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amulherqueamalivros

Ter | 26.01.16

O Livro da Selva | Rudyard Kipling

Cláudia Oliveira

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No Goodreads

Minha pontuação: 3*

 

O filme da Disney vai estrear em Portugal dia 14 de Abril. Vi o trailer, acho que vem aí um filme muito bonito. Como quero ler mais clássicos da literatura infantil decidi ir buscar este livro à biblioteca. O livro foi publicado em 1894. O autor inglês Rudyard Kipling foi vencedor do prémio Nobel da Literatura em 1907. O primeiro autor de língua inglesa a receber o prémio. 

 

O Livro da Selva, ao contrário do que estava à espera, é um conjunto de sete histórias. As primeiras três têm a presença do Maúgli, o menino criado por lobos. Conta como foi acolhido pelos animais da Selva, como foi expulso e mais tarde como tentou integrar-se na comunidade de humanos. Foram as minhas histórias preferidas. É tão bonito quando os animais conversam entre si sobre as leis da selva, como aprendem a crescer. 

 

A escrita é do autor é brilhante, mágica. Não é simples, é bela. Gostei bastante e fiquei agradavelmente surpreendida. Conhecia apenas a superficialidade da história. Foi bom aprofundar a origem dos personagens.

 

Um livro para jovens e adultos. Ou para os adultos lerem às crianças. Foi uma primeira bela escolha no meu longo percurso de clássicos infantis. E já escolhi o próximo. 

 

É esperar pelo filme.  

Seg | 25.01.16

Como utilizo (cada vez menos) as redes sociais

Cláudia Oliveira

Facebook

 

Deixei de ter esta rede social no telemóvel de modo a ter mais tempo disponível para ler e fazer outras coisas. Com o Facebook no telemóvel a tendência era estar sempre a percorrer o feed com os dedos, a ler comentários e a deixar algumas coisas para depois. Acabou. Agora só tenho a rede social no portátil e só vou duas vezes no máximo por dia. Poupo tempo e sinto-me nos dependente das redes sociais. 

 

Twitter

 

Costumo publicar os links dos meus textos e vídeos. Também partilho links de pessoas que seguem alguns desafios do blog e divulgo outros projectos. Esporadicamente desabafo um pouco ou procuro respostas rápidas sobre algum serviço. Gosto de ler as outras pessoas dos livros e ver o que andam a partilhar.É sempre uma visita rápida. 

 

Blogs

 

Tenho três blogs. Este, o meu blog pessoal e o blog sobre poupança. Cada um remete a um tema diferente porque tenho leitores diferentes e sinto-me mais organizada assim. Este é o blog mais actualizado, que me dá mais trabalho. É necessário estar diariamente actualizado, produzir temas para dinamizar e tornar o conteúdo mais interessante. É a minha fonte de inspiração. Não gosto muito de actualizar ao fim de semana, prefiro ir escrevendo conforme a minha necessidade de transmitir alguma opinião. Leio poucos blogs, ao contrário do que fazia há uns anos. Procuro ler só blogs com conteúdo dentro das minhas preferências. Também deixei de perder tempo com blogs que só sabem reclamar. Energia positiva gera energia positiva. 

 

Instagram

 

Publico as fotos dos livros que terminei de ler, dos livros recebidos e alguns momentos em família. Também mostrei a evolução da gravidez e do crescimento do meu filho. Desactivei as notificações desta rede social para não estar constantemente a entrar na rede social. Também costumo procurar pelos perfis que mais gosto, colocar os likes e fazer uma vistoria rápida pelo feed. Só sigo quem tenho interesse em seguir, sem aquele interesse do "segue-me e eu sigo". Acho que o Instagram é uma excelente fonte de inspiração. 

 

 

Youtube

 

Mantenho um canal no Youtube chamado A Mulher que Ama Livros há alguns anos e este ano decidir produzir mais conteúdo sobre as minhas leituras e projectos de leitura. Sem obrigação, sem dias marcados. Quando sinto que tenho algo para dizer, sento-me, gravo, edito e coloco no canal. É umas das minhas redes sociais preferidas. Gasto bastante tempo a assistir a vídeos do meu interesse. Tenho encontrado pessoas fantásticas! Houve uma altura que andei desiludida com a comunidade booktuber, mas retirei as más energias do meu feed e voltei a encontrar-me. Vejo vídeos enquanto aproveito para fazer outras tarefas domésticas ou antes de adormecer. 

 

Snapchat

 

A minha rede social preferida no momento. Partilho as leituras em andamento, os filmes que estou a assistir, aviso quando tenho vídeo novo e post novo e faço desabafos pessoais simples. Tambem partilho momentos em família. Tento não adicionar todos meus booktubers preferidos para não estar sempre a ver conteúdo repetido. Por exemplo, se sigo essa pessoa no Youtube e costumo ver os livros recebidos, tento não seguir no snapchat o mesmo booktuber que só costuma mostrar os livros. Claro que existem excepções, mas se a pessoa mostra os livros novos no snapchat não costumo ver o vídeo de livros novos. Selecciono bem quem tenho nesta rede social para não gastar muito tempo a ver snaps. 

 

Conclusão

 

É bom gerir o tempo no meio de tantas redes sociais. Estou cada vez mais focada nisso. É necessário um equilibro para não encher a mente de lixo, informações ou conteúdo que não traz nada de novo à nossa vida. Só desta forma consigo ter tempo para o meu passatempo preferido: ler e ver filmes. Quando me perguntam como leio tanto, eu adorava questionar: quanto tempo gastas em redes sociais? Aposto que muito. Também desfruto mais dos momentos em família e consigo fazer um bocadinho de tudo sem aquele stress do dia a dia. Só assim liberto a minha mente para outros interesses. 

 

E vocês? Conseguem gerir o vosso tempo no meio de tantas redes sociais? Têm perfil em todas? Qual a vossa rede social preferida do momento?

Seg | 25.01.16

Veja Mais Mulheres | Salaam Bombay | Mira Nair

Cláudia Oliveira

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Um filme que retrata a vida de muitas crianças em Bombaim na Índia. Crianças que precisam de andar a pedir esmola ou obrigadas a vender a virgindade. Acho que a directora Mira Nair soube explorar muito bem  temática e consegue ser crua sem excluir as emoções. 

 

Gostei do filme, incomodou-me bastante ver a realidade desta crianças. O actor que protagoniza o pequeno Krishna está muito bem, consegue comunicar imenso com o olhar triste e doce.

 

Alguém já viu?  

 

Dom | 24.01.16

Pai Nosso | Clara Ferreira Alves

Cláudia Oliveira

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No Goodreads

Minha pontuação: 3*

 

É um livro árduo. Pela forma como está escrito e pelo tema. Um retrato sôfrego do que se passa no Médio Oriente. Demorei a terminar a leitura porque não é um livro para ler de uma ponta à outra sem parar, respirar fundo e deixar fomentar as ideias.  

 

As descrições das condições de vida das crianças foram as partes mais difíceis de ler. Como elas acabam por ser mártires assim que crescem o suficiente. "Como os porcos na engorda antes da matança". As crianças de Gaza não podem ter cães. Nem sabem que podem ter cães. É um animal impuro para o Profeta. 

 

"Enquanto o lunático falava, eu pensava que alguém devia oferecer um cão, um gato, um peixe, uma tartaruga, às crianças de Gaza. Para as ensinar a amar."

 

Maria é o nome da protagonista, uma fotografa de guerra. Somos levados a conhecer o que se passa dentro da guerra. Da cabeça dos que fazem a guerra. Como os terroristas tratam as pessoas, como seguem indiferentes ao resto mundo. O 11 de Setembro também está presente. A alegria dos terroristas. 

 

"É preciso prestar atenção a todas as coisas que acontecem pela primeira vez. 

Não só às coisas que acontecem pela primeira vez na nossa vida. A todas as coisas, as que acontecem fora da nossa vida e dentro de outras vidas. Quando um avião cai não é a primeira vez que acontece. Quando um avião decapita as Torres do World Trade Center é uma primeira vez. Os corpos a cair das janelas. Corpos que explodiram no chão sem que ninguém ouvisse o som porque a grande explosão abafou a pequena explosão."

 

No meio destas descrições agoniantes temos passagens muito bonitas sobre livros. Várias referências literárias. São estas passagens as minhas preferidas, que atenuam a dor das palavras do sofrimento descrito nesta história.  

 

"Quando a tia, numa dessas arrumações de sexta-feira em que escovava a casa de uma ponta à outra, decretou o exílio de Stendhal, que tomou por mais um russo transviado, corri a salvá-lo do caixote. Henri-Marie Beyle era orfão de mãe como eu, criado pelo pai e uma tia. Na companhia dele sentia-me poupada. Salvei A Cartuxa de Parma e escondi-o debaixo da cama, onde iria juntar-se a Tolstoi e Dostoievski."

 

Não é fácil falar sobre este livro. Nem é fácil gostar dele. Assim como não é fácil lê-lo. Recomendo com ressalvas.