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QUANDO PERDES TUDO NÃO TENS PRESSA DE IR A LADO NENHUM | DULCE GARCIA

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"Quando Perdes Tudo Não Tens pressa de Ir a Lado Nenhum" foi escolhido para representar Portugal na 18ª edição do Festival do Primeiro Romance de Budapeste, a realizar-se entre 18 e 22 de Abril este ano, na Hungria. Dulce Garcia é jornalista e editora da revista Sábado. Este romance foi publicado em Fevereiro do ano passado pela Guerra & Paz. 

 

Uma mulher vive no aeroporto à espera de um homem. Ela acabou o casamento porque se apaixonou por um homem casado. É motivo de notícia e algum interesse pelas revistas e jornais. Qual foi o caminho até àquela decisão? As primeiras páginas mostram a sua realidade, revelam pequenos apontamentos da sua infância e fazem-nos sentir alguma ligação pela Isabel. Fiquei logo agarrada à história e à voz narrativa.

 

De forma inesperada somos surpreendidos por duas vozes narrativas. Ele e ela, intercaladas. Com pontos de vista muito diferentes acerca do amor. Ela mais apaixonada, insegura e envolvida. Ele mais carnal, e sinceramente bastante irritante. Não consegui gostar nada do Afonso. É um cobarde e revela exatamente isso em quase todos os capítulos. Machista e retrograda. Tentei não julgar as personagens, mas não foi fácil. 

 

Numa escrita simples, de fácil envolvimento, li este livro num ápice. E apesar da dificuldade em ler os capítulos do Afonso, consegui terminar com satisfação. Gostei do desfecho, mas não foi surpreendente. Estive o livro inteiro à espera daquele momento e quando acontece achei muito breve e não senti o impacto. No entanto, a história não se limita a este romance, tem a história da Cármen, do irmão, do avô, do pai e de muitos casos semelhantes.

 

A responsabilidade do passado e da família nas nossas (más) decisões. A forma somos todas as experiências nos constroem, mesmo aquelas que nos são alheias. A dor da separação quando alguém parte sem estarmos à espera, sem um pré-aviso, sem um adeus. O que fica do amor quando este é partido em dois e ninguém pode fazer nada? 

 

"...ninguém duvide de que uma árvore com raízes, e bem regada, tem mais probabilidades de se fixar à terra e aguentar o embate de um temporal do que outra plantada e logo deixada ao abandono."

 

Talvez te vás identificar muito com alguns episódios desta relação ou ver nas atitudes de algumas personagens a realidade de pessoas que conheces. Acho que pode muito bem acontecer. Recomendo este livro, acho que tem uma excelente história, um formato interessante e uma voz feminina muito realista.

NOVIDADE | "DIÁRIO DE GRATIDÃO" | AUTORA-MISTÉRIO

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Assim que meti os olhos neste livro fiquei em pulgas para o ver. Tenho feito diariamente exercícios pessoais de gratidão, com ajuda facilita imenso. Este livro traz o planeamento necessário para conseguir organizar a mente e estimular a gratidão na nossa vida. Adoro o conceito deste livro. Tudo. Não vejo a hora de ter este menino nas minhas mãos e partilhar convosco. Estou a pensar dividir convosco a experiência ou até fazer uma espécie de projeto, o que acham? A gratidão é o melhor bem que podes dar a ti mesmo. 

 

Ninguém sabe quem escreveu este livro, é uma autora mistério, mas agradeço por esta ideia. 

 

SINOPSE

 

Diário de Gratidão é um ginásio do pensamento e da sensibilidade. Está organizado por meses e tem desafios semanais que ajudam cada um de nós a tornar-se mais feliz e a fazer os outros mais felizes. O bem é contagioso. Este é o livro que o incita a fazer o bem. Com treino. Primeiro, faz-se um pacto: é o compromisso com o bem. Depois, pede-se que se façam três listas: Ser (o que sou traz-me alegria?); Ter (o que preciso ter para ser feliz?) e Fazer (o que me faz feliz?). Todos os dias é pedido que se registe cinco acontecimentos pelos quais se está grato. Deixe a gratidão invadir a sua vida.

O objetivo do Diário de Gratidão é colaborar no planeamento e execução das pequenas alterações e dos pequenos ajustes para que cada um de nós se torne numa pessoa mais feliz, para que chegue à melhor versão de si mesmo. O objectivo deste livro é criar, primeiro, uma disciplina e, depois, uma rotina de bem-estar.

 

Dia dois de Novembro nas livrarias. 

O EMOCIONANTE ENCONTRO DO CLUBE DOS CLÁSSICOS VIVOS

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Aconteceu o terceiro encontro do Clube dos Clássicos Vivos, a obra discutida foi "O Vermelho e Negro", de Stendhal. O lugar eleito foi a Fábrica das Palavras, em Vila Franca de Xira. A biblioteca fica junto ao Rio Tejo, vale a pena conhecer de tão bonita. 

 

Se ter um clube literário era um sonho, ter estes encontros era algo que nunca julguei possível nos tempos que correm. As pessoas distraem-se com as tecnologias, a pressa da vida e  não há lugar tudo. É difícil encontrar pessoas que gostam de livros e vontade de falar neles. No entanto, foi possível a concretização e tem sido um caminho fantástico juntamente com outros leitores. Trocar impressões de leitura nunca foi tão rico. As minhas leituras ganham com a experiência e sinto-me verdadeiramente feliz quando falo do que gosto com quem gosta do mesmo que eu. 

 

Stendhal foi um escritor que afastou alguns membros. Talvez o clássico não seja aquele clássico que facilmente agrada a todos. As opiniões foram unânimes em relação ao protagonista, mas muito particular em relação à obra no geral. É interessante escutar todos os pontos de vista e ver o entusiasmo expresso nos olhos quando o assunto são livros. Deu uma bela discussão. 

 

A dado momento fomos interrompidas por uma senhora que se confessou emocionada com o nosso encontro. Quando tirou os óculos de sol as lágrimas no seu rosto comprovaram as suas palavras. Mais do que unir pessoas, os livros emocionam, o amor pelos livros emocionam. Se isto não é o melhor de ter um clube literário, não sei o que poderá ser. Fiquei extremamente feliz por ouvir o seu discurso. Ainda nos tirou uma foto para colocar no seu facebook. Afinal estávamos diante de uma professora de Português emocionada, com uma missão belíssima (divulgar a língua portuguesa em países como Cabo Verde e Moçambique). Mostrou interesse em divulgar este projecto e falar nele a outras organizações empenhadas em difundir a língua portuguesa pelo Mundo. Não é fabuloso? Espero que chegue a muitas pessoas!

 

A ideia é que mais leitores se juntem a nós. O próximo encontro será em Lisboa, vamos falar sobre "Dom Casmurro", de Machado de Assis. Estamos no Goodreads para falar sobre livros caso não consigas participar nos encontros. Venham. A conversa é divertida, sem etiqueta e ainda sorteamos clássicos no fim em parceria com a editora Guerra e Paz (está connosco desde o inicio). 

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NOVIDADE | "ORGULHO E "PRECONCEITO" | JANE AUSTEN

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Adoramos estas edições da Guerra & Paz, não é verdade? Dia 6 nas livrarias. Já li e super recomendo, podem ler a minha opinião AQUI.

 

SINOPSE

 

Escrito por uma jovem com 19 anos, em 1796, este clássico da literatura romântica só foi publicado em 1813, depois de ter sido recusado por um primeiro editor. Foi sob anonimato - “by a lady” (por uma senhora) – que Jane Austen fez chegar a história da família Bennett e das suas cinco filhas solteiras ao público. Editado em três volumes, esgotou em poucos meses.

 

Reflectindo um tempo em que as filhas mulheres – salvo a redundância – não herdavam as posses dos pais, Orgulho e Preconceito aborda com subtileza, inteligência e a peculiar ironia de Jane Austen os costumes da sociedade burguesa e aristocrática inglesa dos finais do séc. XVII e início do séc. XIX. Elizabeth Bennet e Mr. Darcy dão corpo a um dos maiores romances de sempre. 

leitora beta * divulgação * literatura *

contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

ESTREIA 21 DE JUNHO

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