Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

amulherqueamalivros

Banner billboard da campanha 50 livros com 50% desconto
Dom | 14.01.18

O HOMEM DO GIZ | C.J. TUDOR

Cláudia Oliveira

 

InstaFit_20180114_18575868.jpg

 

Aplausos para esta capa com destaque para a lombada espetacular. O olho brilhou quando recebi o grande lançamento da Planeta. O título está por todo o lado com uma espécie de “obrigatório” para os fãs do género thriller. Digamos que o título também é bastante sugestivo e a sinopse promete. Quem nunca jogou ao “enforcado”? Tantas vezes.

 

Bem, a história. Não vou relevar quase nada. Prometo.

 

Um grupo de miúdos numa aldeia, (lembrei-me logo do filme A Coisa inspirado no romance do Stephen King, segundo a autora é a sua inspiração) a vida corre normalmente até ao dia em que acontece um grave acidente. Paramos por aqui? Deixem-me adiantar que o livro começa com a descoberta de uma cabeça de uma rapariga. Exatamente. Uma cabeça.

 

A história passa-se entre o presente (2016) e o passado (1986) pela voz do Eddie. A autora sabe diferenciar muito bem as diferentes épocas através de diversos elementos, portanto foi muito fácil situar-me. Ao contrário do que normalmente acontece, nunca me confundi e consegui entrar na história de imediato. O ritmo é perfeito para um thriller, começou lentamente, mas ganha alguma velocidade conforme avançamos. As personagens começam a fazer parte da nossa vida, queremos de facto saber o que aconteceu. Para além existem outras histórias, como é o caso da profissão pouco conservadora da mãe do Eddie ou a doença do pai dele. Há situações de ataques entre adolescentes com cenas muito fortes com referência ao livro “O Deus das Moscas”. A escritora influenciou-se nos melhores.

 

O enredo conta com várias reviravoltas e surpreende como romance de estreia da inglesa C.J.Tudor. A escrita é madura, envolvente e rica. É o melhor do livro, assim como as personagens diversificadas e intrigantes. Tenho de ressaltar negativamente alguns episódios sem o facto surpresa, algumas conversas que não acrescentam nada à história. Apesar do final me ter surpreendido não gostei das motivações dadas para o crime central. Quando lerem o livro contem-me se sentiram o mesmo. 

 

É uma leitura viciante. Lido em dois dias. Só posso recomendar. Dia 16 nas livrarias em todo o país.