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amulherqueamalivros

Sex | 27.10.17

NOVIDADE | "ONDE CANTAM OS GRILOS" | MARIA ISAAC

Cláudia Oliveira

A partir de hoje já podem comprar "Onde Cantam os Grilos" da escritora portuguesa Maria Isaac. Segundo o nosso Joel Neto, «A pérola escondida da ficção nacional». Maria Isaac nasceu no norte de Portugal, numa pequena vila cheia de espaço e onde as pessoas sorriem e falam alto. É escritora, tradutora e colabora em vários projetos editoriais. Hoje vive em Lisboa, rodeada de livros. Tudo neste livro grita qualidade. E esta sinopse? Maravilhosa. 

 

SINOPSE

Ainda bebé, Formiga foi deixado num cesto nos degraus da casa da Herdade do Lago.
O mistério da sua chegada é apenas mais um na longa história da herdade e das várias gerações dos Vaz, que a assombra de lendas e maldições: uma fonte inesgotável de mistérios fascinantes para a imaginação do rapazinho cabeça de vento.

Deslumbrado pela vida da família que venera de forma atrapalhada, Formiga corre e trepa a árvores, encolhe-se, faz-se invisível, inventa um pouco de tudo para conseguir acompanhar conversas, descobrir mais um segredo.
Mas o último segredo que ele descobre revela-se demasiado grande para a curiosidade bem-intencionada de uma criança, e um erro seu acaba por destruir o único mundo que conhece e pôr fim à sua infância.

Mais de vinte anos depois, Formiga regressa à Herdade do Lago e escreve para um leitor invisível, relembrando tudo o que foi e que não deveria ter sido.
Uma história doce contada pela voz de um adulto que fala pela criança que foi um dia."

 

Qua | 25.10.17

"O LIVRO DO GALO" | JORGE REIS-SÁ

Cláudia Oliveira

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A editora Cultura é uma editora "bebé" que tem apostado em títulos diversificados. O site está com desconto de 20% nos seus títulos até dia 1 de novembro. Espreitem o site AQUI. Desejo muitos anos de vida à editora Cultura!

 

Orgulho. Assim descrevo a primeira emoção quando o nome do meu país chega aos outros. Quando vencemos uma competição a nível mundial ou quando nos esforçamos muito e ficamos apenas no segundo lugar. Por um triz, mais uma vez. Mas para nós até o esforço conta.

 

País da sardinha, bacalhau e do galo de Barcelos. Do fado, das descobertas marítimas e da saudade. País do futebol, do Cristiano Ronaldo. Das praias, do sol ameno, do coração maior. Agora também é o país do Salvador Sobral.

 

Uma homenagem digna ao povo português. A esta nossa forma estranha de viver. Aos nossos costumes, virtudes e defeitos. É inevitável não encher o peito tal galo de Barcelos enquanto folheamos estas páginas. E o sorriso por inteiro até ao fim.

 

"...somos um poço de contradições. Somos tudo e o seu contrário, mas note-se a questão do poço. Mesmo quando queremos salientar o paradoxo, arranjamos maneira de o dizer como algo que está enterrado em vez de subelevado."

 

Neste livro encontramos duas receitas de arroz à cabidela, uma da nossa querida Maria de Lourdes Modesto, outra do nosso querido José Avillez com a sua receita de arroz à cabidela vegetal. Perfeita. Somos um país imenso cheio de sabores e peculiaridades. Jorge Reis-Sá com toques de humor retrata bem as nossas qualidade e defeitos neste livro. Foi uma leitura leve e bem disposta que me deixou sorridente.

 

"O Livro do Galo" é um belo presente para toda a família. Recomendo. 

Qua | 25.10.17

NOVIDADE | "MIL VEZES ADEUS" | JOHN GREEN

Cláudia Oliveira

 

Gosto mil vezes mais da capa original, mas vamos ultrapassar isso. Gosto mais do título português do que o título dado o Brasil. "Mil Vezes Adeus" tem aqui um exagero na despedida. Gosto. Estou curiosa e vou ler este lançamento da Asa, dia 10 de Novembro. Quase quase. 

 
 
SINOPSE
 

Não era intenção de Aza, uma jovem de dezasseis anos, investigar o enigmático desaparecimento do bilionário Russell Pickett. Mas estão em jogo uma recompensa de cem mil dólares e a vontade da sua melhor amiga Daisy, que se sente fascinada pelo mistério. Juntas, irão transpor a distância (tão curta, e no entanto tão vasta) que as separa de Davis, o filho do desaparecido.
Mas Aza debate-se também com as suas batalhas interiores. Por mais que tente ser uma boa filha, amiga, aluna, e quiçá detetive, tem de lidar diariamente com as suas penosas e asfixiantes «espirais de pensamentos». Como pode ser uma boa amiga se está constantemente a pôr entraves às aventuras que lhe surgem no caminho? Como pode ser uma boa filha se é incapaz de exprimir o que sente à mãe? Como pode ser uma boa namorada se, em vez de desfrutar de um beijo, só consegue pensar nos milhões de bactérias que as suas bocas partilham?
Neste tão aguardado regresso, John Green, autor premiado de A Culpa É Das Estrelas e À Procura de Alaska conta, com dolorosa intensidade, a história de Aza, numa tentativa de partilhar connosco os dramas da doença que o afeta desde a infância. O resultado é um romance brilhante sobre o amor, a resiliência, e o poder da amizade.

 

 

Qua | 25.10.17

VOTAÇÃO | CLUBE DOS CLÁSSICOS VIVOS

Cláudia Oliveira

Hoje termina a votação do próximo clássico. Os primeiros lugares são Eça de Queirós (A Ilustre Casa de Ramires) e Florbela Espanca (As Máscaras do Destino). Quem votou nos outros títulos pode mudar o seu voto de forma a destacar um dos dois preferidos. Quem ainda não votou pode fazê-lo no grupo do Goodreads: AQUI, É o último clássico deste ano do nosso clube literário. 

Ter | 24.10.17

"INSTRUMENTAL" | JAMES RHODES

Cláudia Oliveira

 

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Tem sido um mês de leituras duras e intensas. 

 

Nenhuma criança merece conhecer a dor. Os maus tratos relacionados com crianças revoltam de tão injustos e cobardes. Infelizmente é a realidade de muitas crianças. Por ser um tema extremamente duro não consigo recomendar este livro a toda a gente. O próprio James Rhodes recomenda cautela na escolha desta leitura sobretudo para leitores com histórias semelhantes. Pode ser um gatilho. Pode ser uma experiência muito dura. Esta biografia é extremamente desconfortável e deixa uma sensação de angustia. Totalmente visceral. 

 

James Rhodes tenta quebrar alguns estigmas em relação à musica clássica e o mais incrível é que ele consegue. A musica clássica não precisa de ser séria ou aborrecida. Pode salvar vidas e ser inspiradora. Para além de ter uma elevada importância para quem a compreende. Cada capitulo revela um compositor fundamental na vida e crescimento profissional do pianista.

 

Bonito neste livro é o amor que ele tem pelo seu filho. A forma como revela o lado mais doce e desprotegido. O amor imbatível e a constante protecção. O nó no coração depois de levarem o filho para longe dele. A extrema dificuldade de olhar à sua volta, reconhecer a perfeição e não saber lidar com nada. Até ao dia em que precisa de pedir ajuda à sua família e tudo vira do avesso novamente. 

 

"Apesar de o desejar, já não sentia uma ligação com a minha mulher, nenhum futuro optimista a unir-nos ou esperanças e sonhos acerca dos quais conversar noite adentro. Eu entrei para aquela relação como um sonâmbulo, tive um filho perfeito, lindo e extraordinário, e não fazia ideia como educá-lo."

 

"Instrumental" é um livro necessário, uma leitura urgente. E ao contrário do que o autor anuncia nas primeiras linhas não é um livro sobre música, é um livro sobre sobrevivência e escape à dor. Sem vitimização. Esta história de vida deixa marcas. Deve ter sido extremamente difícil escrever sobre este sofrimento assim como expor a sua fragilidade. Bendita coragem. 

 

O que aconteceu na vida do James Rhodes após as constantes violações do seu professor? Como afectou a sua personalidade e o contacto com os outros? Como é a sua relação como  filho? Como é viver todos os dias com este passado? Como é que a música clássica o salvou? Quais são os três álbuns de música clássica que ele recomenda como indispensáveis? Estas e mais perguntas são respondidas neste livro imperdível.