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1001 COISAS QUE NUNCA TE DISSE | CATARINA RODRIGUES

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Catarina Rodrigues lançou o seu primeiro romance, “1001 Coisas que Nunca te Disse” pela Oficina do Livro. Num registo muito descontraído, simples, conta a história do desgosto de amor da Sara. São através de cartas ao David com bastante sinceridade e sem filtro, que Sara vai contar tudo o que não disse. Não fica nada por dizer.

 

Quem nunca passou por um desgosto de amor? Quem nunca viveu um amor intenso? Vários leitores vão identificar-se com esta história e ver espelhada a vontade de gritar algumas palavras aos seus ex.

 

Durante os lamentos da apaixonada Sara senti pena. Pena pela forma como a sua auto estima era nula. Pena por todas as mulheres que vivem centradas num amor que não merece. E preocupa-me que algumas raparigas vejam romantismo ou bonito sentir algo desta forma por um homem. Incomodou-me. É natural existir um processo de luto após o fim de uma relação. É natural sentir revolta e pedir justificações após mentiras e traições. Sobretudo é o primeiro e há muita entrega, mas não devemos nunca, MENINAS, colocar o nosso amor próprio para segundo lugar e quebrar essa ligação que temos com nós mesmas. No final a Sara acaba por trazer uma mensagem de esperança, mas continua focada naquele amor antigo. Para ela, tudo se resume ao David e como precisa de provar que ela está bem numa ida ao restaurante mais caro. Um nadinha imaturo, não? Não acho que fique bem explicado a evolução da protagonista perante esse desgosto.

 

Já cometi alguns dos erros da Sara e também sofri os meus desgostos. Se tivesse lido este livro noutra fase da minha vida teria sido um livro marcante. Estou noutro nível e não consigo olhar agora para o amor desta forma esgotada e desesperada. Espero que as mulheres tenham a capacidade de não se destruírem por causa de um homem que não as merece. A vida está cheia de oportunidades. E apesar do livro tentar mostrar isso, não foi suficiente.

 

O que mais gostei neste livro foi a relação da protagonista com os pais, irmã e avós. Chorei numa passagem muito difícil. Nenhuma criança merece ser maltratada. Senti naquelas palavras tanta verdade que foi impossível não ficar sensibilizada. É uma história muito triste, mas a fibra da Sara deve-se a esta passagem menos triste.

 

É um género literário que normalmente não leio. Foi uma experiência muito irregular, longe dos princípios ou mensagens que tento passar. Tem uma narrativa muito fluida e algo nos faz continuar a ler para descobrir o que se vai passar na vida da protagonista. Não sendo o final que mais surpreende, facilmente criamos alguma identificação com a história devido ao tema abordado. 

 

Sigam o instagram do livro, podem ver algumas frases soltas e perceber é do vosso agrado. 

AQUILO QUE OS HOMENS ME EXPLICAM | REBECCA SOLNIT

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Eu sabia que devia ter lido este livro mais cedo. Ensaios sobre a igualdade de género, num tom sério e cheio de dados importantes, só podiam trazer conhecimento para a minha vida. É aquele livro que devia comprar, depois de ter lido após empréstimo na biblioteca. Numa mega oportunidade, quem sabe.

 

Talvez seja uma leitura aborrecida para quem dispensa leituras baseadas em estatísticas e aspetos reais de outro país. No entanto, fala em todas as mulheres, e na forma como a agressividade está em 90% dos homens. Talvez seja demasiado cruel para quem está habituado a paninhos quentes em relação a um assunto tabu.  E apesar do retrato ser dos americanos, temos aqui representada a nossa realidade noutra escala. E afinal, não é o mundo a morada universal?

 

Um livro que mostra como os homens calam as mulheres. Como abafam os seus conhecimentos e inteligência. Como as mulheres são pouco valorizadas. No poder das nossas vozes enquanto lutadoras pelos direitos de igualdade de género. 

 

Um livro que acrescentou. Como ele, trouxe a vontade de manter uma voz ativa de enaltecer o trabalho de todas as mulheres. E pensei seriamente em criar outro blog com esse objetivo, mas posso muito bem usar este cantinho. Como tenho feito, através das minhas sugestões literárias e sempre que possível nas minhas redes sociais. Não preciso de ter medo dos haters, até porque haters gonna hate.

 

Recomendo imenso este livro. Tem de ser lido por mais pessoas, por favor. Ah, leiam a opinião da Alexandra, que muito contribuiu para a minha leitura, AQUI.

UM DE NÓS MENTE | KAREN M. MCMANUS

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Foi o primeiro thriller young adult que li nesta vida. Ouvi falar muito neste título na comunidade do booktube brasileiro e estava super curiosa. Quando a Gailivro lançou a edição portuguesa com esta capa linda fiquei entusiasmada. Estava de facto muito curiosa e peguei nele assim que pude. 

 

Um grupo de jovens fica de castigo numa sala de aula. Um deles morre. Alguém é o culpado? Quem terá sido? Bronwyn, Nate, Cooper ou Addy? O livro vai desvendar esse mistério capitulo após capitulo através da construção das personagens. Cada um deles parece um cliché banal de um qualquer livro para adolescentes, mas não é bem assim. Todos mostram que têm traços peculiares e estão a lidar com situações que nos fazem sentir alguma empatia por eles. 

 

O meu entusiasmo foi decrescendo ao longo da leitura. Comecei muito entusiasmada, mas o meu interesse esmoreceu. E apesar do final ter sido surpreendente (nunca pensei naquela opção), não fiquei assim tão empolgada como seria de esperar. No entanto, acho que é uma boa aposta da editora, será com certeza do agrado da maioria, mas comigo não funcionou. No meio da leitura comecei a perder o interesse em relação à vida das personagens, e nunca senti alguma conexão com a trama.

 

Gostei do livro, mas ficou bastante aquém das minhas expectativas. Todavia, sou das poucas leitores que teve esta opinião. O livro tem recebido inúmeras criticas positivas. 

 

 

Não sei se sabiam, mas a Gailivro já tem Instagram (AQUI) e até dia 31 está a sortear cinco exemplares deste livro.  

NO JARDIM DO OGRE | LEILA SLIMANI

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No Jardim do Ogre foi o primeiro romance escrito pela autora Leila Slimani recentemente publicado pela Alfaguara. É a autora de um dos meus livros preferidos do género thriller psicológico, Canção Doce, vencedor do prémio Goncourt. Leiam, não se vão arrepender, promessa de quem ama livros. Não dá para parar, nem ficar indiferente à sua escrita.  É absolutamente fantástico.

 

Neste livro conhecemos a Adèle, uma mulher com uma enorme fome sexual, casada e mãe de um menino. Ela é uma mulher insatisfeita no meio de um círculo de aparências, cujo a maternidade e o casamento com um homem bem-sucedido não lhe dá felicidade. Daí a comparação com Madame Bovary na contracapa. Entre traições, mentiras e desejo procura o absoluto arriscando o conforto e a segurança da sua vida.

 

Foi uma leitura incómoda. Dado o realismo da escrita da autora as cenas intensas e perturbadoras criam imagens vívidas na nossa mente. É extraordinária a forma como a insaciedade de Adèle é descrita, como acabamos a julgar a personagem e a acreditar na sua existência.

 

Esperamos pela tragédia a qualquer momento. Queremos ver Adèle perante a verdade ou a perda. Queremos conhecer melhor as suas motivações. Estamos habituados a ler sobre homens com estas atitudes. Ainda é incómodo para a sociedade estar perante uma mulher como ela. Uma mulher precisa de uma justificação para trair, um homem pode sentir apenas desejo. Aqui a história inverte-se e foi exatamente isso que me surpreendeu.

 

É uma história com passagens cruas, de uma enorme intensidade sendo difícil gerir as nossas emoções em relação a tudo o que está a acontecer. É uma autora para continuar a acompanhar. No entanto, continuo a preferir o registo de Canção Doce sendo esse o meu preferido.

 

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A GRANDE MAGIA | ELIZABETH GILBERT

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Quando comprei A Grande Magia, da escritora Elizabeth Gilbert estava numa fase da vida cheia de vontade de fazer coisas. Era mesmo o momento certo para pegar nele e absorver tudo. Estava, de alguma forma, à procura de inspiração e encorajamento quando peguei nele.

 

Da autora já li dois livros. O mais conhecido Orar, Comer e Amar, e o menos conhecido, A Marca de Todas as Coisas. Não gostei do primeiro, adorei o segundo. O primeiro não me cativou, o segundo deu-me a conhecer uma personagem feminina maravilhosa e inteligente. É um excelente trabalho da escritora. Recomendo imenso.

 

A Grande Magia é um livro de não ficção com apontamentos autobiográficos e histórias de terceiros. Nele a Elizabeth revela como as suas ideias aparecem e o que faz com elas. Ela acredita que o mundo funciona à base de magia, que as ideias andam por aí a pousar de pessoa em pessoa até alguém as agarrar e moldar. Conta episódios caricatos de ideias similares entre ela e uma outra escritora. É estranho quando duas pessoas que não se conhecem têm exatamente a mesma ideia, não é? Elizabeth revela que acredita ter sido um cumprimento entre as duas num encontro pontual. Tive de rir.

 

Gostei de descobrir os seus receios e fragilidades. Senti-me mais próxima da escritora e vi refletidas as minhas dúvidas quanto à escrita. No entanto, tive dificuldades em acreditar na questão ligada à magia. E isso prejudicou a minha experiência de leitura. Acredito que todos podemos ser criativos e que a criatividade se trabalha, mas alguns seres são mais iluminados que outros. Ou seja, têm talento. A maioria deixa-se levar pelo medo de fracassar e não coloca as mãos na massa. As inseguranças são tramadas. Quando o foco do livro era este, senti-me ligeiramente interessada.

 

Ao contrário do que esperava depois de finalizada a leitura, não senti uma réstia de inspiração nem vontade de deitar para fora as minhas ideias. Ou seja, fiquei um bocadinho desiludida. Ouvi tanta gente dizer que amou este livro. Estava mesmo entusiasmada com ele e convencida que seria uma leitura brutal. Não foi. Comigo não funcionou.

 

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AFINAL AS FEMINISTAS ATÉ GOSTAM DE HOMENS | PATRÍCIA MOTTA VEIGA

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Nunca fui ofendida diretamente por defender o feminismo. No entanto, criei algum distanciamento com algumas pessoas por ausência de identificação. Ainda fervo com comentários machistas dá-me coceira as bocas desagradáveis ou perseguições a mulheres feministas por homens cobardes escondidos atrás de um teclado.  Ah como eu adorava ver algumas pessoas terem coragem de dizer na cara o que dizem nos seus blogues ou redes sociais. Há muita falta de informação, consequentemente comentários que ressaltam exatamente isso, mas não justifica a falta de educação, certo? Sendo o mundo um lugar de convívio entre humanos com princípios diferentes, precisamos de engolir alguns sapos e tentar dialogar com calma. Sem obrigar ninguém a ter a mesma opinião.

 

Lançado recentemente pela Manuscrito este livro toca em assuntos pertinentes e urgentes como a desmitificação do termo “feminista”. Se encontrarem este livro por aí, façam um favor a vocês mesmos, leiam esse capítulo. Ainda existem muitas dúvidas em relação ao feminismo e medo de empregar ou assumir o termo como se fosse algo errado e radical. Portanto, quantos mais livros existirem sobre o assunto mais fácil será abrir mentalidades e criar discussões esclarecedoras.

 

Confesso que ao inicio estava a gostar imenso da voz narrativa descontraída da autora, mas com o tempo acabei por sentir-me incomodada com alguns exemplos e comentários que não acrescentam em nada a sua opinião. Se gostam de livros sem papas na língua, com palavras menos compostas ou apontamentos irónicos vão achar mais graça do que eu. Eu acredito que não precisava desta postura em certos momentos para atingir o objetivo. 

 

Violência doméstica, piropos, machismo, cor de rosa e azul, feminismo e extremismo, mulheres que falam mal de outras mulheres, são alguns dos temas abordados. Identifiquei-me bastante com a opinião da autora em relação à educação das crianças respeitando sempre a individualidade cada uma. Concordei na maior parte das vezes, mas discordei algumas vezes. Não sendo uma verdade absoluta, este livro traz dados valiosos em relação ao feminismo aliada à realidade portuguesa.

 

Este título é o único livro sobre feminismo que conheço numa abordagem esclarecedora e atual escrito por uma mulher portuguesa. Se tiverem mais sugestões, avisem por favor. A igualdade de géneros sendo um tema que me interessa dá-me uma tremenda satisfação encontrar novas perspetivas.

 

Recomendo.

TUDO É POSSÍVEL | ELIZABETH STROUT

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Não sendo uma continuação, acaba por fazer parte de uma série ligada à protagonista do primeiro livro. E ao contrário de outras opiniões, não sendo obrigatório, acho necessário ler o primeiro.  “Tudo é Possível”, é a reunião de nove histórias, estão todas ligadas, de forma direta ou indireta, a Lucia Barton.

 

Lucia Barton é a protagonista do primeiro livro de Elizabeth Strout, “O meu nome é Lucia Barton”. Livro que eu amei e passei a recomendar a (quase) toda a gente. Em relação a este, estava com expetativas um bocado elevadas, mas apesar da história ser completamente diferente do que esperava, foi uma boa surpresa.

 

Numa das histórias, um homem recorda o momento em que abraça o corpo frágil da Lucia, assim como a história sofrida da família desta. Ao contrário do que esperam dela, Lucia ultrapassou os momentos difíceis. Será alguma réstia de esperança num meio tão pequeno? Lucia é uma escritora respeitada, lançou um romance e vai regressar à terra natal para o lançamento. Terá de enfrentar o passado e lidar com palavras duras, reprimidas por muito tempo vindas de quem menos espera. Atacamos quem admiramos por sermos mais exigentes? Ou não sabemos lidar com o sucesso dos outros?

 

Uma luta constante entre o presente e as lembranças do passado. Momentos mais intensos do que outros. A nossa experiência é inconstante, mas tem o mesmo ritmo melancólico do início ao fim. As personagens têm uma voz própria, isso agradou-me bastante. Não há como ficar perdido neste emaranhado de emoções. A escrita da Elizabeth Strout é tão poderosa que consegue dar vida a histórias que ficaram comigo depois de finalizada a leitura.

 

Não sendo um romance com uma estrutura linear e características comuns do romance tradicional pode causar algum estranhamento para os menos habituados. Eu adoro livros impactantes, daqueles em que o silêncio e a ausência fala mais do que os diálogos e as descrições. Elizabeth Strout é uma escritora que pretendo acompanhar, mais uma vez não defraudou as minhas expectativas e o encanto da sua escrita só tem tendência a melhorar. Que livro maravilhoso.

 

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TAG | MARÇO FEMININO

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Deixei para o final do mês porque tinha a certeza que teria novas sugestões após as leituras dedicadas ao Março Feminino. Não gosto de me repetir, talvez por isso evite responder a TAGs, mas esta é diferente. É criativa, tem conteúdo, para além disso foi criada pela Sandra, do Say Hello To My Books. Adoro.

 

Tentei escolher livros pouco falados por aqui, tentei não repetir algumas respostas dadas por mim e por outras bloggers, mas foi difícil (não é Alexandra? algumas respostas dela, podiam ser as minhas, é a blogger com quem mais me identifico a nível dos gostos literários).

 

Que todos os anos se celebre o Março Feminino, que sejam lidas muitas mulheres e partilhadas várias sugestões! 

 

1. Aqueles dias do mês - Um livro que os homens nunca vão perceber.

 

“Um Quarto Só Para Si”, Virgínia Woolf

Acredito que todos os leitores conseguem entender a mensagem deste livro. Este livro ou qualquer outro. Aliás, preferia que alguns homens lessem este livro para descortinar algumas questões ligadas à luta pela desigualdade de género. Um quarto só para si é um grito sufocado, em nome de todas as mulheres, pela sociedade que insistia em colocar as mulheres num papel ingrato e os homens num lugar dominante. Para escrever, as mulheres precisavam de um quarto só para si, e romper com diversos preconceitos. Este livro é o primeiro passo, dado pela Virgínia Woolf, em colocar os pontos nos is sobre as necessidades criativas das mulheres, e transmitir uma mensagem que as mulheres para além de entenderem, sentem.

 

2. Filha da mãe da depilação - Um livro que te arrepia só de pensar.

 

“Vozes de Chernobyl”, Svetlana Alexievich

Estava indecisa. Vários livros contam episódios da história mundial com foco no sofrimento, maus tratos ou violência. Tantas opções podiam estar nesta resposta. Decidi escolher um livro que aborda o desastre nuclear em Cherbonyl, por ser pouco comentado. Milhares de mortes, idosos que tiveram de abandonar os seus lares, grávidas que deram à luz crianças deformadas tal o impacto das radiações da explosão. Foi o primeiro livro que li da autora e me levou às lágrimas.

 

3. Aquele batom vermelho que dá um up a qualquer look - Um livro que te pôs bem-disposta/o num dia cinzento 

 

“Mulheres”, Carol Rossetti

É um trabalho magnifico por parte da Carol Rossetti. Um livro que vou oferecer à minha filha, às minhas irmãs e amigas. Um livro que traz todo um espírito descomplicado. Podemos amar o nosso corpo como é, podemos amar quem quisermos e ser como e o que quisermos. Li o livro durante o projeto mais fantástico deste mês, Março Feminino (que por acaso é da autora desta TAG).

 

Extra

“Não Sou Esse Tipo de Miúda”, Lena Dunham

Este livro foi escrito pela criadora, produtora e protagonista da série Girls. Numa abordagem muito divertida, este livro traz reflexões de quem está a crescer e encontra o fantástico mundo dos adultos. Sem filtro, num mundo particular e feminino, este livro não sendo uma grande obra está muito perto de uma conversa com a melhor amiga. Dá aquele ânimo em dias mais chatos.

 

 4. Cérebro Feminino - Um livro que parecia confuso, mas acabou por fazer muito sentido.

 

“Beloved”, Toni Morrison

A escrita intrincada e os temas abordados não permitiram uma leitura fluida. Nada me preparou para este livro. Precisei abrandar o ritmo, ficar em silêncio absoluto para absorver a sua escrita e a mensagem. Livro cruel sobre o racismo escrito de uma forma muito visceral. Numa realidade completamente diferente da minha, este livro foi confuso e pediu muita dedicação. No entanto, valeu totalmente o esforço. Leiam. Preciso de ler o outro livro da autora que tenho na estante.

 

 

5. "Mulheres não percebem de futebol, nem gostam de cerveja" - Um livro que vomita clichés. 

 

“Um Final Feliz”, Annie Darling

Uma mulher com um sonho, recuperar uma livraria em falência. Um homem que se acha o mais bonito e simpático. Não é, é só arrogante. Uma paixão entre os dois. Personagens estereotipados, situações muito comuns de uma comédia romântica. O título diz tudo. Leve, para dias de praia. Salvou-se, no meio dos clichés, a dedicação e o amor da protagonista pelos livros.

 

6. Mini-saia - Um livro curto, mas bom. 

Karen”, Ana Teresa Pereira

 Conheci a escrita da autora o ano passado e fiquei muito curiosa com este título. Recomendo para um primeiro contacto com os livros da escritora. Tem os elementos necessários para uma história muito cativante. Uma mulher com perda de memória após um acidente, acorda numa casa desconhecida. Um suposto namorado que está ansioso pelo aniversário dela devido a uma herança. Uma empregada muito suspeita. Uma cascata como pano de fundo do acidente. Como termina esta história? Será que ela perdeu mesmo a memória? Leiam. Vale a pena. Sobretudo se gostam da história do clássico “Rebecca”, Daphne du Maurier.

 

7. Bolsa de Mulher - Um livro com muita coisa dentro, que te provocou várias emoções. 

 

Tetralogia, de Elena Ferrante (todos os seus livros)

A série está quase a chegar, a historia é incrível e provoca várias emoções devido à complexidade das personagens. São muito reais, dentro dos defeitos, escolhas e emoções. A história de Lila e Lena é talvez a minha preferida no mundo inteiro. Aquela em que penso várias vezes. Aquela que gosto de recomendar a toda a gente, com um pedacinho de inveja porque vão começar e eu já terminei. Ferrante escreveu sobre mim, sem saber. Muito grata. Até fico com um brilho nos olhos de me lembrar e vontade de reler.

 

8. Mrs. Always Right - Como as mulheres têm sempre razão, escolhe um livro que aconselhas a toda a gente.

 

Rebecca, Daphne Du Maurier

Este livro foi tão impactante para mim que fico em pulgas para saber a opinião dos outros quando o começam a ler. É um clássico, não é enfadonho e tem descrições belíssimas assim como uma história que prende do inicio ao fim. Não deu para largar sem chegar ao fim. Não dá para ficar indiferente à qualidade de escrita desta mulher.

 

9. Mas porque é que tenho que gostar de cor-de-rosa? - Um livro que toda a gente gosta, menos tu!

 

“A Rapariga no Comboio”, Paula Hawkins

Foi difícil de encontrar um livro muito apreciado que me tenha desiludido, mas assim que bati os olhos neste livro dei como encerrada a resposta. Este livro ainda é usado como referência para os thrillers publicados depois. Ganhou adaptação cinematográfica. Um livro campeão de vendas. No entanto, achei pouco surpreendente. Adivinhei o assassino nos primeiros capítulos e não o acho merecedor de tanta popularidade.

 

10. Sutiã nosso de cada dia - Um livro que te incomodou ou um livro que foi um alívio chegar ao fim.

 

A Casa com Alpendre de Vidro Cego, Herbjorg Wassmo

Um romance do ponto de vista de uma criança abusada sexualmente de um tio. É o assunto mais difícil, contado de forma muito sensível e intensa. Tenho pena que a continuação não tenha saído como estava prometido. É por essas e por outras que não gosto de começar uma série sem os outros livros publicados. Esta autora nasceu na Noruega, é pouco conhecida por cá, mas já tem vários títulos publicados. Adorava ler mais livros dela.

 

 

11. Ir à manicure - Toda uma curiosidade sobre um livro que anda na boca do povo, mas ainda não leste. 

 

Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes 2, Elena Favilli

Preciso de ler este livro! A edição é maravilhosa, a mensagem é poderosa. Tem tudo para me agradar. Já repararam que anda por aí uma vaga de livros dedicados a mulheres. E ainda bem. Podem vir mais.

 

12. Fitas e lacinhos - O livro mais girly que já leste.

 

"O Meu Livro de Estilo", Gabriela Pinheiro

O livro é escrito de uma forma muito divertida, num tom muito próximo de uma conversa entre duas amigas. Cheio de imagens lindas e conselhos muito úteis na hora de transformar o nosso estilo ou guarda-roupa. A Gabriela Pinheiro defende que "não deves usar tudo só porque é moda". Deve existir uma selecção da nossa parte e amigos sinceros por perto. 

 

 13. Girl Power - Uma autora que é uma mulher do caraças. Explica porquê. 

 

Emma Reyes

Esta mulher passou por várias dificuldades. Pego nelas, embrulhou-as em veludo e fez da sua história uma história de sucesso. Pintora colombiana, marcada por uma vida intensa e sem apoio familiar. Há algo mais inspirador do que histórias de empoderamento? Quando li o seu livro de memórias fiquei a admirar o seu trajeto e força. 

 

14. Mulheres nos livros - Indica três livros com personagens femininas fortes.

 

A minha vontade era responder a esta TAG com títulos escritos por mulheres, mas foi aniquilada com esta questão. Vou escolher todos os livros de George RR Martin. Para mim, mulheres fortes na literatura estão o mais perto da realidade possível. Têm qualidades e defeitos. Agem por impulso ou de acordo com os seus princípios. Fogem ao conveniente, rompem com preconceitos e lutam pelos seus interesses. Posto isto, temos um leme absolutamente genial criado pelo autor mais demorado de sempre. Sansa, Arya, Dany, Cersei, é apenas uma amostra. São sete livros em português.

 

15. Mulheres nos filmes - Indica três filmes com personagens femininas fortes. 

 

Mustang

Se me pedirem uma única recomendação é este que vou indicar. Por ser o meu preferido de sempre (este e mais uma mão cheia). Por ser poderoso e representar a realidade de muitas mulheres por este mundo fora. Motivos para veres este filme? A temática, beleza, representação, fotografia, tudo. Adorei todas as meninas, sobretudo a mais nova. Pequena heroína. Linda, fofa. Não quero contar nada sobre o filme, perde a piada toda.

 

Black Panther

Minha nossa, as mulheres deste filme são o melhor deste filme. Filme carismático com questões importantes e mensagens fulcrais numa sociedade machista e racista. Não via um filme de super-heróis tão bom desde o último do Batman. Sério! Obrigatório!

 

Hidden Figures

As mulheres podem ser cientistas, podem fazer calculas mega difíceis. Podem pertencer a um grupo de trabalho liderado por homens e fazerem a diferença. Este filme é necessário.  Fico mesmo contente que exista. Ri e chorei muito. Não podem perder.

 

Extra

As Serviçais

Outro filme preferido da vida. Nunca li o livro, mas o filme é espetacular. Uma história sobre o racismo, com momentos de humor. Mulheres corajosas, curiosas, com princípios vincados e movimentos transformadores. Um retrato americano da década de 60 que vale cada segundo.

 

 

 

36 PERGUNTAS QUE ME FIZERAM GOSTAR DE TI | VICKI GRANT | + DESAFIO

 

Neste vídeo falo da novidade da Gailivro, "36 Perguntas Que Me Fizeram Gostar de Ti", da escritora Vicki Grant. Um livro para adolescentes, que acabou por me surpreender. Mas explico todos os motivos dessa surpresa no vídeo e ainda lanço um desafio baseado nesta história. São apenas 5 perguntas que podes responder nos comentários, no teu blogues ou até mesmo enviar por e-mail. És capaz de arriscar qual das perguntas está no romance?

 

Desafio  | 5 perguntas 

1 - Serias capaz de participar num estudo de psicologia deste género?

2 -  Se pudesses convidar qualquer pessoa no mundo inteiro para jantar qual seria?

3 - Quando foi a última vez que cantaste? Já agora, revela a música. 

4 - Qual é tua memória mais marcante e antiga relacionada com os livros?

5 - Se só pudesses oferecer um único livro durante toda a tua vida, qual seria?

 

 

Podes comprar AQUI ou AQUI

 

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