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NÃO COMPRO MAIS

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O meu lado consumista diminuiu drasticamente depois de estar um ano sem fazer compras. Ter a minha família, casa e carro contribuíram bastante. Tive de fazer escolhas. Primeiro foram estes os motivos. Depois acabei por sentir-me afectada pelo consumismo da sociedade exposto em todas as redes sociais e encontei um lado b confortável e equilibrado. Uma forma de salvaguardar os meus e o futuro deles. Assim como o planeta. Comecei a ficar preocupada verdadeiramente e aberta para encontrar explorar essas questões. Comecei por ver documentários, procurar muita informação. E foi apenas a ponta do icebergue. Verdade seja dita, há um mundo inteiro para explorar. Há infindáveis respostas para atenuar a exploração dos meios ambientais e humanos. Com a minha caminhada passei a valorizar outras coisas e parei de comprar algumas coisas. É exactamente isso que venho mostrar, o que parei de comprar. 

 

 

- Jornais,revistas e afins

Era viciada em revistas de moda. VICIADA. comprava tudo. a senhora da papelaria já me conhecia e tudo. Depois desfolhava por alto e acabavam acumuladas numa enorme pilha ao canto do quarto. Em dias de limpezas iam para o lixo. Agora aproveito os blog e o youtube para me colocar a par das novidades e tendências. 

 

- Óculos de sol

Não compro mais. tenho o mesmo par de óculos há bastante tempo e está tudo bem. 

 

-Relógios

Vejo sempre as horas no telemóvel mesmo com o relógio no pulso. não preciso. e sinceramente detesto ter os pulsos cheios de acessórios, não me dá jeito nenhum quando estou no escritório em frente ao computador. 

 

-Capas para telemóvel 

Antes tinha uma para cada dia da semana. qual era a necessidade? deixei-me disso. agora nem sequer uso, adoro o meu telemóvel simples e despido de cor. 

 

- Acessóriosde moda

Nunca mais comprei uma carteira na vida. Uso uma bolsa antiga perfeitamente em condições há uma série de anos de uma marca desaparecida em Portugal. Lembram-se da Naf Naf?

 

-Canecas e copos de bebidas

Não preciso de mil. Chegam muito bem uma quantidade pequena. 

 

- Vernizes

Pois é, deixei de pintar as unhas. só as arranjo. tinha de andar sempre a retocar. quando quero uma cor pinto num tom nude. não ligo nada a essas coisas e passei a não gostar de me ver com unhas coloridas e tal. 

 

E vocês? Há alguma coisa que tenham deixado de comprar ao longo do tempo?

COMO POUPEI MAIS DE 2000 MIL EUROS?

 

Antes de avançar, esta é a minha experiência pessoal, de acordo com a minha realidade. O objetivo deste texto é tentar dar algumas dicas de poupança que utilizei ao longo do ano. Nunca será ofender ou vangloriar-me. Até porque “toda a gente” sabe que eu era uma pessoa com muitos problemas financeiros e sempre tive coragem de admitir isso. Note-se, o verbo “ser” está no passado.

 

Tive algum receio em publicar este texto, mas está na altura de fazer os devidos balanços dos objetivos. Acho que está na hora de refletir e perceber como é que eu consegui chegar onde queria.  Para não me esquecer e manter!

 

Consegui mudar num ano. Como? É exatamente isso que pretendo partilhar. Repito, é a minha experiência, obviamente que a realidade das outras famílias é diferente da minha. Também podem ler os textos que escrevi ao longo deste ano para ver algumas situações.

 

Ao contrário dos que possam pensar não precisam de ficar sem vida social para poupar alguns euros. O melhor deste exercício de poupança é ver as mudanças ganharem frutos e ficar com vontade de poupar cada vez mais. Mudamos por dentro. O meu estilo ligado ao minimalismo também está bem implementado na minha mente e não sinto nenhuma espécie de tristeza por não adquirir “coisas”. Pelo contrário.

 

Não tenho um ordenado enorme, somos quatro em casa e tenho as despesas comuns da maioria (casa, carro, água, luz, alimentação, seguro, gasóleo, infantário).

 

Vamos à lista:

 

- Muita força de vontade

Para mudar foi preciso muita força de vontade. Eu queria realmente mudar e transformar as minhas finanças. Sobretudo a minha relação com o dinheiro. E isso é o primeiro passo. Sério. Deixar a típica frase: “não consigo poupar”. Mesmo para os mais céticos, não há volta a dar, a força de vontade é tudo.  Mas não chega, claro.

 

- Organização

Experimentei vários métodos de organização. Comigo só funcionaram os mais simples. Faço o registo diário das despesas no meu Bullet Journal. Consegui ver onde gastava mais dinheiro e comecei a fazer mudanças nos meus gastos. Foi perfeito. Agora é um hábito diário.

 

- Parei de fazer compras

Pois, não há milagres. Uma coisa aqui, uma coisa acolá são sempre euros que saem. A roupa e os acessórios de moda deixaram de fazer parte dos meus gastos. Os livros preencheram uma percentagem mínima dos meus gastos. Antes faziam parte de uma percentagem muito grande. Nada de comprar tecnologia a crédito ou ir a correr investir num novo portátil porque estraguei outro. As compras são feitas só em promoções. E de forma coerente. Também deixei de ir tanto aos centros comerciais ou tirar um dia para fazer compras.

 

- Abri uma conta poupança

Foi um pequeno grande passo para poupar. Comecei a colocar uma pequena parte na conta no inicio de cada mês e o dinheiro que sobrava no final também. A tendência no passado era gastar o dinheiro que tinha sobrado. Um erro. A conta engordou aos poucos desta forma.

 

 

- Férias sem luxos

Este ano optámos por fazer férias mais contidas. Foi uma escolha em família de forma a usufruir de outras coisas como restaurantes e passeios. É possível viver com o mínimo e estar bem. É possível ter as condições básicas, estar feliz com um dia de praia e conhecer lugares bonitos em Portugal. O luxo é uma questão relativa. Para mim estar de férias com a minha família já é um luxo, sobretudo se estivermos com saúde. Não sou exigente. Também fui a Paris e consegui com pouco fazer o que queria. Fiquei na casa de uma tia o que facilitou imenso as despesas, o lugar era muito bonito e a casa dela um pequeno luxo. Viajei muito de comboio e metro no centro de Paris.

 

- Pagar dentro dos prazos

Uma mudança significativamente foi o pagamento das faturas dentro dos prazos. Pagava sempre juros por causa de um dia de diferença. Também pagava imensos juros do cartão de crédito até ao dia em que paguei o cartão de crédito na totalidade e acabei com essa despesa. Acabei com o cartão de crédito dos supermercados também. Falta-me o crédito do carro que pretendo pagar antes do prazo. Veremos como corre o próximo ano.

 

- Vendi

Na verdade, só vendi o meu Kobo, mas de grão a grão… É uma opção para quem quer ver entrar alguns euros e ficar com menos tralha em casa.

 

- Procurar soluções

O caso das finanças que eu contei este ano é um exemplo. Antigamente pagava e não ia atrás de reclamar seja o que for. Mas temos de ir atrás, perguntar, poupar todos os euros possíveis. Ver os juros, colocar todas opções em cima da mesa e escolher a mais conveniente.

 

 

- Marmitas

Gastar o mínimo fora de casa compensa imenso. Desde lanches, cafés, tudo o que der para poupar eu sou fã.  Mesmo na escola evito ao máximo, prefiro comer em casa.

 

-Seguro de saúde

Para despesas de saúde utilizei sempre o seguro de saúde.

 

- Uma só viagem

Imaginem que pegava no carro para ir até Lisboa. Tentava conciliar tudo o que precisava para esse dia de forma a não gastar mais em portagens e gasóleo.

 

-Fiz muitos programas em casa, em família

Jantares com amigos fica mais em conta feitos em casa. Ou lanches. Também não me importo nada de ficar em casa a ler, a fazer desenhos com os miúdos e ir à biblioteca ou ao jardim dos arredores.

 

- Li e pesquisei muito

Verdade, li alguns livros e vários artigos na internet sobre o assunto. Foram fulcrais para as minhas escolhas. Todos os links partilhados no grupo de poupança ajudaram-me muito.

 

Por favor, larguem a ideia que não conseguem poupar e organizem-se. É importante alterar certos hábitos enraizados e mudar a postura. Mesmo que seja pouco, sempre é alguma coisa. Eu era assim, sempre achei impossível construir uma poupança ou sentir esta segurança financeira. No entanto, acho possível melhorar e pretendo poupar mais no próximo ano. Pretendo ser melhor na arte da poupança e tudo farei para continuar a cumprir estes tópicos.

 

 

UM ANO SEM COMPRAR | O QUE MUDOU

 

Estive um ano sem comprar roupa e acessórios. O que mudou realmente?

 

- Acabou o meu lado consumista

Era extremamente consumista. Comprei muita roupa e sapatos. Todos os meses "precisava de alguma coisinha". Havia o dia de ir às compras e tudo. Calhava logo na primeira semana do mês. Entrava em várias lojas, experimentava muita coisa, vinha para casa cheia de sacos. Um ano sem compras, sem entrar em lojas, acabou FELIZMENTE com tudo. Eu não sinto mais necessidade de comprar. Não tenho a sensação que preciso de algo. Não sinto vontade de ir aos centros comerciais ou entrar em lojas. Um sossego para a carteira. 

 

- Deixei de sentir necessidade de preencher um vazio

Havia uma altura do mês que eu sentia necessidade de ir gastar dinheiro para compensar a falta de alguma coisa. Acabei por descobrir que não sentia falta de nada, só da "felicidade" temporária que as compras me proporcionavam. Enchia os armários com peças que mais tarde não me faziam assim tanta falta. Ou comprava sapatos que só usava uma ou duas vezes por mês. Trabalhar este lado foi mais fácil do que estava à espera. A sensação de vazio acabou, foi preenchido com coisas reais. Jantares em casa, passeios com amigos, idas ao cinema com mais frequência. São alguns dos exemplos. Poupar acabou por trazer um equilibro maior ao meu lado emocional.

 

- Acabaram as brigas com o multibanco

Eu sempre dificuldades em gerir a minha relação com o multibanco. É uma coisa com muitos anos que tenho vindo a melhorar. Era horrível para mim ir levantar dinheiro e ver os movimentos bancários. Sério. Ficava numa aflição. Sempre a contar dinheiro, a fazer cálculos de cabeça. Uma preocupação constante. Com a diminuição dos meus gastos consequentemente as brigas comigo mesma acabaram. O multibanco deixou de ter tanto foco na minha vida e isso tirou um grande peso dos meus ombros.

 

- Encontrei novas formas de ganhar mais dinheiro

Enquanto estava preocupada em gastar não percebi que podia ganhar. Depois de parar de gastar foquei-me em ganhar. No ano passado apostei na abertura de uma loja online e consegui ganhar dinheiro. Também arranjei outros empregos a part-time (ex: passar a ferro, limpezas, cozinhar). Foi como uma espécie de bola de neve. Neste momento tenho dois empregos, no escritório de uma empresa e  outro ligado à criação de conteúdo e leitura beta.

 

- Afinal tenho muita roupa para vestir

Num ano muitas peças não foram usadas. Nunca mais tive a tão comum sensação "não tenho nada para vestir". Dei uso e mais valor à minha roupa. Ganhei um afecto maior com as minhas coisas. Não as considero tão descartáveis como antes. 

 

- Encontrei o meu verdadeiro calcanhar de Aquiles

O problema seria a roupa e os sapatos? A verdade é que o dinheiro que eu não gastava no calçado e na roupa ia, na sua maioria, para os livros. Durante o ano passado percebi que isso teria de mudar muito. E sem desculpas. Mudou? Muito! Um dia conto tudo.

 

Foi um ano excelente de aprendizagem. Valeu muito a pena fazer o projecto "Um ano sem compras". Espero verdadeiramente continuar no próximo ano. 

leitora beta * divulgação * literatura *

contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

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