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amulherqueamalivros

ESTÁ TUDO INTERLIGADO!

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foto da Marta Chan

 

Acredito que tudo o que eu faço está relacionado com tudo o que recebo. Abordo vários assuntos, interesso-me por vários temas, quero aprender o máximo possível, testar-me, lançar desafios. Se calhar não é a formula perfeita, se calhar vou contra aquilo que a maioria defende. É esta a minha essência, é a forma que encontro para encontrar motivação e força para superar obstáculos. Cada um com os seus propósitos, não faço intenções de ser um exemplo.

 

O meu marido costuma dizer que estou sempre a inventar. Já tive a fase do ginásio, a fase da costura, do minimalismo, da poupança, da dança, da cozinha, do vegetarianismo. Ele tem razão. Eu não consigo estar quieta e parece que estou constantemente em busca de algo. Eu sou assim, não vou reprimir o meu modo de ser só porque acham que disparo em todas as frentes ou porque pensam isto ou aquilo de mim. Já lá vai o tempo que isso acontecia e eu deixava. Todas as fases permitiram que eu crescesse, aprendesse e levasse comigo a maior parte dos ensinamentos.

 

Há uns anos atrás, não era completa nem sabia viver com esse vazio. Hoje sou uma pessoa completamente diferente do que era há uns anos. Estava dentro de uma relação amorosa abusiva, os ciúmes deixavam-me com medo de fazer qualquer coisa.  Não me sentia confortável para viajar sozinha, não tinha condições financeiras (pensava eu, mas um dia falo melhor sobre isso) e sentia que o facto de não falar inglês era um impedimento (também falo sobre isso um dia) e depois a minha autoestima estava no lixo, sem confiança.  A ausência de um pai também podia estar relacionada com esta busca desenfreada por algo que nem eu não sabia muito bem o que era.  Mas não está. Já perdoei esse episódio à vida.

 

Acabei por encontrar o equilíbrio mais tarde porque nunca desisti de mim. Quando encontrei uma pessoa que me mostrou o meu valor sem malabarismos. Quando me disse que tenho asas e posso voar quando quiser, quando me ensinou a voar devagarinho. Quando me ajudou a juntar os meus pedaços e construir o meu amor próprio. Isto é o meu maior cliché. Alguém me ajudou, mas o trabalho foi todo meu.  

 

Eu fui procurar respostas e acabei por encontrar mais perguntas. E tem sido sempre assim desde então. Por isso passo por várias fases, não consigo estar quieta e ando nesta busca de autoconhecimento com liberdade. A única fase que nunca passou, desde os meus oito anos, foi o amor pela literatura. A leitura é a minha terapia, a minha inspiração. O motor, o empurrão, o encontro com a minha busca infinita por respostas.

 

Eu não sou nada, sou um grão de areia no Mundo. Se estiver longe da internet por duas semanas ninguém quer saber, o mundo continua. Ninguém para porque eu paro. E está tudo bem. Cada vez penso mais na minha presença online. Todo o meu esforço de partilhar, escrever ou gravar vídeos é feito porque eu sinto necessidade de o fazer. A minha paixão pelos livros é o núcleo de tudo isto. Acredito que um Mundo de leitores é um Mundo melhor. Mesmo quando recebo comentários menos positivos e bastante desagradáveis de outros leitores. Eu dou a cara por esta causa, é um compromisso que tenho comigo mesma. Quero mais leitores, quero as livrarias cheias, bons escritores, bons livros, quero uma sociedade que questiona, que procura conhecimento. E mesmo cheias de dúvidas, continuo a acreditar que preciso de continuar esta luta. 

 

Em equilíbrio, com uma vida que me permite explorar e crescer, continuo nesta busca. Acabei por encontrar o que me deixa confiante, motivada e bem a vários níveis. E apesar de ter ainda algum trabalho pela frente, vou continuar a respeitar a minha essência. Acho que é o melhor que posso fazer por mim. Sobretudo neste Mundo que quer influenciar meio Mundo.

 

 

 

A IMPORTÂNCIA DAS SPICE GIRLS NA MINHA VIDA

 

Quando soube do possível regresso das Spice Girl senti o ranger de uma caixa de memórias abrir. Lembro-me perfeitamente da importância que este grupo teve na minha vida. E ainda tem. Elas juntaram-se recentemente e partilharam uma foto nas redes sociais. Claro que logo surgiram os primeiros boatos do seu regresso aos palcos. E há mais, vão estar presentes no casamento do príncipe Harry com a linda Meghan após confirmação da própria Mel B num programa de boatos.

 

A primeira vez que ouvi Wannabe foi na casa da irmã de um amigo meu. A miúda mais gira da zona. Vi o videoclip passar no Top + e tentado gravar com uma cassete velha antes desse momento. Como eu desejei aquele CD! Mais tarde outras amigas compraram o CD e toda a gente escutava aquelas músicas. Até que eu decidi juntar as miúdas da minha rua e formar o nosso grupo Spice Girls. Os papéis foram distribuídos, eu era a Mel B, a minha irmã a Vitória, a Tânia a Emma, a Rita a Mel B e a Inês a Geri. Estavam totalmente de acordo com as nossas personalidades. Eu não sou nada parecida com a Mel B, mas tentámos, dormia de cabelo molhado todo entrançado. Fail.

 

Com o videoclip Wannabe era fácil descodificar as vozes, mas antes de aparecer os seguintes tentávamos saber quem cantava o quê. Escrevíamos a letra, com os nomes correspondentes às falas, ansiávamos os videoclips para termos as coregrafias. E preparámos um espetáculo! Ensaiávamos na minha casa. Um dia a minha mãe chegou a casa e tinha a mesa da sala partida porque a Rita (a nossa Mel B) queria dar um pontapé no ar. Às vezes, a minha mãe conta essa história (normalmente no meu aniversário). A música das Spice Girl juntou-nos todos os dias depois das aulas. E demos o dito espetáculo. Já vos conto.

 

Sempre tive tendência para criar girls band, desde a escola primária que fazia isso (naquela altura com os Onda Choc) com um rádio de cassetes velho. Tenho uma paixão imensa pela dança, e houve uns tempos que pensei que ia ser artista. Como sonhei com isso. Culpa das Spice Girls. Mas depois uma pessoa cresce e acorda.

 

O espetáculo foi no Rancho Folclórico do Carregado (nesse dia também representei numa peça de teatro, fiz de crocodilo. A minha irmã com os nervos abandonou o palco após enganar-se na coreografia. O público começou a gritar para ela voltar. Aposto que ela ainda se lembra disto. Foi um dos dias mais marcantes da minha vida. Vi todos os videoclipes, aprendi todas as músicas (cantava no meu inglês muito particular) e coreografias, comprei o dvd delas, li tudo, comprei todas as revistas, colei posters nas paredes. Gostava particularmente da mensagem, do girl power, da representatividade e de serem o que queriam.

 

Mais tarde, com a minha turma do sexto ano voltei a formar uma girls band para fazer o espetáculo para a escola no recinto das aulas de educação física. Só me recordo da vergonha que passámos, dos olhares pasmos dos outros pela nossa coragem. Lembro-me das minhas colegas: Catarina, Verónica, Tânia, Marta como Spice Girls.  Repetia, mas sinto uma ligeira vergonha quando me lembro.

 

Com a música Mama reunimos as nossas mães e fizemos uma espécie de videoclip no dia da mãe. Sentimos a irmandade com Viva Forever, o amor com 2 Become 1 e Too Much, fizemos a festa com Stop, chorámos com Goodbye. Tenho o coração a explodir com estas recordações. Impossível ouvir algumas músicas e não ficar emocionada. E a sessão que fizemos no ADC do Carregado? Posses irreverentes para cinco pequenas com os sonhos do mundo nas mãos.  Obrigada ao Fred pelas fotos.

 

Ainda mantenho um pouco de mim desta fase. A paixão pela dança, os sonhos imensos e o girl power. Engraçada esta viagem ao passado, fui encontrar traços muito marcantes daquela menina que guardo com carinho. Os meninos dificilmente vão entender o que é ser mulher, porque apoiamos movimentos #girlpower e porque continuamos a lutar todos os dias por essa representatividade. Spice Girl marcaram uma geração e trouxeram sons de mudança!

 

Meninas, onde andam? Está na hora de nos reunirmos, temos um casamento à espera. Spice Girls Forever!

 

 

leitora beta * divulgação * literatura *

contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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