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amulherqueamalivros

Qui | 15.01.15

Vamos ver os filmes nomeados antes da gala dos Óscares?

Cláudia Oliveira

Lá vamos nós, estão feitas as nomeações para os Óscares de 2015.

 

Foi com muita alegria que vi Big Hero 6 nomeado para melhor filme de animação. Entre os melhores filmes, vi Boyhood, Birdman e Grand Budapest Hotel, faltam-me os restantes cinco filmes. Vamos dar inicio à corrida para ver todos os filmes? Vamos. E claro, vou contar-vos tudo. Outra coisa que adorei ver na lista foi o nome do Bradley Cooper, Michael Keaton e a minha *crush* Eddie Redmayne.

Qua | 14.01.15

A Mulher Que Ama Projectos Lindos

Cláudia Oliveira

Quem Conta um Conto é um projecto lindo. 

(clica para ires para o site)

 

Subscrevi. Li três contos de uma só vez. Sorri com o primeiro conto, reflecti com o segundo, enterneci-me com o terceiro. Não li mais. Não quero que terminem. Vou ler aos poucos. Devagarinho. Tão bonito. Parabéns por este projecto. Espero que tenham muito sucesso!

Seg | 12.01.15

Um Pouco de Cinema Com... Ninfomaníaca I e II

Cláudia Oliveira

 

Um filme bom, com diálogos bons (sobretudo na primeira parte) e cenas chocantes (sobretudo na segunda). A ninfomaníaca é encontrada no inicio do filme cheia de hematomas caída num beco. Um homem encontra-a. Leva-a para uma casa para ajudá-la a recuperar. Começa a história. Ela vai contar como é má, como não merecia piedade de ninguém. Ele escuta-a e intervém várias vezes. Este filme tem várias cenas de sexo, não é aconselhado a menores. Também cenas de violência. E há ali uma cena na segunda parte que é de ficar incrédula, quando ela desculpa um pedófilo (e ainda justifica).


Gostei do filme (sobretudo da primeira parte) e daquele final. Tirei as minhas próprias conclusões. A manda no seu corpo, seja lá como for. Um vício não é motivo para toda a gente usar e abusar.


O filme é extenso, por isso vi em três vezes. Tem poucas partes chatas.


Se gostas de filmes chocantes, controversos e fortes, vê.

Sex | 09.01.15

Sartre e Beauvoir de Hazel Rowley

Cláudia Oliveira

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Uma capa simples, com a imagem do casal Sartre e Beauvoir. Comprei este livro em segunda-mão no site Fnac por cinco euros. O livro encontra-se esgotado e é difícil encontrar.

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Não foste o grupo As Bastardas, nunca teria lido este livro. Estava entusiasmada e curiosa. Li com o olhar de uma leiga sobre o existencialismo.

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Este livro conta a história de Sartre e Beauvoir, como casal assim como nas inspirações de cada um. Um casal pouco convencional. A história passa-se entre 1929 e 1986, ano em que Beauvoir morreu.

 Hazel Rowley fez um excelente trabalho de pesquisa e está de parabéns. Aliás, ela entrevistou Beauvoir em 1976. Fez outras entrevistas e uma pesquisa profunda sobre Sartre e Beauvoir. Podes ler uma entrevista muito interessante feita a Hazel: http://www.wagnercampelo.com/simonedebeauvoir/artigos_p08.htm

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Gostei bastante de ter lido este livro. Acrescentou bastante à minha vida. Mudou a minha forma de ver certas coisas, fez-me questionar e ficar impressionada com a força e coragem de Beauvoir. Não tinha noção de como esta mulher lutou contra a moralidade da sociedade na época. Bebia, fumava, frequentava lugares para homens. Escreveu um livro que chocou muitas pessoas. Esteve sempre do lado de Sartre sem exigir, sem criar problemas entre os dois. Fiquei cheia de vontade de ler as suas obras.

Quanto a Sartre, foi complicado para mim gostar dele. Ou sentir compaixão. Esse sentimento só surgiu mesmo no final do livro, coincidindo com o fim da sua vida. A forma única como ama a vida e Beauvoir deixou-me confusa em alguns momentos. Mas é inegavelmente inspirador. Por exemplo, quando ele recusa o Nobel da Literatura fiquei com os olhos brilhantes. Quando fica doente e se torna dependente de Beauvoir a fragilidade é evidente. Ela tem de ler em voz alta para ele. Sartre tem noção da sua aparência, seduz as mulheres através das palavras. E consegue muito bem. Chega a manter várias relações em paralelo.

Gostei sobretudo, para além da relação, a forma como amavam a vida. A paixão pela escrita, a exigência com eles mesmos quando escreviam uma obra. A inspiração um na vida do outro é emocionante.

Este livro tem muito conteúdo para discutir. Este texto é apenas uma opinião superficial, longe da qualidade do livro e do que gostaria de transmitir. Porém, aprendi imenso, sinto que foi uma leitura enriquecedora.

Recomendo este livro a toda a gente. A escrita é acessível. A leitura é proveitosa. Valeu super a pena ler este livro.

 

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Dei quatro estrelas. O livro tem imensa qualidade, bastante informativo. Estou cheia de vontade de ler as obras de Sartre e Beauvoir. Sobretudo a obra As Palavras de Sartre e O Segundo Sexo de Beauvoir

 

Este livro serviu para participar no desafio lançado no blog As Bastardas e no desafio pessoal Leia Mulheres.

Sex | 09.01.15

Janeiro | O Mundo: 12 Livros 12 Receitas

Cláudia Oliveira

O desafio que une comida e livros chama-se 12 Livros 12 Receitas. Esta ideia surgiu em 2013 mas ficou um bocado esquecida devido à mudança gigantesca que 2014 trouxe. Agora, com mais calma, resolvi voltar com força.

Para Janeiro o autor escolhido foi Javier Marías. Um autor nunca lido por mim. Com críticas muito positivas em Portugal. São vários os livros traduzidos, cito apenas: Quando Fui Mortal (1999); Os Enamoramentos (2012); Coração Tão Branco (2013); e o mais recente Amanhã Na Batalha Pensa em Mim (2014). Todos editados pela Alfaguara Portugal excepto Quando Fui Mortal editado pela Relógio de Água.

O livro Quando Fui Mortal esperava na estante desde a última feira do livro em Lisboa, comprado por cinco euros. Um livro de doze contos.

Javier Marías nasceu em Madrid em 1951. É considerado um dos mais importantes escritores espanhóis contemporâneos.

Para o desafio escolhi talvez a receita mais conhecida de los hermanos, Paella. A Paella mistura peixe e carne num só. É agradável à vista e muito apreciada pelos turistas. Nunca comi Paella, mas sempre quis comer. Lá vou eu, após a leitura do livro de Javier Marías, convidar os amigos para partilhar uma refeição espanhola. Claro que não vai faltar vídeo especial.