Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

amulherqueamalivros

ANTESTREIA COM UCI - EL CORTE INGLÊS | "A SOCIEDADE LITERÁRIA DA TARTE DE CASCA DE BATATA"

 

Ontem fui à antestreia do filme "A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata" no El Corte Inglês. O filme estreia hoje nas salas de cinema portuguesas. Para quem não conhece, é a adaptação de um romance das autoras Mary Ann Shaffer e Annie Barrows. Um romance epistolar publicado em 2010 pela Suma de Letras. Ganhou uma capa nova alusiva ao filme como é habitual com a estreia do filme. 

 

Antes do filme, um welcome drink com Gin Sharish e um Tarte de Batata pelo chef Rodrigo do Castelo. Maravilhoso! O evento estava cheio de pessoas lindas e simpáticas. Deu para colocar a conversa em dia com a Marta Chan, a melhor companhia. 

 

O filme prolonga-se ligeiramente sem necessidade, mas valeu muito a pena. Não posso ainda fazer as comparações com o enredo do livro porque ainda só li 51 páginas, mas encontrei por enquanto várias diferenças. No entanto, adaptação à parte, o filme é muito divertido e emocionante. Quando terminar falo melhor sobre isso.

 

A história passa-se durante a ocupação nazi durante a segunda guerra mundial em Inglaterra e o pós guerra, com um contexto social que acho muito interessante. E não é mais do mesmo. É original e encantador. A protagonista é uma escritora chamada Juliet que acaba por descobrir um clube literário muito especial em Guernsey através de uma troca de cartas com um dos membros. Curiosa, larga a sua vida para ir conhecer o Clube Literário da Tarte de Casca de Batata. E vai encontrar uma história extraordinária! Não vou revelar nada de nada para serem apanhados de surpresa também. 

 

Adoro filmes/livros sobre livros, escritores, livrarias e clubes literários. Não consigo resistir. Surpreendi-me bastante com o enredo e com as personagens. As mulheres desta história são extraordinárias (com excepção da empregada da pensão). Lutam pelos seus princípios, corajosas, e apesar de cometerem erros têm a capacidade de admitir e voltar atrás. O romance é muito ressaltado e não sendo o melhor do filme, acabou por me cativar.

 

Recomendo, emocionante e divertido. 

FUI AO IMAX | JOGADOR Nº1 | READY PLAYER ONE

 

 

Adorei o livro. Li em 2016 e escrevi sobre ele. Estava à espera do filme, mas sem grandes expectativas. Estreou a semana passada, e de repente fiquei cheia de vontade de ir ao cinema ver a adaptação. Sem explicação, mas Spielberg é Spielberg. 

 

Comprei os bilhetes para o IMAX. Saudades de uma experiência de cinema brutal. Enchi-me de nachos, bolachas, chocolates e lá fui eu. Começo por dizer que é muito diferente do livro. Mas a adaptação é muito boa. O mundo criado pelo Ernest Cline está bem desenvolvido. Gostei de ser transportada novamente para aquele lugar. Mas não esperem ver tudo o que leram. E as personagens podem ser ligeiramente diferentes da vossa imaginação. Como aconteceu comigo. 

 

As minhas cenas preferidas: a primeira corrida. Cheio de efeitos, muita acção e entusiasmante. O que eu torci por eles quando vi o Godzilla. Vibrei na cadeira. Depois adorei a cena de dança. Que discoteca fantástica, a cena é tão fofa. A forma como escapam da emboscada é fantástica. 

 

O que gostei menos:o protagonista não é tão carismático com o no livro. Lamento, apesar de fisicamente ser tal e qual, a personalidade é menos cativante. A Artemis tão não me convenceu, gostei do avatar, mas na vida real não era nada do que estava à espera. Aliás, quase todas as personagens ficaram longe da força literária. Outra coisa que me irritou, a perseguição final para estender o filme. Comecei a ficar com sono e a desejar que o filme terminasse. Também não gostei dos vilões. 

 

A minha referência preferida: quando o monstro de lata entra no vulcão e faz "fixe" com o dedo, é a referência a um dos meus filmes preferidos de adolescência: Exterminador. 

 

Valeu a pena? Sim! É razoável. Ter a oportunidade de entrar no OASIS foi uma boa experiência. Muita acção e divertimento. Podia estar melhor? Podia! Mas depois de Black Panther dificilmente vou ficar satisfeita com um filme.  

 

goodreads twitter instagram facebook 

CORRESPONDÊNCIAS | OPINIÃO E PASSATEMPO

unnamed.jpg

 

 

Durante esta semana fui até ao Cinema Ideal para assistir ao filme Correspondências realizado por Rita Azevedo Gomes. O filme é baseado nas correspondências entre Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena durante 1957 e 1978, o período de exílio deste último. 

 

Dedicada ao meu projeto Ler Poesia, sobretudo pela poesia de Sophia de Mello Breyner, fui levada até ao cinema para visualizar este filme. Outro aspeto que me interessou bastante foi o facto de ser um filme realizado por uma mulher portuguesa. Não podia pedir mais. A sensibilidade está em todos os planos e escolha de poemas. Alguns já conhecia, foi interessante a ligação de imagens às palavras dos dois poetas. Existe um livro de correspondências (esgotado, da Guerra & Paz) onde foi baseado este filme. As cartas foram lidas e homenageadas em pequenos retalhos muito semelhantes à memória, imagens fugidias com alusão à solidão e falta de liberdade.

 

São duas horas e meia de amor às palavras. Escutadas por quem parava. São lidos poemas e cartas em várias línguas. Inglês, francês, italiano. A poesia é universal. A dado momento Sophia fala na força da poesia, na dificuldade em regressar ao seu país, na forma como a PIDE é muito organizada. Lamenta a inexistência dos apoios à educação. Formidável. O amor pela Grécia, na amizade com Agustina Bessa-Luís. Jorge de Sena tem um tom mais amargurado, abalado com a situação política vivida.

 

Correspondências foi apresentado em vários festivais de cinema internacionais e ganhou o Prémio Fundação Saramago e Livraria Lello para Melhor Filme Falado em Português, Galego ou Crioulo de Origem Portuguesa, Transversal às Competições no DocLisboa 2016 e o Prémio Melhor Realização no Caminhos do Cinema Português 2016


A correspondência entre Sophia e Jorge de Sena é um testemunho da forte e  profunda amizade entre estes dois poetas, mas é também marcada pelo sempre presente peso da censura e da situação política em Portugal naquela época. Estreia dia 8 de março, no dia da mulher, no Cinema Ideal, em Lisboa, no Cinema Trindade, no Porto, e no Alma Shopping, em Coimbra.

 

 

 

Sobre a realizadora Rita Azevedo Gomes

 

Nascida em Lisboa, em 1952, Rita Azevedo Gomes tem um percurso variado, ligado às artes visuais. Começou por estudar Belas Artes, ligando-se ao cinema a pouco e pouco. Esteve envolvida, ao longo dos anos, em inúmeros projectos em teatro, ópera, artes plásticas e cinema, tendo ainda desenvolvido, com grande reconhecimento, trabalhos gráficos em diversas edições de cinema da Cinemateca e da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1990, realizou o seu primeiro filme: “O Som da Terra a Tremer”, após o qual escreveu e realizou várias curtas e longas metragens internacionalmente reconhecidas em festivais de todo o mundo. Actualmente está a terminar a sua longa-metragem "A Portuguesa" e trabalha na Cinemateca Portuguesa como programadora. 

 

 

Passatempo

 

Tenho dois bilhetes para vos oferecer. Esta sessão acontece no dia 13 de Março, no Cinema Ideal (Lisboa/Chiado) pelas 19 horas. Basta preencheres o formulário com os teus dados. Vou sortear no dia da mulher, dia 8 de março, parece-me uma linda forma de marcar este dia. 

 

 

 

SEIS FILMES NOMEADOS AO OSCAR QUE VAIS ADORAR

InstaFit_20180124_13071931.jpg

 

Comecei o ano a ver os filmes nomeados ao Oscar antes de saber quais eram. As criticas apontavam alguns como preferidos e não erraram. São sempre filmes com imensa qualidade e com interpretações fantásticas. Gostei bastante das surpresas em relação aos vencedora dos Golden Globes e dos nomeados ao Oscar. E já tenho os meus preferidos! Já vi quase todos os filmes nomeados na categoria Melhor Filme, falta-me um. No entanto, escolhi seis filmes para iniciar os textos sobre cinema. São opiniões muito gerais, sobre o mais marcante ou menos positivo. Só não fiquei impressionada com um filme, de resto foram excelentes momentos cinéfilos. 

 

Lady Bird

Gostei imenso deste filme. Foi uma paixão crescente, que acabou por tirar-me lágrimas no final. Senti-me envolvida aos poucos, identifiquei-me em determinados momentos e gostei sobretudo das interpretações. A Lady Bird (Saoirse Ronan) quer mais da vida, sonha voar muito alto e não desiste por nada. A história está cheia de camadas, desenvolve-se entre momentos dramáticos e comédia. Acho muito bem desenvolvida a relação entra ela e os pais, assim como a relação dela com a melhor amiga.O primeiro amor, entrada na fase adulta, sonhos, persistência são alguns dos assuntos desenvolvidos neste filme num olhar totalmente feminino. Aquele momento final é maravilhoso. Vou torcer muito que o filme leve um (ou mais) Oscar para casa, mas a concorrência é poderosa. 

 

Call Me By Your Name

Este filme é lindo. Visualmente muito bonito, com uma banda sonora bela e interpretações superlativas. Ainda tentei ler o romance que serviu de adaptação para o filme, mas é muito chato. O filme conquistou-me de imediato e fiquei presa até ao fim. Não creio que o filme vença como melhor filme na gala de 4 de Março, mas adorava que o Elio (Timothée Chalamet) ganhasse. Ele é formidável. Grande papel! O filme aborda um assunto sensível e nunca passa a linha da vulgaridade. Um rapaz apaixona-se por um rapaz mais velho durante o Verão em Itália na década de oitenta. Vejam! 

 

I, Tonya

Este filme conta a história verídica da patinadora americana Tonya Harding na década de 90 que ficou conhecida por estar envolvida na violência contra a sua rival nas Olimpíadas de 94. É absolutamente impressionante o trabalho da atriz Margot Robbie. Eu não conhecia a história, portanto o filme acabou por ser uma total surpresa. Gostei bastante das interpretações de todos os envolvidos. Gostei muito mais do que esperava. Tem momentos desnecessários que não acrescentam nada ao enredo e pode ser um bocadinho repetitivo em determinados momentos. 

 

The Shape of Water

Este filme é visualmente muito bonito e tem um enredo absolutamente criativo. No entanto, não fiquei convencida e ao contrário da maioria não gostei muito. Tem momentos muito marcantes e intensos, com uma mensagem poderosa, mas senti que o filme estava cheia de clichés. Uma história de amor comum, sendo que a grande diferença é que a história acontece entre uma mulher muda e um peixe. As interpretações são de excelência e acredito que a história será do agrado da maioria. Não funcionou comigo.  É um forte candidato na lista dos nomeados ao Oscar deste ano. E acredito que poderá ganhar a categoria de Melhor Director. 

 

Dunkirk

Fiquei muito impressionada com este filme. Sendo um filme de guerra nunca esperei adorar como foi o caso. A fotografia é brutal assim como os efeitos e a carga emocional da banda sonora. Asfixiante e poderoso. Um filme que me intrigou em determinados momentos, mas acabei por sair esclarecida após algumas trocas de galhardetes. O livro deve ser muito bom também. Um filme sobre coragem e sobrevivência. Um dos meus preferidos também na lista dos nomeados. Aliás, só filmes brutais neste lista, não é verdade? Vejam! É muito bom!

 

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Uma mulher como última tentativa de chamar a atenção da policia local expõe três cartazes à beira da estrada relacionados com o crime contra a sua filha. Isso vai mudar a vida de vários populares e gerar a confusão. As consequências de um simples ato contra o sistema tem efeitos dramáticos e absolutamente arrepiantes. A história desenvolve-se através de várias vozes, com excelentes interpretações e nunca cai em lugares comuns. Temas como racismo, preconceito, violência, coragem, determinação e vingança são interligados de tal forma que ninguém sai deste filme indiferente. É brutal. Mistura momentos dramáticos e momentos de humor com uma mestria estrondosa.Tem de ganhar a categoria de Melhor Ator Secundário. Só papelaços. Vai levar muitos prémios para casa. Certezinha.

 

"Moonlight" | Um pouco de cinema

 

De todos os nomeados, este é o meu filme preferido. Aquele que eu vou torcer com todos os dedos dos pés e das mãos para vencer o Oscar , para a história andar de boca em boca e ser visto pelo mundo inteiro. Primeiro, vamos falar da realização? Amei, é feito de detalhes. A câmara está tão próxima das personagens que somos absorvidos para dentro daquela história. Planos lindos, fotografia fantástica em tons azuis e roxas. É todo um clima sensual, sujo e dramático. Não vos sei explicar, não sou critica, mas o filme encheu os meus olhos e o coração. Vamos falar na história? A humanidade precisa desta história. Precisa de ver com olhos de ver. Precisa de entender o medo de quem quer assumir o seu papel no mundo mas não consegue. Precisa parar de apontar o dedo e usar a violência em todos os momentos. Precisa de deixar que o amor chegue a todos. Este filme entra directamente para os meus preferidos deste ano sem nenhuma dificuldade em relação aos seus concorrentes. E na noite dos Oscars, lá estarei eu, a torcer. A esperança é a última a morrer, não é verdade? Eu tenho tendência para amar dramas,com famílias disfuncionais. Conflitos, silêncios e pouca explicação por parte das personagens. Este filme tem tudo aquilo que mais gosto: profundidade. Vejam, o cinema chama por vós. 

"Hidden Figures" | Um pouco de cinema

 

Acabou de estrear em Portugal o filme que conta a história das mulheres afro-americanas que contribuíram para a exploração do espaço pela NASA. Tentei ler o livro, mas abandonei. Apesar dos factos muito interessantes acaba por ser um livro muito aborrecido. Eu já vi o filme e fiquei maravilhada com estas mulheres. É aquele filme que entra na nossa vida para acrescentar. Uma temática necessária nos tempos actuais. Mais difícil que ser mulher, é ser  negra na década de 40. A inteligência não tem sexo nem cor.  Podem comprovar com a visualização deste filme. Aliás, elas tinha um balneário a um quilometro de distância do posto de trabalho. Um balneário só para pessoas de cor. Arrepio-me sempre com histórias de crueldade e racismo. Gostava de entender o que se passava na cabeça dos seres humanos ao considerar outros da sua espécie uma raça inferior. Gostava mesmo. De todos, este é o meu tema preferido. É um tema muito visto no cinema e na literatura, mas existe sempre um novo ponto de vista, um momento na história por descobrir e emocionar. A história desta mulheres não vai deixar ninguém indiferente. O filme tem um grande elenco também. Só grandes nomes. Posto isto, façam o favor de ir ao cinema ver com os próprios olhos como a humanidade tratava (trata?) os seus. 

"Lion" Um pouco de cinema

IMG_20170131_125420.jpg

 

 

Confesso que não amei o livro. "A Longa Estrada para Casa" apesar de ser uma história triste e real não me arrebatou. Alegrou-me saber que acabou bem. O livro começa pelo final, revela o reencontro de Saroo com a mãe biológica. E não é spoiler, é revelado em cada canto do livro. É a busca de Saroo pelo regresso  a sua casa. Ele perde-se de uma forma estúpida e a sua vida acaba por sofrer uma reviravolta de 360 graus. Talvez se aquela primeira página não estivesse exposta no inicio do livro eu teria outra experiência ao longo da leitura. A sensação de angustia seria permanente. Mas gostei e valeu a pena ler alguns pormenores que não aparecem no filme. E por falar no filme, gostei dele. Mais dele do que do livro. A cena final foi emocionante, chorei litradas. E aqui eu já conhecia a história. Talvez tenha sido o poder das imagens a superar o poder das letras. As adaptações começam a dar cartas e a frase: "o livro é melhor que o filme" perde a sua força. O pequeno Saroo é um mimo, não dá para ficar indiferente. E sabem o que mais me revoltou? A realidade das crianças exposta no filme. Milhares de crianças sofrem na rua, muitas crianças passam fome. O filme faz serviço publico, uma valente chamada de atenção em relação a essa triste realidade. A sorte de Saroo? Ter os melhores do seu lado. Pessoas que sempre o apoiaram ao longo de toda a jornada. Maravilha. 

"Silêncio" | Um pouco de cinema

 

 

 

Depois do livro, veio o filme. O último e mais recente filme de Martin Scorcese. "Silêncio", uma adaptação do livro do japonês Shusaku Endo. 

 

Um filme terrivelmente longo e lento. Lindo na sua grandiosidade e realização. É um filme difícil de agradar, pelo contrário. É necessário perseverança para chear ao fim. Assim como os jesuítas portugueses em busca do padre Sebastião. A missão não será fácil devido às circunstâncias. Passa-se no século XVII, no Japão, onde o catolicismo é condenado. Milhares estão convertidos à fé católica, o panorama não o mais favorável. As atrocidades cometidas em relação aos cristãos é arrepiante. O filme retrata na perfeição a dureza e os obstáculos que a fé enfrentou. Demonstra com profundidade as questões colocadas perante Deus e o seu silêncio. "Porquê Deus permanece em silêncio perante o sofrimento e as dúvidas dos crentes?". Quando acabou fiquei extremamente agradecida. Diante do livro, prefiro o livro. Foi importante para mim ver o filme e deparar-me com imagens chocantes para entender melhor a história. No entanto, o livro apesar de denso e profundo acabou por ser mais leve.

 

Recomendo com um aviso: paciência.  

"La La Land" | Um pouco de cinema

 

Gente, fui ontem ao cinema ver "La La Land" na sessão das 15:40 no Vasco da Gama. Estava ansiosa, queria amar o filme, queria apaixonar-me, queria sair de lá a dançar. 

 

A primeira parte foi uma tremenda seca. Sério. Eu estava a ficar completamente decepcionada e triste. Será que tinha um calhau no lugar do coração? Será que tinha um problema qualquer por não estar minimamente apaixonada pelo casal do ano (Emma Stone e o lindão do Ryan Gosling)? Depois do intervalo. Sim, essa mania dos intervalos que quebram tudo. Depois do intervalo tudo mudou. O jogo virou e vi-me presa a cada nota musical. Eles cantam, sem serem extraordinários. Dançam, sem serem extraordinários. Mas é isso, é esse o brilho do filme. E mais, aqueles últimos minutos, aquele impasse, aquela tensão no último momento acompanhado pela música mais bonita que já ouvi este ano (ok, estamos em Janeiro). E a realização? De babar. Amei, este Oscar tem de ir para o realizador deste filme. Este realizador é autor de dois filmes recheados de música que mais gosto (este e o "Whiplash"). Damien Chazelle. Decorem. Os suspiros, as lágrimas, o meu estômago cheio de borboletas. Não sentia há muito tempo isto durante um filme. A vida ali espelhada, porque não é perfeita. Ao contrário dos que saíram com vontade de dançar, eu saí com vontade de repensar a minha vida. E cantar. E escrever. E amar. E a desejar que a minha vida também fosse um musical. 

 

Vejam, não desesperem nos primeiros minutos e não tenham as expectativas muito altas. Vejam, apaixonem-se pela vida. 

Cinema | de 5 em 5

MV5BMDcxYzYxMTctNzI5Ni00N2IxLWI3NDQtYjdiYTJjZTkwMj

 Título Original: The Witness For The Prosecution

2016

 

Uma série de TVadaptada de um conto da Agatha Christie transmitida pela BBC. Gostei muito do dramas paralelos ao asassinato e do desfecho. Tem a presença da sexy Kim Cattrall que faz de uma mulher madura com tendência para casos amorosos com rapazes mais novos. Acaba assassinada. O detective é fantástico. Há uma cena de sexo muito realista e triste. 

 

6/10*

 

 

 

MV5BMjI4MzU5NTExNF5BMl5BanBnXkFtZTgwNzY1MTEwMDI@._

 Vaiana

Título Original: Moana

2016

 

Um filme de animação muito giro. A menina não anda atrás de um príncipe. Só quer salvar a sua aldeia. Só por isso vale a pena a visualização. Adorei o facto do mar ser um amigo e interagir com a protagonista. No geral acho um filme graficamente bonito, com conteúdo e uma boa mensagem. 

 

7/10*

 

 

 

 

50acbb87bf88939eb81dfc3c521f962e.jpg

Toni Erdmann

Título Original: Toni Erdmann

 

Simplesmente fantástico. Um pai desesperado pela atenção da sua filha. Uma filha neglicente e focada no trabalho. O filme é lento, mas gostei de tudo. Personagens cheios de camadas, uma linda mensagem. Adoro filmes deste género, são os meus preferidos. Vou torcer por ele nos Oscars na categoria melhor filme estrangeiro. 

 

 

9/10*

 

A-Street-Cat-Named-Bob-533x400.jpg

 

 

Título Original: A Street Named Bob

 

Um filme inspirado numa história veridica. É triste, sem ser lamechas. Gostei. Acho que as pessoas que adoram gatos vão gostar mais. Vê-se.

 

6/10*

 

transferir (1).jpg

Título Original: Moonlight

 

Amei! Vejam este filme! Adorei a história, banda sonora, realização, profundidade, silêncio. Marcou-me, mexeu comigo e ainda estou na história. Recomendo imenso! Um rapaz em busca de identidade. 

 

 

 

 

9/10*

leitora beta * divulgação * literatura *

contacta-me para mais informações contactoclaudiaoliveira@gmail.com

ESTREIA 21 DE JUNHO

Resultado de imagem para a livraria

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D