Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

amulherqueamalivros

Qua | 24.01.18

LUGARES EM PORTUGAL PARA DESCOBRIR E USUFRUIR

Cláudia Oliveira

IMG_20180124_150816.png

 

Quero partilhar convosco três lugares em Portugal para descobrirem e usufruírem. Temos tanta oferta no nosso país, não é verdade? Todos os espaços mencionados foram visitados este mês. São surpreendentes e muito diferentes entre si. Mas claro, tive o meu preferido, já vão entender qual foi o eleito quando lerem até ao fim. Digam-me se também gostam de descobrir lugares e experimentar pratos novos. Eu adoro. E este ano, o ano de arriscar, já permitiu conhecer pessoas novas, provar novos sabores e visitar uma cidade querida do coração. Ah, para não falar na quantidade de coisas que já aprendi. Quero os meses do meu ano 2018 desta forma. Pode ser? Farei por isso! Depois desta maldita gripe passar. 

 

Queridos leitores, vamos descobrir lugares em Portugal e usufruir do melhor que a vida tem. A vida é uma miscelânea de momentos, com temperos protagonizados por sabores e pessoas. Novo espaço no blog intitulado de Leitores em Viagem (para já exclusivamente em Portugal, quem sabe além fronteiras nos próximos tempos). Eis as três sugestões deste mês. 

 

InstaFit_20180124_12532860.jpg

A Burgueria Regional foi o primeiro espaço que eu, leitora desta vida, visitou. Situa-se em Torres Vedras, dentro do Centro Comercial Arena. Não fosse o frio e a chuva a experiência teria sido muito melhor. A porta que dá para a esplanada esteve o tempo inteiro a abrir-se, o que dificultou o almoço devido à corrente fria nas costas. Aposto que com bom tempo este espaço é perfeito para um almoço de domingo. O atendimento é razoável, acho que precisavam de mais pessoas a atender. Para recolherem o pedido demoraram cerca de meia hora e o mesmo aconteceu com os cafés e a conta.

 

Quanto à comida, têm várias ofertas (vegan, carne e peixe) e são muito saborosas. Nota-se que os alimentos são frescos, a limonada também era muito boa assim como as sobremesas (sobretudo a baba de camelo), só fiquei um bocado desiludida com as batatas fritas. O espaço é bonito, original, pegaram na tradição portuguesa e transformaram em pequenos pormenores para marcar a diferença. O preço é cerca de 10€ por pessoa. Mais em Zomoto.

 

Acho que durante a semana a visita pode ser mais calma e no verão a esplanada pode ser muito bem aproveitada com uma limonada fresca e um bom livro. 

 

 

InstaFit_20180124_12503139.jpg

Espaço Eça em Leiria, fica muito perto da antiga casa do escritor homenageado (uma casa praticamente abandonada, com pouco aproveitamento por parte do munícipe) . Leiria é muito especial para mim, passei momentos perfeitos nesta cidade. No entanto não conhecia esta cafetaria mesmo no centro da cidade. O Espaço Eça está totalmente decorado com pormenores relativos à obra do Eça de Queiroz, desde livros, frases, pintura na parede e caricatura. É muito acolhedor e bonito. O serviço também é simpático, com aquecimento e internet disponível. Tive pena porque só provei o croissant e o café. Então não posso falar muito sobre a comida. 

 

Costumam ter alguns eventos dedicados à literatura. Podem acompanhar na página do Facebook. Não servem almoços, só mais à base de sandes e tostas. Vale a pena visitar para um lanche ou um encontro literário. 

 

Lugar ideal para este tempo frio. Para um lanche quente, um clássico da literatura portuguesa e uma boa companhia.

 

InstaFit_20180124_12472979.jpg

 22 Lounge Bar fica em Lisboa, na zona de Martim Moniz. Apesar de um pouco escondido é fácil lá chegar através de transportes. O espaço apresenta a área dedicada à hotelaria (ONJ São Lázaro) e outra à restauração.

 

Sabem o que mais me fascinou neste protejo? A forma como juntam a sofisticação, requinte e tradição. No brunch que eu provei a maior parte dos produtos foram produzidos pela própria quinta. Certo, o hotel tem uma quinta onde cultivam e criam os próprios vinhos, legumes e frutas. As compotas e o mel eram deliciosos e todos produzidos por eles. Assim como os pães e as panquecas, uma coisa melhor do que a outra. A salada de quinoa estava fantástica, as bebidas muito fresquinhas e saborosas. Foi um verdadeiro Brunch das Rainhas organizado pela Ana Paula, do Eléctrico 28.

 

Quanto à zona hoteleira, os quartos são absolutamente bem equipados (tudo da Smeg, não dá para ficar indiferente!) com alta tecnologia (as luzes podem ser controladas através de um tablet). E a escadaria no centro com acesso aos quartos? Maravilhosa, adoro pormenores clássicos em casas modernas. É um lugar perfeito para turistas, boa comida e um alojamento acima da média no que diz respeito a conforto e requinte.  Ah, tem um cantinho maravilhoso na rua, deve ser perfeito para os dias de calor. Também pode ser reservado para festas, imaginem que querem festejar o vosso aniversário, este lugar é perfeito. Mais no Zomato.

 

É um lugar com vários espaços para qualquer situação ou temperatura. Imagino-me no quarto do Hotel a ler um ebook enquanto faço umas torradas com vista para uma das cidades mais bonitas.

 

Sugestões de Leitura 

Jalan Jalan - Uma Leitura do Mundo, Afonso Cruz

Arquipélago, Joel Neto

O Caminho Imperfeito, José Luís Peixoto

 

 goodreads twitter instagram facebook

Seg | 22.01.18

18 ESCRITORAS PORTUGUESAS CONTEMPORÂNEAS

Cláudia Oliveira

InstaFit_20180121_12281584.jpg

 

Quem são as nossas poetisas, cronistas e romancistas? Quem são as portuguesas que precisamos ler? Esta seleção tem o intuito de dar a conhecer algumas escritoras portuguesas.

 

São dezoito portuguesas escolhidos entre vários. Espero que leiam, amem e partilhem mais a literatura portuguesa todos os dias. Alguns nomes figuram a lista das minhas escritoras preferidas. Vamos conhecer?

 

 

Patrícia Portela, vive entre Portugal e Bélgica. Com o romance Banquete foi finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE em 2012. Foi a primeira autora a receber uma bolsa literária em Berlim do Instituto Camões em 2016.  É colaboradora do Jornal de Letras.

 

Raquel Nobre Guerra, nasceu em Lisboa. Licenciada em Filosofia. O seu primeiro livro de poesia foi galardoado com Prémio Primeira Obra do PEN Clube Português em 2012 (Groto sato).

 

Patrícia Reis, jornalista e escritora. Nasceu em Lisboa. Editora da Revista Egoísta, já passou pelo Semanário Independente, pela revista Sábado e fez um estágio na Time, em Nova Iorque.

 

Teolinda Gersão, nasceu em Coimbra. É professora universitária e escritora. Recebeu inúmeros prémio ao longo da sua carreira, com destaque para Prémio PEN Clube Português Novelística em 1982 e 1990. Prémio Fernando Namora em 2015.

 

Teresa Veiga, é o seu pseudónimo. Sabemos pouco sobre ela porque não revela a sua identidade. Nasceu em Lisboa. Recebeu em 2008 pela segunda vez o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.

 

Raquel Ribeiro, nasceu no Porto. É colaboradora regular no jornal Público. Viveu em Cuba e Inglaterra.

 

Hélia Correia, nasceu em Lisboa. Recebeu o Prémio Camões em 2015. Recebeu vários prémios pelas suas obras sendo um dos grandes nomes da literatura portuguesa.

 

Filipa Fonseca Silva, nasceu no Barreiro. Foi a primeira autora portuguesa a atingir o Top 100 da Amazon a nível mundial.

 

Ana Teresa Pereira, nasceu no Funchal. Ganhou o Prémio Caminho Policial em 1989. Já publicou inúmeras obras. Colaborou com os jornais Público e Diário de Notícias (Funchal). Em 2017 ganhou o Prémio Oceanos, sendo a primeira mulher a conquistar o prémio principal.

 

Tatiana Faia, uma jovem poetisa portuguesa. Foi recentemente editada pela Editora Tita da China. Vive em Lisboa.

 

Maria Teresa Horta, escritora, jornalista e poetisa portuguesa. Está ligada a movimentos feministas. É um dos nomes mais importantes da literatura portuguesa.

 

Isabela Figueiredo, nasceu em Maputo. Venceu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Foi jornalista no Diário de Notícias e é professora de Português.

 

Adília Lopes, poetisa, cronista e tradutora portuguesa. A sua obra já fi traduzida em várias línguas.

 

Dulce Maria Cardoso, nasceu em Trás os Montes. Recebeu o Prémio da União Europeia (2009) e o Prémio P.E.N. (2010)

 

Cláudia R. Sampaio, nasceu em Lisboa. É poetisa. Tem colaborado em várias revistas e antologias de poesia.

 

Raquel Gaspar Silva, nasceu em Évora. Publicou o seu primeiro romance em 2017. Licenciada em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

 

Ana Luísa Amaral, nasceu em 1956 em Lisboa. É poetisa, tem um doutoramento sobre a poesia de Emily Dickinson. Organizou o projeto “Cartas Portuguesas – edição comentada”.

 

Inês Pedrosa, nasceu em 1962 em Coimbra. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Foi diretora da Casa Fernando Pessoa entre 2008 e 2014. É autora de vários romances, recebeu inúmeros prémios pela sua obra.

 

 Mais listas | Sugestões de Leitura

 

Os Meus Nóbeis Preferidos

15 Escritores com Blog

15 Escritores que Influeciaram a Minha Vida

 

 goodreads twitter instagram facebook

Dom | 21.01.18

MIL VEZES ADEUS | JOHN GREEN

Cláudia Oliveira

InstaFit_20180119_09002696.jpg

 

Os livros para jovens adultos têm uma enorme responsabilidade. Precisam de ser divertidos, envolventes de forma a criar novos leitores. Também precisam de abordar assuntos pertinentes com personagens de empatia fácil. Um adulto não vai sentir o mesmo que um leitor adolescente quando lê um livro do género. Sendo praticamente impossível tento colocar-me numa posição com um olhar adolescente. E olho para o livro como um todo. Mas vamos à pergunta que não quer calar, o último livro do John Green vale a pena?

 

Antes de responder preciso de revelar que já li dois livros do escritor, “A Culpa é das Estrelas” e “Cidades de Papel”. Mais uma vez há uma fuga/viagem nas suas histórias. Alguns escritores sempre a escrever a mesma história, mudam somente as personagens e os problemas psicológicos. Pouco mais. São sempre brancos, dentro dos padrões comuns de beleza. Precisámos de uma menina diferente. Aliás, precisamos de diversidade dentro do género. John Green defende tantas causas e na hora de concretizar fica muito à margem. Sei que ele já abordou com outros assuntos, mas os seus livros são mais do mesmo. Só muda o fator responsável pela criação de empatia com os jovens leitores. 

 

Mais do que uma história sobre transtornos com um romance entre adolescentes temos a dita fuga. Desta vez a fuga é proveniente de uma personagem secundária. Apesar de não ser o assunto central, é essa situação que vai fortalecer os laços entre o casalinho do romance. Aza e o filho do empresário desaparecido. Esta situação achei uma bela sacada por parte do John Green. Apesar dos dois já se conhecerem a situação acaba por ser uma oportunidade para se conhecerem melhor. Toda a gente sabe que os dramas aproximam as pessoas. Às vezes acabamos por confundir os sentimentos no meio de tanta carência. Da minha perspetiva foi isso que aconteceu com a Aza e o seu amigo.

 

Este livro também aborda a questão da amizade. É para mim a melhor parte, quando são ditas as verdades absolutas cara na cara. Tão raro. As pessoas escondem-se das conversas sérias atrás de um telemóvel. Agrada-me que seja diferente, incentivando a conversas sinceras. Também gostei da mensagem envolvida pela amizade delas. Tocou-me sobretudo algumas palavras ditas. O meu olhar adolescente despontou uma pequena lembrança do secundário.

 

A mensagem do livro é bonita. O final é engraçado q.b. Não é de todo uma história marcante. As personagens não são inesquecíveis, pelo contrário. Está cheio de referências literárias para manter algum nível de profundidade, mas é tão forçado que se nota a léguas. John Green não está nos seus melhores momentos a nível criativo, mas pode continuar a tentar.

 

Qual é o teu livro preferido do John Green? Qual foi a melhor parte deste livro? O que menos gostaste?

 

  goodreads twitter instagram facebook

Qua | 17.01.18

MINIMALISMO | COMO TUDO COMEÇOU

Cláudia Oliveira

InstaFit_20180117_13432386.jpg

 

Tenho tanto para partilhar convosco. Nestas últimas semanas tenho dedicado a minha atenção ao estudo. Sou uma auto didacta e gosto de aprender. A minha curiosidade pelas mais diversas áreas faz-me estudar. Gosto de alargar os meus horizontes. Seja através de livros, filmes, documentários, internet, viagens. Devido à minha sede pelo conhecimento, rodeio-me sempre (quase sempre, vá) de pessoas com interesses diversos para aprender com elas. Absorvo tudo e escolho o que mais se identifica comigo. Não saio por aí a converter-me a todas as religiões. Sem extremismos, please. 

 

Há ano e pouco descobri o minimalismo. Não tinha um nome. Só percebi mais tarde que a minha atitude de estar sem consumir por um ano era chamado de minimalismo. Comecei a procurar tudo sobre o assunto e senti-me perto de algo com que me identificava. Estar sem consumir mudou a minha vida. Mudou-me como pessoa. Senti necessidade de mudar porque a minha vida ficou diferente com a chegada dos meus filhos. Eu fiquei diferente. Eu comecei a ver o que realmente interessava. O brilho do consumismo não era para mim, eu já não era assim. Já não sou. Eu de facto acho um desperdício de dinheiro comprar roupa sem fim, encher os armários e não usar metade. Não me identifico de todo. Quando sinto que estou errada faço por mudar. De facto, enfrento os meus defeitos e tento.

 

O meu único problema em relação ao consumismo sempre foram os livros, mas também estou a fazer por mudar. Na verdade nunca vi isso como um problema grave porque leio bem mais do que aquilo que compro. Mas é. Outro problema é a necessidade de ter um telemóvel sofisticado, com uma boa câmara.  Sinto que preciso disso para trabalhar nas áreas que mais gosto. Será que preciso?

 

Por saber que era consumista de uma forma desequilibrada ponderei testar-me. Nada melhor para o auto conhecimento. Eu faço isso frequentemente e descubro sempre várias coisas sobre mim. Aliás, eu gosto de sair da zona de conforto para ver mais além. Leio livros fora da minha zona de conforto, vejo filmes que nunca estiveram na minha lista. Juro, não há nada melhor do que enfrentar o desconhecido. Nunca me ouvirão dizer, "não consigo" sem tentar. E rodeada de todos estes factores, pus mãos à obra numa altura mais fácil. Foi durante a gravidez da minha segunda filha que decidi ficar um ano sem comprar roupa, calçado e acessórios. 

 

Mais fácil porque estaria muito tempo em casa a cuidar dela e não precisava de roupa nova para enfrentar encontros sociais ou outro tipo de eventos. Mas enganei-me, não foi a altura mais fácil. Foi o ano mais movimentado de sempre. Fiz inúmeras coisas, saí imenso e conheci muito. Mas continuava a não precisar de roupa. Interessante não é? 

 

Como não fiquei satisfeita, aderi recentemente ao armário cápsula. Já fiz a selecção das peças ( no entanto, preciso de diminuir). Para tornar o compromisso mais sério, resolvi revelar-vos quais foram as peças e fazer um update no final do primeiro mês. O que acham?

 

Estar um ano sem comprar roupas foi o pontapé de partida para a grande mudança. Eu não quero seguir um estilo de vida minimalista porque o minimalismo está (ou não) na moda. Eu quero realmente deixar entrar o minimalismo na minha vida, ainda tenho um grande caminho pela frente. Este blog foi o lugar que arranjei para registar todo o meu processo e dividir com outras pessoas a minha caminhada.

 

 goodreads twitter instagram facebook