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LER UM LIVRO DURANTE O ANO E SER FELIZ

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Não li o primeiro grande sucesso de Rolf Dobelli, A Arte de Pensar, mas depois de ler A Arte da Boa Vida fiquei tentada. A Arte da Boa Vida foi lançado (9) pela Temas & Debates numa edição com ilustrações do artista El Bocho.

 

Quem é Rolf Dobelli? Nasceu na Suíça, foi diretor executivo de diversas empresas e fundou a maior produtora a nível mundial de obras relacionadas com economia. É fundador e administrador de WORD.MINDS, uma comunidade de personalidades mundialmente conhecidas dos domínios da ciência, cultura e da economia.

 

Este livro nasceu para facilitar a vida dos leitores. O autor acredita que existem modelos que nos podem ajudar a ver o mundo de uma forma mais leve e fácil de compreender. Através de 52 lições para alcançar a felicidade somos levados a questionar a nossa forma de levar a vida e refletir sobre as certezas que determinam as nossas decisões e comportamentos.

 

Não sofro de nenhum género de preconceito relacionado à literatura. Gosto de ler de tudo um pouco, gosto de explorar várias vertentes e sou interessada em tudo o que está ligado à psicologia. Rolf escreveu este livro com base em estudos de psicologia (todos devidamente citados no final do livro), isso foi o motivo principal de interesse para lê-lo. 

 

Este livro acompanhou-me ao longo de duas semanas em janeiro. Li devagar para processar a informação e refletir sobre as distintas lições. Aliás, a proposta é ler ao longo de um ano, uma lição por semana. Algumas são totalmente descabidas, como ficar feliz por perder uma carteira ou receber uma multa. Ter dinheiro para as possíveis multas não me parece de todo uma forma de viver. Entendo que a mensagem é procurar ver o lado positivo de todos os obstáculos, mas acho mais fácil evitar as multas (coisa que o autor não sugere). Mas depois dos primeiros capítulos, a energia muda e acabei por identificar-me bastante com o que o autor transmite. Não é possível encontrar a felicidade apenas com um modelo. Ele transmite claramente essa mensagem e dá 52 caminhos.  

 

Procuro levar a vida de forma leve, mas confesso que sofro bastante com o futuro e a segurança que todo o capricorniano necessita. Um dos capítulos fala exatamente sobre isso, não pensar no futuro porque é algo que pode mudar a cada instante. Estar constantemente preocupado não vai mudar nada. E cansa muito. Acho que consegui processar esta ideia e mudei certos comportamentos.

 

Outra ideia muito interessante é aliviar a mente através da escrita. Ou seja, criar o livro das preocupações foi completamente influência deste livro. Estão a ver o poder dele? Acredito que transformará realmente alguns comportamentos enraizados na minha postura em relação à vida.

 

Espero voltar a ele mais vezes, falar sobre ele entre amigos e questionar-me cada vez mais. Acho engraçado porque quanto mais estudo ou/e questiono, menos sei e encontro mais perguntas dentro de mim.

 

Não vos posso revelar todas as 52 sugestões de caminhos, mas posso garantir que é um livro interessante, cheios de exemplos de sucesso e inspiração. Recomendo muito. Descubram o vosso propósito e relaxem. A vida é mais leve do que aparenta. 

 

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(até ao final do dia de hoje estou a sortear juntamente com a editora um exemplar deste livro no facebook)

O MELHOR PRESENTE PARA O DIA DOS NAMORADOS

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O amor está no ar no mês de fevereiro com a aproximação do dia dos namorados. Nada melhor do que ler sobre este grande sentimento que move o mundo. Para não deixar passar em branco o dia dos namorados, a Suma de Letras lançou uma coletânea de 59 poemas numa edição linda de morrer. Não dá para ficar indiferente. Um excelente presente para a cara metade. Ou simplesmente um presente para si leitor que quer ler sobre o amor e acredita na sua força como sentimento transformador e inspirador. Amor em 59 poemas. 

 

Fiquei muito contente por reconhecer alguns nomes da literatura portuguesa, brasileira e não só. Através de uma pequena biografia ao lado do poema temos a possibilidade de conhecer um pouco sobre o poeta ou poetisa. Acho interessante a diversidade contida. Desde Fernando Pessoa, Dante, Baudelaire,...

 

Este livro de poemas sobre o amor prova que é possível escrever sobre o amor das mais diversas formas e intensidades. Dependendo da experiência de cada um o amor pode ter a forma que quiser. Alguns são sofridos, amargurados enquanto que outros trazem luz e esperança. Poemas belíssimos encheram os meus dias de palavras eternizadas pelo tempo. Poetas e poetisas que pretendo descobrir ao longo da vida.

 

Os meus preferidos são os poemas enigmáticos e curtos. Poemas concisos que deixam marcas. Abruptos, como uma porta fechada após uma discussão. Sinceros, sofridos, doces e alegres. O amor está em todo o lado. O amor é forma de expressão universal mais incrível de todas.

 

No inicio do ano tive a oportunidade de ler outra coletânea, tornou-se uma necessidade diária e uma relação (quase) íntima entre mim e a poesia. Ainda em desenvolvimento com tendência para estreitar-se. Estou a adorar a experiência, recomendo vivamente a quem tem curiosidade e sente (como eu sentia) que não entende a poesia. O meu chamado para a poesia aconteceu o ano passado com os poemas da Rupi Kaur (podem ver aqui) , desde daí o bichinho ficou e veio intensificar-se com a poesia do Helberto Hélder. Um dia falo melhor sobre isso.

 

Gostei bastante de ler este livro e ter a oportunidade de conhecer mais poetas e poetisas. Fica o convite para verem o vídeo onde vos dou uma ideia para o presente do dia dos namorados e vos mostro com mais detalhe este livro lindo da Suma das Letras.  

 

 

PARAR COM PREOCUPAÇÕES INSIGNIFICANTES

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Quantas vezes perdemos o nosso tempo com preocupações irrelevantes? Quantas vezes vamos para a cama remoer assuntos que nos afectam mais do que deviam? Coisas pouco importantes ou assuntos que não dependem de nós para serem resolvidos. Comentários maldosos, situações nas redes sociais ou até mesmo no emprego ou na escola. Quantas vezes damos cabo da cabeça com isso? Às vezes, dormir resolve, no dia seguinte a preocupação perdeu peso e nós somos confrontados com coisas muito mais importantes.

 

Quando estava a ler o fantástico livro "A Arte da Boa Vida", de Rolf Dobelli, num dos 52 passos para ter uma boa vida o autor recomenda a criação de um caderno para escrevermos as nossas preocupações. Foi desta forma que nasceu esta ideia e quis partilhar convosco, o Livro das Preocupações. Passo a explicar tudo, mas se tiveres dúvidas deixa nos comentários. 

 

O Livro das Preocupações

Gostava de vos sugerir a criação de um Livro das Preocupações. Podem usar o que quiserem. Um caderno velho, o vosso Bullet Journal ou um bloco que tenham em casa. Eu sou usar o meu Bullet Journal ,prefiro guardar uma parte dele para este exercício. Também podem comprar um caderno bonito só para este desafio. Cada um gere à sua maneira.

 

Para que serve este caderno?

É onde vamos registar as nossas preocupações. Tudo, seja o que for. Mesmo que pareça completamente absurdo. Vamos passar para o papel tudo o que nos passa pela cabeça e incomoda a nossa mente. Pode ser em texto corrido, em listas, em frases curtas ou longas. Interessa é escrever, fechar o caderno e parar de pensar no assunto. Será que conseguimos? Aposto que quando voltarmos àquele dia vamos rir das nossas preocupações. Talvez até seja mais fácil filtrar o que realmente nos pode incomodar. Talvez ajude, em vez de enchermos a cabeça com mais e mais frustrações. Precisamos de ter espaço para a criatividade e para nos focar no que realmente é importante. O Livro das Preocupações pode ajudar. Só testando, não é verdade? 

 

Desafio

Vamos fazer o nosso Livro das Preocupações este mês e ver como corre? O desafio é este: tirar um bocadinho do nosso dia para escrever as nossas preocupações num caderno. Tu decides quando achas que precisas passar o papel aquilo que mais te preocupa. Eu acho que vou escrever depois de sair do emprego porque acumulo mais stress nessa altura. Seja com clientes, colegas de trabalho ou até mesmo conflitos a nível familiar. Ainda não decidi, mas acho que vou descobrir brevemente. 

 

E depois?

Depois vamos ver se vale a pena e se queremos manter este livro ao longo do ano. Contam-me como correu a vossa experiência e eu conto como correu comigo no final do mês, pode ser? Estou a pensar partilhar um bocadinho ao longo da semana nos stories do Instagram (@ClaudiaOSimoes) e no Twitter (@ClaudiaOSimoes).  

*

Estou super entusiasmada com esta ideia. A técnica é usada por alguns profissionais de psicologia com diversos resultados. Escrever é uma terapia, não é verdade? Ajudou-me imenso no passado, foi a minha grande companheira. Estou com saudades de escrever à séria com papel e caneta. Aliás, é algo que pretendo fazer este mês. Este livro vai despertar o bichinho da escrita que está adormecido e ainda ajudar-me a focar no que realmente preciso. 

 

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A DISTOPIA QUE ASSUSTA * A HISTÓRIA DE UMA SERVA | MARGARET ATWOOD

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Já tinha lido outro romance da Margaret Atwood e sentido alguma dificuldade em conectar-me à história apesar da escrita irrepreensível. Depois de tanto hype à volta de “A História de Uma Serva” devido à série adaptada pela Netflix no ano passado, decidi que precisava de assistir, mas antes queria ler o romance. Sou dessas. Tu também?

 

Com o passar dos anos a epidemia da infertilidade atinge várias mulheres, essas perdem os seus direitos e são governadas por um regime extremista e religioso. A Defred foi arrancada da sua vida para ser uma serva. Ou seja, foi colocada na casa de outra família para ser violada por um homem de forma a engravidar e dar à luz uma criança para ceder o seu filho a uma família infértil. Macabro? Situações violantes são descritas neste livro do inicio ao fim. É vergonhoso como esta história é o retrato de várias situações atuais, mesmo num governo democrático. 

 

Na distopia “A História de Uma Serva” somos colocados de imediato no meio do enredo sem grandes explicações. Os acontecimentos são revelados através do olhar da protagonista que de uma forma fragmentada e ambígua vai revelando a sua condição atual. 

 

Há uma cena em que uma mulher está sentada a contar ao grupo de mulheres que foi violada por um homem quando tinha 14 anos. A dado momento a mulher responsável pela formação das mulheres lavagem cerebral, a Tia Helena, questiona o grupo de quem é a culpa. Todas são obrigadas a responder: “ela ela ela ela!”. Onde é que já vimos isto? Exato.

 

Sucessivas cenas fortíssimas com grande carga dramática. No entanto, senti uma enorme dificuldade em prosseguir a leitura devido à ausência de conexão com a história e relacionar-me com a dor da personagem. Já vos aconteceu? Alguns momentos impressionaram-me e estive sempre a torcer para um final feliz. Mas acho que no geral o livro não foi marcante como podia ter sido. 

 

Entretanto, comecei a ver a série. Posso cometer a leviandade de afirmar que a série cria facilidade na hora de imaginar o que acontece no livro se for assistida primeiro? Se tivesse sido ao contrário teria tido outro impacto, a minha vida estaria mil vezes facilitada na hora de criar pontos de referências na construção do enredo. Vejam a série, é uma excelente adaptação e merece todo o sucesso. 

 

O livro "A História de Uma Serva" de Margaret Atwood dá uma discussão interessante devido aos vários os temas nele contido. Desde machismo, repressão, preconceito, liberdade de expressão, violência, aborto, violação, entre outros. Um livro indispensável, apesar da minha experiência de leitura pouco intensa, vale a pena pelas questões levantadas e por mexer nas feridas da sociedade sem dó nem piedade. Agora que estou a ver a série fiquei com vontade de o reler. 

 

Acho interessante as referencias ao passado dentro de uma distopia. Quando se fala na falta de força das histórias e lutas pelo qual o mundo passou. É realmente assim, com o passar dos anos muitas história perdem-se e acabam por parecer mitos urbanos. E os erros voltam a ser cometidos dando origem a mais lutas e cenas de destruição. 

 

Quanto ao final, ficou muito em aberto e senti que muita coisa ficou por explicar. Também sentiram o mesmo?

 

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NÃO É UM DIÁRIO | JANEIRO

 

 

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Vamos falar do primeiro mês do ano para não ficar nada por contar. Escrever é lavar a alma, não fossemos nós pessoas dos posts its, dos blocos e das letras quando não estamos a pensar em números. Vamos lá escrever sobre o mês das mudanças, dos planos e das decisões. Pelo menos para mim é, sempre será.

 

Foi um mês estranho. A chegada da gripe à minha casa apoderou-se da minha rotina e deixou-me de cama vários dias. Faltei ao emprego e ao curso. No entanto, já estou a recuperar o tempo perdido. Já consegui concluir vários trabalhos e estou prestes a terminar outros. Andar entre médicos e medicamentos foi cansativo, não via a hora de acabar.

 

Fiz 33 anos, para marcar com graça este ano decidi elaborar uma lista de 33 coisas que pretendo fazer. Consegui realizar três coisas: andar de patins, provar um alimento novo e ir a um encontro de bloggers. Provei um brunch espetacular em Lisboa muito bem acompanhada. Também foi mês de encontro do Clube dos Clássicos Vivos, desta vez em Leria. Gostei muito do encontro, não gostei nada do clássico escolhido.

 

Também voltei a rever uma amiga, foi bom meter a conversa em dia. Nessa noite pensei muito no que falámos sobre a amizade e dos valores que se perdem nos dias corridos. É bom quando alguém faz algo para estar connosco. Quando sente a nossa falta e nos pergunta como estamos. Fizemos planos para um próximo encontro.

 

Mudei bastante ao longo de 2017, e trago isso na mochila. Aprendizagens, feridas e gratidão. Continuo a detestar desculpas. Continuo a encontrar respostas nas dificuldades dos outros. A ser a solução para tudo. Bolas, se eu consigo poupar, organizar-me, mudar e ir à luta, toda a gente consegue. E só não consegue porque não quer.  E é aqui que eu afasto os outros de mim, porque não tenho paciência para pessoas que não fazem nada para mudar. 2018, estamos juntos.

 

Tinha dito que ia arriscar este ano e foi exatamente isso que eu fiz. Quero concretizar os meus planos, então comecei logo. Não vou esperar pelo segundo semestre ou esperar para chorar no molhado. Estou a trilhar o meu caminho. Investi algum capital no meu sonho e estou confiante em relação ao meu futuro. Façam figas por mim, pessoal.

 

Vi preocupação dos meus colegas pela minha filha (exceto uma misera pessoa). A vida dá o que as pessoas oferecem. Estou cá para ver. Nem tem nada a ver com vingança, porque abomino qualquer sentimento de ódio ou maldade. É só uma questão de justiça. Foi nas palavras deles que me senti parte integrante deste grupo. Algo que já não acontecia deste 200 a.c.Exagero.

 

Quanto às poupanças, posso dizer que concluí com sucesso os valores deste mês. Gastei demasiado em farmácias e consultas, mas não dependeu de mim.  Os seguros têm caução e os primeiros gastos pesam mais. Não tivesse sido isto teria poupado mais ainda.

 

Conheci pessoas novas. Novas inspirações, novos planos e repensei certos assuntos ligados à área profissional. Traço cada vez menos planos para ver o que a vida tem para mim. No entanto coloquei-me em movimento para atrair mais mudanças.

 

Foi um mês estranho. Rápido e desequilibrado. Cansativo, inspirador.

 

O que quero mudar no próximo mês? Vou iniciar um plano criativo para regressar ao hábito da escrita urgentemente. Também preciso de mudar os meus hábitos alimentares de uma vez por todas e marcar uma consulta médica. Preciso de voltar ao meu hábito do chá antes de dormir e deixar o telemóvel mais vezes de lado. Preciso de parar de preocupar-me com coisas insignificantes. Preciso de aceitar mais a minha condição atual e não pensar tanto no futuro.

 

O que mais me fez feliz este mês?  Encontrar-me com pessoas maravilhosas e inspiradoras. Criar contatos, aumentar conhecimentos. Ir ao curso e concluir com sucesso vários trabalhos. Conseguir poupar dinheiro, mesmo com todos as dificuldades do mês. Passear com os meus miúdos, aproveitar os poucos dias que conseguimos. Estar em família, soprar as velas e ver os meus queridos amigos. 

 

 

Uma música Ta Tum Tum - Kevinho

Um videoclip Dua Lipa – IDGAF

Um post Encontro de Bloggers | Bons Ventos Me Levam

Um canal Diva Depressão

Uma mulher Florbela Espanca

 

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BULLET JOURNAL | FEVEREIRO 2018

 

 

Olá! Neste vídeo vou fazer o resumo de Janeiro através do meu bullet journal e mostrar como estou a planear o mês de Fevereiro. Tenho algumas listas novas para vos mostrar. Digam-me, vocês também ficam entusiasmados com o Oscar?

Se gostas de vídeos com o bullet journal não te esqueças de subscrever o canal e dar like neste vídeo. Obrigada!

 

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A IMPORTÂNCIA DE UM BETA READER NA HORA DE ESCREVER UM LIVRO

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O que é um Beta Reader/ Leitora Beta?

É a primeira pessoa a ter contato com a tua obra/texto. Será a primeira pessoa a criar uma opinião crítica em relação ao teu livro. Pode acontecer durante o processo de escrita ou quando a obra está concluída. Todos podem construir uma opinião crítica em relação ao teu texto, no entanto um Beta Reader tem qualidades indispensáveis para avaliar o teu trabalho. Não sendo um corretor ortográfico é alguém que pode ajudar-te imenso. O foco dele é a opinião literária. Ele avalia o enredo, as personagens, os diálogos, a estrutura do texto, a criatividade, o desenvolvimento e a profundidade. Vai ao detalhe de todo o processo criativo. Fará um apanhado de tudo o que é necessário para melhorar o teu trabalho. Uma Leitora Beta é essencial para atingir a excelência.

 

Nada define a forma como o Beta Reader apresenta os resultados ao escritor. Cada Beta Reader tem a sua forma de trabalhar de acordo com a sua experiência. Necessita de ser acordado entre o leitor beta e o escritor antes de avançarem para a análise do texto, adaptado de acordo com as necessidades do escritor.

 

Um Beta é essencial para o escritor estar preparado para receber críticas sobre o seu texto. Mais tarde ou cedo isso vai acontecer, não é verdade? Se estiveres a escrever um livro e sentires necessidade de encontrar a voz narrativa ou precisares de alguma opinião imparcial procura um Beta Reader.

 

Para o teu trabalho como escritor não ficar comprometido de nenhuma forma o Beta Reader precisa de algumas qualidades indispensáveis. Na hora de escolhereres a primeira pessoa para entregares o texto precisas de ter em conta alguns pontos. Ele vai ajudar a lapidar o texto antes do restante processo para (auto) publicação. Precisas de ter cuidado e ser seletivo na hora de escolher o seu Leitor Beta. É o teu trabalho e dedicação entregue nas mãos de outra pessoa.

 

Quais são as qualidades de um Beta Reader/ Leitora Beta?

 

Confiável

Precisa de ser alguém em quem confies. Saibas à partida que não vai usar o teu texto de forma leviana ou divulgar o teu trabalho sem o teu conhecimento. Precisas de estar descansado para enviar o teu texto e ter uma relação baseada em confiança para trabalharem em conjunto.

 

 

Imparcialidade

Para teres uma opinião sincera precisas de alguém imparcial a ler o teu texto. Precisas que o Beta Reader não tenha receio de transmitir a sua opinião e dizer-te tudo o que pensa sobre o teu trabalho. A imparcialidade é bastante importante no trabalho de um Beta Reader para o resultado final ser o mais satisfatório possível. A imparcialidade constrói uma opinião sincera e atinge melhores resultados.

 

Experiência

Para um Beta Reader adquirir mais experiência necessita de muito contato com textos e processos criativos. Os conhecimentos adquiridos partem de muita leitura e uma visão critica. É alguém que lê bastante, conhece a estrutura de um romance assim como as qualidades de um bom desempenho criativo.

 

Disponibilidade

O processo criativo é alguém que requer tempo e dedicação. Para um resultado melhor o Beta Reader precisa de estar disponível para o escritor sempre que necessário. Tem de ser uma pessoa organizada e preparada para formar uma visão crítica sobre todo o texto. Tem de ter tempo para esmiuçar cada detalhe do texto apresentado.

 

 

 

Sou leitora desde os oito anos, tenho um canal literário dedicado à literatura desde agosto de 2012 e um blog com a mesma temática desde 2013. Sou Beta Reader desde o ano passado como freelancer. Resultante de vários pedidos por parte de aspirantes a escritor senti necessidade de dedicar parte da minha vida a esta tarefa ajudando assim vários criadores.

 

Antes de avançar com a prestação de serviços no âmbito da leitura beta realizava esta tarefa por passatempo há cerca de cinco anos. O ano passado precisei de tomar algumas medidas para conseguir dar resposta a todos os pedidos.

 

Tem sido um trabalho muito gratificante e de muita aprendizagem. Tenho tido contacto com escritores dentro de vários géneros literários com muita qualidade. Fico satisfeita por ver que a escrita em Portugal está bem de saúde e recomenda-se. 

 

Concilio o trabalho como leitora beta com o meu emprego a tempo inteiro, o curso de informática e a minha vida pessoal. Estou a estudar informática para especializar-me e atingir a excelência na criação de conteúdos e desenvolver mais qualidades. Acredito que podemos atingir aos nossos objetivos através de muita dedicação e trabalho.

 

Estou disponível para receber o teu trabalho e tratá-lo com profissionalismo. Para mais informações ou esclarecimentos envia-me um e-mail ou uma mensagem em qualquer uma das minhas redes sociais.

 

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LOUCA | CHLOÉ ESPOSITO

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Alvie é a irmã gémea da famosa e linda Beth. Uma é rica, atriz, com uma família perfeita, vive em Itália com o marido e filho. A outra é a protagonista deste livro, tem um emprego que detesta, não aspira a uma carreira brilhante e está longe de ser uma mulher de sucesso. É aquele género de pessoa que passa a vida a criticar tudo e todos. Usa e abusa do humor negro para as mais diversas situações. É invejosa, preguiçosa e tem uma série de defeitos que vamos conhecendo ao longo da história. Aliás, a sua única qualidade é ter um gosto literário de tirar o chapéu, preparem-se para identificar grandes clássicos.

 

Cada capítulo está relacionado com um pecado capital. São aprofundados um a um, com várias situações vividas pela nossa protagonista. Esta mulher tem tantos defeitos, mas tantos, que acaba por ser engraçada. O que eu ri com este livro, soltava gargalhadas atrás de gargalhadas. E sempre que penso em certas cenas tenho vontade de rir. 

 

O livro “Louca” é vendido como thriller, mas tem apenas 20% de thriller. Demora para começar a ação. São cerca de cem páginas até a Alvie ir para Itália, depois do convite insistente da irmã. Claro que tudo vai encaminhar-se para acontecer o que a autora define. Mas os pensamentos da Alvie são tão engraçados, tão odiosos, tão irritantes que essa parte acaba por ficar em terceiro plano e só queremos saber o que esta mulher é capaz de fazer pelo dinheiro e fama. Nunca vi tantas referências à cultura pop num único livro. Cristiano Ronaldo, Taylor Swift (a artista mais citada neste livro assim como a sua conta de Twitter) e muitos outros.

 

Num tom sarcástico, divertido e sem filtro esta história pode chocar os mais sensíveis. Com uma enorme dose de humor, pensamentos politicamente incorretos, asneiras, cenas de sexo este livro tem de ser lido com a mente bem aberta e descontração total.

 

Passei um fim de semana muito divertido com este livro. Quando não estava a ler estava a pensar nas pausas de leitura para terminar e conhecer o desfecho desta história hilariante. Termina com um final em aberto muito satisfatório, com algumas pontas soltas, para ficarmos à espera do próximo volume. A autora quis colocar tanta coisa que acabou por deixar certos pormenores de fora. Para quem não sabe, este livro é parte de uma trilogia, portanto teremos mais diversão.

 

Como thriller deixa a desejar. O crime que seria o ponto alto da história e o inicio de tudo, acaba por ser uma desilusão, afinal é apenas um acidente. Os momentos de tensão são muito escassos em relação aos momentos de comédia. Existem mortes, cenas de ação, fugas, máfia e contrabando, mas não consigo olhar para este livro como um thriller sufocante. Pelo contrário. Vai depender do que vocês consideram um bom thriller. 

 

Foi uma surpresa total, acredito que será para a maioria. Nota-se que a Chloé Esposito deu asas à imaginação, colocou tudo o que gosta num romance e não teve medo de ser ousada. Está de parabéns por isso! O livro estará disponível dia dois de fevereiro em todas as livrarias. Mas brevemente terei um passatempo nas redes sociais, estejam atentos. Podem ganhar um exemplar deste livro fantástico.

 

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leitora beta * divulgação * literatura *

contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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