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36 PERGUNTAS QUE ME FIZERAM GOSTAR DE TI | VICKI GRANT | + DESAFIO

 

Neste vídeo falo da novidade da Gailivro, "36 Perguntas Que Me Fizeram Gostar de Ti", da escritora Vicki Grant. Um livro para adolescentes, que acabou por me surpreender. Mas explico todos os motivos dessa surpresa no vídeo e ainda lanço um desafio baseado nesta história. São apenas 5 perguntas que podes responder nos comentários, no teu blogues ou até mesmo enviar por e-mail. És capaz de arriscar qual das perguntas está no romance?

 

Desafio  | 5 perguntas 

1 - Serias capaz de participar num estudo de psicologia deste género?

2 -  Se pudesses convidar qualquer pessoa no mundo inteiro para jantar qual seria?

3 - Quando foi a última vez que cantaste? Já agora, revela a música. 

4 - Qual é tua memória mais marcante e antiga relacionada com os livros?

5 - Se só pudesses oferecer um único livro durante toda a tua vida, qual seria?

 

 

Podes comprar AQUI ou AQUI

 

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MULHERES | CAROL ROSSETTI

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Existem livros que merecem ser partilhados, oferecidos e divulgados o máximo possível. É o caso do livro da ilustradora brasileira Carol Rossetti. "Mulheres", um livro sobre mulheres para o mundo inteiro abraçar e ler. Quando olho para este livro sinto carinho e amor. É um belo trabalho por parte da Carol, com um mensagem preciosa. 

 

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Igualdade, luta conta os preconceitos e um incentivo às diferenças. Amor pelo corpo, seja de que forma for. Amor pela liberdade de escolha. Cada um veste-se como quer, usa o que quiser, ama quem quiser. Somos dignas de respeito na sala de aula quando está calor, queremos usar calções ou uma saia. Temos o direito de vivermos segundo os nossos desejos. Queremos ser quem quisermos, sem vergonha ou medo. Queremos um Mundo onde o amor impera e o ódio não vive entre a sociedade.  

 

Na adolescência somos confrontados com muitas dúvidas relacionadas com o nosso corpo. Achamos que estamos no mundo errado com o corpo errado. Sentimos as nossas inseguranças mais do que nunca, escondemos as dúvidas e no silêncio tentamos encontrar um lugar. Precisamos de lidar com muitas coisas ao mesmo tempo. 

 

Quantas de nós não sofreu por ser muito magra ou muito gorda? Quantas de nós não foi alvo de maldades ou rejeição devido a escolhas diferentes do chamado "normal"? A sociedade está a mudar, mas precisamos de continuar esta luta. Precisamos de continuar a reforçar que as diferenças fazem parte da evolução, que podemos respeitar o próximo. 

 

Livros que incentivam mensagem bonitas e urgentes têm de vir à tona para reforçar personalidades inseguras. Ser um ombro para quem não encontra um porto seguro. Um amigo para quem fica no silêncio a chorar em frente ao espelho. Meninas, mulheres, somos dignas de amor, estamos juntas nesta luta. Vamos elogiar mais as outras mulheres, vamos apoiar quem tem trabalhos inspiradores. Vamos!

 

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Espero sinceramente que este livro encontre muitos leitores. Porque para além de ser uma grande homenagem à mulher, é uma grande mensagem de amor para a humanidade. 

 

A Carol Rossetti coloca os seus trabalhos no instagram, podem ver mais trabalhos no seu site, AQUI. Podes comprar AQUI.

 

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QUANDO PERDES TUDO NÃO TENS PRESSA DE IR A LADO NENHUM | DULCE GARCIA

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"Quando Perdes Tudo Não Tens pressa de Ir a Lado Nenhum" foi escolhido para representar Portugal na 18ª edição do Festival do Primeiro Romance de Budapeste, a realizar-se entre 18 e 22 de Abril este ano, na Hungria. Dulce Garcia é jornalista e editora da revista Sábado. Este romance foi publicado em Fevereiro do ano passado pela Guerra & Paz. 

 

Uma mulher vive no aeroporto à espera de um homem. Ela acabou o casamento porque se apaixonou por um homem casado. É motivo de notícia e algum interesse pelas revistas e jornais. Qual foi o caminho até àquela decisão? As primeiras páginas mostram a sua realidade, revelam pequenos apontamentos da sua infância e fazem-nos sentir alguma ligação pela Isabel. Fiquei logo agarrada à história e à voz narrativa.

 

De forma inesperada somos surpreendidos por duas vozes narrativas. Ele e ela, intercaladas. Com pontos de vista muito diferentes acerca do amor. Ela mais apaixonada, insegura e envolvida. Ele mais carnal, e sinceramente bastante irritante. Não consegui gostar nada do Afonso. É um cobarde e revela exatamente isso em quase todos os capítulos. Machista e retrograda. Tentei não julgar as personagens, mas não foi fácil. 

 

Numa escrita simples, de fácil envolvimento, li este livro num ápice. E apesar da dificuldade em ler os capítulos do Afonso, consegui terminar com satisfação. Gostei do desfecho, mas não foi surpreendente. Estive o livro inteiro à espera daquele momento e quando acontece achei muito breve e não senti o impacto. No entanto, a história não se limita a este romance, tem a história da Cármen, do irmão, do avô, do pai e de muitos casos semelhantes.

 

A responsabilidade do passado e da família nas nossas (más) decisões. A forma somos todas as experiências nos constroem, mesmo aquelas que nos são alheias. A dor da separação quando alguém parte sem estarmos à espera, sem um pré-aviso, sem um adeus. O que fica do amor quando este é partido em dois e ninguém pode fazer nada? 

 

"...ninguém duvide de que uma árvore com raízes, e bem regada, tem mais probabilidades de se fixar à terra e aguentar o embate de um temporal do que outra plantada e logo deixada ao abandono."

 

Talvez te vás identificar muito com alguns episódios desta relação ou ver nas atitudes de algumas personagens a realidade de pessoas que conheces. Acho que pode muito bem acontecer. Recomendo este livro, acho que tem uma excelente história, um formato interessante e uma voz feminina muito realista.

NOVIDADE | AS CIENTISTAS | RACHEL IGNOTOFSKY

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Adoro estes livros com destaque para as mulheres. É só um dos meus temas preferidos dentro da literatura. Boas protagonistas, boas escritoras e muito #girlpower. A edição deve ser linda e super interessante. Parabéns à Bertrand pela aposta. Sai dia 9 deste mês. 

 

SINOPSE

 

Recheado de ilustrações divertidas e informativas, As Cientistas destaca e dá visibilidade às contribuições de 52 mulheres notáveis nos campos da Ciências, Tecnologias, Engenharia e Matemática (CTEM), desde a Antiguidade até ao presente. Se Marie Curie é hoje sobejamente reconhecida, muitas outras pioneiras e mulheres extraordinárias nunca receberam o reconhecimento que mereciam na sua época e foram esquecidas. Perfiladas neste livro encontram-se figuras famosas, como a primatologista Jane Goodall, assim como pioneiras menos conhecidas, como é o caso de Katherine Johnson, a física e matemática norte-americana que, em 1969, calculou a trajetória da missão Apollo 11 à Lua, ou as portuguesas Elvira Fortunato, engenheira, investigadora e inventora, e Branca Edmée Marques, que estudou e trabalhou com Marie Curie. As Cientistas celebra os feitos de mulheres intrépidas, muitas delas quase invisíveis que, através da audácia e da persistência, desbravaram caminho para a próxima geração de engenheiras, biólogas, matemáticas, médicas, astronautas e físicas em áreas tradicionalmente dominadas pelos homens.

Esta edição conta com o apoio da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, que assina o prefácio.

SER FELIZ TODOS OS DIAS | CATARINA BEATO (COM ENTREVISTA)

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Ser Feliz Todos os Dias é um livro para pessoas imperfeitas. Ou seja, para todos os que não buscam a perfeição e são felizes com o que a vida oferece. Dos cinco livros editados li Dias de Princesa e agora o mais recente título editado pela Matéria Prima.

 

A simplicidade e a doçura nas palavras continuam presentes na narrativa. É desta forma que a blogger Catarina Beato conversa com o leitor. Sim, parece uma conversa entre amigas.  Fala na morte do pai, no momento em que recebeu a notícia mais cruel e como isso acabou por ser o primeiro passo para a transformação.

 

Este livro pode ser transformador. Um empurrão, uma forma suave de te mostrar que é possível combater os fantasmas e ter força para os obstáculos. A vida resolve-se sozinha. Mas atenção, não tens de ficar de mãos nos bolsos à espera. É uma forma de aligeirar a pressa, a preocupação e a ansiedade pelo futuro.

 

Numa edição primorosa (a Matéria Prima é especialista, são edições maravilhosas atrás umas das outras), com exercícios simples e inspiradores, acabamos por pensar em nós e na vida que levamos, nos nossos. Três questões no final do dia, e quem segue o seu blog saberá com certeza quais são. Lembro-me do tremendo sucesso da pergunta diária: o melhor do meu dia? Ainda hoje faço esse exercício. 

 

Ser grato e fomentar uma mente positiva fazem parte dos requisitos para ter uma vida feliz todos os dias. Concordo fortemente com ela. Se ainda não sentiste a força da energia positiva, talvez te falte uma forma de comunicar com a energia do mundo. Opinião de quem esteve muito tempo a ver o lado negativo de tudo e transformou esse olhar. Nem sempre é fácil, mas vamos acreditar que é possivel dar a volta a tudo.

 

Catarina também fala nas certezas que acabaram por ser desconstruídas e deram lugar a outras certezas. Quantas vezes isso não acontece? A vida vem mostrar que não temos certezas nenhumas e que precisamos de estar prontos para aceitar e receber.

 

Confesso que já utilizo várias dos conselhos dados neste livro. Aprendi com os meus erros, com alguns exemplos de vida, com a literatura, com o que me rodeia. A vida é uma constante aprendizagem. Entendo cada vez mais a força da gratidão. A coragem de enfrentar os meus defeitos e não levar tão a sério os fracassos. Afinal somos todos imperfeitos, temos de aprender a aceitar o que somos sem medos. 

 

Um pequeno almoço saudável, um café quente e este livro são ingredientes suficientes para começar o dia feliz. Vão por mim. Recomendo.

 

 

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Os blogues estão a morrer ou cada vez mais pessoas leem blogues? Com as redes sociais faz sentido continuar a escrever blogues? Quais os conselhos que a Catarina Beato dá a quem pretende escrever um livro? Segue a entrevista que eu fiz à autora com as respostas a estas questões. Espero que gostem, é uma forma de dar a conhecer um bocadinho das suas inspirações, motivações e trabalho.

 

Entrevista

 

- A Catarina mantém o blog dias de uma princesa há tanto tempo. Onde vai buscar inspiração para escrever?

O meu blog é um diário. Há dias mais literários que outros mas todos são inspiradores. Tenho uma ligação afectiva muito forte com o blog porque guarda 13 anos da minha vida.

 

- Ter um blog continua a fazer sentido com a explosão das redes sociais? Quais são as suas motivações?

Viveria muito bem sem as redes sociais, mas não me imagino sem o blog. As redes sociais são um fenómeno que aproveito - e de que gosto bastante - mas que não influenciam o blog. É verdade que as redes trouxeram novas pessoas, outras formas de comunicar, mais imagem, mais proximidade. As motivações que me levam a manter o blog são as mesmas que me levaram a cria-lo: quero ser lida. 

 

- As pessoas ainda visitam e gostam de blogues? O que os leitores do seu blog procuram quando leem o blog da Catarina Beato?

Eu falo por mim enquanto leitora: adora blogs. E falo pelos números: cada vez tenho mais pessoas a ler o blog. Quero acreditar que grande parte é porque gosta do que lê. As pessoas procuram autenticidade, procuram as experiências de outra mãe e mulher, de alguém que casou tarde, que foi mãe solteira, que tem três filhos, que perdeu um pai, que esteve desempregada. As pessoas procuram a normalidade dos meus dias que faz com que também se sintam normais. 

 

- Este livro é muito delicado. Está muito bonito e tem dicas muito úteis, sente-se a voz da Catarina em cada letra. Como nasceu a ideia para o livro Ser Feliz Todos os Dias? Como sente o impacto das suas palavras nos leitores? 

Este livro é um projecto muito apoiado pela minha editora - a Matéria Prima. Foram fundamentais. Eu sei escrever um diário e relatar as minhas vivências, mas são eles que sabem fazer livros. Organizar aquilo que queremos dizer dá muito trabalho.

Tenho a sorte de receber feedback diário daquilo que escrevo, por mensagens, por e-mails, por identificação em fotografias do livro ou frases que fizeram com que, quem me lê, se lembrasse de mim. É muito bom. E dá sentido ao meu trabalho.

 

- Já pensou escrever um romance? Que dicas dá a alguém que gostava de escrever e publicar o seu livro?

Eu já pensei muitas vezes. Um dia destes. Preciso de maturidade para um romance. 

Não tenho muitas dicas possíveis porque tenho consciência como é difícil. O blog tem 13 anos. É muito tempo. Tudo demorou tempo. Por isso posso apenas dizer que não desistam.

 

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LER POESIA | FLORBELA ESPANCA

 Tem sido para mim um desafio escrever ou falar sobre poesia. Quis explorar essa vertente e sair da minha zona de conforto. E tem sido surpresas atrás de surpresa. Ler poesia tem acrescentado na minha vida. Partilhar estas experiências também. Obrigada pelo vosso feedback, obrigada a quem está a deixar entrar a poesia na sua vida. Juntas tudo é duplamente melhor. 

 

Neste vídeo falo de como foi ler Florbela Espanca e um bocadinho do que descobri sobre ela. A poesia dela fala por si. Espero que gostem, obrigada a quem deixou feedback e me incentiva a trazer mais poesia no canal. Todos os meses cá estarei a falar de mais um poeta português. 

 

Mais sobre este projeto aqui

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A DISTOPIA QUE ASSUSTA * A HISTÓRIA DE UMA SERVA | MARGARET ATWOOD

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Já tinha lido outro romance da Margaret Atwood e sentido alguma dificuldade em conectar-me à história apesar da escrita irrepreensível. Depois de tanto hype à volta de “A História de Uma Serva” devido à série adaptada no ano passado, decidi que precisava de assistir, mas antes queria ler o romance. Sou dessas. Tu também?

 

Com o passar dos anos a epidemia da infertilidade atinge várias mulheres, essas perdem os seus direitos e são governadas por um regime extremista e religioso. A Defred foi arrancada da sua vida para ser uma serva. Ou seja, foi colocada na casa de outra família para ser violada por um homem de forma a engravidar e dar à luz uma criança para ceder o seu filho a uma família infértil. Macabro? Situações violantes são descritas neste livro do inicio ao fim. É vergonhoso como esta história é o retrato de várias situações atuais, mesmo num governo democrático. 

 

Na distopia “A História de Uma Serva” somos colocados de imediato no meio do enredo sem grandes explicações. Os acontecimentos são revelados através do olhar da protagonista que de uma forma fragmentada e ambígua vai revelando a sua condição atual. 

 

Há uma cena em que uma mulher está sentada a contar ao grupo de mulheres que foi violada por um homem quando tinha 14 anos. A dado momento a mulher responsável pela formação das mulheres lavagem cerebral, a Tia Helena, questiona o grupo de quem é a culpa. Todas são obrigadas a responder: “ela ela ela ela!”. Onde é que já vimos isto? Exato.

 

Sucessivas cenas fortíssimas com grande carga dramática. No entanto, senti uma enorme dificuldade em prosseguir a leitura devido à ausência de conexão com a história e relacionar-me com a dor da personagem. Já vos aconteceu? Alguns momentos impressionaram-me e estive sempre a torcer para um final feliz. Mas acho que no geral o livro não foi marcante como podia ter sido. 

 

Entretanto, comecei a ver a série. Posso cometer a leviandade de afirmar que a série cria facilidade na hora de imaginar o que acontece no livro se for assistida primeiro? Se tivesse sido ao contrário teria tido outro impacto, a minha vida estaria mil vezes facilitada na hora de criar pontos de referências na construção do enredo. Vejam a série, é uma excelente adaptação e merece todo o sucesso. 

 

O livro "A História de Uma Serva" de Margaret Atwood dá uma discussão interessante devido aos vários os temas nele contido. Desde machismo, repressão, preconceito, liberdade de expressão, violência, aborto, violação, entre outros. Um livro indispensável, apesar da minha experiência de leitura pouco intensa, vale a pena pelas questões levantadas e por mexer nas feridas da sociedade sem dó nem piedade. Agora que estou a ver a série fiquei com vontade de o reler. 

 

Acho interessante as referencias ao passado dentro de uma distopia. Quando se fala na falta de força das histórias e lutas pelo qual o mundo passou. É realmente assim, com o passar dos anos muitas história perdem-se e acabam por parecer mitos urbanos. E os erros voltam a ser cometidos dando origem a mais lutas e cenas de destruição. 

 

Quanto ao final, ficou muito em aberto e senti que muita coisa ficou por explicar. Também sentiram o mesmo?

 

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LOUCA | CHLOÉ ESPOSITO

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Alvie é a irmã gémea da famosa e linda Beth. Uma é rica, atriz, com uma família perfeita, vive em Itália com o marido e filho. A outra é a protagonista deste livro, tem um emprego que detesta, não aspira a uma carreira brilhante e está longe de ser uma mulher de sucesso. É aquele género de pessoa que passa a vida a criticar tudo e todos. Usa e abusa do humor negro para as mais diversas situações. É invejosa, preguiçosa e tem uma série de defeitos que vamos conhecendo ao longo da história. Aliás, a sua única qualidade é ter um gosto literário de tirar o chapéu, preparem-se para identificar grandes clássicos.

 

Cada capítulo está relacionado com um pecado capital. São aprofundados um a um, com várias situações vividas pela nossa protagonista. Esta mulher tem tantos defeitos, mas tantos, que acaba por ser engraçada. O que eu ri com este livro, soltava gargalhadas atrás de gargalhadas. E sempre que penso em certas cenas tenho vontade de rir. 

 

O livro “Louca” é vendido como thriller, mas tem apenas 20% de thriller. Demora para começar a ação. São cerca de cem páginas até a Alvie ir para Itália, depois do convite insistente da irmã. Claro que tudo vai encaminhar-se para acontecer o que a autora define. Mas os pensamentos da Alvie são tão engraçados, tão odiosos, tão irritantes que essa parte acaba por ficar em terceiro plano e só queremos saber o que esta mulher é capaz de fazer pelo dinheiro e fama. Nunca vi tantas referências à cultura pop num único livro. Cristiano Ronaldo, Taylor Swift (a artista mais citada neste livro assim como a sua conta de Twitter) e muitos outros.

 

Num tom sarcástico, divertido e sem filtro esta história pode chocar os mais sensíveis. Com uma enorme dose de humor, pensamentos politicamente incorretos, asneiras, cenas de sexo este livro tem de ser lido com a mente bem aberta e descontração total.

 

Passei um fim de semana muito divertido com este livro. Quando não estava a ler estava a pensar nas pausas de leitura para terminar e conhecer o desfecho desta história hilariante. Termina com um final em aberto muito satisfatório, com algumas pontas soltas, para ficarmos à espera do próximo volume. A autora quis colocar tanta coisa que acabou por deixar certos pormenores de fora. Para quem não sabe, este livro é parte de uma trilogia, portanto teremos mais diversão.

 

Como thriller deixa a desejar. O crime que seria o ponto alto da história e o inicio de tudo, acaba por ser uma desilusão, afinal é apenas um acidente. Os momentos de tensão são muito escassos em relação aos momentos de comédia. Existem mortes, cenas de ação, fugas, máfia e contrabando, mas não consigo olhar para este livro como um thriller sufocante. Pelo contrário. Vai depender do que vocês consideram um bom thriller. 

 

Foi uma surpresa total, acredito que será para a maioria. Nota-se que a Chloé Esposito deu asas à imaginação, colocou tudo o que gosta num romance e não teve medo de ser ousada. Está de parabéns por isso! O livro estará disponível dia dois de fevereiro em todas as livrarias. Mas brevemente terei um passatempo nas redes sociais, estejam atentos. Podem ganhar um exemplar deste livro fantástico.

 

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18 ESCRITORAS PORTUGUESAS CONTEMPORÂNEAS

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Quem são as nossas poetisas, cronistas e romancistas? Quem são as portuguesas que precisamos ler? Esta seleção tem o intuito de dar a conhecer algumas escritoras portuguesas.

 

São dezoito portuguesas escolhidos entre vários. Espero que leiam, amem e partilhem mais a literatura portuguesa todos os dias. Alguns nomes figuram a lista das minhas escritoras preferidas. Vamos conhecer?

 

 

Patrícia Portela, vive entre Portugal e Bélgica. Com o romance Banquete foi finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE em 2012. Foi a primeira autora a receber uma bolsa literária em Berlim do Instituto Camões em 2016.  É colaboradora do Jornal de Letras.

 

Raquel Nobre Guerra, nasceu em Lisboa. Licenciada em Filosofia. O seu primeiro livro de poesia foi galardoado com Prémio Primeira Obra do PEN Clube Português em 2012 (Groto sato).

 

Patrícia Reis, jornalista e escritora. Nasceu em Lisboa. Editora da Revista Egoísta, já passou pelo Semanário Independente, pela revista Sábado e fez um estágio na Time, em Nova Iorque.

 

Teolinda Gersão, nasceu em Coimbra. É professora universitária e escritora. Recebeu inúmeros prémio ao longo da sua carreira, com destaque para Prémio PEN Clube Português Novelística em 1982 e 1990. Prémio Fernando Namora em 2015.

 

Teresa Veiga, é o seu pseudónimo. Sabemos pouco sobre ela porque não revela a sua identidade. Nasceu em Lisboa. Recebeu em 2008 pela segunda vez o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.

 

Raquel Ribeiro, nasceu no Porto. É colaboradora regular no jornal Público. Viveu em Cuba e Inglaterra.

 

Hélia Correia, nasceu em Lisboa. Recebeu o Prémio Camões em 2015. Recebeu vários prémios pelas suas obras sendo um dos grandes nomes da literatura portuguesa.

 

Filipa Fonseca Silva, nasceu no Barreiro. Foi a primeira autora portuguesa a atingir o Top 100 da Amazon a nível mundial.

 

Ana Teresa Pereira, nasceu no Funchal. Ganhou o Prémio Caminho Policial em 1989. Já publicou inúmeras obras. Colaborou com os jornais Público e Diário de Notícias (Funchal). Em 2017 ganhou o Prémio Oceanos, sendo a primeira mulher a conquistar o prémio principal.

 

Tatiana Faia, uma jovem poetisa portuguesa. Foi recentemente editada pela Editora Tita da China. Vive em Lisboa.

 

Maria Teresa Horta, escritora, jornalista e poetisa portuguesa. Está ligada a movimentos feministas. É um dos nomes mais importantes da literatura portuguesa.

 

Isabela Figueiredo, nasceu em Maputo. Venceu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Foi jornalista no Diário de Notícias e é professora de Português.

 

Adília Lopes, poetisa, cronista e tradutora portuguesa. A sua obra já fi traduzida em várias línguas.

 

Dulce Maria Cardoso, nasceu em Trás os Montes. Recebeu o Prémio da União Europeia (2009) e o Prémio P.E.N. (2010)

 

Cláudia R. Sampaio, nasceu em Lisboa. É poetisa. Tem colaborado em várias revistas e antologias de poesia.

 

Raquel Gaspar Silva, nasceu em Évora. Publicou o seu primeiro romance em 2017. Licenciada em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

 

Ana Luísa Amaral, nasceu em 1956 em Lisboa. É poetisa, tem um doutoramento sobre a poesia de Emily Dickinson. Organizou o projeto “Cartas Portuguesas – edição comentada”.

 

Inês Pedrosa, nasceu em 1962 em Coimbra. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Foi diretora da Casa Fernando Pessoa entre 2008 e 2014. É autora de vários romances, recebeu inúmeros prémios pela sua obra.

 

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