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LISTA DE LIVROS COM PERSONAGENS GÉMEOS

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Ando cheia de vontade de ler livros com gémeos. E tenho andando a pesquisar livros com gémeos. Acho que li poucos livros com gémeos, mas acredito que existem vários para descobrir.

 

Ontem pedi nas minhas redes sociais que me indicassem livros com personagens gémeos e recebi várias sugestões. Decidi criar esta lista de acordo com as indicações, de forma a que todos pudessem consultar sempre que quisessem. Espero que seja útil para quem tem curiosidade como eu. E se tiverem mais sugestões, digam!

 

 

- Fangirl, Rainbow Rowell

- Colecção Uma Aventura, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

- Harry Potter, JK Rowlling

- Guerra dos Tronos, George RR Martin

- As Gémeas, Enid Blyton

- O Terceiro Gémeo, Ken Follett

- O Deus das Pequenas Coisas, Arundhati Roy

- As Gémeas do Gelo, SK Tremayne

- Irmãs, Claire Douglas

- Duas Meninas Vestidas de Azul, Mary Higgins Clark

- O Ano Sabático, João Tordo

- As Gémeas, Saskia Sarginson

- Louca, Chloé Esposito 

- Vidas Trocadas, Sandra Brown

- Esaú e Jacó, Machado de Assis

- Eu Dou-te o Sol, Jandy Nelson

- Colecção Pequenas Mentirosas, Sara Shepard

- Imagem no Espelho, Danielle Steel

- As Vinte e Quatri Horasdo Diabo, L. F. Moura

- Os Altos e Baixos do Meu Coração, Becly Albertalli

- A Outra Metade de Mim, Affinity Konar

- As Meninas, Lori Lansens

- Uma Dobra no Tempo, Madeleine L'Engle

- As Gémeas, Tessa de Loo

- A Desumanização, Valter Hugo Mãe

- As Raparigas Esquecidas, Sara Blaedel

- Dois Irmãos, Milton Hatoum

- O Décimo Terceiro Conto, Diane Setterfield

- Coleccção Millennium, Stieg Larsson

- The Shining, Stephen King

- Os Gémeos, Manuel Carvalho

- As Benevolentes, Jonathan Littell

- A Última Mentira, Kimberly Belle

- Menina Rica, Menina Pobre, Joanna Rees

 

 

Vou atualizar a lista sempre que encontrar um título novo. Entretanto, já tenho muito por onde escolher. Os livros a negrito foram os que já li. E por aí, recomendam algum?

5 DICAS PARA COMEÇARES A LER AINDA HOJE

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Como começar a fazer da leitura um hábito diário. Cinco dicas gerais que só funcionam se as levares realmente em conta. Uso todas e juro que são infalíveis.

 

- Encontra a tua grande motivação

Descobre porque queres fazer da leitura um hábito. Seja porque tens imensos livros por ler na estante, queres atingir uma meta, queres melhorar a tua escrita ou oralidade. Uma grande motivação será um empurrão.

 

- Escolhe o livro certo de acordo com o momento da tua vida

Um livro conectado com o momento da tua vida dá-te mais vontade de passar algumas horas a ler. Por exemplo: Se estás numa fase de reeducação alimentar, livros sobre o tema vai motivar-te. Se descobriste agora a meditação ou o minimalismo, talvez seja boa ideia dares oportunidade a livros sobre organização, desenvolvimento pessoal. Existem livros para todos os gostos e momentos. Podes procurar várias sugestões no meu blog ou nos vídeos. Se quiseres, envia-me uma mensagem ou e-mail para trocarmos dicas.

 

- Faz da leitura um hábito diário, meia hora no mínimo

Reserva meia hora todos os dias para ler. Não custa nada. Prometo. Daqui a pouco, o hábito de leitura estará enraizado. Meia hora só para ti e para a tua história. O teu momento, uma caneca de chá um café e o teu livro. É maravilhoso!

 

- Larga a internet, por um bocadinho

Para leres mais precisas de ter disciplina. Se passares muito tempo nas redes sociais não vais ter tempo. Esta é aquela dica que todos os leitores vão dar. Não dá como evitar. Coloca o telemóvel longe, em modo avião ou desliga. Também podes oferecer-te meia hora de internet depois de algum tempo dedicado à leitura, como uma recompensa.

 

- Encontra outros leitores

Conversar com outros leitores dá um enorme ânimo às leituras. Escutar leitores sobre as suas leituras dá vontade de começar a ler. Quando falamos de livros fazemos de forma tão animada que é impossível não ficares empolgado também. Podes tentar o site Goodreads, a malta dos livros está por lá. Podes entrar num clube literário. Se fores aos encontros do Clube dos Clássicos Vivos vais passar a gostar de ler clássicos, 90% de certeza. Se assistires a vídeos no Youtube sobre livros vais aumentar a tua lista significativamente. Lê blogs sobre livros. Visita bibliotecas. Junta-te a nós se queres ser como nós. Já diz a minha avó.

 

OS LIVROS MAIS MARCANTES DA MINHA VIDA

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Os livros mais marcantes são aqueles que marcaram um período da minha vida. Não são necessariamente os meus preferidos da vida. Mas podem coincidir ligeiramente. Os livros mais marcantes mexeram tanto comigo, e apesar de não serem obras primas, acabaram por preencher as minhas artérias de sangue quente, emoções, dores de barriga e lágrimas. Até à data de hoje nunca mais saíram da minha cabeça. Podia ser uma lista interminável porque deixo-me envolver muito, mas fiz a devida seleção com cuidado, de forma muito representativa.

 

Vamos a uma lista dos livros mais marcantes da minha vida. Daqui a uns anos voltamos a falar.

 

Menina do Mar, Sophia de Mello Breyner

O meu professor de português fez-me amar este livro. Para além de ter sido muito importante para mim, fez-me representar a peça em Lisboa para várias escolas enquanto caraguejo. É uma história apaixonante que me fez amar o teatro e escrever uma peça que mais tarde a minha turma apresentou na escola. Levo esta memória comigo.

 

A História Interminável, Michael Ende

Descobri a fantasia com este livro. Lembro-me de ficar completamente fascinada e quase acreditar nesta história como real. Era muito pequena, lia livros da biblioteca e era a primeira vez que ouvia falar em dragões. Sério. Este é o livro que recomendo para quem quer começar a ler fantasia. É um bocadinho infantil para os adultos, mas mesmo assim arrisco recomendar a toda a gente.

 

O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

Fiz a transição de livros adolescentes para os livros adultos com este. É um livro de realismo mágico muito interessante que nos mete a pensar. E a desejar que algum coelho nos escreva cartas. Acho que sempre gostei de filosofia por causa deste livro. Chega a um ponto que é aborrecido, mas valeu a pena, foi o momento de viragem.

 

Diário de Anne Frank

Foi o primeiro livro perturbador que eu li. Lembro-me de ter ficado bastante emocionada e de alguma forma chocada. Desconhecia totalmente a história da segunda guerra, era muito nova.  Ler os relatos desta menina foi realmente assustador. Dor, sofrimento, juventude roubada, maldade dos humanos, mortes. Tu estás um meio pequeno, as pessoas parecem todas muito doces e boas, de repente dás de caras com um livro que mostra o pior do mundo. Marcante, muito marcante. O primeiro livro sobre a Segunda Guerra Mundial nunca se esquece. 

 

À Espera de Godot, Samuel Beckett

Este livro fez-me repensar a vida e transmitiu de forma certeira o sentido da vida. Tive uma epifania. Se já sentia a vida como curta para tudo o que queria fazer, este livro sacudiu-me de tal forma que ainda está muito presente em mim. Li-o há cerca de seis anos. Adorava ver esta obra no teatro. Para além, quem conhece este blog desde o inicio sabe que tenho uma história de vergonha alheia devido a este título. 

 

A Mulher CertaSándor Márai

Estava a começar o namoro com o meu atual marido quando peguei neste livro. Envolvi-me de tal forma com a escrita deste autor que acabei por comprar mais livros dele. É de uma sensibilidade incrível. As personagens são muito credíveis e interessantes. Imaginem uma pessoa apaixonada, no meio de um triângulo amoroso a ler sobre outro triângulo amoroso. Apesar do contexto social ser completamente diferente, senti algumas palavras como minhas. Acredito que os livros nos escolhem e que ler o livro certo no momento certo fará do livro uma experiência impressionante. Para além disso, um dia peguei no livro e tinha um bilhete apaixonado dentro dele. Este livro marcou-me imenso como podem perceber. Até deu origem ao nome de um blogue que tive em tempos.

 

Sangue Frio, Truman Capote

Imaginem uma mulher grávida a ler sobre o assassinato de uma família inteira de forma horrenda. Imaginem uma escrita crua e perspicaz. Imaginem todos os detalhes de forma muito realista e envolvente. Lembro-me de morrer de medo de estar sozinha em casa. Vivia numa casa com acesso à rua pela varanda. Ainda hoje sinto os efeitos deste livro.

 

Todos os livros da Elena Ferrante

Estes livros representam-me. Primeiro, a forma como falam na maternidade é a forma como eu vejo a maternidade. A forma como Elena Ferrante coloca uma mulher mais velha a falar sobe os seus filhos, que cresceram e passaram a ser do mundo, é a forma cruel de nos mostrar que os nossos filhos podem ser muito injustos perante o cansaço de uma mãe. As personagens Lila e Lena são de factos muito parecidas comigo. Cresceram num lugar pequeno com sonhos grandes, tal como eu.  A relação delas com a professora, com a mãe, com os rapazes, uma com a outra. Para mim uma história novelesca muito próxima da minha verdade. Se calhar, não é tão novela assim. Se calhar os outros só não tiveram uma vida tão entusiasmante. Sou eu ali. E não existem livros que sejam mais eu do que tudo o que a Ferrante escreveu. Acho que seria doloroso regressar a estes livros, mas vontade não me falta.

 

Um Quarto Só Para Si, Virgínia Woolf

Este livro deixou-me de boca aberta. Foi como abrir a porta para um mundo novo. Para uma forma de ver a vida que eu conhecia, mas ao mesmo pensava que só eu pensava assim. Foi sentir-me abraçada por um amiga. Um sossego no coração. Estás no bom caminho, disse-me a Virgínia Woolf e quando o fez foi no momento certo. Obrigada. Foi o livro que me proporcionou a liberdade que eu precisava para defender os meus ideais. 

 

O Clube dos Poetas Mortos, NH Kleinbaum

Provavelmente será o livro mais curto desta lista. E talvez o menos conhecido. Todos se lembram do filme, mas raramente ouviu falar no livro. Certo? Se viste o filme, não esperes uma cópia quando pegares neste livro. Não é. Mas a mensagem está toda ali, as personagens e as dúvidas que carregam também. Chorei muito com ele. Li quando estava grávida e uma pessoa fica sensível ao quadrado, mas principalmente porque me atingiu em cheio. Bolas, vou ser mãe, não somos eternos e a juventude é um fósforo. Lembro-me de fechar o livro, sair da cama e ir até à esplanada conversar com os meus amigos que bebiam felizes. De barriga grande, mas fui. Hoje tenho um clube literário com um nome influenciado neste livro. 

 

 

Teria mais títulos para indicar nesta lista. Não sei conter o entusiasmo. Mesmo quando uma pessoa pensa que perdeu o entusiasmo ou sente um distanciamento qualquer, os livros recordam-me que estão aqui, tudo não passa de uma história passageira. Ainda hoje, uma pessoa me dizia "Cláudia, ontem foi o seu dia". Ainda pensei que a rádio tinha declarado o dia de ontem como sendo o dia da Cláudia, mas não. "Sim! Foi o Dia do Livro!". E lá vem o meu sorriso. E o calor. E o feriado. E tudo fica bem. Se calhar, isto é mesmo o meu propósito. 

 

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4 LIÇÕES QUE APRENDI COM A CASA DE PAPEL

Ainda não viram a série mais viciante do momento? Não imaginam o que estão a perder. Eu devorei a série, em três dias, tal foi o vicio. Vejam, os primeiros três episódios são razoáveis, mas acabam por criar uma espécie de amizade com os assaltantes, e não conseguem parar até descobrir como é que eles vão sair da Casa da Moeda (se é que vão sair). Ah, já sabem que a Netflix vai produzir a terceira parte? Pois é, saiu a notícia durante a madrugada. Não era preciso, mas vamos querer ver, claroooooooo.

 

O que aprendi com a Casa de Papel? Não foi assaltar bancos. Aliás, tentaram copiar a ideia no Chile e deram-se mal. Ainda ontem um Youtuber foi preso por tentar brincar aos ladrões e gravar para o Youtube. Esta gente é doida. No final, órfã de série, fiquei a pensar naquilo tudo. No argumento, nas falhas (várias), nas personagens. E claro, tirei umas lições que achei interessante partilhar convosco.

 

Atenção, este texto contém spoilers. Vê a série e depois volta. Terei todo o gosto em receber-te.  Sempre podemos trocar uns cromos.

 

Primeira lição: Não existem planos perfeitos

O plano do Professor é assaltar a Casa da Moeda, sem provocar mortes, e influenciar a opinião pública como se eles fossem heróis. A ideia é maravilhosa, ele pensou em todos os detalhes e apesar de inúmeras regras ele ainda tinha um plano B para quando algo corresse mal. Mas claro, nem tudo corre como ele planeia. Onde é que o plano dele falha? Quando se apaixona. Ninguém ia imaginar que teria tempo para se apaixonar durante o maior assalto da história do país. Mas aconteceu. Por muito que custe acreditar.

 

Por mais que defina um plano, e estabeleça o plano B e C, os imprevistos acontecem. Por muito minuciosa que eu seja, somos todos feitos de emoções e não conseguimos controlar as ações dos outros. Não existem planos perfeitos, preciso de dar margem para errar e estar preparada para eventuais situações.

 

Segunda lição: Não posso controlar tudo

A situação parecia muito bem definida, e o Professor parecia absolutamente preparado para tudo. Vigiava tudo através de câmaras e fornecia dados importantes aos assaltantes via telefone. Mas acaba por passar várias horas longe do refúgio (no bem bom) e as coisas correm mal para um dos assaltantes, que acaba por morrer mais tarde devido aos ferimentos. Aliás, quando a Tóquio tenta contatá-lo ele não está onde devia estar. Ela acaba por regressar ao local do crime de mota. Que cena emocionante!

 

Meto um plano em funcionamento e depois estou constantemente a verificar se falta alguma coisa. Não posso fazer isso comigo mesma. Não posso estar constantemente a verificar a agenda, a repensar os passos dados e a procurar defeitos. Não posso tentar controlar todas as situações em casa, no curso, no emprego.

 

Hoje, por exemplo, quando cheguei ao escritório não havia sistema informático. Foi um transtorno, estamos habituados a seguir determinados procedimentos. Por vezes, esquecemos que não precisamos de transformar uma situação pontual em algo dramático.

 

Também costumo ter o meu calendário de vídeos planeado. Esta semana foi impossível concretizar a gravação. Não queria gravar sem vontade. Também tive problemas técnicos. Enfim, não posso controlar tudo. Relaxar e continuar.

 

Terceira lição: Vai tudo terminar bem

 

No final, depois de vários imprevistos, o plano quase perfeito resulta. Eles conseguem fugir com o dinheiro. Aquele final deixou um gosto agridoce. Não gostei muito, prefira ver os assaltantes na riqueza absoluta. O que mais gostei foi a morte emblemática do Berlin (tirando o facto de ele ter levado a miúda para a morte com ele). Obviamente, que o final é bastante irreal, ninguém saía do país desta forma, mas vá, eles conseguiram.

 

Acredito sinceramente que os imprevistos são a energia do mundo a funcionar. No final, tudo dá certo. Os obstáculos são parte da minha caminhada, para sentir no final, o gosto da vitória. É tão melhor, não é verdade?

 

Quarta lição: Celebrar cada vitória

No momento em que eles encontram areia no túnel, ficam tão felizes que acabam a dançar numa rodinha muito divertida. Umas das melhores cenas. Uma pessoa dá por ela a festejar as vitórias dos bandidos. Estranho, né? Mas é a mais pura verdade. Eu quase que fiz a dança no meio da sala.

 

No meio da confusão da vida, mais vale fazer a dançar da vitória a cada meta alcançada. Não preciso de esperar pelo grande final para encher a taça de champanhe. E assim, damos conta de cada momento bom. Às vezes, esqueço o que consegui até chegar aqui. Perco-me no meio dos meus milhentos planos e objetivos de vida. Preciso de festejar mais cada momento.

 

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11 COISAS QUE APRENDI COM UM BLOG/CANAL LITERÁRIO

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Já lá vão alguns anos nestas andanças. Desde 2003 que mantenho blogues na minha vida. Sempre tive diário. Quando surgiram os primeiros blogues tive de criar um. Ter feedback dos meus escritos? Maravilha. 

 

Nos primeiros anos criei verdadeiros laços, fiz amizades, conheci pessoas do Norte. Até escrevi um livro a quatro mãos. Brincava, não tinha filtros e era tudo muito divertido. Desde essa altura tive mais de vinte blogues. Juro. Mas isso acabou. Estou mais do que satisfeita com este blog.

 

Se sinto saudades de expandir a criatividade com outros textos? Sim. E isso vai mudar brevemente. Aprendi bastante ao longo dos anos com as partilhas literárias.  Alguns pontos vão ser desmitificados. Tudo num tom carinhoso e sem opressões.

 

Se estás a pensar criar um blog/canal literário este texto é para ti.

 

Respeitar opiniões diferentes

No inicio ficava aborrecida quando encontrava opiniões negativas posteriores à minha. Sem lógica, né? As experiências de leitura são muito pessoais e os gostos particulares. Para além disso, a nossa caminhada literária é muito diferente. Talvez ainda fique triste com pessoas que dizem “Saramago não sabe escrever” sem terem lido um parágrafo. Dizer “não gosto” é diferente de “não sabe escrever”. São os argumentos que fazem a opinião de livro. E ninguém é dono da verdade absoluta. Agora quando leio opiniões negativas reparo nos argumentos e sorrio. Uma coisa é a opinião, outra é o valor da obra. Que bom! A literatura mexe com todos de forma tão diferente.

 

Não tenho preconceitos literários

Leio de tudo. Livros de autoajuda, YA, fantasia, poesia. Deixei de sofrer preconceito literário há uns anos com ajuda de um dos meus canais literários preferidos, Cabine Literária. Desapareceu, né? Agora sigo a Tatiana, ex colaborada do Cabine, que faz o mesmo no seu canal com o Guto. Eu não imponho regras a mim mesma e raramente julgo um livro pelo seu género. Talvez um bocadinho pela capa. Só tenho um pequeno problema com os livros do Pedro Chagas, mas experimentei, para dizer que não são de facto a minha onda. Assim como os livros do 50 Sombras. Os limites não trazem vantagens para o crescimento pessoal. Claro que tenho o meu gosto particular, sei o que me agrada à partida, mas não é por isso que rejeito uma história. Fui surpreendida várias vezes por ter largado a mochila do preconceito.

 

É tão bom conhecer as pessoas dos livros

Claro que já tive algumas experiências menos positivas. Conheci algumas pessoas que não corresponderam de todo ao que imaginava. Deve ter acontecido ao contrário também. Algumas energias não se conectam e eu tenho um sexto sentido que raramente me engana. Ao longo destes anos, nunca imaginei conhecer tantas pessoas que gostam de ler. Achava impossível falar de livros com os outros, ter um clube literário. E ao contrário do que receava, é maravilhoso. Os encontros do Clube dos Clássicos Vivos têm superado todas as minhas expetativas.

 

A mesma pergunta de sempre

Recebo várias vezes por semana a mesma pergunta de sempre, “como é que lês tanto?”. As pessoas desconfiam porque não conseguem. Esquecem-se que eu leio há muitos anos, todos os dias e que ganhei um ritmo mais rápido. Mas eu respeito sempre o ritmo da obra. Nunca combato isso. Também conheço quem leia mais rápido do que eu, a Sónia lê muito mais rápido e nunca duvidei dela. Eu leio muito, raramente vejo séries de enfiada e priorizo a leitura. Ao contrário do que possam pensar eu tenho vida para além dos livros, mas a minha vida também é a literatura.

 

Não sou influenciada por opiniões alheias

No inicio a minha opinião sofria influência do que lia, via e escutava. Ao longo dos tempos, passei a controlar os meus impulsos em relação às minhas compras. As expetativas aumentavam com opiniões alheias, mas acabava desiludida em várias situações. Também deixava de comprar alguns livros ou adiar leituras devido a opiniões muito negativas. Esquece, depois acabavam por ser grandes surpresas e transformavam-se nas minhas leituras preferidas. Não sofro mais com isso. Leio por conta própria e risco, não compro livros atrás de livros influenciada em vídeos alheios. E tanto faz as prateiras bonitas dos vizinhos. Sou mais cautelosa, oiço o meu instinto. Continuo a escutar a opinião de algumas pessoas (é essa a magia dos blogues/canais literários), mas dou preferência às pessoas com os mesmos gostos. Passei a ficar menos frustrada. A ler mais de acordo com o meu momento enquanto leitora.

 

Muitos projetos e desafios

Isto acaba por ser uma comunidade. Surgem desafios e projetos mensalmente por todo o lado. Eu também criei os meus desafios e projetos, e participo sempre nos que mais gosto. Acabamos por aumentar a lista de desejos, trocar impressões. É muito bom. Existem blogues e canais literários para todos os gostos.

 

Está tudo bem

Existem momentos sem vontade de ler? Está tudo bem. O stress que algumas pessoas colocam em cima delas é tão desnecessário que acaba por prejudicar a experiência de leitura. Tantos vídeos sobre “não consigo ler”, como se ler fosse uma obrigação. Tive um momento em que senti isso. Quando comecei com as parcerias sentia-me pressionada para responder a todas. Culpa minha, porque nunca ninguém me pressionou a nada. Com o decorrer dos dias percebi que precisava de acalmar a alma. Leio o que quero, quando quero. E se tiver que escrever uma opinião negativa vou escrever, desde que tenha argumentos para isso. Está tudo bem. Não vale a pena colocar peso nas costas em algo que deve ser agradável. Sobretudo porque em Portugal são raros os casos pagos dentro da comunidade do booktube (fora dele são vários) para fazer publicidade. Nesse caso, a pressão é outra.

 

Sem mestres, por favor

Ninguém é um mestre das opiniões literárias em Portugal. Seja uma plataforma (youtube ou blogues) ou uma pessoa. Simplesmente existem pessoas que nos podem agradar mais do que outras. Seja pelo tom de voz, pela forma detalhada como escrevem ou pelos textos objetivos. Há gostos para tudo. Nunca te sintas receosa de começar um canal ou um blog porque nunca vais conseguir fazer isto ou aquilo. Não há formulas perfeitas para partilhar o amor pelos livros (exceto na cabeça de algumas pessoas). E aqui ninguém é critico literário. Somos amadores. Menos ego, please. Todas recebemos mensagens do tipo “li/comprei este livro por causa de ti”. E quando não recebemos, pode acontecer em silêncio.

 

Vão pedir contactos

Acho tão chato quando alguém me pede um contacto de editora para obter o livro X, sobretudo quando nem sequer faz da leitura um hábito. Pior quando nem um “olá”. Gosto de ajudar, e já dei algumas informações úteis porque achei que devia dar. Não me importo de partilhar, mas por favor, há limites.

 

Somos o único nicho que não é pago para fazer divulgação

Este ponto vai trazer-me alguns dissabores, mas alguém tem de falar sobre isto. Recebemos um livro, lemos e é essa a parceria entre as editoras e os bloggers. Já repararam nisso? Os outros nichos são pagos para publicar fotos, instastories e gravar vídeos. E nós? Nada. Mas eu conheço casos em que bloggers de moda são pagas para divulgar livros. Pois é. No resto do mundo, os booktubers com mais visibilidade são pagos. Talvez um dia a realidade em Portugal mude.

 

Não dá para viver dos blogues literários

Esqueçam. Podes criar produtos ou serviços ligados aos livros, mas vais precisar de trabalhar muito para isso. Só comecei a ganhar dinheiro o ano passado e ainda ando na luta todos os dias. Tivesse eu ficado pelos blogues de má língua, continuava a receber telemóveis ou bilhetes de espetáculos. Quando comecei este blog meu objetivo nunca foi esse, mas as oportunidades surgiram e eu aproveitei. Faço alguns trabalhos ligados à literatura e sou remunerada. Justo, não é? No entanto, está longe de ser algo consistente. Tenho muito trabalho pela frente.

 

 

DESAFIO 30 DIAS | #CLUB6AM

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Quem nunca sentiu sentiu vontade de mudar alguma coisa? Quem nunca sofreu com falta de gestão de tempo e necessidade de alterar hábitos? Quem sempre quis começar a fazer yoga e meditação, mas acaba por deixar para outro dia? Quem sempre quis ser mais organizado e produtivo?

 

Esta manhã falei sobre isto no Instastories e lancei o desafio, trinta dias a acordar às seis da manhã. É isso mesmo. Inspirada no livro "Manhãs Milagrosas" decidi experimentar o método sugerido pelo Hal Elrod e estou apaixonada pelos meus dias. Nunca pensei dizer isto, mas este livro mudou parte da minha vida. Para melhor!

 

Andava triste porque não conseguia acrescentar a meditação e exercício na minha vida, queria mudar isso. Janeiro e Fevereiro passaram e nada de mudanças benéficas. Os dias estavam totalmente cheios, fazia várias coisas, mas não estava a resultar porque dormia muito mal, passava os dias muito agitada e às vezes mal humorada, com a mente a mil.  O exercício faz-me tanta falta. Desta forma comecei a comer mal. Enfim, uma bola de neve. Precisava de mudar alguns hábitos: alimentação, exercício e dormir melhor. Já vos tinha dito que não sou preguiçosa, nem mulher de dar desculpas. Nunca em toda a minha vida vão ouvir-me dizer: não tenho tempo.

 

Da mesma forma que assumo a responsabilidade pelo meus atos, também assumo que quando algo corre mal a culpa é minha. Ou seja, tenho o poder de mudar ou melhorar a gestão do meu tempo. Felizmente este livro apareceu no momento certo. Acredito bastante que os livros atravessam no nosso caminho quando estamos predispostos a receber algo. Energia, eu acredito na energia do Mundo. Eu estava decidida a mudar. 

 

A ideia deste livro é tirares 60 minutos da tua manhã para realizares seis passos. Esses passos são importantes para encontrares um equilíbrio, introduzires a meditação, exercício, leitura na tua vida. Desta forma, se leres 15 minutos por dia vais conseguir ler cerca de 18 livros por ano, tens noção? Acabou-se a frase: não tenho tempo para ler. São 15 minutos! Quem é que não tem 15 minutos se deixar alguma coisa menos importante de lado?

 

Recomendo que vejas estes os dois vídeos: 

 

 

Os seis passos são explicados no livro com detalhes, o desafio tem a duração de trinta dias. Segundo o autor só custam os primeiros dez dias, depois ficamos habituados. Também é importante fazer no fim de semana. Vamos?

 

Eu lancei o desafio de fazermos isto juntas. Pretendo criar um grupo no whasupp para picarmos o ponto e partilharmos a experiência umas com as outras. Nunca pensei que alguém mostrasse interesse, mas a verdade é que existem pessoas interessadas em participar. Podemos gerir as tarefas da forma que acharmos mais conveniente, alterar a ordem, como quisermos. Sugiro que arranjem um caderno e caneta para este desafio, vão precisar. Posso partilhar como tenho feito, como comecei a comer melhor e a sentir mais energia.

 

A ideia é começar de forma oficial dia 19 de Março. Para dar tempo para lerem o livro, verem o meu vídeo (pretendo fazer um vídeo sobre este desafio na próxima semana), verem estes vídeos e tirarem as dúvidas. 

 

Os seis passos são:

- exercício (20 minutos)

estou a fazer abdominais, alongamentos para a coluna, yoga

- silêncio (10 minutos)

meditação, vou seguir o livro "o mu guru", um livro de bolso com mais de 100 exercícios de meditação

- leitura (15 minutos)

estou a ler poesia (quando faço mais exercício) e um clássico (quando tenho os 15 minutos)

- afirmações (5 minutos)

escrevo várias frases positivas de compromisso comigo mesma

- visualizações (5 minutos) 

esta técnica ainda está em desenvolvimento, mas é simples, vejam no vídeo

- escrita (5 minutos)

uma espécie de diário e organização da minha agenda

 

Acreditam que já consegui preparar o almoço ao mesmo tempo? Acreditam que comecei a sair de casa com outra disposição? Acreditam que os meus filhos também sentiram os beneficios de terem uma mãe menos stressada de manhã? Várias pequenas mudanças que mudaram imenso. Até a minha coluna anda mais contente. 

 

Se quiserem fazer parte digam-me algo no instagram ou msn. Vou criar a conta no whatsapp, o grupo está a ficar composto. No grupo a ideia é dizermos bom dia assim que sairmos da cama, e irmos dizendo como está a correr e colocarmos dúvidas. Não é para ficarmos a manhã na conversa e deixar as tarefas para segundo.

 

Eu estou a usar uma tabela de hábitos onde coloquei os seis passos e risco quando as realizo. Ajuda-me a organizar o desafio. Deixei de ter o péssimo hábito de ligar a internet logo que acordava e gastar alguns minutos nisso. Ou seja, este livro realmente mudou a minha vida (ou parte dela). 

 

Podes comprar AQUI

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18 DICAS PARA ESCREVER UM LIVRO

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Dicas e conselhos nunca são suficientes se provocarem boas energias e incentivo. Sendo assim, tragodezoito dicas para quem quer ser escritor e está disposto a trabalhar para isso. Espero que sejam úteis e te inspirem para começar.

 

Estes conselhos foram retirados do livro Escrever: memórias de um ofício, de Stephen King. O livro foi editado pela Temas& Debates em 2001, encontra-se esgotado neste momento. Vamos torcer para ser reeditado.

 

Stephen King é um escritor americano, conhecido pelos seus livros de horror fantástico e ficção. Já vendeu quase 400 milhões de cópias e foi publicado em mais de 40 países. Várias obras foram adaptadas ao cinema. Tem mais de 40 obras editadas.

 

Adorei este livro, fiquei super entusiasmada para partilhar convosco. Precisei de resumir e escolher, dentro das dezenas, apenas dezoito dicas. Tem muito mais e recomendo imenso este livro para quem pretende escrever um livro. Ou para quem gosta de livros sobre o tema. É um dos melhores dentro do género. Espero que consigam encontrar numa biblioteca ou num alfarrabista. Vale muito a pena.

 

 

 

Vamos à lista. 18 dicas para escrever um livro. 

 

- As ideias para as melhores histórias aparecem do nada. O teu trabalho não é encontrar ideias, é reconhecer quando elas aparecem.

 

- Escreve com a porta fechada, reescreve com a porta aberta. Em outras palavras, escreve como se fosse só teu e para ti, mas não te esqueças que depois o texto pertence a quem vai ler ou criticar. Tens de estar preparado.

 

- Escrever é um trabalho solitário. Ter alguém que acredita em ti faz toda a diferença. Não precisam de fazer discursos motivacionais. Basta acreditar.

 

- Parar uma história só porque ela é emocional ou criativamente difícil é uma péssima ideia. Precisas de ser persistente, mesmo quando não sentes vontade. Às vezes estás a fazer um bom trabalho mesmo quando parece estares sentado a não fazer rigorosamente nada de jeito.

 

- Podes encarar o ato de escrever com nervosismo, animação, esperança ou até desespero — aquele sentimento de que nunca será possível pôr na página tudo o que está no teu coração e na tua mente. Encara a escrita como quiseres, menos levianamente. Repito: não encares a página em branco de maneira leviana.

 

- Uma das piores coisas que se pode fazer é tentar enfeitar o vocabulário ou usar palavras longas porque tens vergonha de usar as curtas de sempre.

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- Quanto mais ficção lês e escreves, mais rápido verás os teus parágrafos formarem-se. Quando estás a escrever um texto é melhor não pensares demais no inicio e no fim dos parágrafos. O truque é deixar a natureza seguir seu curso. Se depois não gostares, é só corrigires. Ou seja, reescrever.

 

- O objetivo da ficção é fazer com que o leitor se esqueça, sempre que possível, que está a ler uma história.

 

- O peso e o número de páginas, por si só, não indicam excelência. Muitas histórias épicas são uma porcaria da mesma forma que livros curtos nem sempre são bons.

 

- A boa escrita consiste em dominar os fundamentos (vocabulário, gramática, elementos de estilo) e depois colocar os instrumentos certos. Embora seja impossível transformar um escritor mau em um escritor competente, e embora seja igualmente impossível transformar um escritor bom em um incrível, é sim possível, com muito trabalho, dedicação e conselhos oportunos, transformar um escritor meramente competente em um bom escritor.

 

- É importante ler para experimentar a mediocridade; essa experiência ajuda a reconhecer esse tipo de coisa quando ela começa a infiltrar-se no teu trabalho. Também é preciso ler para te comprares aos bons e aos grandes, para ter uma noção de tudo o que pode ser feito. E também deves ler para ter contato com diferentes estilos.

 

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- Escreve até os dedos sangrarem ou os olhos quase caírem das órbitas. Não importa se ninguém está a ver ou a assistir.  Todo esforço é digno de aplausos, porque tu, como criador, estás feliz.

 

- Precisas de ler quatro a seis horas por dia, todos os dias — não vai parecer exaustivo se realmente gostares de fazer e tiveres aptidão para as duas coisas.

 

- Quando começares a trabalhar num projeto não pares, não diminuas o ritmo a menos que seja absolutamente necessário.

 

- Quando entrares no teu espaço de escrita e fechares a porta, já deves ter estabelecido uma meta diária.  Como acontece com os exercícios físicos, é melhor estabeleceres uma meta baixa, de início, para não ficares sem motivação. São recomendadas mil palavras por dia e uma folga por semana, pelo menos no início.

 

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- Não esperes pela musa de inspiração, trabalha muito diariamente. A musa aparece durante o trabalho e nunca antes.

 

- Não descrevas demasiado a aparência das personagens, deixa que seja o leitor a fornecer o rosto, o físico e as roupas. 

 

- Não deixes de acreditar em ti, mesmo quando os outros duvidam.

 

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18 ESCRITORAS PORTUGUESAS CONTEMPORÂNEAS

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Quem são as nossas poetisas, cronistas e romancistas? Quem são as portuguesas que precisamos ler? Esta seleção tem o intuito de dar a conhecer algumas escritoras portuguesas.

 

São dezoito portuguesas escolhidos entre vários. Espero que leiam, amem e partilhem mais a literatura portuguesa todos os dias. Alguns nomes figuram a lista das minhas escritoras preferidas. Vamos conhecer?

 

 

Patrícia Portela, vive entre Portugal e Bélgica. Com o romance Banquete foi finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE em 2012. Foi a primeira autora a receber uma bolsa literária em Berlim do Instituto Camões em 2016.  É colaboradora do Jornal de Letras.

 

Raquel Nobre Guerra, nasceu em Lisboa. Licenciada em Filosofia. O seu primeiro livro de poesia foi galardoado com Prémio Primeira Obra do PEN Clube Português em 2012 (Groto sato).

 

Patrícia Reis, jornalista e escritora. Nasceu em Lisboa. Editora da Revista Egoísta, já passou pelo Semanário Independente, pela revista Sábado e fez um estágio na Time, em Nova Iorque.

 

Teolinda Gersão, nasceu em Coimbra. É professora universitária e escritora. Recebeu inúmeros prémio ao longo da sua carreira, com destaque para Prémio PEN Clube Português Novelística em 1982 e 1990. Prémio Fernando Namora em 2015.

 

Teresa Veiga, é o seu pseudónimo. Sabemos pouco sobre ela porque não revela a sua identidade. Nasceu em Lisboa. Recebeu em 2008 pela segunda vez o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.

 

Raquel Ribeiro, nasceu no Porto. É colaboradora regular no jornal Público. Viveu em Cuba e Inglaterra.

 

Hélia Correia, nasceu em Lisboa. Recebeu o Prémio Camões em 2015. Recebeu vários prémios pelas suas obras sendo um dos grandes nomes da literatura portuguesa.

 

Filipa Fonseca Silva, nasceu no Barreiro. Foi a primeira autora portuguesa a atingir o Top 100 da Amazon a nível mundial.

 

Ana Teresa Pereira, nasceu no Funchal. Ganhou o Prémio Caminho Policial em 1989. Já publicou inúmeras obras. Colaborou com os jornais Público e Diário de Notícias (Funchal). Em 2017 ganhou o Prémio Oceanos, sendo a primeira mulher a conquistar o prémio principal.

 

Tatiana Faia, uma jovem poetisa portuguesa. Foi recentemente editada pela Editora Tita da China. Vive em Lisboa.

 

Maria Teresa Horta, escritora, jornalista e poetisa portuguesa. Está ligada a movimentos feministas. É um dos nomes mais importantes da literatura portuguesa.

 

Isabela Figueiredo, nasceu em Maputo. Venceu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Foi jornalista no Diário de Notícias e é professora de Português.

 

Adília Lopes, poetisa, cronista e tradutora portuguesa. A sua obra já fi traduzida em várias línguas.

 

Dulce Maria Cardoso, nasceu em Trás os Montes. Recebeu o Prémio da União Europeia (2009) e o Prémio P.E.N. (2010)

 

Cláudia R. Sampaio, nasceu em Lisboa. É poetisa. Tem colaborado em várias revistas e antologias de poesia.

 

Raquel Gaspar Silva, nasceu em Évora. Publicou o seu primeiro romance em 2017. Licenciada em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

 

Ana Luísa Amaral, nasceu em 1956 em Lisboa. É poetisa, tem um doutoramento sobre a poesia de Emily Dickinson. Organizou o projeto “Cartas Portuguesas – edição comentada”.

 

Inês Pedrosa, nasceu em 1962 em Coimbra. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Foi diretora da Casa Fernando Pessoa entre 2008 e 2014. É autora de vários romances, recebeu inúmeros prémios pela sua obra.

 

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33 COISAS PARA FAZER AOS 33

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Acabei de completar 33 anos (no dia 6 de Janeiro). Tive direito a mimos e surpresas. Passei o fim de semana junto das minhas pessoas preferidas. Claro que pensei muito na vida, nas diferenças do ano passado. Tantas. Não sinto nenhuma espécie de ressentimento, estou grata. Mas a vida não é perfeita. Não sou profissionalmente realizada, apesar de estar a tratar do assunto. Adorava estar cheia de planos profissionais a esta hora do campeonato e sonhos realizados. Uma grande mulher de sucesso, mas não é o caso. Os meus sonhos realizam-se aos poucos, devagarinho. Acabei por colocar outras coisas à frente.  Acabei por adiar, deixar passar a vida ao lado durante alguns anos. O lado bom disto tudo é que tenho uma família e isso ninguém me pode tirar. Tenho conforto, saúde, estabilidade e um grande amor do meu lado. A ideia não é ter tudo, claro. É ter o suficiente. O suficiente eu tenho e sinto-me grata por isso. Não sou mal agradecida. Só almejo trabalhar de forma consistente na área que mais amo. Não peço mais. Mais trabalho do bom. 

 

Estou muito diferente do ano passado. Não faço fretes, digo "não" e já não revelo tudo a sete ventos. Sou mais espectadora. Mais reservada (ainda podia ser mais). Os meus gostos, os meus objetivos são totalmente diferentes do ano passado. O clique deu-se ao longo do ano passado. As amizades também são cada vez menos, no entanto relaciono-me com mais pessoas. A minha vontade de aprender é cada vez maior. A nível profissional as coisas também estão a mudar. Alguns sonhos estão a compor-se. Até o meu blog mudou. Tenho a mesma sede de vida, a mesma garra e estou pronta para os desafios da vida. Só precisava de moderar certas coisas. Parar de confiar em toda a gente.  Revelar demasiado. Não chamar amiga a quem só quer conhecimentos. Amor, paz e sossego. Menos ruindade. 

 

Esta é a minha lista de 33 coisas que pretendo fazer com 33 anos. 

 

- Andar de patins

- Viajar  

- Presentear um desconhecido

- Escrever uma carta

- Plantar uma árvore

- Criar uma mini horta

- Aprender uma receita angolana

- Aprender um novo penteado

- Pintar o cabelo num tom ousado (tinta temporária)

- Comprar o stilleto nude perfeito

- Fazer piquenique na praia

- Ir ao Rock in Rio

- Ir a um museu

- Ir a um bailado

- Ir a um evento literário

- I a um evento geek

- Ir a um evento regional

- Ir a um SPA

- Provar um alimento novo

- Fantasiar-me

- Ir à Feira da Ladra

- Ir a um encontro de bloggers

- Ler um livro em inglês

- Dançar com amigos

- Fazer um workshop giro

- Comprar uma mini saia

- Arranjar o computador

- Aprender novas técnicas do photoshop 

- Comprar um bom creme anti rugas

 - Dar uma festa

- Fazer um investimento financeiro

- Criar um novo hábito

- Apostar no casino

 

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RITUAL DE ORGANIZAÇÃO PARA O NOVO ANO | DICAS

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Janeiro é o mês do recomeço. É importante o equilibro emocional para começar o ano com o pé direito. Gosto bastante de concluir várias tarefas antes do ano encerrar. Entregar aquele livro emprestado, resolver um assunto bancário, limpar uma divisão da casa desprezada, não deixar a roupa por passar a ferro. Esse género de coisas, estão a entender?

 

Partilho uma lista do que podemos fazer para começar o ano de forma mais organizada e simplificada. São coisas simples que podem mudar o teu ano ou a forma como olhas para ele.

 

- Limpar o e-mail

Abrir a caixa de email e ver mais de dez e-mails por ler, sobretudo publicidade, incomoda-me.  Apagar ou guardar nas devidas pastas conforme o assunto deixa-me mais leve. Antes do ano terminar costumo limpar tudo. Também acabo por cancelar várias subscrições ou publicidade. Ao longo do ano é mais simples organizar o trabalho com uma caixa de e-mail limpa e organizada.

 

- Limpeza nas redes sociais

Esta é uma tarefa anual e necessária para a minha paz mental. Para além de ter apagado o Facebook do telemóvel (devido à falta de espaço, perda de tempo e gosto pessoal) fiz a limpeza a todas as redes sociais. Anulei a subscrição de alguns canais literários ( todos os que não assistia há mais de seis meses). Deixei de seguir algumas contas do instagram (fotos feias, perfis com roupa de marcas mais do mesmo).

No Twitter fiz o mesmo com contas desinteressantes, pouco ou nada atualizadas. Também bloqueei pessoas que insistiam em mandar-me indiretas, não subestimem a inteligência dos outros). Pessoas que embirram se lês muito, se contas páginas, se lês deitada ou não fazes um estudo personalizado sobre cada livro. Deixei uma conta ou outra porque o mundo não é perfeito, temos de ter pessoas com opiniões diferentes das nossas no mesmo circulo para colocar tudo em perspetiva.

 

- Organizar fotos

Apaguei a maioria das fotos do telemóvel. Guardei somente as mais especiais. Fiz o mesmo no portátil. As miniaturas usadas ao longo do ano e as fotos de livros foram eliminadas do meu portátil. O telemóvel ficou com mais espaço e leve. Não sei porque insisto em guardar tanto printsreen. Vocês também são assim? Agora tenho uma pasta onde tenciono guardar as fotos usadas nos meus vídeos ao longo do ano.

 

- Organizar a secretária

Final do ano também é hora para fazer a limpeza aos papéis. Felizmente não tinha muita coisa para deitar fora, mas consegui organizar a secretária e deixar tudo pronto para o próximo ano letivo. Canetas sem tinta, marcadores, extratos do multibanco foram todos para o lixo. Maravilha.

 

 

- Mala e carteira

Esta é a tarefa mais simples e rápida. Despejar tudo o que está dentro da mala e da carteira e mandar para o lixo o que não faz falta. Também tinha praticamente tudo organizado dento delas, mas há sempre alguma coisa a mais.

 

- Limpeza no frigorifico

Hora de deitar os alimentos estragados, fora da validade. Queremos um frigorifico pronto para encher de comida saudável, não é verdade? Eu adoro a primeira ida ao supermercado. Tento trazer novos produtos para experimentar e estou normalmente cheia de vontade de cozinhar novos pratos.

 

 

Espero que esta lista tenha sido útil. Normalmente são estas tarefas que guardo para os últimos ou primeiros dias do ano. E por aí? Costumam ter algum ritual de organização no final do ano?

 

 

leitora beta * divulgação * literatura *

contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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