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Ter | 16.02.16

Sensibilidade e Bom Senso | Jane Austen

Cláudia Oliveira

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No Goodreads

Minha pontuação 4* 

 

Li este livro para a leitura colectiva do Clube dos Clássicos Vivos. O primeiro livro de Jane Austen, escrito com apenas dezanove anos.

 

Gostei bastante, foi uma experiência de leitura muito positiva. Estava com algum receio devido às opiniões partilhadas por outros leitores. Relatos diversos anunciavam uma obra chata, sem acontecimentos durante muitas páginas. Mas na verdade, os livros da Jane Austen não são conhecidos pelos acontecimentos frenéticos. Não contava com muita acção quando agarrei neste livro.

 

Quando penso na Jane Austen, penso na sociedade inglesa do século XIX. Nas festas, casamentos, passeios a cavalo, famílias, mulheres com personalidade forte, desilusões amorosas e numa narrativa primorosa. O livro ofereceu-me tudo o que esperava. 

 

As irmãs Elinor e Marianne são as protagonistas desta história. Personalidades bem distintas, consequentemente atitudes diferentes perante as mais diversas situações. São personagens bem construídas. Com várias nuances, qualidades e defeitos. Na verdade, senti uma certa identificação da minha parte com Marianne noutra fase da minha vida. A personagem mais chorona desta história. Conheço uma pessoa muito parecida com a Elinor. Uma pessoa mais calma, sensata e boa ouvinte. É difícil não existir uma identificação do leitor em relação a um dos personagens. 

 

Não considero o romance chato. Li-o sempre com um brilho nos olhos e feliz por ver o crescimento das duas irmãs. O final foi fantástico, sobretudo o final da Elinor. O final dado a Marianne considero bastante conveniente, ligeiramente forçado. 

 

Vale muito a pena. Recomendo aos leitores que querem um bom romance de época escrito por uma escritora brilhante. Maravilha de livro. 

 

Dia um de março vamos discutir a obra no grupo do Goodreads. Ainda estou a escolher o clássico do próximo mês. Alguma sugestão?

Ter | 16.02.16

Veja Mais Mulheres | Patrick 1.5 | Ella Lemhagen

Cláudia Oliveira

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Um filme é um filme sueco sobre homossexualidade e as dificuldades de adopção. O casal pretende adoptar uma criança, mas as coisas não correm como planearam. O preconceito da sociedade é outro assunto abordado neste filme. Preconceito dos vizinhos, desconhecidos e da própria família. As cenas são leves, e o filme não tem uma carga emocional forte, mas existem momentos que me deixaram revoltada. E o filme, apesar de cliché, é bonitinho.

Patrick - Idade 1.5 (6.9 IMDb) mostra uma realidade que conhecemos, mas raramente paramos para reflectir. Ella Lemhagen, a directora, tocou na ferida, sem complexos ou medo de chocar.