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A GRANDE MAGIA | ELIZABETH GILBERT

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Quando comprei A Grande Magia, da escritora Elizabeth Gilbert estava numa fase da vida cheia de vontade de fazer coisas. Era mesmo o momento certo para pegar nele e absorver tudo. Estava, de alguma forma, à procura de inspiração e encorajamento quando peguei nele.

 

Da autora já li dois livros. O mais conhecido Orar, Comer e Amar, e o menos conhecido, A Marca de Todas as Coisas. Não gostei do primeiro, adorei o segundo. O primeiro não me cativou, o segundo deu-me a conhecer uma personagem feminina maravilhosa e inteligente. É um excelente trabalho da escritora. Recomendo imenso.

 

A Grande Magia é um livro de não ficção com apontamentos autobiográficos e histórias de terceiros. Nele a Elizabeth revela como as suas ideias aparecem e o que faz com elas. Ela acredita que o mundo funciona à base de magia, que as ideias andam por aí a pousar de pessoa em pessoa até alguém as agarrar e moldar. Conta episódios caricatos de ideias similares entre ela e uma outra escritora. É estranho quando duas pessoas que não se conhecem têm exatamente a mesma ideia, não é? Elizabeth revela que acredita ter sido um cumprimento entre as duas num encontro pontual. Tive de rir.

 

Gostei de descobrir os seus receios e fragilidades. Senti-me mais próxima da escritora e vi refletidas as minhas dúvidas quanto à escrita. No entanto, tive dificuldades em acreditar na questão ligada à magia. E isso prejudicou a minha experiência de leitura. Acredito que todos podemos ser criativos e que a criatividade se trabalha, mas alguns seres são mais iluminados que outros. Ou seja, têm talento. A maioria deixa-se levar pelo medo de fracassar e não coloca as mãos na massa. As inseguranças são tramadas. Quando o foco do livro era este, senti-me ligeiramente interessada.

 

Ao contrário do que esperava depois de finalizada a leitura, não senti uma réstia de inspiração nem vontade de deitar para fora as minhas ideias. Ou seja, fiquei um bocadinho desiludida. Ouvi tanta gente dizer que amou este livro. Estava mesmo entusiasmada com ele e convencida que seria uma leitura brutal. Não foi. Comigo não funcionou.

 

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A Marca de Todas as Coisas | Elizabeth Gilbert

 

Eu adoro a capa deste livro. É simples e delicada. O título é sugestivo. Comprei o livro por culpa da capa. Chamou-me a atenção. Ao contrário do número de páginas que me assustou um bocadinho.

 

 

 

Não li nenhuma opinião do livro antes. Comecei a ler este livro sem informação, excepto o comentário que me deixaram na página do facebook quando coloquei uma foto do livro. Não tinha expectativas nenhumas.

 

 

 

Nem sei como começar. Este livro tem tanto.

 

O nascimento de uma menina é o acontecimento narrado nas primeiras páginas. Filadélfia, 1800. Mas antes de continuar a história, a autora regressa ao passado e conta a história do pai da criança, Henry Whitaker, até àquele momento.

 

Henry Whitaker era um menino pobre, com sede de vingar na vida consegue tornar-se num homem bastante rico e poderoso. A sua jornada é narrada detalhadamente. Uma vida cheia de aventuras e maravilhosa de acompanhar. Casa-se com Beatrix, uma mulher inteligente, com uma personalidade bastante forte. Fruto desse relacionamento nasce Alma, a menina feia, desengonçada mas inteligente e com uma enorme capacidade de aprendizagem.

 

Alma é a protagonista desta história. Muita coisa acontece com ela. Desde cedo que precisa de lutar em relação à sua aparência, principalmente depois de se apaixonar. Vamos acompanhar a vida de Alma e da família Whitaker. Uma família rica ligada à paixão pela botânica. Flores será muitas vezes o assunto central desta história. Musgos, fala sobre musgos!

 

Como factos históricos está a evolução da ciência natural, a sociedade no século XIX e os seus hábitos.

 

Desilusões, aprendizagem e segredos.

 

 

Conhecem o livro “Comer, Orar e Amar”? Elizabeth Gilbert é a autora desse livro. Um livro que dividiu opiniões. Eu não gostei, mas quis dar uma segunda oportunidade. Não comprei o livro por causa da autora.

 

 

A história, apesar de muito descritiva, é dinâmica. Não me lembrava da escrita de Elizabeth Gilbert. Acho que ela amadureceu neste livro.

 

 

Este livro é rico em personagens. Gostei da maioria. Estão todos muito bem construídos, com características engraçadas, tornando-os peculiares e alguns inesquecíveis. Há personagens para todos os gostos. Irritantes, chatos, engraçados, maduros, loucos, românticos, simpáticos, doces, calados, bonitos, feios. Eu gostei bastante de alguns. Os meus preferidos são a Alma, a mãe Beatrix e a menina espalha-brasas Retta. Só mulheres. O pai de Alma também está muito bem construído. Depois de metade do livro aparece um personagem completamente diferente de tudo o que já li, Pike. Uma comédia, no meio de tanto drama. 

 

 

 

A autora não se apressou para terminar o livro. Demorou, preparou tudo para dar um final à altura do resto da história. Porém, não foi o que Alma merecia, na minha opinião.

 

Tenho pena que Alma ao longo dos anos não tenha ganho autoconfiança. A personagem continua, apesar da inteligência, da idade e fortuna, uma menina-mulher com muitas inseguranças e dúvidas. Uma mulher incompleta até às últimas páginas. Infeliz, diria. Não me convenceu as últimas palavras dela sobre o facto de se sentir afortunada.

 

Gostei do final, sobretudo quando se foca em Darwin e em tudo o que a história envolve sobre ele.

 

 

Muitas questões são levantadas neste livro, para o leitor tirar as suas próprias conclusões. Os personagens caminham muitas vezes lado a lado a questões religiosas e espirituais. Existem diversas referências à Bíblia. Para mim, essas partes foram as mais chatas. Ou quando somos levados para o mundo da botânica de forma pormenorizada. Muito sono nessa hora.

 

Acho que os personagens são o melhor deste livro. Muito bem construídos, credíveis e interessantes. A narrativa também me envolveu, acontecimentos em todos os capítulos. O livro tem uma boa proposta de leitura e consegue oferecer tudo o que promete. Aprendi, reflecti, diverti-me e passei bons momentos.

 

Acho que ficou muito por dizer deste livro neste texto.

 

 

Dei quatro estrelas (três estrelas e meia). Foi uma leitura balançada entre as três e as quatro estrelas. Acabei por dar quatro porque depois de terminar a leitura fiquei a pensar nos personagens e a história mexeu comigo. Achei o livro muito bem escrito e interessante.

 

Recomendo esta leitura para apreciadores de uma narrativa lenta mas interessante do ponto vista histórico e emocional, com interesse por botânica, gosto por personagens reais. Aviso desde já que este livro nada tem a ver com o livro “Comer, Orar,Amar”. 

leitora beta * divulgação * literatura *

contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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