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Qui | 24.08.17

"O LABIRINTO DOS ESPÍRITOS" | CARLOS RUIZ ZAFÓN

Cláudia Oliveira

 

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Oitocentas páginas. Who cares? Carlos Ruiz Zafón já tinha ganho o meu coração com os livros anteriores. Tenho carinho especial pelas personagens. Sobretudo pelo carismático Fermín que tem uma justa homenagem com este livro. Andei a adiar a despedida desde o dia em que recebi o livro como presente (obrigada!). Aquele sabor agridoce do adeus e do reencontro. Em três dias li este calhamaço, absurdo como as páginas voaram. 

 

Este livro é o último da série "O Cemitério dos Livros Esquecidos". Numa Barcelona obscura, gótica e misteriosa com um encantamento indiscutível, narrado com a proeza que o autor já nos habituou. Este livro fecha o ciclo, anuncia novidades e traz novas respostas a alguns mistérios . O livro invade o nosso imaginário  e transporta o leitor para um lugar escondido e confortável. A sensação de reencontrar velhos amigos e escutar sábias palavras carregadas da sabedoria do nosso Fermín. 

 

"-Este lugar é um mistério, Julián, um santuário. Cada livro, cada volume que vês tem uma alma. A alma de quem o escreveu, e as lamas daqueles que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém passa o olhar pelas páginas, o sue espírito cresce e torna-se forte... Quando uma biblioteca desaparece, quando uma livraria fecha as suas portas, quando um livro se perde no esquecimento, nós os que conhecemos este lugar, os guardiões, certificamo-nos de que vem para aqui."

 

Não é maravilhosa esta passagem? Momento amorzinho. 

 

Sempre que o Daniel e a sua família entravam em cena enchiam as páginas e eu ficava completamente vidrada na história. O mesmo não se sucedia em outros momentos. Em infindáveis diálogos cheguei a aborrecer-me e perder-me em tantos detalhes desnecessários para o desenvolvimento da trama. No entanto, com um final um bocadinho previsível, foi um belo encerramento. 

 

Recomendo. Mas o primeiro livro ainda continua a ser o meu preferido. 

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