da causa animal, apaixonada por itens de papelaria, meu signo é café, e caminho para uma vida mais saudável.

 

Diante da oportunidade de falar sobre Literatura Brasileira no blog da Cláudia, vi um espaço propício para estudar e apresentar um pouco sobre esse tema que tanto me interessa.

 

Pág. 3/3

leitora beta * divulgação * literatura *

contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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