Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

amulherqueamalivros

3 NOVIDADES DE NÃO FICÇÃO

Adoro ler livros de não ficção e já ando de olho em algumas novidades. Gosto de ler um pouco de tudo e o género é cada vez mais um dos meus preferidos. Hoje partilho três livros que quero ler/comprar com temáticas bem diferentes. Daqui a pouco estão nas estantes das nossas livrarias preferidas e se tudo correr bem também vêm morar cá para casa. 

 

 

Sinopse

 

A cada ano são largadas nos oceanos cerca de 12,7 toneladas de plástico, matando mais de 1 milhão de aves marinhas e 100.000 mamíferos marinhos. Em 2050 estima-se que haverá, em peso, mais plástico do que peixe nos oceanos. A poluição pelo plástico é o flagelo ambiental da nossa era, mas como podemos fazer a diferença? Neste guia claro e esclarecedor, assinado pelo destacado activista anti-plástico, vai ajudá-lo a fazer pequenas mudanças que farão uma diferença enorme, desde comprar copos de café reutilizáveis a fazer recolhas de lixo no parque ou praia da sua zona de residência. Alguns conselhos para desistir do plástico:

-Lavar a roupa em sacos próprios para conter as microfibras de plástico, impedindo-as de chegarem aos oceanos (estas são responsáveis em 30% pela poluição por plástico)
-Substituir o champô vulgar por champô em barra
-Como evitar as embalagens supermercado
-Como fazer uma festa de aniversário livre de plástico
-Como convencer os outros a juntarem-se a si nesta demanda anti-plástico

O plástico não vai desaparecer sem dar luta. Vamos precisar de um movimento feito de milhões de pequenos gestos individuais, que juntarão as pessoas de todos as origens e culturas, cuja vontade se vai fazer sentir em todo o lado, desde a aldeia mais pequena ao mais alto dos arranha-céus.

 

 

Sinopse

 

Isto Vai Doer é um relato emocionante, cómico, e assustador de quem esteve na linha da frente no Serviço Nacional de Saúde britânico, numa profissão na qual as horas semanais de trabalho podem chegar a noventa e sete, em que diariamente é necessário tomar decisões de vida ou morte e a vida pessoal é relegada para segundo plano, não existindo tempo para os amigos e para relações duradouras. 

Esta é a história pessoal de Adam Kay, que utilizou o seu extraordinário sentido de humor para contar a sua experiência enquanto médico interno no Serviço Nacional de Saúde britânico. Em 2010, após seis anos de formação e outros seis como médico, abdicou da profissão por sentir que as condições impostas pelo sistema eram extremas e irracionais, nomeadamente remuneração mal ajustada em relação ao nível de responsabilidade exigido, que tiveram um forte impacto na sua vida profissional e pessoal.

 

Sinopse

 

Qual o verdadeiro significado dos eventos que hoje testemunhamos e como poderemos lidar com eles à escala individual? Que desafios e escolhas se nos deparam? O que poderemos legar ou ensinar aos nossos filhos? Algumas das questões que procurarei explorar e dar resposta incluem o significado da ascensão de Trump, se Deus estará ou não de regresso ao nosso mundo, se o nacionalismo pode ser a resposta a problemas como o aquecimento global.

O livro está dividido em 5 partes (O Desafio Tecnológico, o Desafio da Política, Desespero e Esperança, Verdade, Resiliência), cada uma delas com questões dedicadas a temas específicos, no total de 21 lições para o século XXI.

 

goodreads twitter instagram facebook

DESAPARECER NA ESCURIDÃO | MICHELLE MCNAMARA

IMG_20180729_112431_HDR.jpg

 

Lançamento: Julho, 2018

Editora: Relógio D´Água

 

Sinopse

Este livro tem o enredo, suspense e intensidade de um policial. Trata-se, no entanto, de um livro de não-ficção. McNamara morreu de forma trágica a meio da investigação que procurava identificar o Golden State Killer, responsável por uma onda de violações e assassinatos na Califórnia que se prolongou por mais de dez anos. A Polícia arquivou o caso. Mas McNamara continuou a investigação pelos seus próprios meios. Desaparecer na Escuridão é o relato de anos de investigação sobre a mente de um criminoso impiedoso.

É também o retrato da obsessão de uma mulher pelo fim da impunidade de um assassino. Este livro está destinado a tornar-se um clássico da literatura policial. Os direitos de adaptação para série de televisão foram adquiridos pela HBO.

 

Opinião

Michelle morreu em 2016, infelizmente não ficou a conhecer o rosto da sua "baleia branca", a quem apelidou de Golden State Killer. O homem que a fez escrever, pesquisar, investigar e passar várias noites em claro foi recentemente apanhado pela policia através do ADN. Alguns meses depois da publicação do livro nos Estados Unidos, com entrada direta para o top de vendas dos livros de não-ficção. Dois anos após a morte da autora.

 

Não foi ela que finalizou este livro, o seu marido contratou outro escritor de romances policiais, Paul Haynes. Infelizmente sem o desfecho merecido e o nome do violador. Por um bocadinho... No entanto, a inexistência desse desfecho não elimina a grande viagem literária no mundo do crime real que este livro permite. Está cheio de textos da Michelle que foram partilhados no seu blog "True Crime Diary", fotos, mapas, notas do editor, dados da policia adquiridos para a investigação e um Pósfacio do marido dela.

 

O modo operadis do Golden State Killer era invadir as casas durante a noite apontando luzes fortes para o rosto das vitimas com armas. Ele visitava as casas antes, analisava a família, cortava as linhas telefónicas, escondia cordas debaixo da cama e invadia com o intuito de violar a mulher e amarrar o homem. Aparecia com o rosto tapado com uma máscara de esqui e costumava roubar alguns objetos após o ataque. Colocava pratos empilhados em cima do homem e caso ele deixasse cair algum, a mulher seria morta. Chegou a matar. Estimam-se mais de 45 casos de mulher violadas e 12 casos de assassinato.

 

Somos levados pela obsessão da autora e sentimos a carga emocional depositada no seu trabalho. Achei curiosa este obsessão da autora, o que me levou a questionar várias vezes sobre a sua própria história. Acabei por me emocionar quando descreve a sua relação com a mãe. Aproxima-a, mostra a sua sensibilidade. Outra coisa que adorei neste livro foi a introdução da Gyllian Flynn. 

 

"Adoro ler histórias sobre crimes reais, mas sempre tive consciência de que, enquanto leitora, me transformo conscientemente na consumidora da tragédia de outra pessoa. Portanto, enquanto consumidora responsável, tento ser cuidadosa nas escolhas que faço. Leio só o melhor: escritores persistentes, perspicazes e compassivos. Era inevitável encontrar Michelle."

 

Não dá como não sentir frustração por ela, sem conhecer o desfecho desta investigação. A Michelle esteve tão perto. Ela foi importante na resolução deste crime e a sua intuição não esteve muito longe. Percebemos que o traço que ela criou do Golden State Killer é semelhante com a realidade. 

 

Este livro deve ser incluído nas leituras dos fanáticos do crime real. Não sendo um romance ficional é deveras impressionante. Marcado por muita violência, com uma narrativa bastante envolvente, é um livro que não queremos largar e ainda precisamos de falar sobre ele com toda a gente. As descrições são narradas com mestria, com enorme riqueza nos pormenores levando a reconstruir as cenas do crime facilmente na nossa imaginação. 

 

A personalidade forte desta mulher é traduzida pelo seu trabalho extraordinário. A persistência assim como a sua sensibilidade são traços notórios na sua escrita. Adorei. Aposto que vocês também vão adorar. 

 

"Quando conto a alguém nascido na zona que estou a escrever sobre um violador em série de Sacramento, ninguém pergunta qual dele é: isto é revelador não só sobre esta zona nos anos setenta, mas também sobre o EAR"*

 

A HBO já comprou os direitos da obra, teremos uma série para desfrutar. 

 

*EAR, significa East Area Rapist. nome pelo qual Golden State Killer era chamado pela polícia 

 

Para comprar o livro, clique AQUI

goodreads twitter instagram facebook

SOMOS OS 99%| MARC GRANO/GONZALO FANJUL

IMG_20180520_174131.jpg

 

 

Feliz por conhecer livros interessantes, para um público mais jovem, sobre a sustentabilidade e desigualdade. Ressaltando a importância de proteger o nosso planeta e alertando para fazermos alguma coisa para provocar a diferença. Este livro realiza muito bem o seu papel, através de factos simples, traça as diferenças existentes no planeta. Nunca é aborrecido, pelo contrário. 

 

Temos a história de cinco indivíduos que apesar de não se conhecerem, têm algo em comum: deslocam-se numa bicicleta. Através das suas experiências vão passar mensagens ultra mega importantes e meter a malta a pensar sobre os assuntos apresentados. No meio de cada capitulo temos notas informativas e interessantes sobre os mais diversos assuntos. Como medimos e representamos a desigualdade? A pobreza laboral. O monopólio dos recursos naturais.O efeitos desiguais do aquecimento global. O luxo de ir ao médico. A história da Malala. E não só. São inúmeros pedaços de história e dados estatísticos que nos levam a perceber em que planeta vivemos. 

 

No final, os autores dão várias ideias para marcarmos a diferença e ajudarmos o nosso planeta. Ler este livro é o primeiro passo para despertar mentalidades. No entanto, depois da leitura há muito para fazer. Quem me dera ter lido um livro deste género quando era adolescente. Só comecei a perceber determinados assuntos mais tarde. Gostava de ter feito algo mais cedo e alertado os outros para o mesmo. Mas ainda vamos a tempo. 

 

Super recomendo. É aquele livro que dá vontade de distribuir por toda a gente com um bilhete "somos os 99%, ainda podemos fazer a diferença", Um livro capaz de despertar mentes e nos fazer refletir sobre o nosso papel no mundo.

 

goodreads twitter instagram facebook

FOME | ROXANE GAY

 

 

A história da Roxane conta como a literatura a salvou. Mas não só. Como ela magoou o seu corpo para se refugiar. Como ficou obesa ao encontrar na comida algum conforto. Como é viver num corpo gordo e todos os preconceitos com os quais convive regularmente.

 

Ela foi violada por um grupo de rapazes numa cabana de uma floresta onde era impossível ser ouvida por mais alguém. Tinha apenas doze anos. Carregou o peso dessa experiência em silêncio, sem contar nada aos pais ou amigos. Passou a maltratar o seu corpo de forma a ficar invisível aos olhos dos outros. Sentia-se um lixo, a sua auto estima era nula. Na escola, era objeto de gozo por parte dos colegas.

 

Este livro apesar de curto, contém uma história de vida difícil, tornando-se numa leitura impactante e num livro necessário. Espero que seja traduzido brevemente em Portugal.  Li em ebook em português do Brasil. É revoltante ver como roubaram a juventude da Roxane. É angustiante ver como conseguiu esconder dos pais esta situação. Não imagino a dor destes pais quando descobriram a verdade. Não sei como terá sido voltar atrás no tempo e escrever este livro. Deve ter sido tão duro.

 

Neste livro temos um ponto de vista muito diferente do que estamos habituados. Ser magro não traz felicidade, ser gordo não é toda a verdade sobre alguém. É apenas um corpo. Porque continuamos a colocar os gordos em posições desconfortáveis? Porque temos de estar todos dentro de um padrão? Não temos. Só verdades atrás de verdades.

 

“É chocante perceber que até Oprah, uma mulher com sessenta e poucos anos, uma bilionária e uma das mulheres mais famosas do mundo, não esteja feliz consigo mesma, com seu corpo.”

 

Devíamos parar com estes preconceitos. Devíamos parar de tentar emagrecer os gordos sem autorização. Devíamos parar de os armar em médicos ou nutricionistas instagrammers cheias de dicas saudáveis para os outros. Não precisam da nossa opinião. Nem da nossa bênção. Devíamos parar de apregoar que só os magros podem ser felizes.

 

A verdade da Roxane incomoda. 

 

 

HISTÓRIAS DE ADORMECER PARA RAPARIGAS REBELDES 2 | FRANCESCA CAVALLO E ELENA FAVALLI

InstaFit_20180409_11502659.jpg

Numa edição primorosa, por ordem alfabética, este livro contém 50 extraordinárias ilustradoras que dão vida a mulheres igualmente fantásticas. Um trabalho de duas italianas, a Francesca e Elena, que já conta mais de trinta traduções. Se livros sobre mulheres estiveram na moda, e for um motivo para mais trabalhos criativos de mulheres serem divulgados, só pode ser uma boa motivação. Obrigada à Nuvem da Tinta por ter editado este livro em Portugal. 

 

Não desfazendo das outras histórias, houve uma que me fez pesquisar mais e ficou gravada na minha memória. Fiquei realmente impressionada com a coragem dela e como foi importante a sua atitude. Falo da Ruby, a primeira menina negra com seis anos que entrou  para uma escola com apenas crianças brancas. A forma como ela e a sua família combateram o racismo entranhado no sistema é de arrepiar, Existe um filme sobre ela no Youtube. Fui à procura de mais informações e encontrei várias coisas. Hoje ela é uma ativista dos direitos humanos. Mulher de garra. 

 

Já conhecia algumas, JK Rownling, Opray, Beyoncé, Ellen Degeneres, entre outras.  Mas a maioria são mulheres pouco populares que participaram fortemente para a mudança e seguiram a premissa de que podem ser quem quiserem. É essa a grande mensagem deste livro. É interessante ver que são mulheres de todo o mundo, com realidades tão diferentes, empenhadas em transmitir uma mensagem. Este livro mostra que ainda temos muito trabalho pela frente na mudança de pensamentos. A luta continua.

 

Estes livros são necessários na vida das crianças que serão os adultos de amanhã. Recomendo muito. Mensagens fortes numa edição cativante que prima pela qualidade do trabalho de várias mulheres. É um livro necessário nas estantes, nas bibliotecas e escolas. 

 

goodreads twitter instagram facebook 

 

VIAGEM AO SONHO AMERICANO | ISABEL LUCAS

InstaFit_20180409_11355942.jpg

 

Tive a feliz oportunidade de ir ao evento na Fábrica das Palavras ouvir a Isabel Lucas sobre este trabalho editado pela Companhia das Letras o ano passado. O título e a capa tinha despertado o meu interesse, mas foram as palavras da autora, naquele dia, que colocou alguma urgência nesta leitura. Comprei o livro, não descansei enquanto não o li.  

 

Em 2016, Isabel Lucas saiu de Portugal com a missão de percorrer os Estados Unidos a partir da sua literatura. São doze reportagens, durante um ano, ou seja, uma por mês. O objetivo era passar determinado tempo entre a realidade e a ficção de forma a captar as mudanças, assim como descobrir a situação política e social. Viajou imenso, com um telemóvel, computador e alguma roupa. Com poucos planos. As reportagens foram publicadas no Público, onde trabalha e mais tarde compiladas neste livro. 

 

"Foi a literatura que me fez começar esta viagem e a partir dela tentar perceber mais sobre um país com o qual cresci, porque era com ele que inevitavelmente se crescia no Ocidente nos anos oitenta ou noventa. A amar muitos dos seus escritores, da sua música, do seu cinema, da sua arte, dos seus ideais de liberdade, possibilidade, aceitação da diferença, irreverência, energia criativa."

 

Esta viagem só foi possível com a ajuda da Fundação Luso Americana que patrocinou os custos. Segundo ela, o trabalho jornalístico só funciona assim hoje em dia.  Não há verbas. Partir à aventura, em busca de respostas, cheia de incertezas, é algo que eu sinto como um ato de coragem. A forma como transportou para a escrita essa experiência é comovente. Primeiro, é uma mulher com muita piada. Segundo, o seu olhar sobre o outro é de uma enorme generosidade. Terceiro, senti o tamanho do mundo e o quanto somos um milhão de coisas ao mesmo tempo. Impressionante como um país pode ter tantas culturas diferentes dentro dele. Não sei se gostei do que descobri em relação aos Estados Unidos. Acho que ficou muito claro o lado negativo, mas precisava de sentir algo mais positivo. 

 

Nesta altura, Obama acaba o legado e Trump está na corrida com Hilary. Isabel Lucas mostra como o povo pensa, reage e tem dúvidas. Aqueles que não votaram sentem-se culpados. Os emigrantes sentem medo. A organização do livro é perfeita. Inicialmente apresenta uma lista de obras literárias, sugestões de leitura, fotos, a reportagem e um Travel Log (notas postadas no Facebook ao longo da viagem).

 

Começa com um dos meus livros preferidos, Moby Dick, onde refere as maratonas literárias que fazem Simon's Bethel durante 25 horas seguidas. É feita uma ligação entre o clássico e o estado atual da cidade. É assim em todas as reportagens. Ao longo do livro vamos testemunhar os encontros entre a jornalista e alguns escritores. Vamos ouvir histórias de pessoas muito distintas, com realidades opostas. São experiencias que acrescentam. Tudo o que é dito, é necessário. Cada detalhe. Cada ironia e pormenores. 

 

"E vai sozinha?, perguntam-me mais uma vez, tantas vezes. Quase sempre é assim quando saio para um trabalho longo. Isso raramente se pergunta a um homem. Andar por aí, sendo mulher, é ter noção, não apenas do preconceito, mas de que somos um corpo exposto a mais perigos. Ainda é assim. "

 

Joan Didion, Susan Sontag, Rebecca Solnit, Toni Morrisson, Franzen, Philip Roth, Cormac McCarthy, entre outros nomes mundialmente conhecidos são referidos ao longo das doze reportagens. Fiquei com vontade de explorar mais a literatura americana e ir até ao Alasca. Super recomendo este livro para quem gosta de livros de não fição, tem um fascínio pela América e gosta de livros de road trip. Para quem não gosta também pode arriscar sair da zona de conforto, é um trabalho de muita qualidade que merece ser lido e partilhado. 

leitora beta * divulgação * literatura *

contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com
guia-de-viagem-skyscrapper

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D