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6 BOOKSTAGRAMMERS PARA SEGUIR EM 2020

O Instagram está a crescer. São cada vez mais as contas no Instagram dedicadas aos livros. Chama-se de Bookstagram. É bom ver que os livros começam a ter destaque. Ideias diferentes pululam nas redes sociais e nós agradecemos. Também começa a ser difícil destacarem-se no meio de tantas contas, mas não é impossível. Adoro partilhar o trabalho dos outros! Gosto de mostrar que há muito para escolher, que o bookstagram é um mundo encantado e deve ser explorado.

Hoje o destaque vai para outros bookstagrammers. Vou partilhar convosco seis bookstagrammers maravilhosos para seguires no Instagram em 2020. Pessoas que fazem diferente, com conteúdo de qualidade. Escolhi contas com gostos literários diversos para poderes ver com qual te identificas mais. Acredito que no meio destas seis contas no Instagram vais ficar encantada pelo menos com uma.

 

6 BOOKSTAGRAMMERS PARA SEGUIR EM 2020

Literacidades

Um Porto literário sob a visão de Ludgero e Álvaro. Eles mostram lugares muito bonitos de Portugal revelando sempre as suas leituras. Livros de vários géneros literários com opiniões fundamentadas e interessantes. É um projeto que eu sigo desde o início e adoro.

Porta 70

A Daniela é uma leitora compulsiva de Braga. Também tem um blog e faz vídeos no IGTV. Levanta sempre questões pertinentes nas suas publicações e agora está a ler o desafiante Guerra e Paz, do Tolstoi.

The Little Angie

Talvez das pessoas mais ativas neste BOOKSTAGRAM. A Daniela Caldeira lê imenso, escreve imenso e tira fotos muito bonitas. Criou recentemente o seu projeto BLOGGYSITTER para quem precisa de ajuda para manter a consistência e criar um blog.

Efeito M

A Mariana está no Instagram a partilhar as suas leituras com fotos lindíssimas. Tem um canal no YouTube há bastante tempo. Os nossos gostos literários são diferentes, mas gosto de ir vendo o que ela partilha. E acho que também podes gostar.

Banal Girl

A Mariana é a miúda mais fofa. Nota-se imenso o carinho que ela coloca nas suas fotos e vídeos no YouTube. Ela lê livros muito diversificados. Canta, tem uma voz super doce (de vez em quando podemos ouvir nos stories).  Gosto muito de seguir o seu trabalho.

Book Wander Lustt

Maria Inês gosta muito de russos. Adoro quando a paixão se nota nos olhos brilhantes de quem fala sobre livros.  Foi uma descoberta recente (graças à rubrica “Livros da Minha Vida” do bookstagram Leituras Descomplicadas). Adorei o conteúdo e passei a seguir.

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VALE A PENA PAGAR PELA PUBLICIDADE NO INSTAGRAM PARA TER MAIS SEGUIDORES?

Antes de vires para aqui dizer que os números não são importantes e que o mais importante é a interação beca beca podes parar. Eu sei o que é mais importante para mim e tu sabes o que é mais importante para ti. No entanto, ter seguidores fantasmas não servem para nada. Ter cinquenta mil pessoas que nem sequer lêem aquilo que eu escrevo também não me interessa nada. Será que vale a pena pagar pela publicidade no Instagram para ter mais seguidores?

Gosto de ter interação porque gosto de ter interação, não tem nada a ver com ganhar parcerias. Não sou aquela doida que coloca uma pergunta em todas as fotos publicadas para receber comentários e tanto faz o que é comentado. Não! Eu gosto de ler comentários, gosto de ler a opinião dos outros e receber sugestões. Seja nas fotos ou no canal no YouTube. É gratificante, acabo por saber se vale a pena dar-me ao trabalho de escrever determinada lista ou gravar determinado vídeo.

Não ganho nada com os meus vídeos. Nem um cêntimo, acabaram com isso para os canais pequenos. Para eu voltar a receber dinheiro através dos meus vídeos preciso de ter não sei quantos mil seguidores e não sei quantas horas de visualizações ao longo de um ano. O que presumo ser difícil nesta vida, sobretudo neste nicho. Cheguei a receber cerca de 4 € no máximo por mês, o que deu cerca de 48€ por ano. Dois livros e está gasto.

Uma pessoa insiste porque ama isto. No blog ganho um valor em crédito através do link de afiliado da WOOK, se comprares com o meu link. É aquilo que mais me motiva, sinto que devo continuar a escrever, a publicar e a recomendar livros. É esse valor que me permite apresentar resultados verossímeis para trabalhar de outras formas. Eu vendo livros, tenho provas! Entendes? E cada compra tua é uma forma de apoiares aquilo que eu faço aqui. Não imaginas como eu agradeço o gesto. Como é que eu ganho/ganhei dinheiro com este projeto? Um dia podemos falar sobre isso de forma mais especifica, o que achas?

Em todos os cursos, mentorias e workshops que tirei de marketing digital falaram do poder da publicidade do Instagram. Decidi experimentar depois de ver alguns bookstagrammers no meu feed com publicidade paga. Se insistem é porque deve valer a pena, really? Nada como experimentar e relatar a minha experiência.

O primeiro passo foi escolher uma foto apelativa. Decidi selecionar o projeto DO QUARTO PARA O MUNDO para divulgar o meu arroba amulherqueamalivrospt. É um projeto que costuma ter muita procura no meu blog e respetivas redes sociais porque não há nada igual. Ok, já existem vários projetos dentro da temática leitura de viagens, mas igual ao meu não há. Nem com o meu formato. Nessa foto para além de apresentar aos leitores a ideia, também dou informações de títulos que podem ler. Ou seja, escolhi algo criativo e informativo. Para ser mais uma, prefiro estar quieta.

Depois entrei nas definições para promover a publicidade. Selecionei o público automático, para seis dias com localidade de Lisboa. Cada dia custa 5€, ou seja, iria pagar 30€.  Não fica logo ativo, a aprovação demora cerca de 24 horas.

Quando ficou ativo comecei a receber vários likes na foto escolhida e novos seguidores. No primeiro dia foram cerca de 30 pessoas novas. E não estamos a falar de marcas ou pessoal que só mete like porque sim. Pelo que vi são pessoas realmente interessadas em literatura, gostaram da ideia, comentaram e seguem uma ou duas contas no Bookstagram.

Acabei por deixar a publicidade apenas 5 dias porque ao quinto dia percebi que o número de seguidores baixou e não valia a pena estar a pagar. Ou seja, gastei 25€.  Graças a esta publicidade consegui chegar ao 4K, o meu objetivo de 2019 que infelizmente não consegui alcançar.

Números maiores permitem que o meu conteúdo chegue a mais pessoas. É uma consequência natural. Maior audiência permite que eu tenha maior possibilidade de “vender livros”, “vender o meu curso online Organização com Bullet Journal” e maior visibilidade para os projetos que desenvolvo. Por isso, prefiro ter mais números porque a chance de ter mais interação também é maior. Aliás, se conseguir chegar aos 10K vou ter direito a swipe up, é algo que me irá facilitar imenso na hora de direcionar para o meu conteúdo. Por isso sim, prefiro ter mais seguidores.

Há dois anos disse várias vezes que o Instagram seria a rede social preferida da maioria. A maioria estaria a trabalhar com a rede. A tendência seria essa. Tinha razão. O YouTube está a morrer com tantas leis novas, tantas regras e obstáculos. Atualmente as influenciadoras fazem mais vídeos para o IGTV porque as pessoas passam mais tempo no Instagram.

No final dos 5 dias ganhei 120 seguidores novos. 659 visitaram o meu perfil, mas pelos vistos só 120 acharam graça ao meu feed. Ossos do ofício. Das 120 pessoas, 51 pessoas visitam o meu site. E recebi algumas notificações de vendas pelo link de afiliado. A interação reduziu um bocadinho depois de finalizada, o Instagram privilegia quem está a pagar, mas nada de muito evidente. Também ganhei novos subscritores no YouTube, uns cinco talvez. O meu blog tem tido muita adesão, mas está relacionado com o meu trabalho criativo e informativo. Podia colocar publicidade no blog, mas não quero que os meus leitores sejam contaminados com publicidade a toda a hora. Eu não gosto.

Conclusão, acho que a publicidade pode facilitar na hora de divulgar o teu trabalho ou projeto novo. Recomendo que escolhas bem a foto e penses nas motivações. O que pretendes realmente? Eu quero que o projeto seja mais divulgado, quero atrair mais leitores com gosto literários abrangentes e chegar aos 10K para ter o swipe up. Mas não quero seguidores fantasmas, como vejo por aí. Isso não me interessa nada.

Vale a pena pagar para publicidade no Instagram para teres novos seguidores, mas precisas de ter conteúdo diversificado e informativo, um feed bonito e ser uma pessoa criativa.  Caso contrário os seguidores que ganhaste deixam de seguir porque não estás a acrescentar valor. Concordas?

Espero ter ajudado. Se tiveres alguma dúvida deixa a tua mensagem que farei questão de responder.

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4 PASSOS SIMPLES PARA CRIARES UM BOOKSTAGRAM  

Olá leitor!

 

O blog chama-se A Mulher Que Ama Livros nasceu em Agosto de 2012 juntamente com o canal no YouTube. É o maior canal literário em Portugal, com mais de 3840 subscritores e 292 008 visualizações. Parece pouco, mas é um número imenso para quem está neste país. Escrevi o maior, mas nunca disse que é o melhor. Para mim é o melhor (para a minha mãe também), mas eu sou mega suspeita. O vídeo mais visto tem mais de 11 mil visualizações. Atualmente os stories do meu Instagram têm mais visualizações do que os meus vídeos recentes. De longe, o triplo. Facilitismos. Já o meu blog nunca deixou de ter leitores, nem caiu. Quem gosta, gosta, né?

Para além de leitora voraz, adoro escrever e passear. Tenho dentro de mim o desejo de descobrir o mundo. Conhecer lugares e pessoas é para mim a maior fonte de inspiração. Criei um Clube Literário dedicado aos clássicos da literatura, o Clube dos Clássicos Vivos para falar sobre livros com outras pessoas. Os encontros são de dois em dois meses. Adoro conversar, observar os outros e aprender. Defendo que os livros são a maior arma contra a ignorância e pode tornar o mundo um lugar melhor. Mas nem sempre acontece, a literatura não faz milagres.

O meu blog nasceu para espalhar o meu amor pelos livros. Acabou por transformar-se numa extensão de tudo o que eu sou. Até na parvoíce, vida como ela é. O meu estilo de vida e tudo o que eu acredito está espelhado em tudo o que partilho e na forma como escolho as minhas leituras. Este ano decidi que não vou estar a calar aquilo que eu quero dizer ao mundo. Se quiserem ouvir, fiquem.

Dedico parte do meu trabalho ao Bookstagram, e a todos os projetos envolventes relacionados com livros. Sou uma tola sonhadora. Para além do canal no YouTube (onde me dedico imenso, e quero que cresça sem comprar ninguém), página do Facebook e blog, Instagram é a rede social central do meu projeto.  Dali, consegues ir a todo o lado. Todos os caminhos vão dar ao Instagram, nunca ouviram dizer?

Este ano decidi ajudar quem pretende criar um projeto relacionado com livros devido às questões que me foram colocando nos últimos meses. Não foram muitas famílias, mas foram umas dezenas engraçadas super interessadas em receber livros de borla. O que eu acho que é uma péssima ideia para criar um Bookstagram.  As minhas dicas são válidas para quem quer um blog ou um canal no YouTube. Espero que te ajude. Força na caneta.

 

4 PASSOS SIMPLES PARA CRIARES UM BOOKSTAGRAM

 

  1. Escolhe o nome do teu projeto. Antes de escolheres pesquisa se já existe algum projeto com o mesmo nome. Procura em todas as redes sociais. Um conselho: o teu público é português, escolhe um nome português. Algo simples, fácil de verbalizar e identificar com o conteúdo.  Se vais falar sobre livros, convêm que o nome esteja associado.
  2. Cria uma conta no Instagram. A conta deve ter o nome do teu projeto e uma biografia simples. No meu caso tenho “Projetos e listas literárias”, tal como tenho no blog. Também podes inserir o link com vários links através do site lintree. É uma ferramenta muito útil para quem tem link de afiliado, blog e canal no YouTube. Caso não saibas, só podes ter swipe up nos stories quando tiveres 10 mil seguidores no Instagram.
  3. Sê leitor. Para desenvolveres um projeto relacionado com literatura precisas de ser leitor. Não queiras iniciar este projeto para receberes livros gratuitos. Tens de amar verdadeiramente os livros. Tens de ser um leitor ávido. Não és leitor porque tens um blog, és um blog porque és leitor.
  4. Tira as tuas próprias fotografias. Por favor, não uses fotos de ninguém sem dares os devidos créditos. É importante que sejas tu a tirar as fotos do teu projeto, para o teu Instagram (ou outra rede social). Cria o ambiente perfeito para as fotografias ficarem apelativas e bonitas. Inspira-te em perfis com o mesmo conteúdo.

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COMENTÁRIOS QUE A MALTA DOS LIVROS ESTÁ FARTA DE OUVIR

Ao longo dos anos recebo comentários de vários níveis, gosto e educação. O Bookstagram não é o nicho que mais recebe ódio, mas de vez em quando aparece. Não acreditas? Nem eu, mas a verdade é que as pessoas ainda discutem ou espalham a sua raiva quando batem de frente com uma opinião diferente da sua. Acalmou nos últimos meses os comentários referentes a alguns livros publicados no blog mas às vezes ainda recebo um ou ouro comentário das minhas redes sociais com juízos de valor relativamente às minhas escolhas ou à forma como lido com as minhas leituras. As minhas escolhas, as minhas leituras.

Por alto, um dos piores comentários que recebi foi quando disse que não sentia empatia nenhuma por determina personagem e a pessoa disse que eu devia ser mais sensível e que de facto era impossível eu senti empatia pela personagem devido à minha personalidade beca beca, também já me disseram que não entendi determinada leitura porque não gostei. Como se fosse possível não gostar e entender. Adoram passar atestados de estupidez na internet, não é verdade?

Não podemos gostar todos do mesmo. Eu sei, e apesar de eu discordar quando alguém diz que opiniões não se discutem, na verdade eu acho que é exatamente isso que se discute. Mas sem falta de educação, sem ódio. Podemos ter opiniões diferentes, mas não podemos ir contra a lei, dizer que quem te chama a atenção e te faz ver que estás errada, está a espalhar o ódio. Temos de saber separar as duas coisas. Assumo que sabes a diferença.

Chega o início do ano, é ver a malta do Bookstagram fazer desafios e traçar objetivos. Cada um no seu quadrado, ao seu jeito. Uns querem ler 12, outros 50, e os da elite (expressão que eu trouxe da corrida de são silvestre) 100 ou 150. Tudo bem. Querem definir metas, muito bem. Querem contabilizar livros, força. Querem definir TBR (to be read/livros para ler), à vontade. Morre um Harry Potter quando alguém se mete na forma como os outros escolhem ler. Ou mandam aqueles palpites que estamos cansados de ouvir e nos fazem revirar as pestanas, torcer a boca e encolher os ombros até à ponta das orelhas.

Posto isto, tenho algumas expressões que a malta dos livros está cansada de ouvir. Eu estou cansada de ouvir, a verdade é essa. Estou só a generalizar porque acredito que mais gente se irá identificar. Ou isso, ou forever alone.

Nesta altura já perdi uns quantos seguidores do projeto, mas é preferível irem no início do ano antes de serem apanhados na curva daqui a uns meses. Sou uma mistura de muita ironia, arrogância (assumida por quem me lê porque não vê os meus olhos fofos enquanto escrevo) e pouca paciência. Entende quem me conhece pessoalmente e também nem acha muita graça. E eu também já nem me esforço para cair em graça na internet. Face to face é que nos conhecemos e entendemos.

 

COMENTÁRIOS QUE A MALTA DOS LIVROS ESTÁ FARTA DE OUVIR

 

“Não contabilizo livros, o que mais importante é o conteúdo”

Até me arrepiei. O conteúdo é sempre o mais importante para os leitores. Nem consigo colocar a hipótese de alguém andar a ler às pressas só para dizer que no final do ano que leu 75 livros. Ninguém quer saber o número de livros dos outros. E se não tem interesse no conteúdo só posso ter pena dessa pessoa, mas tanto faz. Ela é que sabe o que anda a fazer nesta vida louca.

“Não faço TBR, leio o que me apetece”

Nenhum leitor tem uma pistola apontada à cabeça para ler seja o que for. O mundo também não acaba se o leitor mudar a TBR. E dentro da sua TBR ela pode escolher exatamente aquilo que lhe apetece. Traçar um objetivo é só isso. Ninguém é obrigado a nada. Estamos entendidos? Obrigada.

“Não gostaste porque não entendeste a história”

Santa paciência para este comentário cheio de absolutas certezas e zero verdade. É vinho e água. É branco ou preto. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Nem preciso de explicar, né?!

“Lês tão rápido, assim não consegues refletir sobre o livro”

Quem é que conhece o ritmo de leitura dos outros? Ninguém. O meu ritmo de leitura não tem de ser o teu ritmo. Se as pessoas parassem de se comparar, deixavam de fazer estes comentários. Somos nós que decidimos se refletimos sobre o livro, quando, como e onde. É um direito de leitor.

“Não sei como é que alguém gosta desta/deste autora/livro, só alguém muito (coloca aqui uma ofensa gratuita)”

Não compreendes, mas tens de respeitar. Só isto. Adeus, um pão e um queijo.

“Definir leituras? Ah não! Deixar de comprar livros? Ah não! Comprar muitos livros? Ah não!“

Inserir emoji dos olhos revirados

 

Se tiveres muita vontade de dizer isto a alguém através de comentários atrás de um computador ou telemóvel respira fundo, e não o faças. Fica quietinha nessa vida pelo bem da sociedade. É exatamente isso que eu faço quando me apetece dizer “tens péssimo gosto literário” ou “só lês cagadas”, “normal que não tenhas gostado, só gostas de livros da treta” ou “não tens tempo para ler, mas tens tempo para estar sempre a ver o que eu publico na internet”. Pois, eu sei, tenho pensamentos parvos. Ridículos, até porque não devemos fazer juízos de valor. Mas podemos, na nossa cabeça podemos. Um bom ano, saúde.

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