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Opinião | Como Cozinhar uma Criança, de Afonso Cruz

Como Cozinhar uma Criança, é o mais recente trabalho para o público mais novo do português Afonso Cruz. Recentemente lançado pela Alfaguara Infantil é uma leitura recomendada para as crianças dos 6 aos 10 anos.

 

As ilustrações são magnificas. Uma bela receita gráfica de alimentos em ponto pequeno cozinhada com criatividade. O livro começou por captar a minha atenção por aí. Pela capa. Mas precisamos de falar neste título. Dá vontade de rir. Como assim? Cozinhar crianças? O que quer o Afonso Cruz dizer com isso?

 

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É um livro infantil para ser discutido em conjunto com os mais novos. Ou talvez seja um livro para criar a dúvida ao mundo inteiro. Como assim, cozinhar crianças? Quem as cozinha? Nós, os adultos. Cozinheiros, sempre certos dos melhores ingredientes. Ou talvez não. Talvez ninguém saiba a receita perfeita para cozinhar crianças. Ou talvez saibamos, mas a receita nem sempre é eficaz. Será? Com amor não há falhas.

 

“…um beijinho aqui, um bocadinho ali. Beijinhos por todo o lado, é assim que pontilhamos a receita de pedras preciosas.”

 

Este livro é uma excelente recomendação. Um pequeno drama teatral para os professores mais corajosos pegarem no argumento e colocarem os pais a representar, quiçá, numa festa de natal ou numa festa qualquer. Dois cozinheiros prontos para cozinharem crianças. Tal como os pais, os educadores, prontos para fazer da linguagem uma receita eficaz para o futuro.

 

Recomendo este livro. É uma surpresa e precisa de estar na cozinha de todos os lares portugueses.

 

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“Para Onde Vão os Guarda-Chuvas” de Afonso Cruz – Impressões às primeiras cem páginas

 

 

 

Ao contrário do que pensava, nunca tinha lido nada do autor, excepto um conto e algumas passagens cada vez que ia à livraria. Este livro tinha de pertencer à minha estante. Comecei a ler este fim de semana, tal como prometido. É um livro muito bonito por dentro e por fora. Adoro o título, a capa. Começa logo com um murro no estômago, uma pequena história ilustrada sobre o Natal. O autor é de uma criatividade incrível.

A história passa-se no Oriente, conta a história de um vendedor de tapetes chamado Fazal Elahi. Logo no inicio damos conta que Fazal Elahi levou um menino cristão da rua para sua casa. Sua irmã não concorda com a ideia. E assim começa esta história que nos vai contar várias histórias. O livro não decorre de um modo linear, vamos descobrindo aos poucos o que se passou para Fazal Elahi ir buscar aquele menino à rua. Não sei será consciência o emprego de Fazal, mas esta história lembra-me a criação de um tapete, fio a fio, até ficar completa.

São vários personagens que se ligam, com uma história para contar. Estou a adorar acompanhar a história de todos eles. As filosofias que acompanham cada um. Agora na página cento e pouco estou impressionada com a personalidade do pequeno Salim. É extraordinário!

As imagens que acompanham o texto são fabulosas, está a ser muito bom descobrir o significado de cada uma.

Comecei o livro sem expectativa alguma. Queria ser surpreendida. Estou a ser mais do que surpreendida. Estou a gostar cada vez mais deste livro.