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“Orgulho e Preconceito” de Jane Austen – Impressões às primeiras 40 páginas

 

 

Um dia, alguém me recomendou o livro “Orgulho e Preconceito”. Adoro clássicos, e de tanto ouvir falar bem deste livro fui de imediato à biblioteca requisitar. Comecei a ler aquele livro de capa vermelha super entusiasmada. Logo na primeira página percebi que aquela edição não valia nada. Estava cheia de erros, frases mal traduzidas. Desisti, e prometi comprar uma edição só para mim para voltar a tentar.

 

 

Quando se ofereceram para me enviar o livro “Orgulho e Preconceito” por correio nesta edição de capa amarela por cinco euros não recusei e inseri o livro na lista de próximas leituras.

 

 

Estou no capítulo X, sinto-me desiludida. Ainda não estou rendida ao romance. É claro que não vou desistir da leitura, pretendo chegar ao fim, pois acredito que a leitura se vai tornar melhor daqui a umas páginas. Espero fervosamente que sim.

 

 

Não gosto muito dos protagonistas nem de todo o alvoroço formado em torno do Mr. Darcy. Elizabeth parece-me muito inteligente e espero que ela não me desiluda. O ritmo da narrativa é lento. Ainda aconteceu tão pouco.

 

 

Espero mudar de opinião e terminar este livro com outra opinião sobre ele.

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“Beloved” de Toni Morrison – Impressões às primeiras 30 páginas

 

 

“Beloved” de Toni Morrison está na minha lista de leituras para este ano. Incentivada por dois vídeos no Youtube (da Luara e da Juliana) comecei a ler o livro ontem à noite. A minha edição saiu com a revista Sábado numa colecção intitulada “Autor Nobel”. Toni Morrison ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 1993, este livro venceu o Prémio Pulitzer em 1988. “Beloved” é o primeiro livro de uma trilogia, “Jazz” publicado em 1992 e “Paraíso” em 1997 são os títulos seguintes.

 

 

A autora inspirou-se em factos reais para escrever este livro. Em 1856, Margaret Garner foge da fazenda onde é escravizada para Ohio, onde a escravatura não é permitida. O dono da fazenda vai à sua procura, encontra-a para a levar de volta. Margaret num acto de amor/loucura mata a sua própria filha para a proteger da escravidão. Partindo desse facto, a autora escreve o seu romance.

 

 

A narrativa tem uma estrutura semelhante à da memória, com passagens desconexas, nada linear. Pode ser uma leitura mais complicada para alguns leitores. No meu ponto de vista, é um ponto forte neste livro. No primeiro capítulo conhecemos Sethe, a mulher que matou a sua própria filha. Ela vive com a sua filha Denver, uma personagem perturbada devido às visitas do fantasma. Ambas são visitas pelo Paul D., um ex-escravo, amigo da família.

 

 

Estou a gostar imenso do clima obscuro e misterioso da história. Este livro obriga a uma atenção que o lugar mais calmo da casa pode dar. Sinto que estou perante um livro com uma história muito forte. Uma excelente leitura espera-me.

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“Dentro do Segredo” de José Luís Peixoto – Impressões às primeiras cem páginas

 

 

“Dentro do Segredo” é um livro de viagens, sobre o olhar do próprio autor. Coreia do Norte é o destino. A edição tem uma capa forte, com a figura de um coreano vestido formalmente, com um ar sem nenhuma expressão. O meu interesse foi culpa da capa e do autor. Nunca tive qualquer interesse em ler livros de viagens, excepto este.

 

 

José Luís Peixoto conta tudo na primeira pessoa. O lado politico e histórico, tudo o que aprendeu com a sua viagem. Tudo o que o deixaram ver. Tudo o que o deixaram acreditar enquanto via. Factos interessantes para leigos sobre o país fizeram-me ficar atordoada. Conhecer alguns factos, através de outro olhar, fez-me estar mais perto.

 

 

Senti falta de fotografias. O livro não contém fotos. O lado menos positivo deste livro. A leitura é feita de forma fluida, com uma escrita um pouco diferente do que conheci nos seus outros livros. Mais directa, menos mágica.

 

 

Sinto altos e baixos no meu interesse, passagens informativas depois de momentos repetitivos e chatos. Continuo sem interesse em ler/comprar livros de viagens.

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“Para Onde Vão os Guarda-Chuvas” de Afonso Cruz – Impressões às primeiras cem páginas

 

 

 

Ao contrário do que pensava, nunca tinha lido nada do autor, excepto um conto e algumas passagens cada vez que ia à livraria. Este livro tinha de pertencer à minha estante. Comecei a ler este fim de semana, tal como prometido. É um livro muito bonito por dentro e por fora. Adoro o título, a capa. Começa logo com um murro no estômago, uma pequena história ilustrada sobre o Natal. O autor é de uma criatividade incrível.

A história passa-se no Oriente, conta a história de um vendedor de tapetes chamado Fazal Elahi. Logo no inicio damos conta que Fazal Elahi levou um menino cristão da rua para sua casa. Sua irmã não concorda com a ideia. E assim começa esta história que nos vai contar várias histórias. O livro não decorre de um modo linear, vamos descobrindo aos poucos o que se passou para Fazal Elahi ir buscar aquele menino à rua. Não sei será consciência o emprego de Fazal, mas esta história lembra-me a criação de um tapete, fio a fio, até ficar completa.

São vários personagens que se ligam, com uma história para contar. Estou a adorar acompanhar a história de todos eles. As filosofias que acompanham cada um. Agora na página cento e pouco estou impressionada com a personalidade do pequeno Salim. É extraordinário!

As imagens que acompanham o texto são fabulosas, está a ser muito bom descobrir o significado de cada uma.

Comecei o livro sem expectativa alguma. Queria ser surpreendida. Estou a ser mais do que surpreendida. Estou a gostar cada vez mais deste livro.

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“Inferno” de Dan Brown – Impressões às primeiras cinquenta páginas

 

 

Ando a ler “Inferno” de Dan Brown. O único livro que li dele chama-se “Código da Vinci”, toda a gente conhece. Toda a gente. Excepto quem vive debaixo de uma pedra. Ando a ler o livro no Kobo, o livro vai demorar para estrear em Portugal. Já saiu a versão inglesa. Portugal é o último, é quase sempre o último a editar os livros que todos querem. Não li os outros livros do Dan mas tenho ali um ou dois, nem sei bem. Este teve a minha atenção porque já passaram anos suficientes para o autor aprender e amadurecer, fiquei com a sensação que será o seu segundo grande sucesso. Para além disso, todo o mistério à volta da obra só dá mais vontade de querer ler.

 

 

O prólogo começa muito bem. Dinâmico, misterioso e dramático. Os primeiros capítulos estão cheios de acção. Robert Langdon encontra-se num hospital com amnésia, logo depois está a fugir de um assassino ao lado de uma médica com um QI de 208. Ao fim de cinquenta páginas, começo a juntar peças na minha cabeça e acho que já sei o que vai acontecer com esta médica. Espero que não, espero ser surpreendida. Existe um objecto muito perigoso no meio desta trama mas ainda não sei o que é. Muitas perguntas em pouco tempo, espero que não fiquem pontas soltas. Para já, estou super entusiasmada e a gostar muito.