Do livro Dias Felizes, de Raphael Montes

 

“Eu te amo, Clarice.”
Logo depois, ele se arrependeu de ter dito aquilo. Não é bom confessar a uma mulher que se está apaixonado por ela. Isso costuma espantá-las. Durante todo o tempo, ele mantivera o controle em relação a Clarice. Havia adotado um tom racional ou irônico. Agora, no entanto, tinha sido desconcertantemente sincero: a declaração subira à garganta, ansiosa por ser dita e repetida.
“Eu te amo… Por favor, pense bem.”

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