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ESTE LIVRO MEDÍOCRE VENDEU IMENSO | A ARTE SUBTIL DE SABER DIZER QUE SE F*DA

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Preciso de explicar porque dei uma estrela a este livro no GoodReads apesar dele ter uma boa pontuação na plataforma. Eu não tenho problemas com livros deste género, adoro a temática. Estou sempre em busca de livros inspiradores, originais e criativos. Pensava que este livro seria assim. Estava tão enganada. Há semanas no top de vendas previa ser uma leitura espectacular. Não é, vão por mim. O livro não vale um caracol de tão mau.


Primeiro, onde é que Mark sustenta a sua teoria? Na sua própria experiência. O que fez ele de sucesso? Conseguiu vender muitos livros através do discurso patético armado em engraçado. Para mim livros destes são puro aproveitamento. Tenta impingir às pessoas uma teoria completamente maluca, cheia de exemplos que nada têm a ver com a realidade e as pessoas acreditam que ele está certo. Não vos faz lembrar nada? Chamo de discurso do bandido. 

Separei algumas frases maravilhosas deste livro. Ironia, claro.


“Já percebeste que, às vezes, quando te importas menos com alguma coisa, acaba por correr melhor? Já notaste que geralmente é a pessoa menos empenhada que acaba se dando bem? Já reparaste que às vezes, quando paras de te importar tanto, tudo começa a entrar nos eixos?” 

Esta é a melhor. Claro que a pessoa menos empenhada tem mais sucesso. Não é Mark, seu lindo? Tu sabes bem o que dizes, escreveste um livro medíocre e vendes imenso. Palmas, quem diz a verdade não merece castigo.


“Se buscar o positivo é negativo, então buscar o negativo gera o positivo.” 

Obviamente que quando somos pessimistas vamos encontrar as energias positivas. Como o Bukowski. Ele adorava ser velho, bêbado e pobre. Então esforçava-se imenso para continuar a ser assim só na esperança de vender muitos livros e ficar rico. Quem sabe o primeiro prémio do euromilhões para tanta negatividade. Aliás, não façam nada nessa vida. 


“O problema das pessoas que se agarram a qualquer banalidade como se daquilo dependesse sua maldita vida é que elas não têm mais nada interessante com que se importar.”


Sim, claro. A senhora que ele dá como exemplo passa os dias a cortar talões de desconto.  E segundo o Mark ela faz isso porque não tem nada de interessante onde focar a sua atenção. Até pode ser uma pessoa sozinha, deprimida, doente, mas não, vamos generalizar e dizer que ela não tem nada de interessante para fazer. Aliás, ele faz isso constantemente ao longo do livro.

 
Passo a resumir este livro. Não ligues muitos às coisas, tenta relaxar, enfrenta os teus medos e quanto mais negativo mais alcanças. Porque desta forma não estás sempre a tentar provar nada, nem a martelar a tua cabeça e ficares frustrado. Vais morrer, portanto não te preocupes muito, terás sucesso se mantiveres essa postura. Não ligues aos outros, eles não são um obstáculo. Só tens é de continuar a fazer aquilo que queres e dizer umas quantas asneiras pelo meio. Se fores arrogante, melhor ainda. Interessa é tentares manter a graça, cair na graça e se não caíres paciência.


O livro está cheio de generalizações e exemplos muito ao jeito do autor. Tenta ser engraçado, mas eu dei longos suspiros de aborrecimento em vez de gargalhadas. Os mal-educados, sem papas na língua, nas tintas para tudo e todos nunca serão pessoas de sucesso. Tenho outra definição para isso. Não recomendo. 

 

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A RESISTÊNCIA | JULIÁN FUKS

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Vencedor do Prémio Saramago de 2017, Julian Fuks é um escritor brasileiro filho de pais argentinos editado o ano passado pela Companhia das Letras com o romance "A Resistência". Em 2007 e 2012 foi finalista do Prémio Jabuti e do Prémio Portugal Telecom com os livros "Histórias de literatura e cegueira" e "Procura do romance" respetivamente. Em 2012 foi considerado pela revista Granta um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros. "A Resistência" é o seu quarto romance

 

O mote desta história é o irmão adoptivo do narrador agregado à fuga dos pais da Argentina para o Brasil durante o período da ditadura. Contado na primeira pessoa, revela pormenores da história da sua família e do mistério envolto em relação ao irmão adoptado. Com una ligação muito forte a esta história, o Julian Fuks expõe a sua própria história de forma muito intensa e sincera. Revela que sempre teve uma relação estranha com esse irmão adoptado. Que ele sempre foi um estranho ou motivo de brincadeira como é costume entre crianças, "já não és meu irmão". Diria que este livro foi uma forma de aproximação e uma espécie de investigação às raízes da sua família. Mais do que isso, uma homenagem à força dos seus pais.

 

A sua família passou pela ditadura na década de 70 na Argentina. Sendo este um período de várias dificuldades, os seus pais foram para o Brasil para escapar ao regime. Trouxeram consigo esta criança, uma novo irmão. Numa altura em que muitas crianças desapareceram da Argentina devido à morte, fome, exílio e falta de condições para garantir uma vida com condições básicas. Muitas crianças foram dadas para adopção e levadas para longe das suas famílias. 

 

"Resistir: quanto em resistir é aceitar impávido a desgraça, transigir com a destruição cotidiana, tolerar a ruína dos próximos? Resistir será aguentar de pé a queda dos outros, e até quando, até que as pernas próprias desabem?"

 

Este irmão que parece uma figura silenciosa acaba por ser a peça mais importante deste livro. A força dos laços familiares e as recordações que modificam perante a histórias e as certezas de cada um. Com uma escrita excepcional este livro foi uma leitura extraordinária e difícil de largar. Envolvente e forte este romance é uma lufada de ar fresco dentro das minhas leituras. Uma verdadeira surpresa marcada pela narrativa do escritor Julian Fuks. Recomendo muito!

 

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18 DICAS PARA ESCREVER UM LIVRO

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Dicas e conselhos nunca são suficientes se provocarem boas energias e incentivo. Sendo assim, tragodezoito dicas para quem quer ser escritor e está disposto a trabalhar para isso. Espero que sejam úteis e te inspirem para começar.

 

Estes conselhos foram retirados do livro Escrever: memórias de um ofício, de Stephen King. O livro foi editado pela Temas& Debates em 2001, encontra-se esgotado neste momento. Vamos torcer para ser reeditado.

 

Stephen King é um escritor americano, conhecido pelos seus livros de horror fantástico e ficção. Já vendeu quase 400 milhões de cópias e foi publicado em mais de 40 países. Várias obras foram adaptadas ao cinema. Tem mais de 40 obras editadas.

 

Adorei este livro, fiquei super entusiasmada para partilhar convosco. Precisei de resumir e escolher, dentro das dezenas, apenas dezoito dicas. Tem muito mais e recomendo imenso este livro para quem pretende escrever um livro. Ou para quem gosta de livros sobre o tema. É um dos melhores dentro do género. Espero que consigam encontrar numa biblioteca ou num alfarrabista. Vale muito a pena.

 

 

 

Vamos à lista. 18 dicas para escrever um livro. 

 

- As ideias para as melhores histórias aparecem do nada. O teu trabalho não é encontrar ideias, é reconhecer quando elas aparecem.

 

- Escreve com a porta fechada, reescreve com a porta aberta. Em outras palavras, escreve como se fosse só teu e para ti, mas não te esqueças que depois o texto pertence a quem vai ler ou criticar. Tens de estar preparado.

 

- Escrever é um trabalho solitário. Ter alguém que acredita em ti faz toda a diferença. Não precisam de fazer discursos motivacionais. Basta acreditar.

 

- Parar uma história só porque ela é emocional ou criativamente difícil é uma péssima ideia. Precisas de ser persistente, mesmo quando não sentes vontade. Às vezes estás a fazer um bom trabalho mesmo quando parece estares sentado a não fazer rigorosamente nada de jeito.

 

- Podes encarar o ato de escrever com nervosismo, animação, esperança ou até desespero — aquele sentimento de que nunca será possível pôr na página tudo o que está no teu coração e na tua mente. Encara a escrita como quiseres, menos levianamente. Repito: não encares a página em branco de maneira leviana.

 

- Uma das piores coisas que se pode fazer é tentar enfeitar o vocabulário ou usar palavras longas porque tens vergonha de usar as curtas de sempre.

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- Quanto mais ficção lês e escreves, mais rápido verás os teus parágrafos formarem-se. Quando estás a escrever um texto é melhor não pensares demais no inicio e no fim dos parágrafos. O truque é deixar a natureza seguir seu curso. Se depois não gostares, é só corrigires. Ou seja, reescrever.

 

- O objetivo da ficção é fazer com que o leitor se esqueça, sempre que possível, que está a ler uma história.

 

- O peso e o número de páginas, por si só, não indicam excelência. Muitas histórias épicas são uma porcaria da mesma forma que livros curtos nem sempre são bons.

 

- A boa escrita consiste em dominar os fundamentos (vocabulário, gramática, elementos de estilo) e depois colocar os instrumentos certos. Embora seja impossível transformar um escritor mau em um escritor competente, e embora seja igualmente impossível transformar um escritor bom em um incrível, é sim possível, com muito trabalho, dedicação e conselhos oportunos, transformar um escritor meramente competente em um bom escritor.

 

- É importante ler para experimentar a mediocridade; essa experiência ajuda a reconhecer esse tipo de coisa quando ela começa a infiltrar-se no teu trabalho. Também é preciso ler para te comprares aos bons e aos grandes, para ter uma noção de tudo o que pode ser feito. E também deves ler para ter contato com diferentes estilos.

 

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- Escreve até os dedos sangrarem ou os olhos quase caírem das órbitas. Não importa se ninguém está a ver ou a assistir.  Todo esforço é digno de aplausos, porque tu, como criador, estás feliz.

 

- Precisas de ler quatro a seis horas por dia, todos os dias — não vai parecer exaustivo se realmente gostares de fazer e tiveres aptidão para as duas coisas.

 

- Quando começares a trabalhar num projeto não pares, não diminuas o ritmo a menos que seja absolutamente necessário.

 

- Quando entrares no teu espaço de escrita e fechares a porta, já deves ter estabelecido uma meta diária.  Como acontece com os exercícios físicos, é melhor estabeleceres uma meta baixa, de início, para não ficares sem motivação. São recomendadas mil palavras por dia e uma folga por semana, pelo menos no início.

 

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- Não esperes pela musa de inspiração, trabalha muito diariamente. A musa aparece durante o trabalho e nunca antes.

 

- Não descrevas demasiado a aparência das personagens, deixa que seja o leitor a fornecer o rosto, o físico e as roupas. 

 

- Não deixes de acreditar em ti, mesmo quando os outros duvidam.

 

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SER FELIZ TODOS OS DIAS | CATARINA BEATO (COM ENTREVISTA)

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Ser Feliz Todos os Dias é um livro para pessoas imperfeitas. Ou seja, para todos os que não buscam a perfeição e são felizes com o que a vida oferece. Dos cinco livros editados li Dias de Princesa e agora o mais recente título editado pela Matéria Prima.

 

A simplicidade e a doçura nas palavras continuam presentes na narrativa. É desta forma que a blogger Catarina Beato conversa com o leitor. Sim, parece uma conversa entre amigas.  Fala na morte do pai, no momento em que recebeu a notícia mais cruel e como isso acabou por ser o primeiro passo para a transformação.

 

Este livro pode ser transformador. Um empurrão, uma forma suave de te mostrar que é possível combater os fantasmas e ter força para os obstáculos. A vida resolve-se sozinha. Mas atenção, não tens de ficar de mãos nos bolsos à espera. É uma forma de aligeirar a pressa, a preocupação e a ansiedade pelo futuro.

 

Numa edição primorosa (a Matéria Prima é especialista, são edições maravilhosas atrás umas das outras), com exercícios simples e inspiradores, acabamos por pensar em nós e na vida que levamos, nos nossos. Três questões no final do dia, e quem segue o seu blog saberá com certeza quais são. Lembro-me do tremendo sucesso da pergunta diária: o melhor do meu dia? Ainda hoje faço esse exercício. 

 

Ser grato e fomentar uma mente positiva fazem parte dos requisitos para ter uma vida feliz todos os dias. Concordo fortemente com ela. Se ainda não sentiste a força da energia positiva, talvez te falte uma forma de comunicar com a energia do mundo. Opinião de quem esteve muito tempo a ver o lado negativo de tudo e transformou esse olhar. Nem sempre é fácil, mas vamos acreditar que é possivel dar a volta a tudo.

 

Catarina também fala nas certezas que acabaram por ser desconstruídas e deram lugar a outras certezas. Quantas vezes isso não acontece? A vida vem mostrar que não temos certezas nenhumas e que precisamos de estar prontos para aceitar e receber.

 

Confesso que já utilizo várias dos conselhos dados neste livro. Aprendi com os meus erros, com alguns exemplos de vida, com a literatura, com o que me rodeia. A vida é uma constante aprendizagem. Entendo cada vez mais a força da gratidão. A coragem de enfrentar os meus defeitos e não levar tão a sério os fracassos. Afinal somos todos imperfeitos, temos de aprender a aceitar o que somos sem medos. 

 

Um pequeno almoço saudável, um café quente e este livro são ingredientes suficientes para começar o dia feliz. Vão por mim. Recomendo.

 

 

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Os blogues estão a morrer ou cada vez mais pessoas leem blogues? Com as redes sociais faz sentido continuar a escrever blogues? Quais os conselhos que a Catarina Beato dá a quem pretende escrever um livro? Segue a entrevista que eu fiz à autora com as respostas a estas questões. Espero que gostem, é uma forma de dar a conhecer um bocadinho das suas inspirações, motivações e trabalho.

 

Entrevista

 

- A Catarina mantém o blog dias de uma princesa há tanto tempo. Onde vai buscar inspiração para escrever?

O meu blog é um diário. Há dias mais literários que outros mas todos são inspiradores. Tenho uma ligação afectiva muito forte com o blog porque guarda 13 anos da minha vida.

 

- Ter um blog continua a fazer sentido com a explosão das redes sociais? Quais são as suas motivações?

Viveria muito bem sem as redes sociais, mas não me imagino sem o blog. As redes sociais são um fenómeno que aproveito - e de que gosto bastante - mas que não influenciam o blog. É verdade que as redes trouxeram novas pessoas, outras formas de comunicar, mais imagem, mais proximidade. As motivações que me levam a manter o blog são as mesmas que me levaram a cria-lo: quero ser lida. 

 

- As pessoas ainda visitam e gostam de blogues? O que os leitores do seu blog procuram quando leem o blog da Catarina Beato?

Eu falo por mim enquanto leitora: adora blogs. E falo pelos números: cada vez tenho mais pessoas a ler o blog. Quero acreditar que grande parte é porque gosta do que lê. As pessoas procuram autenticidade, procuram as experiências de outra mãe e mulher, de alguém que casou tarde, que foi mãe solteira, que tem três filhos, que perdeu um pai, que esteve desempregada. As pessoas procuram a normalidade dos meus dias que faz com que também se sintam normais. 

 

- Este livro é muito delicado. Está muito bonito e tem dicas muito úteis, sente-se a voz da Catarina em cada letra. Como nasceu a ideia para o livro Ser Feliz Todos os Dias? Como sente o impacto das suas palavras nos leitores? 

Este livro é um projecto muito apoiado pela minha editora - a Matéria Prima. Foram fundamentais. Eu sei escrever um diário e relatar as minhas vivências, mas são eles que sabem fazer livros. Organizar aquilo que queremos dizer dá muito trabalho.

Tenho a sorte de receber feedback diário daquilo que escrevo, por mensagens, por e-mails, por identificação em fotografias do livro ou frases que fizeram com que, quem me lê, se lembrasse de mim. É muito bom. E dá sentido ao meu trabalho.

 

- Já pensou escrever um romance? Que dicas dá a alguém que gostava de escrever e publicar o seu livro?

Eu já pensei muitas vezes. Um dia destes. Preciso de maturidade para um romance. 

Não tenho muitas dicas possíveis porque tenho consciência como é difícil. O blog tem 13 anos. É muito tempo. Tudo demorou tempo. Por isso posso apenas dizer que não desistam.

 

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LER POESIA | FLORBELA ESPANCA

 Tem sido para mim um desafio escrever ou falar sobre poesia. Quis explorar essa vertente e sair da minha zona de conforto. E tem sido surpresas atrás de surpresa. Ler poesia tem acrescentado na minha vida. Partilhar estas experiências também. Obrigada pelo vosso feedback, obrigada a quem está a deixar entrar a poesia na sua vida. Juntas tudo é duplamente melhor. 

 

Neste vídeo falo de como foi ler Florbela Espanca e um bocadinho do que descobri sobre ela. A poesia dela fala por si. Espero que gostem, obrigada a quem deixou feedback e me incentiva a trazer mais poesia no canal. Todos os meses cá estarei a falar de mais um poeta português. 

 

Mais sobre este projeto aqui

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LER UM LIVRO DURANTE O ANO E SER FELIZ

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Não li o primeiro grande sucesso de Rolf Dobelli, A Arte de Pensar, mas depois de ler A Arte da Boa Vida fiquei tentada. A Arte da Boa Vida foi lançado (9) pela Temas & Debates numa edição com ilustrações do artista El Bocho.

 

Quem é Rolf Dobelli? Nasceu na Suíça, foi diretor executivo de diversas empresas e fundou a maior produtora a nível mundial de obras relacionadas com economia. É fundador e administrador de WORD.MINDS, uma comunidade de personalidades mundialmente conhecidas dos domínios da ciência, cultura e da economia.

 

Este livro nasceu para facilitar a vida dos leitores. O autor acredita que existem modelos que nos podem ajudar a ver o mundo de uma forma mais leve e fácil de compreender. Através de 52 lições para alcançar a felicidade somos levados a questionar a nossa forma de levar a vida e refletir sobre as certezas que determinam as nossas decisões e comportamentos.

 

Não sofro de nenhum género de preconceito relacionado à literatura. Gosto de ler de tudo um pouco, gosto de explorar várias vertentes e sou interessada em tudo o que está ligado à psicologia. Rolf escreveu este livro com base em estudos de psicologia (todos devidamente citados no final do livro), isso foi o motivo principal de interesse para lê-lo. 

 

Este livro acompanhou-me ao longo de duas semanas em janeiro. Li devagar para processar a informação e refletir sobre as distintas lições. Aliás, a proposta é ler ao longo de um ano, uma lição por semana. Algumas são totalmente descabidas, como ficar feliz por perder uma carteira ou receber uma multa. Ter dinheiro para as possíveis multas não me parece de todo uma forma de viver. Entendo que a mensagem é procurar ver o lado positivo de todos os obstáculos, mas acho mais fácil evitar as multas (coisa que o autor não sugere). Mas depois dos primeiros capítulos, a energia muda e acabei por identificar-me bastante com o que o autor transmite. Não é possível encontrar a felicidade apenas com um modelo. Ele transmite claramente essa mensagem e dá 52 caminhos.  

 

Procuro levar a vida de forma leve, mas confesso que sofro bastante com o futuro e a segurança que todo o capricorniano necessita. Um dos capítulos fala exatamente sobre isso, não pensar no futuro porque é algo que pode mudar a cada instante. Estar constantemente preocupado não vai mudar nada. E cansa muito. Acho que consegui processar esta ideia e mudei certos comportamentos.

 

Outra ideia muito interessante é aliviar a mente através da escrita. Ou seja, criar o livro das preocupações foi completamente influência deste livro. Estão a ver o poder dele? Acredito que transformará realmente alguns comportamentos enraizados na minha postura em relação à vida.

 

Espero voltar a ele mais vezes, falar sobre ele entre amigos e questionar-me cada vez mais. Acho engraçado porque quanto mais estudo ou/e questiono, menos sei e encontro mais perguntas dentro de mim.

 

Não vos posso revelar todas as 52 sugestões de caminhos, mas posso garantir que é um livro interessante, cheios de exemplos de sucesso e inspiração. Recomendo muito. Descubram o vosso propósito e relaxem. A vida é mais leve do que aparenta. 

 

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(até ao final do dia de hoje estou a sortear juntamente com a editora um exemplar deste livro no facebook)

O MELHOR PRESENTE PARA O DIA DOS NAMORADOS

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O amor está no ar no mês de fevereiro com a aproximação do dia dos namorados. Nada melhor do que ler sobre este grande sentimento que move o mundo. Para não deixar passar em branco o dia dos namorados, a Suma de Letras lançou uma coletânea de 59 poemas numa edição linda de morrer. Não dá para ficar indiferente. Um excelente presente para a cara metade. Ou simplesmente um presente para si leitor que quer ler sobre o amor e acredita na sua força como sentimento transformador e inspirador. Amor em 59 poemas. 

 

Fiquei muito contente por reconhecer alguns nomes da literatura portuguesa, brasileira e não só. Através de uma pequena biografia ao lado do poema temos a possibilidade de conhecer um pouco sobre o poeta ou poetisa. Acho interessante a diversidade contida. Desde Fernando Pessoa, Dante, Baudelaire,...

 

Este livro de poemas sobre o amor prova que é possível escrever sobre o amor das mais diversas formas e intensidades. Dependendo da experiência de cada um o amor pode ter a forma que quiser. Alguns são sofridos, amargurados enquanto que outros trazem luz e esperança. Poemas belíssimos encheram os meus dias de palavras eternizadas pelo tempo. Poetas e poetisas que pretendo descobrir ao longo da vida.

 

Os meus preferidos são os poemas enigmáticos e curtos. Poemas concisos que deixam marcas. Abruptos, como uma porta fechada após uma discussão. Sinceros, sofridos, doces e alegres. O amor está em todo o lado. O amor é forma de expressão universal mais incrível de todas.

 

No inicio do ano tive a oportunidade de ler outra coletânea, tornou-se uma necessidade diária e uma relação (quase) íntima entre mim e a poesia. Ainda em desenvolvimento com tendência para estreitar-se. Estou a adorar a experiência, recomendo vivamente a quem tem curiosidade e sente (como eu sentia) que não entende a poesia. O meu chamado para a poesia aconteceu o ano passado com os poemas da Rupi Kaur (podem ver aqui) , desde daí o bichinho ficou e veio intensificar-se com a poesia do Helberto Hélder. Um dia falo melhor sobre isso.

 

Gostei bastante de ler este livro e ter a oportunidade de conhecer mais poetas e poetisas. Fica o convite para verem o vídeo onde vos dou uma ideia para o presente do dia dos namorados e vos mostro com mais detalhe este livro lindo da Suma das Letras.  

 

 

A DISTOPIA QUE ASSUSTA * A HISTÓRIA DE UMA SERVA | MARGARET ATWOOD

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Já tinha lido outro romance da Margaret Atwood e sentido alguma dificuldade em conectar-me à história apesar da escrita irrepreensível. Depois de tanto hype à volta de “A História de Uma Serva” devido à série adaptada pela Netflix no ano passado, decidi que precisava de assistir, mas antes queria ler o romance. Sou dessas. Tu também?

 

Com o passar dos anos a epidemia da infertilidade atinge várias mulheres, essas perdem os seus direitos e são governadas por um regime extremista e religioso. A Defred foi arrancada da sua vida para ser uma serva. Ou seja, foi colocada na casa de outra família para ser violada por um homem de forma a engravidar e dar à luz uma criança para ceder o seu filho a uma família infértil. Macabro? Situações violantes são descritas neste livro do inicio ao fim. É vergonhoso como esta história é o retrato de várias situações atuais, mesmo num governo democrático. 

 

Na distopia “A História de Uma Serva” somos colocados de imediato no meio do enredo sem grandes explicações. Os acontecimentos são revelados através do olhar da protagonista que de uma forma fragmentada e ambígua vai revelando a sua condição atual. 

 

Há uma cena em que uma mulher está sentada a contar ao grupo de mulheres que foi violada por um homem quando tinha 14 anos. A dado momento a mulher responsável pela formação das mulheres lavagem cerebral, a Tia Helena, questiona o grupo de quem é a culpa. Todas são obrigadas a responder: “ela ela ela ela!”. Onde é que já vimos isto? Exato.

 

Sucessivas cenas fortíssimas com grande carga dramática. No entanto, senti uma enorme dificuldade em prosseguir a leitura devido à ausência de conexão com a história e relacionar-me com a dor da personagem. Já vos aconteceu? Alguns momentos impressionaram-me e estive sempre a torcer para um final feliz. Mas acho que no geral o livro não foi marcante como podia ter sido. 

 

Entretanto, comecei a ver a série. Posso cometer a leviandade de afirmar que a série cria facilidade na hora de imaginar o que acontece no livro se for assistida primeiro? Se tivesse sido ao contrário teria tido outro impacto, a minha vida estaria mil vezes facilitada na hora de criar pontos de referências na construção do enredo. Vejam a série, é uma excelente adaptação e merece todo o sucesso. 

 

O livro "A História de Uma Serva" de Margaret Atwood dá uma discussão interessante devido aos vários os temas nele contido. Desde machismo, repressão, preconceito, liberdade de expressão, violência, aborto, violação, entre outros. Um livro indispensável, apesar da minha experiência de leitura pouco intensa, vale a pena pelas questões levantadas e por mexer nas feridas da sociedade sem dó nem piedade. Agora que estou a ver a série fiquei com vontade de o reler. 

 

Acho interessante as referencias ao passado dentro de uma distopia. Quando se fala na falta de força das histórias e lutas pelo qual o mundo passou. É realmente assim, com o passar dos anos muitas história perdem-se e acabam por parecer mitos urbanos. E os erros voltam a ser cometidos dando origem a mais lutas e cenas de destruição. 

 

Quanto ao final, ficou muito em aberto e senti que muita coisa ficou por explicar. Também sentiram o mesmo?

 

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LOUCA | CHLOÉ ESPOSITO

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Alvie é a irmã gémea da famosa e linda Beth. Uma é rica, atriz, com uma família perfeita, vive em Itália com o marido e filho. A outra é a protagonista deste livro, tem um emprego que detesta, não aspira a uma carreira brilhante e está longe de ser uma mulher de sucesso. É aquele género de pessoa que passa a vida a criticar tudo e todos. Usa e abusa do humor negro para as mais diversas situações. É invejosa, preguiçosa e tem uma série de defeitos que vamos conhecendo ao longo da história. Aliás, a sua única qualidade é ter um gosto literário de tirar o chapéu, preparem-se para identificar grandes clássicos.

 

Cada capítulo está relacionado com um pecado capital. São aprofundados um a um, com várias situações vividas pela nossa protagonista. Esta mulher tem tantos defeitos, mas tantos, que acaba por ser engraçada. O que eu ri com este livro, soltava gargalhadas atrás de gargalhadas. E sempre que penso em certas cenas tenho vontade de rir. 

 

O livro “Louca” é vendido como thriller, mas tem apenas 20% de thriller. Demora para começar a ação. São cerca de cem páginas até a Alvie ir para Itália, depois do convite insistente da irmã. Claro que tudo vai encaminhar-se para acontecer o que a autora define. Mas os pensamentos da Alvie são tão engraçados, tão odiosos, tão irritantes que essa parte acaba por ficar em terceiro plano e só queremos saber o que esta mulher é capaz de fazer pelo dinheiro e fama. Nunca vi tantas referências à cultura pop num único livro. Cristiano Ronaldo, Taylor Swift (a artista mais citada neste livro assim como a sua conta de Twitter) e muitos outros.

 

Num tom sarcástico, divertido e sem filtro esta história pode chocar os mais sensíveis. Com uma enorme dose de humor, pensamentos politicamente incorretos, asneiras, cenas de sexo este livro tem de ser lido com a mente bem aberta e descontração total.

 

Passei um fim de semana muito divertido com este livro. Quando não estava a ler estava a pensar nas pausas de leitura para terminar e conhecer o desfecho desta história hilariante. Termina com um final em aberto muito satisfatório, com algumas pontas soltas, para ficarmos à espera do próximo volume. A autora quis colocar tanta coisa que acabou por deixar certos pormenores de fora. Para quem não sabe, este livro é parte de uma trilogia, portanto teremos mais diversão.

 

Como thriller deixa a desejar. O crime que seria o ponto alto da história e o inicio de tudo, acaba por ser uma desilusão, afinal é apenas um acidente. Os momentos de tensão são muito escassos em relação aos momentos de comédia. Existem mortes, cenas de ação, fugas, máfia e contrabando, mas não consigo olhar para este livro como um thriller sufocante. Pelo contrário. Vai depender do que vocês consideram um bom thriller. 

 

Foi uma surpresa total, acredito que será para a maioria. Nota-se que a Chloé Esposito deu asas à imaginação, colocou tudo o que gosta num romance e não teve medo de ser ousada. Está de parabéns por isso! O livro estará disponível dia dois de fevereiro em todas as livrarias. Mas brevemente terei um passatempo nas redes sociais, estejam atentos. Podem ganhar um exemplar deste livro fantástico.

 

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ORGANIZA A TUA VIDA DE UMA VEZ POR TODAS

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A nossa casa tem de ser o melhor lugar do mundo. Melhor do que qualquer café, biblioteca ou casa de férias. Precisa de ser o lugar mais reconfortante de sempre, como um abraço ou um ombro para chorar. Precisa de nos receber depois de um dia exausto com simpatia.

 

Quando fui morar para a minha casa, há cerca de sete anos, senti-me livre para fazer da minha casa tudo o que quisesse. Tinha o espaço necessário e a frase mais repetida da minha mãe quando morava com ela “qualquer dia vais vender para feira” já não ia impedir-me de comprar mais e mais. Olhando para trás, tenho a perfeita noção que exagerava. O guarda roupa empilhado, tralhas em todos os armários da casa, para além de aproveitar os espaços livres debaixo da cama dos meus irmãos. Na hora de fazer a separação para doar tinha extrema dificuldade em desfazer-me de peças que eram importantes para mim. Mal repetia peças, mas continua a comprar. Vocês não imaginam como foi mudar de casa. Pior, eu mudei de casa quatro vezes.

 

Só descobri que não precisava de mais de metade das coisas, vejam bem o exagero, quando fiz 29 anos e engravidei. Comecei a perceber que não tinha espaço para nada. Para além da tralha acumulada, precisei de aprender a organizar e a tornar o ambiente da minha casa mais saudável e acolhedor. Aquela casa precisava de receber um bebé. Não foi tarefa fácil, mas foi transformador.

 

Atualmente, de acordo com as minhas prioridades, uma casa plena é um lugar livre de tralha. Tralha para mim são muitos objetos decorativos, roupa, utensílios vários, roupa várias, sapatos em excesso, etc. Incomoda-me imenso ver cestinhos organizados por tamanhos cheios de berloques ou várias gavetas com roupa empilhadas e separada por cores. Dura assim uma semana na minha casa. Acabei por dar conta ao longo destes meses que não uso nada do que está dentro dos cestinhos, nem volto a olhar para o que guardo nas últimas gavetas da sala ou quarto.

 

Está tudo organizado? Está! Mas e a quantidade de coisas que acumulamos sem darmos conta? E a importância que damos às coisas? E a dificuldade de cortar laços com objetos? A sociedade dá mais importância ao ter, em vez de viver o presente. Preocupa-se com um futuro que não pode controlar e que está em constante mutação. Nós mudamos, não é verdade? As nossas necessidades também. 

 

Este mês li um livro sobre uma técnica de organização. Não é mais um livro sobre o tema, este é diferente. Ofereci a um leitor juntamente com a editora Alma dos Livros um exemplar no Instagram (estejam atentos, conto fazer mais passatempos nos próximos tempos). A técnica japonesa focada neste livro chama-se Dan- Sha-Ri, com o intuito de organizar a nossa vida.

 

Dan-Sha-Ri é um conjunto de expressões com significados muito interessantes, encaminhando assim para a sua filosofia. Ora vejam: “Dan”, rejeitar, a arte de fechar a porta àquilo que não merece entrar na nossa vida; “Sha”, livrar-nos do que já possuímos e não precisamos; “Ri”, desapegar o que faz falta. Identifiquei-me demais! Fiquei muito curiosa em saber mais sobre o Dan- Sha-Ri porque não é um sistema de organização, é uma técnica transformadora, um estilo de vida. Quando permitimos as mudanças, permitimos o conhecimento através do questionamento. Concordam?

 

Algumas das coisas fantásticas que aprendemos com o Dan-Sha-Ri 

- Distinguir o essencial do lixo

- Melhorar a relação com os outros

- Como ter um ambiente mais feliz e saudável em casa

- Aumentar a quantidade e qualidade de tempo

 

Vale a pena ler mais sobre o assunto no livro A Arte de Organizar a Sua Vida, da japonesa Hideko Yamashita. Com uma linguagem clara e acessível este livro é uma leitura leve com dicas preciosas. Colocadas em prática as sugestões da autora, Dan-Sha-Ri melhora a vida de quem tem coragem para encarar de frente as mudanças de hábitos para ter um novo estilo de vida. 

 

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contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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