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“Inferno” de Dan Brown – Impressões às primeiras cinquenta páginas

 

 

Ando a ler “Inferno” de Dan Brown. O único livro que li dele chama-se “Código da Vinci”, toda a gente conhece. Toda a gente. Excepto quem vive debaixo de uma pedra. Ando a ler o livro no Kobo, o livro vai demorar para estrear em Portugal. Já saiu a versão inglesa. Portugal é o último, é quase sempre o último a editar os livros que todos querem. Não li os outros livros do Dan mas tenho ali um ou dois, nem sei bem. Este teve a minha atenção porque já passaram anos suficientes para o autor aprender e amadurecer, fiquei com a sensação que será o seu segundo grande sucesso. Para além disso, todo o mistério à volta da obra só dá mais vontade de querer ler.

 

 

O prólogo começa muito bem. Dinâmico, misterioso e dramático. Os primeiros capítulos estão cheios de acção. Robert Langdon encontra-se num hospital com amnésia, logo depois está a fugir de um assassino ao lado de uma médica com um QI de 208. Ao fim de cinquenta páginas, começo a juntar peças na minha cabeça e acho que já sei o que vai acontecer com esta médica. Espero que não, espero ser surpreendida. Existe um objecto muito perigoso no meio desta trama mas ainda não sei o que é. Muitas perguntas em pouco tempo, espero que não fiquem pontas soltas. Para já, estou super entusiasmada e a gostar muito.

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“O Ano das Leituras Mágicas” de Nina Sankovitch

 

Recentemente li um livro mexeu comigo. Uma mulher perde a sua irmã mais velha com cancro, esta para recuperar decide ler um livro por dia. O livro conta isso mesmo, todo o processo de recuperação da morte da sua irmã. Como os livros mudaram a sua vida. A história é real, a Nina existe, a Nina tem um blog onde ainda coloca os textos sobre as leituras que faz. O livro chegou às minhas mãos em versão epub, para o Kobo. Sabiam que ler no Kobo é muito mais rápido? Adorei ler este livro por alguns motivos. Fala noutros livros, adoro ler livros com referência a outros livros. Mostra o que os livros podem fazer por nós, recordando-me a minha técnica no processo de recuperação de desamores. Lembro-me de estar de férias no Algarve e devorar livros de forma a esquecer um ex-namorado. Lembro-me de ler livros de aventuras para esquecer a morte do meu pai e acreditar que a vida podia ser alegre. Depois de metade do livro, torna-se um bocadinho repetitivo. Já todos percebemos a ideia mas ela continua continua continua a repetir-se. Mesmo assim, não deixa de ser uma leitura super recomendada por mim. No final, existe a lista de livros que a autora leu durante um ano. Todas (acho que sim) as vantagens de ler estão dentro deste livro, vale muito a pena.

 

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“O Ano Sabático” de João Tordo

 

Hugo está a passar por uma fase difícil. Não consegue criar, não consegue avançar e precisa urgentemente de encontrar um caminho. Decide partir de França com a ideia de passar um ano sabático junto da família em Portugal. Parte, instala-se na casa da sua irmã gémea, conhece o seu sobrinho Mateus, o cunhado e a empregada de ambos. Consigo leva apenas o contrabaixo Nutella. Ele está há anos a compor uma música que tem por nome Dulcineia mas não sabe como terminá-la.Numa ida a um  concerto de um pianista conhecido e famoso, Luís Stockman, reconhece a melodia Dulcineia no meio de outras, a mesma música que vive na sua cabeça por terminar. Depois desse momento, Hugo quer saber como é que o famoso Luís Stockman sabe da existência da melodia na qual ele trabalha há anos.

 

 

Este livro confunde, consegue juntar realidade e ficçao. Consegue tocar o nosso intimo. Ainda estou a digerir a história, ainda mantenho a história presente tendo terminado a leitura há há seis dias. Não consegui largar o livro, estava agarrada a ele quando tinha tempo livre. O personagem Hugo é complexo, angustiante e triste. Como os dias de inverno, em que não apetece ver ninguém. A história está dividida, primeiro Hugo, depois o escritor amigo de Luís Stockman. Pontos de vistas diferentes, talvez iguais.

 

 

Este livro aborda de forma fria a história de um homem que nunca superou a morte do seu  irmão gémeo horas depois de ter nascido. No final, fica um vazio. Comigo ficou. E com este último romance nasceu a necessidade de conhecer as outras obras de João Tordo.

 

 

Ainda esta semana espero fazer um vídeo sobre o livro para o canal.