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OPINIÃO | DEMÊNCIA, CÉLIA CORREIA LOUREIRO

 

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Abril, 2019

Editora Coolbooks

Tenho ficado agradavelmente surpreendida com as novas publicações por parte da editora CoolBooks. Têm apostado muito nos autores portugueses de forma profissional. Tão bom! Demência, da autora Célia Loureiro que tem mais três livros editados, vê assim o seu primeiro romance ganhar uma nova edição.

O que me fez ter vontade de ler o livro foram as palavras da Célia Loureiro em relação ao seu livro, no meu site preferido: Goodreads.  Transcrevo algumas frases da review , onde a própria acabou por atribuir 4.5 estrelas ao seu livro. Digam-me, se também não ficaram com vontade de o ler depois destas palavras.

“Este Demência foi um trabalho descontínuo desde 2009, e foi culminar em cento e qualquer coisa páginas escritas de um sopro em Julho de 2011. “

“Fui eu que a escrevi – mas mais do que um eu, Célia, fui eu, portuguesa. As palavras com que me expressei são aquelas, não foram traduzidas nem seleccionadas pela editora. São mesmo aquelas – desconcertantes, por vezes, duras, cruas, comoventes, descritivas, desoladoras. São aquelas e não outras.”

É um enredo sobre  – não me tinha apercebido disso. Sobre os motivos pelos quais as pessoas são levadas a acreditar numa asserção, motivos esses condicionados, inconscientemente, pelo próprio empirismo, pela racionalidade, pelos estereótipos, pelos preconceitos, pelas ideias pré-concebidas, pelo nosso próprio conhecimento, tantas vezes ignorante ou insuficiente, dos outros e dos factos. “

“…deu-me um prazer enorme escrevê-lo e é agradável saber que, quando estou com pouco apetite para leituras, é o meu pequeno (não assim tanto) Demência que me pisca o olho da estante e é ele que me distrai. As páginas voam – como leitora, que bebe as palavras que lê, e não como a escritora que lhes deu voz – nas minhas mãos.

Espero que quem quer que o leia retire este mesmo prazer dele. E que se recorde que o escrevi entre os 19 e os 21 anos. Tenho toda uma vida pela frente para conquistar, para mim própria, mais 0,5 pontos.”

 

Agora a minha opinião. Que é um bocadinho diferente da criadora da história e da maioria dos elogios rasgados feitos actualmente. Não sou do contra, juro! Vejo a imensa qualidade na escrita da Célia. Como assim, 19 a 21 anos?! Para um primeiro livro é extraordinária. E não é só para um primeiro livro, ela é mesmo extraordinária. Já tinha dado provas disso com o seu livro Uma Mulher Respeitável, cujo livro já tentei ler e me impressionou, mas não me prendeu porque não sou menina de romances históricos. Não sei porque insisto. Preciso de estar muito na vibe. Não foi o caso.

 

Adiante, o Demência não funcionou comigo porque achei extremamente longo e aborrecido. Não via a hora de terminar. Sempre que estava com ele nas mãos morria de sono. O primeiro capitulo fez-me acreditar que ia sair desta história de rastos emocionalmente. Mas pelo contrário, não consegui ligar-me de maneira nenhuma à história das duas protagonistas. Senti que as palavras forçavam e queriam cansar-me até fazer-me chorar. Aquele episódio lá para o final só me fez revirar os olhos e achei tudo muito apressado. O romance é super cliché e não me surpreendeu. Eu não sou moça de romances, já devia ter aprendido.

 

Gostei da temática da história, da estrutura e do potencial das personagens. Bem bom. Não querendo ser desagradável, e encerrando esta opinião, recomendo a leitura deste livro. A culpa não é dele, sou eu. Acho que isto de dar estrelas a um livro tem muito que se diga, e ninguém quer saber se tem meia estrelas a mais ou a menos. Também espero que ninguém o deixe de ler um livro por causa disso.

 

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Opinião | A Vida Escondida Entre Livros, Stephanie Butland

 

Março 2019

Top Seller

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Comprei este livro porque foi sugerido por uma seguidora quando pedi indicações de títulos para ler brevemente. Juntei o útil ao agradável, ou seja, aproveitei o projecto Festejar o Livro para ler livros sobre livros. E para ser sincera, a capa chamou-me bastante a atenção.

 

As expectativas não eram as mais altas. Esperava um livro três estrelas, com romance à mistura e muitas referências literárias. Só falhei no que diz respeito ao romance. Este livro aparenta ser um livro fofinho, mas é mais do isso. Aborda questões muito actuais e pertinentes. Mas não vou relevar, para serem apanhadas de surpresa, como eu. Não estava nada à espera que o livro se revelasse uma história tão dramática.

 

Loveday é uma protagonista cativante e apesar de ser descrita como uma miúda meio gótica, tatuagens e afins, nunca consegui imaginá-la assim. Nem sempre mando na minha imaginação, tá? Não sei o que aconteceu, mas estava sempre a imaginar a moça como a loira da série You. Mas não é. Talvez nas inseguranças, não sei. Andei a ver a série e talvez tenha sido confusão da minha cabeça.

 

Loveday trabalha numa livraria depois de uma infância difícil, em casas de acolhimento, parece ter encontrado a paz de espírito. Mas tudo muda, durante o percurso da sua casa para a livraria. Encontra um livro perdido, que consequentemente, a faz conhecer o Nathan.  Pelo meio, surge um mistério por desvendar, um romance agridoce (para não chamar outra coisa) e muitas noites de poesia. Aposto que aqueles poemas perderam a força com a tradução.

 

Giro é o facto do livro estar dividido entre capítulos chamados de: poesia, história, crime. Sempre ligados à história que é contada posteriormente. Pormenores agradáveis. O rol de acontecimentos em vez de me cativar, afastou-se. Senti que o segredo fazia todo o sentido, e até me comovi, mas o final apressa-se e acaba numa mistela catastrófica.

 

Gostei das referências literárias e da mensagem. Não senti apego pelo livro com o desfecho, mas adorei o inicio. Fez-me sentir que estava a encontrar um livro apaixonante. E estava a ser, até deixar de ser. Lógico! Tenho saudades de ler um young adult (livros para jovens adultos) arrebatador. Mais uma vez, não foi o caso. Já li livros mais apaixonantes, mas instigantes e emocionantes. Quais? Espreita a lista: Os meus 10 YA preferidos

 

Recomendo o livro para quem gosta de livros deste género. Não é água com açúcar, nem nada muito elaborado. Lê-se bem.

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Opinião | A Persuasão Feminina, Meg Wolitzer

 

Editora Teorema

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Mais um livro cinco estrelas no meio do pequeno núcleo de leituras. Devorei do inicio ao fim, com direito a diversas emoções. Como disse no Instagram, começa muito bem, é um primeiro capítulo vibrante. A partir daí, é como descascar uma cebola. Camada a camada, as personagens são descortinadas, de acordo com episódios muito comuns do dia a dia.

 

Gostei da forma como a autora desenvolveu a história e as personagens. Fiquei agarrada desde a primeira cena, entre a Greer e a Faith. Consegui colocar-me na pele da Greer e sentir o fascínio dela pela Faith. Os meus olhos brilharam juntamente com os delas. Quando conheces alguém que defender algo que tu interiormente já defendias, mas não sabes muito o que é.

 

Não querendo descortinar a história, até porque é difícil de explicar o tema central, e manter o teu interesse neste livro, posso garantir que é uma história como a vida real, com personagens muito realistas, com acções muito “gente como a gente”. Dei por mim a julgar e interrogar-me, “será que eu faria o mesmo?”, “ela é boa amiga?”, “isto é correcto?”, etc… Dei por mim a ter uma dualidade de opinião em relação a todas as personagens.

 

Começa com uma cena desagradável, na escola, envolvendo um rapaz muito nojento. “- Foi como se ele sentisse que tinha o direito de fazer o que quisesse”. O assunto é abafado há muito tempo, mas a Greer decide falar no assunto perante todos, durante uma presença da Faith na escola. As duas conhecem-se, as suss vidas acabarão por se cruzar mais tarde.

 

Zee, a amiga da Greer, é a minha personagem preferida. “Zee era política de uma forma inata e fervosa. Tinha começado pelos direitos dos animais, quando era pequena; pouco depois, tornara-se vegetariana e, ao longo do tempo, a profundida dos seus sentimentos pelos animais expandiu-se também para pessoas e fê-la preocupar-se igualmente com os direitos das mulheres, os direitos LGBT, a guerra e a sua inevitável torrente de refugiados,…”. Greer tem uma atitude em relação a ela que me deixou triste. Farias o mesmo? A amizade das duas ficará frágil.

 

O feminismo é um dos temas mais abordados. Passagens inteligentes, diálogos muito esclarecedores e uma energia girl power constante ao longo do livro. Gosto do facto dos diálogos trazerem boas reflexões. Sobre o relacionamento entre a mulher e o homem, o sexo, a atração, a paixão.

 

“- Sempre que falo em faculdades conheço jovens que me dizem: «Eu não sou feminista, mas…» E com isso querem dizer: «Não me reconheço como feminista, mas quero igualdade de salários, e quero ter relações igualitárias com homens, e é claro que quero ter igual direito ao prazer sexual. Quero levar uma vida justa e boa. Não quero que me impeçam por ser mulher.»

“- E tenho sempre vontade de responder: o que achas que é o feminismo, se não isso? Como julgas que vais obter todas essas coisas se negas o movimento político cujo objetivo em si mesmo é obter essa vida que queres?”

 

O livro tem drama. Há um episódio tão triste pelo meio. Nunca mais o esqueci. O livro é muito coerente a nível da fluidez. Não te enche de dramas atrás de dramas, tem o tempo certo para cada episódio. O que o torna muito agradável numa determinado momento, e angustiante noutros. Cheguei ao final e senti-me saciada É isto, somos isto. Sou um bocadinho de cada personagem.

 

 

Recomendo muito, é uma grande salada de temas actuais, com personagens marcantes e interessantes. Leiam. É muito bom.

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SUGESTÕES DE LIVROS INFANTIS E JUVENIS | DIA INTERNACIONAL DO LIVRO

Hilda e as Pessoas Escondidas, Luke Pearson – comprar livro

Sinopse

Uma série original NETFLIX
Apresentamos-te a Hilda: exploradora, aventureira, ávida colecionadora de cadernos de desenho e amiga de todas as criaturas do vale! Bem… de quase todas…
Acompanha a nossa querida heroína no seu primeiro encontro com um troll, nas negociações pela paz com elfos muito picuinhas e ajuda-a a desvendar o mistério do gigante que só aparece à meia-noite. O dia a dia de Hilda é repleto de criaturas fantásticas e aventuras excitantes… mas o que irá ela fazer quando for obrigada a mudar-se para Trolberg, longe da sua querida floresta encantada?

 

Histórias para Rapazes Que Sonham Mudar o Mundo, G.L. Marvel – comprar livro

Sinopse

Desde que o mundo é mundo, sempre houve grandes criadores e grandes inovadores. Uns nasceram ricos; outros, muito pobres. Uns tiveram de lutar sem descanso pelas suas ideias, outros foram reconhecidos e aplaudidos em vida… Mas todos foram autênticos super-heróis. Pessoas que deixaram o mundo muito melhor do que o encontraram.

Aqui podemos inspirar os nossos rapazes sonhadores (e raparigas, claro) a voarem mais alto e serem tudo aquilo que desejarem ser!

Alan Turing, Albert Einstein, Andre Agassi, Antoine de SaintExupéry, Charles Darwin, Dalái Lama, David Attenborough, Haile Gebrselassie, Harvey Milk, Iqbal Masih, Jacques-Yves Cousteau, João Garcia, Jamie Oliver, John Lennon, Julio Verne, Salvador Sobral, Leonardo da Vinci, Louis Braille, Aristides de Sousa Mendes, Sebastião Salgado, Stephen Hawking, Cristiano Ronaldo, Mahatma Gandhi, entre muito outros.

O Coelho Que Sabia Ouvir,  Cori Doerrfeld – comprar livro
Sinopse

Foi então que chegou o coelho. E tudo o que o coelho fez foi ouvir; e era só disso que o Tito precisava.

Um livro doce e encantador, capaz de sossegar qualquer coração atribulado.

A prova de que, às vezes, um simples abraço tem mais força do que mil palavras.

Uma mensagem necessária, relevante e muito poderosa, que urge transmitir às gerações mais novas, sobretudo nos dias barulhentos que correm:

O enorme poder do silêncio!

Ilustrações muito comoventes, prontas a criar empatia entre as personagens e os pequenos leitores.

Como Cozinhar uma Criança, Afonso Cruz – comprar livro
Sinopse

Do premiado autor Afonso Cruz, uma história para desafiar o palato de pequenos e grandes leitores.

Junta os melhores ingredientes, traz panelas e tachos, frigideiras e grelhadores, chapéu de cozinheiro, colheres de pau e avental, e muitas especiarias, porque vamos aprender a cozinhar uma criança.

Al dente!