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MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA DE UM ESCRITOR, DE JOÃO TORDO

Um livro com ferramentas para quem quer ser escritor, da autoria de João Tordo (um dos meus escritores preferidos), tem elementos mais do que necessários para ficar interessada. Editado pela Companhia das Letras, o lançamento será no dia 26 de Maio. Sendo uma admiradora do trabalho do escritor português, mais ainda depois do seu último livro, e depois de acompanhar o marketing através das suas redes sociais, criei grandes expectativas, que felizmente, não foram defraudadas.

 

A primeira grande surpresa é que este livro não é só para quem pretende escrever um livro. É, e não só, para quem pretende conhecer mais sobre o trabalho do João Tordo. Como é que ele descobriu a escrita, se tornou num escritor sôfrego, num leitor atento, e várias das suas fragilidades. Confesso que as primeiras páginas me emocionaram bastante e consegui sentir na pele, na alma, a sua paixão pelas letras. Consegui ver-me nelas. Interessante o seu processo. Também é um livro para quem quer conhecer o processo e o mercado editorial. Para quem pretender conhecer outros autores e boas sugestões literárias.

 

São várias as referências a outros autores, que eu já li e conheço, assim como a outras obras dentro da mesma temática. São citadas frases de Stephen King (autor do livro sobre escrita que eu mais gosto), de Maugham (um dos meus escritores preferidos da vida) e Saramago (o meu escritor português preferido). Não esquecendo os seus colegas de trabalho, João Tordo menciona vários, chegados em 2003, uma geração marcada pelo sucesso do Prémio José Saramago. Autores com uma obra fantástica, que precisam de conhecer.

 

O livro dá ferramentas claras, desde a publicação,à importância de ter um editor e revisor, a calma na hora de publicar. Fala de valores, de processos contratuais, tendo como base dos seus primeiros erros. Nem sempre com uma visão optimista do oficio, transmite a mensagem, por vezes, como um sonho difícil de alcançar. Ou seja, só alcança quem luta por muito tempo, não desiste ( ou tem uma cunha) e acredita no seu potencial. Dei por mim a pensar muitas vezes: ok, vale a pena o esforço? E cheguei sempre à mesma conclusão: vale.

 

São abordadas questões sobre o ego. A irritante comparação no mercado. E ele não tem medo de assumir que passou por isso. Que teve muitas dúvidas e se comparou. Eu admiro isso. Conheço a maioria das histórias que ele conta, mas pode ser uma pincelada de realidade na visão que possas ter em relação ao meio. Lembro-me quando a minha própria visão ingénua caiu por terra, num curso de escrita criativa (não foi no curso do João Tordo), ao ouvir escritores falarem mal de outros escritores sem nenhum pudor ou respeito. Como se o seu trabalho fosse superior. Daí a importância da humildade, como ferramenta importante.

 

Em todos os livros que eu já li sobre a arte de escrever, todos aconselham à leitura de grandes autores. É sem dúvida o conselho mais importante. “Por cada leitor haverá sempre oitocentos mil assinantes da Netflix”. Todos incentivam à entrega e confiança. Revelam que é um oficio muito solitário, a regular necessidade de recusar algumas experiências, mas contrariam, com a importância de viver emoções, de forma a escrever sobre o que se conhece. Uma profissão que exige esforço (na maioria dos casos), envolto em preconceitos e injustiças. Ser uma agulha no palheiro, ter a sorte do nosso lado e a coragem como uma qualidade.

 

Ao longo do livro temos surpresas atrás de surpresas, mas é no final que o escritor oferece o maior presente ao seu leitor. Uma espécie de segredo revelado, para quem o escutou muito atento ao longo de várias páginas. Senti entrega ao longo de todo o livro. Passou a sua paixão, fiquei com vontade de ler os seus livros que estão na estante à espera da sua vez.

 

Cheguei ao final do livro inspirada, receosa mas motivada. Prepara-te para anotares muitas sugestões literárias, dicas e questionares várias vezes: é isto que eu quero?

 

“Mais de uma década de ensino de escrita literária confirmou-me que isto é verdade: existem casos perdidos, casos remediáveis, casos promissores e, por último, os casos sérios.”

 

“Não existe escrita sem vulnerabilidade.”

 

“Se queres ser escritor, prepara-te para ficares de coração partido.”

 

Dia 26 nas livrarias. Compra o livro AQUI

 

 

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TODOS OS MOTIVOS PARA LER “A HISTÓRIA DE UMA SERVA” – NOVELA GRÁFICA

Recentemente li a novela gráfica adaptada do romance de Margaret Atwood, “A História de uma Serva”. Li de cabo a rabo, numa tarde, assim que chegou. Fantástica! Fiquei mesmo feliz por saber que ia sair em Portugal! Queria muito trazer a opinião  para os seguidores do blog A Mulher que Ama Livros. Não tenho o hábito regular de ler novelas gráficas, mas gosto! A arte e a adaptação foi feita por Renée Nault.

Li o romance há uns tempos atrás e vi dois episódios da série. Algo que pretendo recuperar brevemente para discutir no Clube Livroflix. Sabiam que será lançada a sequela este ano? Mal posso esperar.

 

TODOS OS MOTIVOS PARA LER “A HISTÓRIA DE UMA SERVA” – NOVELA GRÁFICA

  • Quando deres por ti estás a refletir sobre questões muito irrealistas que parecem muito próximas da realidade. Estranho, não é? De facto acontece ao longo de toda a história.
  • O trabalho gráfico é extraordinário. Desde os momentos relativos ao passado como os acontecimentos referentes ao presente.
  • A história foi bem adaptada para a novela gráfica. Talvez quem não conheça o romance terá alguma dificuldade em situar-se, mas ao longo do enredo a confusão desaparece.
  • As imagens, minha nossa, as imagens chocantes e perturbadoras, prepara-te! Segura o teu coração! Nunca voltarei a olhar para o vermelho da mesma forma nesta vida.
  • Emoções várias. É isso que queremos. Um livro que incomode, nos esfregue na cara para onde os regimes totalitários nos levam.
  • Neste regime culpam as mulheres quando estas são violadas. Há uma limpeza cerebral a todas as mulheres férteis que estão ali somente para procriar. Precisas de ver com os teus próprios olhos!
  • Margaret Atwood é fantástica. Os seus livros precisam de ser lidos, comentados para manter o alerta: a democracia pode não durar para sempre, precisamos de nos mexer diariamente perante injustiças e preconceitos.
  • Existe uma série televisiva com um enorme sucesso. A qualidade da mesma é indiscutível. Talvez o ritmo não agrade a todos, mas os atores e adaptação está irrepressível.

Tens vários motivos para ler esta novela gráfica chegada recentemente às livrarias. Como forma de aquecimento para a sequela do romance. Quem quer ler?

A novela gráfica foi cedida pela Bertrand.

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OPINIÃO | FILHO DA MÃE, HUGO GONÇALVES

Quando eu tinha oito anos perdi o meu pai num acidente trágico. Quem me lê há uns anos sabe que ao longo de vários anos escrevi sobre ele nos meus blogues. Foi uma perda e ausência com um peso enorme na minha vida. Resolvi a questão há cerca de sete ou seis anos. Todos os meus relacionamentos, todas as minhas angustias e medos estavam ligados ao dia em que perdi o meu pai. A morte continua a ser um assunto que gosto de encontrar na literatura. Para ver reflectida essa parte da minha vida. Para remexer nas minhas memórias e descobrir mais um bocadinho sobre mim e os outros.

Recentemente cruzei-me com o livro do autor português Hugo Gonçalves, Filho da Mãe. O livro saiu em Abril, altura em que o comprei na Wook. Só o agarrei este mês. Em Novembro costumo comemorar mais um aniversário do projeto A Mulher que Ama Livros lendo literatura portuguesa com o o desafio Ler os Nossos. Todos os anos encontro uma das minhas leituras preferidas do ano em questão ou um novo autor marcante que acabo a recomendar a toda a gente. O mês ainda não terminou, mas aposto que este livro foi o tal livro preferido e autor super recomendado.

Qual foi a última vez que choraste a ler um livro?

O livro contém as memórias do autor relativas à morte da sua mãe. Hugo Gonçalves escreveu este livro para enfrentar a sua sombra: “…há qualquer coisa de desafio nesta procura, como se eu estivesse de novo no apartamento, uma semana após a morte, e entrasse em todas as divisões esperando encontrar a minha mãe.”. Temos de falar nas feridas para serem curadas, concordas? O autor passeia pelas várias recordações de uma forma sincera e tocante.

 

Foi um livro que me emocionou bastante. Qual foi a última vez que choraste a ler um livro? Chorei na sala de espera do hospital enquanto lia Filho da Mãe. Reacendeu algumas emoções contidas, trouxe-me de volta as saudades das pessoas que partiram e uma sensação de angustia relativa às pessoas que ainda não partiram. Mexeu na ferida sarada, abriu o baú das recordações de infância.

 

Escrito de forma visceral, é um livro que recomendo aos leitores que procuram um bom livro sobre luto e amor.

 

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OPINIÃO | DEMÊNCIA, CÉLIA CORREIA LOUREIRO

 

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Abril, 2019

Editora Coolbooks

Tenho ficado agradavelmente surpreendida com as novas publicações por parte da editora CoolBooks. Têm apostado muito nos autores portugueses de forma profissional. Tão bom! Demência, da autora Célia Loureiro que tem mais três livros editados, vê assim o seu primeiro romance ganhar uma nova edição.

O que me fez ter vontade de ler o livro foram as palavras da Célia Loureiro em relação ao seu livro, no meu site preferido: Goodreads.  Transcrevo algumas frases da review , onde a própria acabou por atribuir 4.5 estrelas ao seu livro. Digam-me, se também não ficaram com vontade de o ler depois destas palavras.

“Este Demência foi um trabalho descontínuo desde 2009, e foi culminar em cento e qualquer coisa páginas escritas de um sopro em Julho de 2011. “

“Fui eu que a escrevi – mas mais do que um eu, Célia, fui eu, portuguesa. As palavras com que me expressei são aquelas, não foram traduzidas nem seleccionadas pela editora. São mesmo aquelas – desconcertantes, por vezes, duras, cruas, comoventes, descritivas, desoladoras. São aquelas e não outras.”

É um enredo sobre  – não me tinha apercebido disso. Sobre os motivos pelos quais as pessoas são levadas a acreditar numa asserção, motivos esses condicionados, inconscientemente, pelo próprio empirismo, pela racionalidade, pelos estereótipos, pelos preconceitos, pelas ideias pré-concebidas, pelo nosso próprio conhecimento, tantas vezes ignorante ou insuficiente, dos outros e dos factos. “

“…deu-me um prazer enorme escrevê-lo e é agradável saber que, quando estou com pouco apetite para leituras, é o meu pequeno (não assim tanto) Demência que me pisca o olho da estante e é ele que me distrai. As páginas voam – como leitora, que bebe as palavras que lê, e não como a escritora que lhes deu voz – nas minhas mãos.

Espero que quem quer que o leia retire este mesmo prazer dele. E que se recorde que o escrevi entre os 19 e os 21 anos. Tenho toda uma vida pela frente para conquistar, para mim própria, mais 0,5 pontos.”

 

Agora a minha opinião. Que é um bocadinho diferente da criadora da história e da maioria dos elogios rasgados feitos actualmente. Não sou do contra, juro! Vejo a imensa qualidade na escrita da Célia. Como assim, 19 a 21 anos?! Para um primeiro livro é extraordinária. E não é só para um primeiro livro, ela é mesmo extraordinária. Já tinha dado provas disso com o seu livro Uma Mulher Respeitável, cujo livro já tentei ler e me impressionou, mas não me prendeu porque não sou menina de romances históricos. Não sei porque insisto. Preciso de estar muito na vibe. Não foi o caso.

 

Adiante, o Demência não funcionou comigo porque achei extremamente longo e aborrecido. Não via a hora de terminar. Sempre que estava com ele nas mãos morria de sono. O primeiro capitulo fez-me acreditar que ia sair desta história de rastos emocionalmente. Mas pelo contrário, não consegui ligar-me de maneira nenhuma à história das duas protagonistas. Senti que as palavras forçavam e queriam cansar-me até fazer-me chorar. Aquele episódio lá para o final só me fez revirar os olhos e achei tudo muito apressado. O romance é super cliché e não me surpreendeu. Eu não sou moça de romances, já devia ter aprendido.

 

Gostei da temática da história, da estrutura e do potencial das personagens. Bem bom. Não querendo ser desagradável, e encerrando esta opinião, recomendo a leitura deste livro. A culpa não é dele, sou eu. Acho que isto de dar estrelas a um livro tem muito que se diga, e ninguém quer saber se tem meia estrelas a mais ou a menos. Também espero que ninguém o deixe de ler um livro por causa disso.

 

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Opinião | A Vida Escondida Entre Livros, Stephanie Butland

 

Março 2019

Top Seller

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Comprei este livro porque foi sugerido por uma seguidora quando pedi indicações de títulos para ler brevemente. Juntei o útil ao agradável, ou seja, aproveitei o projecto Festejar o Livro para ler livros sobre livros. E para ser sincera, a capa chamou-me bastante a atenção.

 

As expectativas não eram as mais altas. Esperava um livro três estrelas, com romance à mistura e muitas referências literárias. Só falhei no que diz respeito ao romance. Este livro aparenta ser um livro fofinho, mas é mais do isso. Aborda questões muito actuais e pertinentes. Mas não vou relevar, para serem apanhadas de surpresa, como eu. Não estava nada à espera que o livro se revelasse uma história tão dramática.

 

Loveday é uma protagonista cativante e apesar de ser descrita como uma miúda meio gótica, tatuagens e afins, nunca consegui imaginá-la assim. Nem sempre mando na minha imaginação, tá? Não sei o que aconteceu, mas estava sempre a imaginar a moça como a loira da série You. Mas não é. Talvez nas inseguranças, não sei. Andei a ver a série e talvez tenha sido confusão da minha cabeça.

 

Loveday trabalha numa livraria depois de uma infância difícil, em casas de acolhimento, parece ter encontrado a paz de espírito. Mas tudo muda, durante o percurso da sua casa para a livraria. Encontra um livro perdido, que consequentemente, a faz conhecer o Nathan.  Pelo meio, surge um mistério por desvendar, um romance agridoce (para não chamar outra coisa) e muitas noites de poesia. Aposto que aqueles poemas perderam a força com a tradução.

 

Giro é o facto do livro estar dividido entre capítulos chamados de: poesia, história, crime. Sempre ligados à história que é contada posteriormente. Pormenores agradáveis. O rol de acontecimentos em vez de me cativar, afastou-se. Senti que o segredo fazia todo o sentido, e até me comovi, mas o final apressa-se e acaba numa mistela catastrófica.

 

Gostei das referências literárias e da mensagem. Não senti apego pelo livro com o desfecho, mas adorei o inicio. Fez-me sentir que estava a encontrar um livro apaixonante. E estava a ser, até deixar de ser. Lógico! Tenho saudades de ler um young adult (livros para jovens adultos) arrebatador. Mais uma vez, não foi o caso. Já li livros mais apaixonantes, mas instigantes e emocionantes. Quais? Espreita a lista: Os meus 10 YA preferidos

 

Recomendo o livro para quem gosta de livros deste género. Não é água com açúcar, nem nada muito elaborado. Lê-se bem.

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Opinião | A Persuasão Feminina, Meg Wolitzer

 

Editora Teorema

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Mais um livro cinco estrelas no meio do pequeno núcleo de leituras. Devorei do inicio ao fim, com direito a diversas emoções. Como disse no Instagram, começa muito bem, é um primeiro capítulo vibrante. A partir daí, é como descascar uma cebola. Camada a camada, as personagens são descortinadas, de acordo com episódios muito comuns do dia a dia.

 

Gostei da forma como a autora desenvolveu a história e as personagens. Fiquei agarrada desde a primeira cena, entre a Greer e a Faith. Consegui colocar-me na pele da Greer e sentir o fascínio dela pela Faith. Os meus olhos brilharam juntamente com os delas. Quando conheces alguém que defender algo que tu interiormente já defendias, mas não sabes muito o que é.

 

Não querendo descortinar a história, até porque é difícil de explicar o tema central, e manter o teu interesse neste livro, posso garantir que é uma história como a vida real, com personagens muito realistas, com acções muito “gente como a gente”. Dei por mim a julgar e interrogar-me, “será que eu faria o mesmo?”, “ela é boa amiga?”, “isto é correcto?”, etc… Dei por mim a ter uma dualidade de opinião em relação a todas as personagens.

 

Começa com uma cena desagradável, na escola, envolvendo um rapaz muito nojento. “- Foi como se ele sentisse que tinha o direito de fazer o que quisesse”. O assunto é abafado há muito tempo, mas a Greer decide falar no assunto perante todos, durante uma presença da Faith na escola. As duas conhecem-se, as suss vidas acabarão por se cruzar mais tarde.

 

Zee, a amiga da Greer, é a minha personagem preferida. “Zee era política de uma forma inata e fervosa. Tinha começado pelos direitos dos animais, quando era pequena; pouco depois, tornara-se vegetariana e, ao longo do tempo, a profundida dos seus sentimentos pelos animais expandiu-se também para pessoas e fê-la preocupar-se igualmente com os direitos das mulheres, os direitos LGBT, a guerra e a sua inevitável torrente de refugiados,…”. Greer tem uma atitude em relação a ela que me deixou triste. Farias o mesmo? A amizade das duas ficará frágil.

 

O feminismo é um dos temas mais abordados. Passagens inteligentes, diálogos muito esclarecedores e uma energia girl power constante ao longo do livro. Gosto do facto dos diálogos trazerem boas reflexões. Sobre o relacionamento entre a mulher e o homem, o sexo, a atração, a paixão.

 

“- Sempre que falo em faculdades conheço jovens que me dizem: «Eu não sou feminista, mas…» E com isso querem dizer: «Não me reconheço como feminista, mas quero igualdade de salários, e quero ter relações igualitárias com homens, e é claro que quero ter igual direito ao prazer sexual. Quero levar uma vida justa e boa. Não quero que me impeçam por ser mulher.»

“- E tenho sempre vontade de responder: o que achas que é o feminismo, se não isso? Como julgas que vais obter todas essas coisas se negas o movimento político cujo objetivo em si mesmo é obter essa vida que queres?”

 

O livro tem drama. Há um episódio tão triste pelo meio. Nunca mais o esqueci. O livro é muito coerente a nível da fluidez. Não te enche de dramas atrás de dramas, tem o tempo certo para cada episódio. O que o torna muito agradável numa determinado momento, e angustiante noutros. Cheguei ao final e senti-me saciada É isto, somos isto. Sou um bocadinho de cada personagem.

 

 

Recomendo muito, é uma grande salada de temas actuais, com personagens marcantes e interessantes. Leiam. É muito bom.

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