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Miúda Online | Zoe Sugg

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Para quem está à espera de uma surpresa pode confiar, vai ter. Mas não prometo que a surpresa seja positiva. Se o leitor for com as expetativas altas terá uma desilusão. Vai achar o livro fraco, com uma trama fraca e uma protagonista pior. 

 Miúda Online é um livro escrito por uma blogger, a Zoe Sugg. Ela também é youtuber e faz imenso sucesso. O seu livro foi traduzido para vários países, Portugal inclusive.

Comprei o livro por curiosidade, e confesso, a capa ajudou. Narra a história de uma blogger chamada Penny. Penny é mais insegura que qualquer outra personagem que conheças. Juro. Nunca vi moça tão desastrada e insegura. Cai ou faz figuras tristes página sim, página sim. Este livro é para uma faixa etária dos 12 aos 17. Contudo, existem livros dentro do género, bem escritos e menos patéticos. Dou exemplos: Eleanor & Park de Raibow Rowell; Por Lugares Incríveis de Jennifer Niven; Louca por Compras de Sophie Kinsella; A Culpa é das Estrelas de John Green; Ana e o Beijo Francês de Stephanie Perkins; por aí vai….

Penny sofre de crises de ansiedade/pânico depois de ter sofrido um acidente de carro. O assunto é abordado de forma bastante superficial. Ela é apaixonada por rapaz popular (novidades?!) mas não consegue ser sincera e declarar-se. O rapaz é um personagem vazio, na minha opinião. Preocupado com as selfies do facebook, sem opinião. Mais tarde, durante uma viagem a Nova Iorque, Penny conhece Noah (nome original, #sqn). Com Noah ela sente-se bem, consegue ser ela mesma (odeio esta expressão), sem filtros. Tudo vai acontecer à Penny. 

Penny relata os acontecimentos mais marcantes no seu blogue, e começa a ter imensos leitores e comentários. Pessoas que se identificam com os seus desabafos. Ela é inspiradora para os que acompanham as suas aventuras. A história passa-se na altura do natal, estava à espera de um livro com momentos na praia ou campo com bastante calor. 

O melhor deste livro é o personagem Elliot. O melhor amigo da Penny, gay, cheio de estilo e sempre com a palavra certa. Tem alguma piada. Ele não salva o livro mas tenta. E temos o Noah também. Ele é muto parecido com o Augustus de A Culpa é das Estrelas , não é?

Até ao momento da grande reviravolta estava entediada, mas acabou por melhorar. Diversas mudanças alteraram o meu entusiasmo, feliz por não ter desistido. Leitura para descontrair divertir. Considero que uma leitora mais nova irá aproveitar mais a leitura deste livro e identificar-se com os dramas típicos da adolescência retirando alguns conselhos para o dia a dia. 

Três estrelas. Lamento Zoe, para a próxima corre melhor. Sorte tens tu de não seres a Stephenie Meyer, caso contrário serias humilhada em praça pública, com direito a vídeos especiais. Outra coisa, o livro está com erros. A revisão falhou redondamente. 

 

“Sempre que publicas uma coisa online, fazes uma escolha.”

6 comentários em “Miúda Online | Zoe Sugg

  1. Olá! Fiquei bastante interessada com os títulos dos livros que indicou e gostei de todos! Você tem bom gosto! Gostaria de saber se não me pode dar mais nomes de livros! Obrigada 😉

  2. Mas dê do mesmo gênero dos outros!

  3. A verdade é que não estou nada de acordo com a tua opinião o livro e está escrito de uma maneira incrível tenho pena de que não tenhas conseguido apreciar, o livro é muito puro e a autora não tem culpa se a gente tão superficial e tão perfeita que não consiga entender o significado que este quer transmitir! A autora não foi superficial mas tu sim! Não conseguiste ver mais além do que está escrito😉😑😒

  4. Nao concordo consigo mas opinioes sao opinioes

  5. Zoella aceitou um novo desafio e no dia 25 de novembro de 2014 lançou Girl Online, livro que veio agitar o meio literário. Porquê? Porque ao vender 78.109 cópias nos primeiros sete dias, Zoella bateu um recorde de vendas, eclipsando nomes como E L James, JK Rowling e Dan Brown.

  6. Tenho pena que não tenha gostado, mas o que me incomodou foi a forma como expressou a sua opinião. Sim, o livro é cliché, e sim, não apraz tudo e todos (como tudo no mundo), mas a forma como o demonstrou, com frontalidade exagerada, não foi a melhor forma de todo. No entanto, gostos não se discutem 🙂

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