Ao Sol de Tânger, Christine Mangan

Editora Editorial Presença

 

Lançamento Setembro 2018

 

 

Na capa avisa, “Como se Donna Tartt, Gillian Flynn e Patrícia Highsmith tivessem escrito o argumento de um filme de Hitchcock – nostálgico e cheio de suspense. – romancista Joyce Carol Oates”. Sou fã de todos os mencionados, portanto só podia estar entusiasmada com este livro. Assim que consegui, integrei nas minhas leituras. Adorei a capa, li por alto a sinopse. Sabia que estava relacionado com a amizade entre duas mulheres e pouco mais. Bastou, é aquele livro que perde o factor surpresa se lermos a sinopse completa. Começa aqui o meu conselho, se conseguires, não leias a sinopse.

 

 

A referência de Joyce Carol Oates acertou em cheio, a narrativa da Christine Mangan lembrou-me o ambiente dos livros de Donna Tartt, sobretudo no romance “A História Secreta”. Também senti ali algo do livro “Carol”, acho que a ligação entre as duas protagonistas e o constante ambiente de mistério. A única que ficou de fora foi a Gillian Flynn, talvez esteja relacionado com a parte do thriller, mas foi pouco evidente.

 

 

 A história é contada de forma intercalada pelas duas mulheres, Lucy e Alice. A Lucy é a mulher que chega a Tânger (Marrocos) à procura da sua amiga Alice. Alice é a mulher que está a viver em Tânger com o seu actual companheiro John. Percebemos que há um ambiente estranho neste encontro, e a história só desvenda os motivos mais à frente. E isso é super interessante, as personagens vão desvendando cada vez mais os seus segredos e quando damos por isso estamos mergulhados no enredo. Vamos lançando várias teorias e conhecendo os dois pontos de vista em relação à mesma história. Adoro quando a teia da narrativa me prende. Também tive diversos sentimentos em relação às duas mulheres, mas nenhum foi favorável. A Alice é uma mulher facilmente manipulada, a Lucy tem algo que incomoda. Mas o mais irritante é o John, machista e inconveniente. Vão perceber o que estou a dizer no primeiro diálogo.

 

 

Gostei imenso deste livro. Devorei, tal era o vicio. No entanto, como não sabia nada do que se ia passar, acabei por ter uma grande surpresa no momento em que se dá a reviravolta. Não esperava nada! Quanto ao final, foi entusiasmante q.b. Esperava um bocadinho mais.

 

 

Recomendo este livro para quem espera um romance sobre os limites da amizade com algumas pinceladas de thriller psicológico. É bem escrito, as personagens bem desenvolvidas e o enredo muito envolvente. Gostei muito da escrita, será uma autora que pretendo voltar sempre que for publicada em Portugal.  Bela estreia!

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