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Dom | 31.12.17

OS TEXTOS MAIS LIDOS EM 2017

Cláudia Oliveira

 

 

Quais foram os textos mais lidos neste blogue durante o ano de 2017? A maioria são textos de opinião. Claramente são estes os textos que dominam este espaço. Sempre foi o assunto central. Mas existem algumas surpresas, nem só de opiniões literárias vive este blogue. Vamos conhecer os que suscitaram mais interesse? Estão todos devidamente linkados para poderem aceder aos textos. 

 

A Rapariga no Gelo, de Robert Bryndza

Sem dúvida que este deve ter sido a opinião mais procurada e lida neste blogue. Foi um livro que me desiludiu bastante ao contrário das inúmeras opiniões positivas espalhadas por aí. Ao contrário do que esperava não recebi muitos comentários negativos neste post. Acho que é um sinal bonito de que estamos a começar a aceitar as opiniões alheias. 

 

Escrito na Água, Paula Hawkins

O regresso da Paula Hawkins também despertou muita curiosidade. Tem uma capa linda e as expectativas estavam em altas. Na verdade não amei este livro, mas acho que a autora cresceu ligeiramente. 

 

A Rapariga de Antes, JP Delaney

Um thriller que acabou por ser uma desilusão e consta no meu vídeos de piores leituras de 2017. A narrativa é rasa, o final pouco surpreendente. Mas tinha tudo para dar certo. Infelizmente não funcionou para mim. No entanto este post esteve sempre nas leituras mensais favoritas do blogue. Acho que a sinopse despertou o interesse dos seguidores deste blogue.

 

O Caminho Imperfeito, José Luís Peixoto

Era um livro que esperava há muito tempo. Amei e foi uma experiência de leitura bastante enriquecedora. Os leitores sentiram empatia com esta capa e mostraram muita curiosidade em relação a este livro. Tem uma capa fantástica, não tem?

 

7 Factos Saramanguianos Sobre Mim

Mais uma vez não deixei a data de aniversário de Saramago passar em branco e dediquei-lhe este texto. O feedback por parte dos leitores foi espectacular. 

 

Agradecimentos e Outros Brindes 

Momentos de festa unem leitores. Foi bom sentir o carinho de todos. A vontade de continuar por aqui é cada vez maior. E apesar de algumas coisas menos positivas estou forte e firma em continuar o meu trabalho. 

 

10 Coisas Que Aprendi com Os Blogues

Este é aquele género de texto que mudaria várias coisas agora. Acrescentava outros pontos e sinto necessidade de uma reciclagem. Passaram apenas quatro meses, mas desde aí que muita coisa mudou e mais ensinamentos tive. 

 

Os Clássicos Estão Vivos na Feira do Livros

Este foi um dos post mais lidos também. O clube de leitura teve o seu segundo encontro. foi possível encontrar pessoas que só lia ou via nos canais. Depois deste dia muita coisa mudou. Felizmente para melhor. Algumas relações estreitaram-se. E quando pensava que era impossível criar ligações com isto dos blogues eis que sou completamente apanhada desprevenida. Digamos que foi o ponto de viragem, com respostas claras e mudanças necessárias. 

 

Entrevista à Autora Anabela Mota Ribeiro

A entrevista mais lida neste espaço foi esta. Tinha lido o ensaio sobre Machado de Assis e tive a oportunidade de fazer esta "brincadeira" durante o periodo da Feira do Livro. Quis fazer algo diferença nesta altura e consegui trazer algumas entrevistas. Gostei bastante. 

 

 

Contem, quais foram os textos que mais gostaram de ler no blogue? Gostam de algum desta lista?

 

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Sab | 30.12.17

UM ANO SEM COMPRAR | O QUE MUDOU

Cláudia Oliveira

 

Estive um ano sem comprar roupa e acessórios. O que mudou realmente?

 

- Acabou o meu lado consumista

Era extremamente consumista. Comprei muita roupa e sapatos. Todos os meses "precisava de alguma coisinha". Havia o dia de ir às compras e tudo. Calhava logo na primeira semana do mês. Entrava em várias lojas, experimentava muita coisa, vinha para casa cheia de sacos. Um ano sem compras, sem entrar em lojas, acabou FELIZMENTE com tudo. Eu não sinto mais necessidade de comprar. Não tenho a sensação que preciso de algo. Não sinto vontade de ir aos centros comerciais ou entrar em lojas. Um sossego para a carteira. 

 

- Deixei de sentir necessidade de preencher um vazio

Havia uma altura do mês que eu sentia necessidade de ir gastar dinheiro para compensar a falta de alguma coisa. Acabei por descobrir que não sentia falta de nada, só da "felicidade" temporária que as compras me proporcionavam. Enchia os armários com peças que mais tarde não me faziam assim tanta falta. Ou comprava sapatos que só usava uma ou duas vezes por mês. Trabalhar este lado foi mais fácil do que estava à espera. A sensação de vazio acabou, foi preenchido com coisas reais. Jantares em casa, passeios com amigos, idas ao cinema com mais frequência. São alguns dos exemplos. Poupar acabou por trazer um equilibro maior ao meu lado emocional.

 

- Acabaram as brigas com o multibanco

Eu sempre dificuldades em gerir a minha relação com o multibanco. É uma coisa com muitos anos que tenho vindo a melhorar. Era horrível para mim ir levantar dinheiro e ver os movimentos bancários. Sério. Ficava numa aflição. Sempre a contar dinheiro, a fazer cálculos de cabeça. Uma preocupação constante. Com a diminuição dos meus gastos consequentemente as brigas comigo mesma acabaram. O multibanco deixou de ter tanto foco na minha vida e isso tirou um grande peso dos meus ombros.

 

- Encontrei novas formas de ganhar mais dinheiro

Enquanto estava preocupada em gastar não percebi que podia ganhar. Depois de parar de gastar foquei-me em ganhar. No ano passado apostei na abertura de uma loja online e consegui ganhar dinheiro. Também arranjei outros empregos a part-time (ex: passar a ferro, limpezas, cozinhar). Foi como uma espécie de bola de neve. Neste momento tenho dois empregos, no escritório de uma empresa e  outro ligado à criação de conteúdo e leitura beta.

 

- Afinal tenho muita roupa para vestir

Num ano muitas peças não foram usadas. Nunca mais tive a tão comum sensação "não tenho nada para vestir". Dei uso e mais valor à minha roupa. Ganhei um afecto maior com as minhas coisas. Não as considero tão descartáveis como antes. 

 

- Encontrei o meu verdadeiro calcanhar de Aquiles

O problema seria a roupa e os sapatos? A verdade é que o dinheiro que eu não gastava no calçado e na roupa ia, na sua maioria, para os livros. Durante o ano passado percebi que isso teria de mudar muito. E sem desculpas. Mudou? Muito! Um dia conto tudo.

 

Foi um ano excelente de aprendizagem. Valeu muito a pena fazer o projecto "Um ano sem compras". Espero verdadeiramente continuar no próximo ano. 

Sab | 30.12.17

O REINO DE FERAS | GIN PHILLIPS

Cláudia Oliveira

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Não vamos ignorar esta capa maravilhosa. Preta e vermelha, com cavalos no carrossel, lembro-me imediatamente da música infantil que mais gosto. “Cavalinho cavalinho de papel, a correr trá lá lá, a saltar trá lá lá,…”. 

 

Uma mãe leva o seu filho de quatro anos ao Jardim Zoológico. Uma criança curiosa, inteligente e fã de super-heróis. Na hora do regresso a casa ela repara em corpos espalhados e num homem armado. Num súbito sentimento de proteção, inerente a todas as mães, volta para trás e escondem-se dentro das grandes folhas, como se estivessem numa selva. Não vou revelar o que se passa, é mais interessarem lerem e descobrirem. Nos tempos atuais é bastante possível acontecer. Infelizmente. 

 

O enredo desenvolve-se aliado a um sentimento claustrofóbico. O nervosismo miudinho instala-se, sentimos vontade de entrar na história e calar o miúdo tal é a tensão. Sem saber muito bem o que está a acontecer, ela envia mensagens ao marido e acede à internet para obter algumas respostas. É difícil manter a calma numa situação dessas, entre choro de outros bebés, perguntas insistentes do filho e perigo iminente. A ambientação do enredo é muito bem conseguida através da narrativa.

 

O que faríamos no lugar da mãe desta criança? Seriamos capaz de controlar os nervos e não sucumbir aos nervos? Até onde vai a coragem para proteger alguém? Como são sair desta situação?

 

A narrativa por vezes estende-se em descrições ou pensamentos que não acrescentam. Não há muita diversidade de acontecimentos dentro de um espaço tão limitado. Repete-se ligeiramente. Outra coisa que gostei menos foram as comparações escolhidas pela autora. Página 139, compara uma língua a um pénis, mas depois diz que a protagonista nem consegue ver bem. Tem alguns lances interessantes. Por exemplo, a história sobre o diabo e um relógio. Na forma como cada mulher olha para a maternidade. Qual é o momento perfeito para parar o relógio? 

 

O final em aberto para mim é o melhor deste livro. Gosto de finais deste género, mas normalmente estes finais são pouco consensuais. Deixou-me nervosa, irritada e comovida. Curiosa para ver as reações dos outros leitores. Não vão precisar de esperar muito, o livro sai já dia 2 de Janeiro, pela Suma de Letras. 

 

Sendo o primeiro romance de Gin Phillips, premiada com o Barnes and Noble Discover, publicada em mais de 29 países acho que temos uma promissora escritora dentro do género. Recomendo. 

 

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Sex | 29.12.17

METAS E OBJETIVOS PARA 2018

Cláudia Oliveira

 

 

Chegou aquele momento do ano de fazer o balanço de 2017 e criar uma lista de metas e objetivos para 2018. No final do ano agarramos na lista e voltamos a fazer o balanço.

 

Escolhi planos simples para a vida escolher o resto por mim. Escolhi coisas que dependem de mim para serem cumpridas. Com sonhos alcançáveis.

 

 

Ser mais flexível comigo e com os outros

Dar prioridade à saúde

Comer melhor, preparar as marmitas semanalmente

Deixar o telemóvel fora do quarto na hora de ir para a cama

Começar a andar de patins

Terminar o primeiro ano do curso com sucesso

Ler menos

Mais cultura na minha vida (eventos, exposições, concertos, museus, feiras arte, cinema)

Conhecer mais uma capital mundial e fazer uma viagem em grupo

Usar bastante as minhas agendas e o Bullet Journal

Só comprar 5 peças de roupa por estação

5+1 , após cinco leituras concluídas compro livro

52 semanas de poupança

 

Tenho outros planos, mas prefiro só partilhar quando alcançar o pretendido. Não se esqueçam que não devem partilhar tudo. A mente gosta de colocar como executado as metas quando estas são partilhadas e divulgadas. Sugiro que coloquem as vossas metas bem visíveis (na agenda, bullet jornal, escritório, telemóvel) de forma a baterem os olhos regularmente ao longo de 2018. E acreditem ou não, algumas pessoas não querem o vosso bem. Convém guardar algumas coisas. Segredos são sempre bem-sucedidos.

 

Desejo a todos um excelente ano, uma lista de metas concretizadas e boas energias para os novos 365 dias da vossa história.

 

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