Carolina Paiva | entrevista

Regras para Descolagem é o primeiro romance da Carolina Paiva. Lançado este mês pela Coolbooks, uma chancela Porto Editora. Dia 15 de novembro será a data da apresentação na Livraria Almedina do Rato. Anotem! A Carolina tem um blog chamado Holly Reader, onde partilha a sua paixão pela literatura.

 

 

Para dar a conhecer um pouco do processo, da escrita ao livro publicado, fiz uma breve entrevista à Carolina. Nela mostra a sua característica alegria e leveza, tem algumas dicas para quem quer escrever um livro, onde foi buscar a inspiração para esta história e o que espera das críticas dos seus leitores.

 

 

Comprei o livro, devorei cada página e partilhei a minha opinião no meu Instagram (@amulherqueamalivros.pt)

 

 

 

Entrevista à autora do livro Regras Para Descolagem, Carolina Paiva

 

 

Parabéns pelo lançamento do teu livro! Tens noção que apanhaste toda a gente de surpresa? Eu já conhecia esse teu sonho e acreditava que mais dia menos dia ias publicar , e quando vi o teu nome num e-mail da editora fiquei extremamente eufórica. Conta-me, como foi guardar este segredo ? Estavas preparada ou também foi uma surpresa para ti?

 

Há alguns anos que escrevo e ao fazê-lo sinto-me verdadeiramente feliz. Comecei pela poesia e pelo meio aventurei-me pelo romance. Quando enviei o manuscrito à Coolbooks tentei a minha sorte, eles acabaram por me enviar a confirmação de publicação no início deste ano (2018). Entretanto por entre revisões do texto passaram-se alguns meses e quando dei conta (o tempo é rápido) o livro tinha sido publicado.

 

 

O livro começa com num aeroporto. Sei que gostas muito de viajar, que tens um espírito de viajante. As tuas viagens foram uma fonte de inspiração para escrever esta história? Como surgiu a ideia para este livro?

 

A ideia do livro surgiu precisamente num aeroporto, enquanto esperava por um avião atrasado. Aliás, a personagem principal surgiu nesse momento, com muita clareza. A história só se foi revelando ao longo do tempo. Foram uns minutos de “iluminação”, tirei o bloco de notas da mala e comecei a escrevê-lo ali mesmo. As viagens que fiz ajudaram-me um pouco na descrição do ambiente e alguns locais do livro.

 

 

A voz narrativa é um homem, detective privado, que acaba por camuflar bastante aquilo que ele é durante uma grande parte do tempo. Um escritor precisa de se camuflar nas personagens ou as personagens tomam conta do escritor?

 

Na minha opinião há sempre qualquer coisa do escritor(a) em cada uma das suas personagens ou vice-versa. A certa altura as personagens apoderam-se da história, mas há momentos de puro silêncio em que tudo desaparece.

 

 

Quando comecei  ler o livro pensava que estava diante de um policial tradicional, mas acabei por ler um policial muito centrado nas emoções das personagens. Como classificas este livro? Era esse o teu objetivo inicial ou o livro escolheu este caminho?

 

Não tinha objectivo quando comecei. Foi uma viagem que iniciei sem saber se iria chegar a algum destino. As únicas coisas que cumpri foram as máximas: “escreve todos os dias” e “nunca olhes para trás”. Acho que acabou por ser muito centrado nas emoções dos personagens por “essa parte” me interessar mais do que o próprio “enredo”. E também porque creio que assim se revelam as maiores fragilidades, ou seja, quis perceber bem onde teria de me focar num próximo livro.

 

 

Não paraste de estudar e dedicar  o teu tempo à leitura durante o tempo em que escreveste o livro. Quando tempo demoraste a concluir esta história? E quando termina, que sensação fica? 

 

Acho que sem ler não é possível escrever, pelo menos para mim. A leitura vai alimentando a escrita, não no sentido de ir buscar ideias a outros livros, é como se as palavras precisassem de ser alimentadas por outras palavras, e é aí que surge a escrita. Demorei cerca de meio ano a escrever este livro, tirando o tempo de revisão. Quando termina…acho que nunca termina, o livro nunca parece terminado.

 

 

As tuas leituras influenciaram de alguma forma a rua escrita ou foi fácil separar as duas paixões?

 

Espero que as minhas leituras tenham influenciado a minha escrita, ou que ainda venham a influenciar. Seria muito bom sinal. Ler algo escrito por mim e encontrar influências de Borges e Bolaño (será algum dia possível?). (Risos)

 

 

Agora tens o teu livro à venda. Como olhas para as críticas dos teus leitores? 

 

Tenho noção das fragilidades do livro e uma imagem muito clara do seu papel. Espero que as críticas dos leitores (que espero receber em abundância) me consigam mostrar novas perspectivas, de aspectos negativos e positivos.

 

 

Que conselhos dás a alguém que quer muito editar um livro e sonha ser escritor? 

 

O prazer da escrita de um livro está no caminho percorrido por isso o mais importante é que apreciem a caminhada. Se quiserem editar devem escolher as editoras que melhor de adequam ao seu livro e enviar sem medo (ou apenas com um ligeiro receio).

 

 

Por fim, estás a escrever um novo romance? Pensas arriscar outro genero literário ou queres continuar a explorar o policial dentro das suas várias vertentes? 

 

Tenho algumas ideias e estou a trabalhar num outro projecto de outro género. No futuro acredito que volte ao policial, há muito por explorar sim.

 

 

 

Comprar Livro

 

Editora: CoolBooks

 

Lançamento: Outubro 2018

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