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Editora Elsinore

 

Lançamento Maio 2017

 

 

Este livro saiu da estante porque precisava de intercalar com outra leitura muito depressiva que andava a fazer. E passou logo a leitura principal. Acabou por integrar este projeto para representar a Inglaterra. Um romance de estreia de qualidade que me marcou por várias razões. Megan Hunter nasceu em Manchester em 1984. Acho que o livro não irá agradar as massas, por ser ousado e com uma narrativa apaixonante.

 

 

O livro é pequeno, tem pouco mais de cem páginas e apresenta uma forma invulgar. Consequentemente, lê-se num ápice. A narradora  é uma mulher grávida que está no fim da gestação. O mundo encontra-se num momento devastador, obrigando as pessoas a saírem de casa para sobreviverem, transformando-as em refugiadas. Ela parte com o filho nos braços após o nascimento, juntamente com o pai de criança e outro amigo. As personagens não têm nome, são chamadas por letras. Mas isso não incomoda, pode ser qualquer um. Pode ser o nosso bebé, o nosso amigo, a nossa vizinha. Passam por diversas dificuldades, conhecem pessoas em situações piores e a tragédia paira constantemente na vida de todos. A vida dá lugar a uma constante fuga, a uma série de questionamentos.

 

 

Fiz um paralelismo com os tempos atuais, com o caminho que a sociedade está a percorrer. Deixei levar-me por esta história, que apesar de irreal acabou por me convencer através das emoções transmitidas. Pensei nas mulheres desprotegidas com os seus filhos. Nas vidas duras dos refugiados que procuram alimento, que não têm um lar. Nos bebés que “aterram” neste planeta pouco acolhedor. Acho que este livro pode passar mensagens diferentes para os seus leitores. Pode dar mais a uns do que a outros. É isso que o torna especial.

 

 

 

Recomendo. Faltam 191 países 191 escritoras para concluir este projeto.

 

 

 

Três palavras para este livro:

 

– Fuga

 

– Maternidade

 

– Desespero