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Opinião | A Persuasão Feminina, Meg Wolitzer

 

Editora Teorema

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Mais um livro cinco estrelas no meio do pequeno núcleo de leituras. Devorei do inicio ao fim, com direito a diversas emoções. Como disse no Instagram, começa muito bem, é um primeiro capítulo vibrante. A partir daí, é como descascar uma cebola. Camada a camada, as personagens são descortinadas, de acordo com episódios muito comuns do dia a dia.

 

Gostei da forma como a autora desenvolveu a história e as personagens. Fiquei agarrada desde a primeira cena, entre a Greer e a Faith. Consegui colocar-me na pele da Greer e sentir o fascínio dela pela Faith. Os meus olhos brilharam juntamente com os delas. Quando conheces alguém que defender algo que tu interiormente já defendias, mas não sabes muito o que é.

 

Não querendo descortinar a história, até porque é difícil de explicar o tema central, e manter o teu interesse neste livro, posso garantir que é uma história como a vida real, com personagens muito realistas, com acções muito “gente como a gente”. Dei por mim a julgar e interrogar-me, “será que eu faria o mesmo?”, “ela é boa amiga?”, “isto é correcto?”, etc… Dei por mim a ter uma dualidade de opinião em relação a todas as personagens.

 

Começa com uma cena desagradável, na escola, envolvendo um rapaz muito nojento. “- Foi como se ele sentisse que tinha o direito de fazer o que quisesse”. O assunto é abafado há muito tempo, mas a Greer decide falar no assunto perante todos, durante uma presença da Faith na escola. As duas conhecem-se, as suss vidas acabarão por se cruzar mais tarde.

 

Zee, a amiga da Greer, é a minha personagem preferida. “Zee era política de uma forma inata e fervosa. Tinha começado pelos direitos dos animais, quando era pequena; pouco depois, tornara-se vegetariana e, ao longo do tempo, a profundida dos seus sentimentos pelos animais expandiu-se também para pessoas e fê-la preocupar-se igualmente com os direitos das mulheres, os direitos LGBT, a guerra e a sua inevitável torrente de refugiados,…”. Greer tem uma atitude em relação a ela que me deixou triste. Farias o mesmo? A amizade das duas ficará frágil.

 

O feminismo é um dos temas mais abordados. Passagens inteligentes, diálogos muito esclarecedores e uma energia girl power constante ao longo do livro. Gosto do facto dos diálogos trazerem boas reflexões. Sobre o relacionamento entre a mulher e o homem, o sexo, a atração, a paixão.

 

“- Sempre que falo em faculdades conheço jovens que me dizem: «Eu não sou feminista, mas…» E com isso querem dizer: «Não me reconheço como feminista, mas quero igualdade de salários, e quero ter relações igualitárias com homens, e é claro que quero ter igual direito ao prazer sexual. Quero levar uma vida justa e boa. Não quero que me impeçam por ser mulher.»

“- E tenho sempre vontade de responder: o que achas que é o feminismo, se não isso? Como julgas que vais obter todas essas coisas se negas o movimento político cujo objetivo em si mesmo é obter essa vida que queres?”

 

O livro tem drama. Há um episódio tão triste pelo meio. Nunca mais o esqueci. O livro é muito coerente a nível da fluidez. Não te enche de dramas atrás de dramas, tem o tempo certo para cada episódio. O que o torna muito agradável numa determinado momento, e angustiante noutros. Cheguei ao final e senti-me saciada É isto, somos isto. Sou um bocadinho de cada personagem.

 

 

Recomendo muito, é uma grande salada de temas actuais, com personagens marcantes e interessantes. Leiam. É muito bom.

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Opinião | Como Cozinhar uma Criança, de Afonso Cruz

Como Cozinhar uma Criança, é o mais recente trabalho para o público mais novo do português Afonso Cruz. Recentemente lançado pela Alfaguara Infantil é uma leitura recomendada para as crianças dos 6 aos 10 anos.

 

As ilustrações são magnificas. Uma bela receita gráfica de alimentos em ponto pequeno cozinhada com criatividade. O livro começou por captar a minha atenção por aí. Pela capa. Mas precisamos de falar neste título. Dá vontade de rir. Como assim? Cozinhar crianças? O que quer o Afonso Cruz dizer com isso?

 

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É um livro infantil para ser discutido em conjunto com os mais novos. Ou talvez seja um livro para criar a dúvida ao mundo inteiro. Como assim, cozinhar crianças? Quem as cozinha? Nós, os adultos. Cozinheiros, sempre certos dos melhores ingredientes. Ou talvez não. Talvez ninguém saiba a receita perfeita para cozinhar crianças. Ou talvez saibamos, mas a receita nem sempre é eficaz. Será? Com amor não há falhas.

 

“…um beijinho aqui, um bocadinho ali. Beijinhos por todo o lado, é assim que pontilhamos a receita de pedras preciosas.”

 

Este livro é uma excelente recomendação. Um pequeno drama teatral para os professores mais corajosos pegarem no argumento e colocarem os pais a representar, quiçá, numa festa de natal ou numa festa qualquer. Dois cozinheiros prontos para cozinharem crianças. Tal como os pais, os educadores, prontos para fazer da linguagem uma receita eficaz para o futuro.

 

Recomendo este livro. É uma surpresa e precisa de estar na cozinha de todos os lares portugueses.

 

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Opinião | A Grandeza das Coisas Sem Nome, de Enrique Arce

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Editora Esfera dos Livros

Fevereiro, 2019

 

Para quem viu a série televisiva Casa de Papel, irá reconhecer a cara deste autor espanhol. Enrique Arce faz de Arturo, uma personagem que divide opiniões. Recentemente escreveu A Grandeza das Coisas Sem Nome, lançado em Portugal pela Esfera dos Livro, com uma capa lindíssima e uma sinopse promissora.

 

Do ponto de vista de um ator chamado Samuel, vencedor de um prêmio Tony, que o destaca com ator na Broadway, recebe a notícia da morte da sua irmã em Madrid. Isso fará com que Samuel regressa ao seu país  e enfrente o pai com quem não fala há mais de 30 anos.

 

Quis ler este livro por curiosidade, não fugiu muito das minhas expetativas. Foi uma leitura irregular, entre momentos bons e outros que não me fascinaram. Sinceramente não esperava um livro grandioso (apesar do título), e foi isso mesmo que encontrei.

 

O protagonista Samuel é um homem solitário apesar da sua vida de luzes e glamour. O regresso às raízes vão trazer à tona vários fantasmas e colocar a sua vida de cabeça para baixo. Nesses momentos, a leitura ganha folego e um ritmo avassalador. Peripécias para os leitores nunca caírem no tédio. O momento que mais esperei, o encontro entre ele e o pai, foi pouco real. Acho que num momento dramático, como o funeral de um familiar,  ninguém teria uma conversa daquele mote. A falta de emoção está de acordo com as personagens, mas o diálogo não me convenceu. Que pai parvo este. Desvaloriza o filho, manda bocas tristes e é de uma arrogância imensa.

 

O livro aborda diversos assuntos. Violência doméstica, fama, morte, droga e álcool, relações abusivas, entre outras. O autor Enrique quis fazer desta história uma série espanhola de dez episódios, condensada num único volume. Algumas personagens são esquecidas, algumas pontas ficam soltas e nada é aprofundado. Saí desta leitura, onde os assuntos são todos tratados de forma superficial, com pouca ligação às personagens e aos acontecimentos dramáticos. No entanto, senti alguma empatia pelo Samuel quando são relatados alguns momentos de violência entre o pai e a mãe. Situação rara ao longo desta leitura onde os dramas são constantes.

 

Ao longo do livro pensei na importância do equilíbrio emocional. Acho o Samuel um homem desequilibrado, amargurado e vitima do pior lado da fama.  Não gostei nada das suas constantes atitudes arrogantes. Não tratava ninguém de forma educada. Não consegui aceitar que era somente um homem com fortes necessidades de carinho por parte do pai.

 

Se queres um livro leve, cheio de diálogos sobre a vida. Com algumas passagens sobre o vicio das drogas e do álcool. Onde a fama se cruza com o lado menos bonito. Que fale de uma quantidade imensa de assuntos e não deixa marcas, este é o livro certo.

 

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Opinião | Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley

 

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Novembro, 2013

Editora Antígona

Li este livro porque foi o livro vencedor do Clube dos Clássicos Vivos na primeira votação do ano. Aliás, foi uma releitura. Caso contrário, não teria relido. O próximo encontro aproxima-se, e para ter a história fresca na minha cabeça, senti necessidade de pegar nele. Se quiseres ir ao encontro, marca na agenda, dia 16 de Março, nos Jardins da Gulbenkian, pelas 15 horas.

 

Este livro é uma distopia. Ou seja, a sociedade deste livro está organizada de forma opressiva ou totalitária. No caso, a população deste livro, criado por Aldous Huxley, vive num mundo dominado através do comportamento. Ninguém pode estar infeliz, os afectos e sentimentos são anulados. A família não existe, sendo incentivada à poligamia. Não é normal manter relacionamentos monogâmicos. Os seres humanos são concebidos através da inseminação artificial, através de fábricas de reprodução. Este livro previu, e bem, a evolução de genética nesse campo. O que é extremamente genial por parte do autor. Relembrando que só foi possível conceber humanos através da inseminação nas décadas de 60/70 e o livro foi escrito na década de 30. Fascinante.

 

Não sendo a ficção científica um dos meus gêneros literários preferidos fico sempre com receio de ler. Mas acabo por ficar impressionada, sobretudo quando percebo que são clássicos como este os maiores influenciadores pela maioria dos livros distópicos conhecidos pelas massas. Desde histórias com sociedades dividas por castas, como acontece neste, a livros com governos muito semelhantes e ideias baseadas totalmente no grande Admirável Mundo Novo. É por isso, e não só, que acho necessário conhecer os clássicos. Desta forma consegues perceber onde nasceram as ideias base dos livros que hoje em dia fazem muito sucesso. Também acabas por criar padrões de maior qualidade relativas às tuas leituras.

 

Para além do fascínio que senti ao reler este livro, a releitura trouxe-me algumas reflexões que não aconteceu na primeira leitura. Mais uma vantagem de releitura dos maravilhosos clássicos, trazem novos questionamentos e outra visão sobre as personagens e a história no geral. E uma terceira leitura seria melhor ainda. É incrível. Tenho a certeza que a discussão do clube literário será muito interessante e proveitosa.

 

Desta vez, fiz uma relação da história com os tempos actuais. A necessidade extrema das pessoas estarem sempre felizes. No livro, as personagens tomam uma droga chamada SOMA para combater os conflitos internos e externos. Há uma fuga permanente relativa à solidão e sentimentos de angustia ou tristeza. Não vos faz lembrar nada? Eu lembrei-me logo das redes sociais e das fotos publicadas sempre muito felizes e perfeitas. Instagram será a SOMA dos nossos dias?

 

As personagens são frias, muito ao jeito da história contada. Não te vais sentir ligada a nenhuma. Talvez alguma pena do Selvagem, a minha personagem preferida. O conflito da história não é extraordinário, mas a mensagem que o autor pretende passar dá que pensar constantemente. A narrativa também não é das mais fáceis, o que torna o livro muito rico e complexo. Li o livro sempre com muito fascínio e interesse.  Talvez o final tenha sinto o que menos gostei.

Nunca um texto de opinião será suficiente para falar na complexidade desta história. Claro que recomendo este livraço. É um dos clássicos que eu considero indispensável na vida de todos os leitores.

 

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Opinião | Becoming – A minha história | Michelle Obama

 

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Objectiva, novembro de 2018

 

Recebi este livro no dia do meu aniversário. Na altura do Natal meio mundo recebeu o livro como presente e acabou esgotado em algumas livrarias online. Lembro-me que o meu marido e os meus filhos saíram de casa para ir até ao Vasco da Gama comprar um exemplar, onde já só haviam sete. Acho espectacular um livro esgotar, é sinal que os livros são vendidos. Mais ainda, sendo uma biografia de uma mulher como Michelle Obama. A ex primeira dama afro americana, uma mulher com um forte poder de comunicação e envolvida em grandes causas humanitárias.

 

O que me fez ler este livro foi a curiosidade. Sendo extremamente curiosa fiquei com a pulga atrás da orelha quando o livro se viu esgotado na maior parte dos sites e livrarias. Quando as listas dos melhores livros saíram esta biografia integrou a maior parte das listas. Incluindo a lista de preferências do Obama, tal como o livro “Uma Educação” que li anteriormente.

 

O livro acabou por ser uma surpresa boa. A linguagem da Michelle é muito acessível e parece que estamos a ouvir uma amiga a conversar connosco. Senti-me sempre ligada à sua história e vibrei com alguns momentos. Mas não terminei a leitura inspirada por ela como seria de esperar. Aliás, a capa anuncia um livro inspirador. Também me senti desiludida com alguns apontamentos relacionados com a sua personalidade. Não esperava uma Michelle tão mimada e carente. Em determinados momentos, ler as suas queixas após algumas descrições de dificuldades de terceiros deixou-me incomodada. Sabem quando uma pessoa se queixa de barriga cheia? Pois bem, Michelle tem de mobilar a Casa Branca mas sente-se entendida com tantos móveis que precisa de escolher. Ou tem um homem bastante activo, mas sente-se sozinha e com o mundo às costas.

As minhas passagens preferidas estão relacionadas com as mulheres e o papel de Michelle como primeira dama. Também adorei ver as suas fragilidades e entender que teve de superar alguns medos para conquistar o seu lugar no mundo da política. Adorei ver a ascensão do seu marido, como entrou na política e como sempre foi um homem muito focado e determinado. Como adora ler, estar sossegado e é um homem inteligente. “O Obama intrigava-me. Não se parece com nenhum dos homens com quem eu estivera envolvida antes, principalmente por ser tão seguro de si. Era abertamente afectuoso. Dizia-me que eu era linda. Fazia-me sentir bem. Para mim, ele era uma espécie de unicórnio.”(p.142)

 

Acho interessante a forma como ela transmite a importância da educação. “Éramos ambos, claro, produtos do modo como havíamos sido criados.” (pág. 172). Apesar das opiniões serem muitas vezes diferentes entre eles, têm uma relação muito forte.  Ficamos a saber que a Michelle quer casar, ao contrário do Obama. No final, Obama pede-a em casamento. Não sendo o pedido mais romântico de sempre, é um momento caricato. Fez-me rir. Michelle tem alguns conselhos matrimoniais para dar neste livro. Como aguentar tanta pressão. Como ser uma figura singular no meio político.

 

Gostei bastante que a Michelle Obama tenha falado da sua dificuldade em engravidar. Achei bastante sincero. “Todo aquele processo e a incerteza deixavam-me ansiosa, mas eu queria um bebé. Era uma necessidade que sentia desde sempre… Queria uma família, e o Barack também queria uma família, e ali estava eu, sozinha, na casa de banho do nosso apartamento, a tentar, em nome daquele desejo profundo, reunir coragem para enterrar uma seringa na coxa.” (pág.222/223). Muitas mulheres vão identificar-se com algumas passagens, mesmo sendo uma mulher tão poderosa. Parece tão próxima.

 

Esta leitura valeu a pena. Gostei de conhecer mais sobre o casal Obama, sobretudo do percurso de ambos. Sempre me perguntei, como é que alguém chega a presidente dos Estados Unidos? Neste caso, foi a vontade de mudança. O que depois me leva a outra pergunta, como é que o Trump é eleito depois do querido Obama?

 

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Opinião | Uma Educação | Tara Westover

 

Editora Bertrand

Lançamento Setembro 2018

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Ler as primeiras páginas

Uma Educação é um livro de memórias, escrito na primeira pessoa por Tara Westover. Filha de um pai que se opunha a tudo o que viesse do governo, desde escolas aos hospitais. Tara revela detalhes da sua vida e dos seus seis irmãos de quando viveram com os pais, numa montanha longe da civilização. Proibida de estudar, ela só pisa a escola pela primeira vez aos dezasseis anos.

 

Tara, menina de 7 anos, numa enorme família disfuncional de nove elementos. Sem registo clinico, nem certidão de nascimento. Só aos 9 anos será emitida a sua certidão de nascimento. Até lá, ela não existe para o governo. Vivem todos na montanha, inclusive os avós. A Avó é a única que incentiva os netos a irem às escola e contrariam as ideias do pai. O pai acreditava que a escola era uma estratégia do governo para afastar as crianças de Deus. Sendo ele extremamente religioso, a educação é orientada para cultivarem o amor a Deus e aos seus mandamentos.

 

O livro está dividido em três partes. A primeira é a infância, a segunda a adaptação da Tara ao ensino, à sociedade. Quando começa a frequentar a escola, Tara terá de dividir o quarto com colegas e nota-se uma enorme diferença nos costumes e hábitos entre elas.

Para além da importância da educação, este livro mostra o poder da persistência e do foco. Tara claramente é uma mulher com os objetivos sólidos e a sua perante a vida é corajosa e potente. Desta forma, ela atingiu os seus objetivos e contornou os obstáculos impostos pelo seu fraco conhecimento inicial. Vários anos a viver na montanha longe do mundo colocou-a num nível inferior aos seus colegas da escola. Não foi isso que a impediu de ir à luta. Que história inspiradora. Esta mulher é um exemplo!

 

Outra coisa que pensei diversas vezes foi na importância que temos na vida dos nossos filhos. A importância dos valores que transmitimos e os transformamos à nossa imagem.

 

“É estranho como damos às pessoas que amamos tanto poder sobre nós.”

 

Ser mulher num mundo machista que defende tarefas distintas para os homens e para as mulheres.

“…Mill afirmava que as mulheres haviam sido levadas, através da persuasão, da lisonja, da rejeição e da aniquilação, a fazer, durante tantos séculos, uma série de contorções femininas, que agora era quase impossível definir as suas aspirações ou capacidades naturais.”

 

O livro tem momento de grande emoção. Não consegui ficar indiferente à carga emocional em determinados momentos. Eu torci pela Tara até ao fim e vibrei com as suas conquistas. O livro é incrível e eu super recomendo! É aquele livro que se lê com muito entusiasmo, de uma ponta à outra. A narrativa da autora é fluida, cativante e a sua história de vida é interessante. Leiam, não se vão arrepender. Foi o primeiro livro deste ano que eu dei cinco estrelas.

 

Para além desta recomendação, tenho dois filmes para vos recomendar que me vieram várias vezes à cabeça; Educação, não sendo uma adaptação, mas também aborda a importância dos estudos e Capitão Fantástico, a história de um pai que também vive longe da sociedade e é contra as leis do governo. Ambos maravilhosos.